Linguagem e visão da comunidade na filosofia de Saul Kripke: de naming and necessity a wittgenstein on rules and private language

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2017
Autor(a) principal: Silva, Daniel Soares da [UNIFESP]
Orientador(a): Smith, Plinio Junqueira [UNIFESP]
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
dARK ID: ark:/48912/0013000029mw4
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Palavras-chave em Inglês:
Link de acesso: https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=5083027
https://repositorio.unifesp.br/handle/11600/50156
Resumo: Esta tese defende a interpretação segundo a qual há uma continuidade substancial – associada à importância conferida à dimensão social para a explicação da linguagem – entre Naming and Necessity e Wittgenstein on Rules and Private Language, de Saul Kripke. A hipótese interpretativa assumida neste trabalho afasta-se em vários pontos da leitura tradicional, para a qual não há qualquer unidade significativa entre os dois livros de Kripke, o que justificaria o tratamento desarticulado atribuído habitualmente a esses escritos. Para alcançar a sua finalidade, o presente estudo está organizado em quatro capítulos. Assim, na primeira parte, é apresentada a interpretação tradicional, bem como algumas razões que poderiam ser apontadas para a sua sustentação. Ainda no primeiro capítulo, consideram-se também algumas visões heterodoxas e minoritárias acerca das relações entre Naming and Necessity e Wittgenstein on Rules and Private Language. O capítulo 2, por sua vez, é dedicado à discussão do modo como a dimensão social da linguagem aparece na explicação da referência desenvolvida em Naming and Necessity. Dessa forma, são examinadas as noções de cadeias comunicativas e de comunidade, fundamentais para a proposta defendida em Naming and Necessity e para o desenvolvimento da hipótese central desta tese. De sua parte, o capítulo 3 investiga a dimensão social da linguagem tal como ocorre em Wittgenstein on Rules and Private Language. Para isso, analisa-se o paradoxo sobre o signficado formulado nesse livro, assim como a solução cética que o responde, a qual é a responsável por introduzir os aspectos comunitaristas característicos dessa obra. No capítulo 3, são consideradas também as tentativas de solução direta ao paradoxo semântico, as quais, na medida em que inevitavelmente fracassam, constituem uma fonte indireta de apoio para a própria solução cética. Por fim, com base no exame comparativo realizado nos capítulos anteriores, o capítulo 4 considera as principais diferenças e semelhanças entre os dois livros analisados, ressaltando-se a semelhança quanto à dimensão social da linguagem. O capítulo 4 também apresenta e responde algumas objeções que poderiam ser feitas à interpretação defendida nesta tese.
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Assim, na primeira parte, é apresentada a interpretação tradicional, bem como algumas razões que poderiam ser apontadas para a sua sustentação. Ainda no primeiro capítulo, consideram-se também algumas visões heterodoxas e minoritárias acerca das relações entre Naming and Necessity e Wittgenstein on Rules and Private Language. O capítulo 2, por sua vez, é dedicado à discussão do modo como a dimensão social da linguagem aparece na explicação da referência desenvolvida em Naming and Necessity. Dessa forma, são examinadas as noções de cadeias comunicativas e de comunidade, fundamentais para a proposta defendida em Naming and Necessity e para o desenvolvimento da hipótese central desta tese. De sua parte, o capítulo 3 investiga a dimensão social da linguagem tal como ocorre em Wittgenstein on Rules and Private Language. Para isso, analisa-se o paradoxo sobre o signficado formulado nesse livro, assim como a solução cética que o responde, a qual é a responsável por introduzir os aspectos comunitaristas característicos dessa obra. No capítulo 3, são consideradas também as tentativas de solução direta ao paradoxo semântico, as quais, na medida em que inevitavelmente fracassam, constituem uma fonte indireta de apoio para a própria solução cética. Por fim, com base no exame comparativo realizado nos capítulos anteriores, o capítulo 4 considera as principais diferenças e semelhanças entre os dois livros analisados, ressaltando-se a semelhança quanto à dimensão social da linguagem. O capítulo 4 também apresenta e responde algumas objeções que poderiam ser feitas à interpretação defendida nesta tese.This thesis defends the interpretation according to which there is a substantial continuity – associated with the importance conferred to the social dimension for the explanation of the language – between Naming and Necessity and Wittgenstein on Rules and Private Language, by Saul Kripke. The interpretative hypothesis assumed in this work departs at several points from the traditional reading for which there is no significant unity between both books by Kripke, which would justify the separate treatment usually attributed to these writings. In order to achieve its purpose, the present study is organized into four chapters. Thus, in the first part, the traditional interpretation is presented, as well as some reasons that could be pointed out for its support. Also in the first chapter, some heterodox and minority views on the relations between Naming and Necessity and Wittgenstein on Rules and Private Language are considered. Chapter 2, for its turn, is dedicated to discussing the way how the social dimension of language appears in the account on reference developed in Naming and Necessity. In this fashion, the notions of communicative chains and community are examined, which are fundamental for the proposal defended in Naming and Necessity and for the development of the central hypothesis of this thesis. For its part, chapter 3 investigates the social dimension of language as it occurs in Wittgenstein on Rules and Private Language. For this, the paradox about the meaning formulated in that book is analyzed, as well as the sceptical solution that answers it, which is responsible for introducing the characteristic communitarist aspects of that work. In chapter 3, the attempts of straight solutions to the semantic paradox are also considered, which insofar as they inevitably fail, constitute an indirect source of support for the skeptical solution itself. Finally, based on the comparative analysis carried out in previous chapters, chapter 4 considers the main differences and similarities between the two books analyzed, highlighting the similarity of the social dimension of language. Chapter 4 also presents and answers some objections that could be made to the interpretation defended in this thesis.Dados abertos - Sucupira - Teses e dissertações (2017)172p.https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=50830272017-0308.pdfhttps://repositorio.unifesp.br/handle/11600/50156ark:/48912/0013000029mw4porUniversidade Federal de São Paulo (UNIFESP)info:eu-repo/semantics/openAccessFilosofia Da LinguagemKripkeReferênciaSignificadoKripkeReferenceMeaningCommunityLinguagem e visão da comunidade na filosofia de Saul Kripke: de naming and necessity a wittgenstein on rules and private languageinfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisinfo:eu-repo/semantics/publishedVersionreponame:Repositório Institucional da UNIFESPinstname:Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)instacron:UNIFESPGuarulhos, Escola de Filosofia, Letras e Ciências HumanasFilosofiaFilosofiaMetafísica, Ciência E Linguagem11600/501562024-08-22 17:45:24.585oai:repositorio.unifesp.br:11600/50156https://repositorio.unifesp.brRepositório InstitucionalPUBhttp://www.repositorio.unifesp.br/oai/requestbiblioteca.csp@unifesp.bropendoar:34652024-08-22T17:45:24Repositório Institucional da UNIFESP - Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)false
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