Estudo da impulsividade na dependência de cocaína/crack e no transtorno do jogo: aspectos cognitivos e de neuroimagem
| Ano de defesa: | 2015 |
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Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
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Resumo: | A impulsividade caracteriza diversas condições psiquiátricas, tais com transtorno de déficit de atenção e hiperatividade, esquizofrenia e dependência de drogas. Entretanto, a relação da impulsividade com o desenvolvimento e a manutenção destes transtornos, embora já bem estabelecida, ainda não tem seus mecanismos bem esclarecidos. O presente trabalho avaliou a impulsividade e as funções executivas (FEs) na dependência de cocaína e de crack, investigando as correlações entre diferentes medidas deste constructo e também a sua relação com o tratamento com psicoterapia cognitivo-comportamental. Como medidas de impulsividade foram utilizadas a Escala de Impulsividade de Barratt (BIS-11), o Questionário de Desconto do Futuro, o Stroop Color-Word Test e o Teste Stop-Signal. Para avaliação das FEs foram utilizados o teste Wisconsin de Classificação de Cartas e o teste Procurar Símbolos. Também foi utilizado um exame de Imagem por Ressonância Magnética funcional (IRMf) para avaliara a resposta cerebral à inibição comportamental na tarefa controle inibitório Go/No-go (GNG). A neurobiologia da impulsividade e sua relação com outras medidas foram investigadas no transtorno do jogo, uma dependência comportamental. Isto permitiu uma ampla visão sobre o papel da impulsividade tanto na dependência de substâncias quanto no transtorno do jogo. Entre os resultados encontrados observamos maiores níveis de impulsividade nos dependentes do que em indivíduos saudáveis, porém, este resultado não foi consistente em todas as medidas, sendo mais saliente na medida de autorrelato (BIS-11). Além disto, houve diferença na resposta cerebral diante do desempenho de uma tarefa GNG entre jogadores patológicos (JPs) e sujeitos saudáveis. Tanto nos dependentes de cocaína/crack quanto nos JPs as diferentes medidas de impulsividade apresentaram pouca correlação com medidas de FEs e com o sinal BOLD (da imagem por ressonância magnética funcional). Concluímos que a impulsividade é um traço marcante nos dois tipos de dependência estudado, e que é alterado com o tratamento e abstinência. Porém, é importante o uso de diversas medidas para a avaliação da impulsividade, pois ela não é um constructo unitário. |
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Como medidas de impulsividade foram utilizadas a Escala de Impulsividade de Barratt (BIS-11), o Questionário de Desconto do Futuro, o Stroop Color-Word Test e o Teste Stop-Signal. Para avaliação das FEs foram utilizados o teste Wisconsin de Classificação de Cartas e o teste Procurar Símbolos. Também foi utilizado um exame de Imagem por Ressonância Magnética funcional (IRMf) para avaliara a resposta cerebral à inibição comportamental na tarefa controle inibitório Go/No-go (GNG). A neurobiologia da impulsividade e sua relação com outras medidas foram investigadas no transtorno do jogo, uma dependência comportamental. Isto permitiu uma ampla visão sobre o papel da impulsividade tanto na dependência de substâncias quanto no transtorno do jogo. Entre os resultados encontrados observamos maiores níveis de impulsividade nos dependentes do que em indivíduos saudáveis, porém, este resultado não foi consistente em todas as medidas, sendo mais saliente na medida de autorrelato (BIS-11). Além disto, houve diferença na resposta cerebral diante do desempenho de uma tarefa GNG entre jogadores patológicos (JPs) e sujeitos saudáveis. Tanto nos dependentes de cocaína/crack quanto nos JPs as diferentes medidas de impulsividade apresentaram pouca correlação com medidas de FEs e com o sinal BOLD (da imagem por ressonância magnética funcional). Concluímos que a impulsividade é um traço marcante nos dois tipos de dependência estudado, e que é alterado com o tratamento e abstinência. Porém, é importante o uso de diversas medidas para a avaliação da impulsividade, pois ela não é um constructo unitário.Impulsivity is a characteristic shared by many psychiatric disorders, such as the attention deficit hyperactivity disorder, schizophrenia and drug addiction. Although the impact of impulsivity on the development and maintenance of these disorders is well stablished, its underlying mechanisms are still not well understood. The present study evaluated both impulsivity and executive functioning (EF) on cocaine and crack addiction, through the analysis of correlations between different measures of impulsivity and its relationship with the treatment with cognitive-behavioral therapy. The neurobiology of impulsivity and its relation with other measures was also investigated in this study on gambling disorder, a behavioral addiction. These studies allowed a broad overview on the role of impulsivity on both drug-related and gambling disorders. As part of our results we observed higher levels of impulsivity in drug dependent individuals in comparison to healthy subjects. However this result was not consistent across in all impulsivity measures, with higher differences being observed on the self-report measure (Barratt Impulsiveness Scale). Additionally, there was a difference in the neural response on a task of inhibitory control (the Go/No-go task) between pathological gamblers (PG) and healthy subjects. On both cocaine/crack dependent subjects and PG, the several different measures of impulsivity showed little correlation with EF and with the BOLD signal (of the functional magnetic resonance imaging). Therefore we concluded that impulsivity is a prominent feature on both studied disorders, and it can be altered with treatment and abstinence. Nevertheless, it is important to use different measures to evaluate impulsivity, as it is not a unitary concept.Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq)Associação Fundo de Incentivo à Pesquisa (AFIP)CAPES: BEX 14476/13/0488 f.https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=2412738RAMOS, Anna Carolina. Estudo da impulsividade na dependência de cocaína/crack e no transtorno do jogo: aspectos cognitivos e de neuroimagem. 2015. 88 f. Tese (Doutorado em Psicobiologia) - Escola Paulista de Medicina, Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), São Paulo, 2015.2015 RAMOS, ANNA CAROLINA Doutorado.pdfhttp://repositorio.unifesp.br/handle/11600/49007ark:/48912/001300001j49qporUniversidade Federal de São Paulo (UNIFESP)info:eu-repo/semantics/openAccessTranstornos relacionados ao uso de cocaínaJogo patológicoComportamento impulsivoImagem por ressonância magnéticaEstudo da impulsividade na dependência de cocaína/crack e no transtorno do jogo: aspectos cognitivos e de neuroimagemThe study of impulsivity on cocaine/crack addiction and gambling disorder: neurocognitive and neuroimaging aspectsinfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisinfo:eu-repo/semantics/publishedVersionreponame:Repositório Institucional da UNIFESPinstname:Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)instacron:UNIFESPSão Paulo, Escola Paulista de Medicina (EPM)PsicobiologiaCiências da saúdeMedicinaORIGINALAnna Carolina Ramos-A.pdfAnna Carolina Ramos-A.pdfTese Doutoradoapplication/pdf1577010https://repositorio.unifesp.br/bitstreams/56fc5ad4-b91f-481c-9d4f-08df22148a04/download5102e906572cbd44105e89ce8a522312MD52TEXTAnna Carolina Ramos-A.pdf.txtAnna Carolina Ramos-A.pdf.txtExtracted texttext/plain115076https://repositorio.unifesp.br/bitstreams/edefbba9-f9fd-42ee-b41d-2aeaccd247ce/downloadc934f0d1d23736fcafa08544e743e30fMD53THUMBNAILAnna Carolina Ramos-A.pdf.jpgAnna Carolina Ramos-A.pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg2915https://repositorio.unifesp.br/bitstreams/950e9120-82c5-4858-b76c-e0bbba0c2af7/download56101b387f73465f8a2e9b6ad66a7688MD5411600/490072024-08-02 04:50:05.616oai:repositorio.unifesp.br:11600/49007https://repositorio.unifesp.brRepositório InstitucionalPUBhttp://www.repositorio.unifesp.br/oai/requestbiblioteca.csp@unifesp.bropendoar:34652024-08-02T04:50:05Repositório Institucional da UNIFESP - Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)false |
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