Arritmia ventricular assintomática em pacientes com doença renal crônica não dialítica desfechos clínicos após 2 anos de acompanhamento
| Ano de defesa: | 2017 |
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Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
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Resumo: | Introdução e objetivo: A presença de arritmia ventricular está associada com aumento do risco cardiovascular e de morte na população geral. A morte súbita é a principal causa de morte nos pacientes com doença renal crônica (DRC) dialítica. O objetivo deste estudo foi avaliar os efeitos da presença de arritmias ventriculares sobre os desfechos clínicos de pacientes em estágios mais precoces da DRC. Métodos: Este estudo prospectivo avaliou 109 pacientes com DRC (TFGe 34,8±16,1 mL/min/1.73m², 57±11,4 anos, 61% homens, 24% diabéticos). A hipótese testada foi se a presença de arritmias ventriculares assintomáticas no Holter de 24hs estaria associada ao aumento do risco de eventos cardiovasculares, hospitalização, morte e seu desfecho combinado em 24 meses de acompanhamento. Os pacientes que tinham extrassístoles ventriculares em qualquer número foram considerados como portadores de arritmia ventricular. Arritmia ventricular complexa foi definida como: extrassístoles ventriculares multifocais ou pareadas, taquicardia ventricular não sustentada ou fenômeno da onda R sobre a onda T. Resultados: No início do estudo, foi observada qualquer arritmia ventricular em 34 % e arritmia ventricular complexa em 14% dos pacientes. Durante o seguimento, foram registrados: 11 eventos cardiovasculares, 15 hospitalizações e 4 mortes. Todos os óbitos ocorreram nos pacientes com qualquer arritmia ventricular. A presença de arritmia ventricular complexa no início do estudo foi associada com eventos cardiovasculares (P<0,001), hospitalizações (P=0,018), morte por todas as causas (P<0,001) e desfecho combinado (P<0,001). Na análise multivariada, ajustando para fatores demográficos, a presença de arritmia ventricular complexa foi associada com aumento do risco do desfecho combinado (HR: 4,40; IC 95%: 1,60-12,13, P = 0,004). Conclusão: Neste estudo piloto, a presença de arritmia ventricular complexa assintomática em pacientes com DRC não dialítica foi frequente e se associou com piores desfechos clínicos. |
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http://lattes.cnpq.br/8616590420890318Bonato, Fabiana Oliveira Bastos [UNIFESP]http://lattes.cnpq.br/9082170154030912Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)Canziani, Maria Eugenia Fernandes [UNIFESP]São Paulo2019-06-19T14:58:09Z2019-06-19T14:58:09Z2017-02-28Introdução e objetivo: A presença de arritmia ventricular está associada com aumento do risco cardiovascular e de morte na população geral. A morte súbita é a principal causa de morte nos pacientes com doença renal crônica (DRC) dialítica. O objetivo deste estudo foi avaliar os efeitos da presença de arritmias ventriculares sobre os desfechos clínicos de pacientes em estágios mais precoces da DRC. Métodos: Este estudo prospectivo avaliou 109 pacientes com DRC (TFGe 34,8±16,1 mL/min/1.73m², 57±11,4 anos, 61% homens, 24% diabéticos). A hipótese testada foi se a presença de arritmias ventriculares assintomáticas no Holter de 24hs estaria associada ao aumento do risco de eventos cardiovasculares, hospitalização, morte e seu desfecho combinado em 24 meses de acompanhamento. Os pacientes que tinham extrassístoles ventriculares em qualquer número foram considerados como portadores de arritmia ventricular. Arritmia ventricular complexa foi definida como: extrassístoles ventriculares multifocais ou pareadas, taquicardia ventricular não sustentada ou fenômeno da onda R sobre a onda T. Resultados: No início do estudo, foi observada qualquer arritmia ventricular em 34 % e arritmia ventricular complexa em 14% dos pacientes. Durante o seguimento, foram registrados: 11 eventos cardiovasculares, 15 hospitalizações e 4 mortes. Todos os óbitos ocorreram nos pacientes com qualquer arritmia ventricular. A presença de arritmia ventricular complexa no início do estudo foi associada com eventos cardiovasculares (P<0,001), hospitalizações (P=0,018), morte por todas as causas (P<0,001) e desfecho combinado (P<0,001). Na análise multivariada, ajustando para fatores demográficos, a presença de arritmia ventricular complexa foi associada com aumento do risco do desfecho combinado (HR: 4,40; IC 95%: 1,60-12,13, P = 0,004). Conclusão: Neste estudo piloto, a presença de arritmia ventricular complexa assintomática em pacientes com DRC não dialítica foi frequente e se associou com piores desfechos clínicos. Background/Aims: Ventricular arrhythmia is associated with increased risk of cardiovascular events and death in the general population. Sudden death is a leading cause of death in end-stage renal disease. We aimed at evaluating the effects of ventricular arrhythmia on clinical outcomes in patients with earlier stages of chronic kidney disease (CKD). Methods: In a prospective study of 109 nondialyzed CKD patients (eGFR 34.8±16.1 mL/min/1.73m², 57±11.4 years, 61% male, 24% diabetics), we tested the hypothesis that presence of subclinical ventricular arrhythmia, assessed by 24-hour electrocardiogram, is associated with increased risks of cardiovascular events, hospitalization, and death and their composite outcome during 24 months of follow-up. Patients who had any number of ventricular extrasystoles were considered to have ventricular arrhythmia. Complex ventricular arrhythmia was defined as presence of multifocal ventricular extra-systoles, paired ventricular extra-systoles, nonsustained ventricular tachycardia, or R wave over T wave. Results: We identified ventricular arrhythmia in 34% and complex ventricular arrhythmia in 14% of participants at baseline. During follow-up, 11 cardiovascular events, 15 hospitalizations, and 4 deaths occurred. All deaths occurred in patients with ventricular arrhythmia. Presence of complex ventricular arrhythmia was associated with cardiovascular events (P<0.001), hospitalization (P=0.018), mortality (P<0.001) and the composite outcome (P<0.001). In multivariate cox regression analysis, adjusting for demographic characteristics, complex ventricular arrhythmia was associated with increased risk of the composite outcome (HR: 4.40; CI 95%: 1.60-12.13, P = 0.004). Conclusion: In this pilot study, presence of asymptomatic complex ventricular arrhythmia was associated with poor clinical outcomes in nondialyzed CKD patients.Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)180 f.https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=5747533BONATO, Fabiana Oliveira Bastos. Prevalência de arritmia ventricular e fatores associados em pacientes com doença renal crônica não dialítica. 2014. 97 f. Tese (Mestrado em Nefrologia) – Escola Paulista de Medicina, Universidade Federal de São Paulo, São Paulo, 2014.2017-0763.pdfhttp://repositorio.unifesp.br/handle/11600/50611ark:/48912/0013000021ddhporUniversidade Federal de São Paulo (UNIFESP)info:eu-repo/semantics/openAccessDoença renal crônicaArritmia ventricularDoenças cardiovascularesEpidemiologiaChronic kidney diseaseEntricular arrhythmiaEpidemiologyCardiovascular diseasesArritmia ventricular assintomática em pacientes com doença renal crônica não dialítica desfechos clínicos após 2 anos de acompanhamentoVentricular arrhythmia in chronic kidney disease patients Titulo traduzido : clinical outcomes after 2 years of follow upinfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisinfo:eu-repo/semantics/publishedVersionreponame:Repositório Institucional da UNIFESPinstname:Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)instacron:UNIFESPEscola Paulista de Medicina (EPM)Medicina (Nefrologia)Insuficiência RenalInsuficiência Renal CrônicaORIGINALFabiana Oliveira Bastos Bonato PDF A.pdfFabiana Oliveira Bastos Bonato PDF A.pdfTese de doutoradoapplication/pdf1844465https://repositorio.unifesp.br/bitstreams/c73f0dc7-60c2-4304-895f-c460b4cd2249/downloadf61d3274167215b841801b971b680020MD51TEXTFabiana Oliveira Bastos Bonato PDF A.pdf.txtFabiana Oliveira Bastos Bonato PDF A.pdf.txtExtracted texttext/plain116448https://repositorio.unifesp.br/bitstreams/13013902-1086-4259-9ecf-eac69cdd2674/download909d0446759cb6c3def5842c76c19221MD52THUMBNAILFabiana Oliveira Bastos Bonato PDF A.pdf.jpgFabiana Oliveira Bastos Bonato PDF A.pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg2980https://repositorio.unifesp.br/bitstreams/d44a8d2c-0544-48cd-a4ad-0360e0a0c57d/downloadde4308662d2da531e8ef44402be19c5dMD5311600/506112024-08-02 18:55:56.574oai:repositorio.unifesp.br:11600/50611https://repositorio.unifesp.brRepositório InstitucionalPUBhttp://www.repositorio.unifesp.br/oai/requestbiblioteca.csp@unifesp.bropendoar:34652024-08-02T18:55:56Repositório Institucional da UNIFESP - Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)false |
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Introdução e objetivo: A presença de arritmia ventricular está associada com aumento do risco cardiovascular e de morte na população geral. A morte súbita é a principal causa de morte nos pacientes com doença renal crônica (DRC) dialítica. O objetivo deste estudo foi avaliar os efeitos da presença de arritmias ventriculares sobre os desfechos clínicos de pacientes em estágios mais precoces da DRC. Métodos: Este estudo prospectivo avaliou 109 pacientes com DRC (TFGe 34,8±16,1 mL/min/1.73m², 57±11,4 anos, 61% homens, 24% diabéticos). A hipótese testada foi se a presença de arritmias ventriculares assintomáticas no Holter de 24hs estaria associada ao aumento do risco de eventos cardiovasculares, hospitalização, morte e seu desfecho combinado em 24 meses de acompanhamento. Os pacientes que tinham extrassístoles ventriculares em qualquer número foram considerados como portadores de arritmia ventricular. Arritmia ventricular complexa foi definida como: extrassístoles ventriculares multifocais ou pareadas, taquicardia ventricular não sustentada ou fenômeno da onda R sobre a onda T. Resultados: No início do estudo, foi observada qualquer arritmia ventricular em 34 % e arritmia ventricular complexa em 14% dos pacientes. Durante o seguimento, foram registrados: 11 eventos cardiovasculares, 15 hospitalizações e 4 mortes. Todos os óbitos ocorreram nos pacientes com qualquer arritmia ventricular. A presença de arritmia ventricular complexa no início do estudo foi associada com eventos cardiovasculares (P<0,001), hospitalizações (P=0,018), morte por todas as causas (P<0,001) e desfecho combinado (P<0,001). Na análise multivariada, ajustando para fatores demográficos, a presença de arritmia ventricular complexa foi associada com aumento do risco do desfecho combinado (HR: 4,40; IC 95%: 1,60-12,13, P = 0,004). Conclusão: Neste estudo piloto, a presença de arritmia ventricular complexa assintomática em pacientes com DRC não dialítica foi frequente e se associou com piores desfechos clínicos. |
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