Transplante renal em pacientes sensibilizados: análise de riscos e benefícios

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2015
Autor(a) principal: Ribeiro, Marcela Portugal de Alencar [UNIFESP]
Orientador(a): Pestana, Jose Osmar Medina de Abreu [UNIFESP]
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
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Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=2392341
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Resumo: Introdução: A sensibilização, definida como a presença de anticorpos anti-HLA, está associada a piores desfechos clínicos após o transplante renal, incluindo maior incidência de função tardia do enxerto, rejeição aguda e perda do enxerto. É medida através do painel de reatividade de anticorpos (PRA) e não há um ponto ideal para definição de risco. Em virtude do maior risco de rejeição aguda, regimes de elevada eficácia são geralmente utilizados em pacientes sensibilizados, incluindo a terapia de indução com globulina anti-timócito (ATG). Objetivos: Avaliar os desfechos de eficácia e segurança de 1 ano de receptores de transplante renal com doador falecido sensibilizados (PRA>0%) induzidos com ATG e compará-las aos de pacientes não sensibilizados. Materiais e métodos: Essa análise incluiu uma coorte retrospectiva de receptores de transplante renal adultos com doador falecido entre janeiro de 1998 a dezembro de 2009, que foram divididos em 5 grupos de acordo com PRA e terapia de indução. Os grupos 1, 2 e 3 são grupos controle (não sensibilizados) e os grupos 4,5 são grupos teste (sensibilizados), como segue: (grupo 1) N=89, PRA negativo, sem terapia de indução; (grupo 2) N=94, PRA negativo, indução com basiliximabe; (grupo 3) N=81, PRA negativo, induzidos com ATG; (grupo 4) N=64, PRA 1-49%, indução com ATG; (grupo 5) N=118, PRA >=50%, indução com ATG. Resultados: A população foi composta predominantemente por adultos jovens (46,4±11,2, p=0,059), brancos (53,4%, p=0,009), mulheres (52,9%, p<0,01), com doença renal crônica de etiologia indeterminada (39%, p=0,214), que realizam hemodiálise (95,3% p=0,045) por em tempo médio de 60±32-88 meses antes do transplante. Exceto por maior percentual de mulheres (60,9% no grupo 4 e 76,3 % no grupo 5 versus 47,2%, 29,8% e 45,7% nos grupos 1,2 e 3, respectivamente) e retransplantes (4,7% no grupo 4 e 9,3% no grupo 5 versus 0%, 1,1% e 2,5% nos grupos 1, 2 e 3, respectivamente) nos grupos de pacientes sensibilizados, não houve diferenças estatística e clinicamente significativas nas características demográficas dos receptores nos grupos estudados. A mediana de idade dos doadores foi 45 anos e os pacientes dos grupos teste (46 anos no grupo 4 e 43,5 anos no grupo 5) foram mais velhos que o grupo 1 (37 anos) e mais jovens que os doadores do grupo 3 (52 anos), grupo que apresentou o maior percentual de doadores de critério expandido (38,3% vs. 3,1% no grupo 4 e 9,3% no grupo 5). O tempo médio de isquemia fria (TIF) foi de 24,2±7,48 horas e os grupos testeapresentaram um TIF significativamente superior ao grupo 1 (18,9±7,3 horas vs. 26,9±7,6 horas no grupo 4, p<0,001 e 23,5±6,0 horas no grupo 5, p<0,001) e o grupo 5 apresentou um TIF médio menor que os grupos 2 (26,4±6,8 horas, p=0,022) e 3 (28,5±8,6 horas, p=0,007). Não houve diferenças na incidência de rejeição aguda entre os grupos de pacientes sensibilizados (4,7% no grupo 4 e 5,1% no grupo 5) e não sensibilizados (7,4% no grupo 2 e 2,5% nos grupo 3), exceto pelo grupo 1, que apresentou a maior incidência de rejeição aguda (20,2%, p=0,006 vs. grupo 4 e p=0,001 vs. grupo 5). Os pacientes sensibilizados induzidos com ATG apresentaram uma maior incidência de infecção por CMV (26,6% e 14,4% vs. 2,1%) e infecção urinária (15,6% e 10,2% vs. 4,3%) quando comparados aos pacientes do grupo 2, mas não aos demais grupos. Por outro lado, os pacientes sensibilizados do grupo 5 apresentaram menor incidência de pneumonia (1,7% vs. 11,2%, p=0,004) e outras infecções (4,2% vs. 14,6%, p=0,009) quando comparado ao grupo 1. Não houve diferença estatisticamente significante na sobrevida do enxerto e do paciente em 1 ano de seguimento. Na análise multivariada, o valor de PRA pré-transplante superior a 50% e o uso da terapia de indução com ATG não foram associados a perda do enxerto, perda do enxerto com óbito censorado ou óbito. Conclusão: Os pacientes sensibilizados induzidos com ATG desta coorte apresentaram uma incidência de rejeição aguda semelhante ou inferior à de pacientes não sensibilizados não induzidos. Além disso, estes pacientes apresentaram sobrevidas do enxerto e do paciente semelhantes em 1 ano e comparável perfil de segurança quanto ao desenvolvimento de infecções.
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spelling http://lattes.cnpq.br/1621797721074970http://lattes.cnpq.br/7250195328752808Ribeiro, Marcela Portugal de Alencar [UNIFESP]Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)Pestana, Jose Osmar Medina de Abreu [UNIFESP]Tedesco-Silva, Hélio [UNIFESP]São Paulo2018-07-30T11:53:52Z2018-07-30T11:53:52Z2015-06-30Introdução: A sensibilização, definida como a presença de anticorpos anti-HLA, está associada a piores desfechos clínicos após o transplante renal, incluindo maior incidência de função tardia do enxerto, rejeição aguda e perda do enxerto. É medida através do painel de reatividade de anticorpos (PRA) e não há um ponto ideal para definição de risco. Em virtude do maior risco de rejeição aguda, regimes de elevada eficácia são geralmente utilizados em pacientes sensibilizados, incluindo a terapia de indução com globulina anti-timócito (ATG). Objetivos: Avaliar os desfechos de eficácia e segurança de 1 ano de receptores de transplante renal com doador falecido sensibilizados (PRA>0%) induzidos com ATG e compará-las aos de pacientes não sensibilizados. Materiais e métodos: Essa análise incluiu uma coorte retrospectiva de receptores de transplante renal adultos com doador falecido entre janeiro de 1998 a dezembro de 2009, que foram divididos em 5 grupos de acordo com PRA e terapia de indução. Os grupos 1, 2 e 3 são grupos controle (não sensibilizados) e os grupos 4,5 são grupos teste (sensibilizados), como segue: (grupo 1) N=89, PRA negativo, sem terapia de indução; (grupo 2) N=94, PRA negativo, indução com basiliximabe; (grupo 3) N=81, PRA negativo, induzidos com ATG; (grupo 4) N=64, PRA 1-49%, indução com ATG; (grupo 5) N=118, PRA >=50%, indução com ATG. Resultados: A população foi composta predominantemente por adultos jovens (46,4±11,2, p=0,059), brancos (53,4%, p=0,009), mulheres (52,9%, p<0,01), com doença renal crônica de etiologia indeterminada (39%, p=0,214), que realizam hemodiálise (95,3% p=0,045) por em tempo médio de 60±32-88 meses antes do transplante. Exceto por maior percentual de mulheres (60,9% no grupo 4 e 76,3 % no grupo 5 versus 47,2%, 29,8% e 45,7% nos grupos 1,2 e 3, respectivamente) e retransplantes (4,7% no grupo 4 e 9,3% no grupo 5 versus 0%, 1,1% e 2,5% nos grupos 1, 2 e 3, respectivamente) nos grupos de pacientes sensibilizados, não houve diferenças estatística e clinicamente significativas nas características demográficas dos receptores nos grupos estudados. A mediana de idade dos doadores foi 45 anos e os pacientes dos grupos teste (46 anos no grupo 4 e 43,5 anos no grupo 5) foram mais velhos que o grupo 1 (37 anos) e mais jovens que os doadores do grupo 3 (52 anos), grupo que apresentou o maior percentual de doadores de critério expandido (38,3% vs. 3,1% no grupo 4 e 9,3% no grupo 5). O tempo médio de isquemia fria (TIF) foi de 24,2±7,48 horas e os grupos testeapresentaram um TIF significativamente superior ao grupo 1 (18,9±7,3 horas vs. 26,9±7,6 horas no grupo 4, p<0,001 e 23,5±6,0 horas no grupo 5, p<0,001) e o grupo 5 apresentou um TIF médio menor que os grupos 2 (26,4±6,8 horas, p=0,022) e 3 (28,5±8,6 horas, p=0,007). Não houve diferenças na incidência de rejeição aguda entre os grupos de pacientes sensibilizados (4,7% no grupo 4 e 5,1% no grupo 5) e não sensibilizados (7,4% no grupo 2 e 2,5% nos grupo 3), exceto pelo grupo 1, que apresentou a maior incidência de rejeição aguda (20,2%, p=0,006 vs. grupo 4 e p=0,001 vs. grupo 5). Os pacientes sensibilizados induzidos com ATG apresentaram uma maior incidência de infecção por CMV (26,6% e 14,4% vs. 2,1%) e infecção urinária (15,6% e 10,2% vs. 4,3%) quando comparados aos pacientes do grupo 2, mas não aos demais grupos. Por outro lado, os pacientes sensibilizados do grupo 5 apresentaram menor incidência de pneumonia (1,7% vs. 11,2%, p=0,004) e outras infecções (4,2% vs. 14,6%, p=0,009) quando comparado ao grupo 1. Não houve diferença estatisticamente significante na sobrevida do enxerto e do paciente em 1 ano de seguimento. Na análise multivariada, o valor de PRA pré-transplante superior a 50% e o uso da terapia de indução com ATG não foram associados a perda do enxerto, perda do enxerto com óbito censorado ou óbito. Conclusão: Os pacientes sensibilizados induzidos com ATG desta coorte apresentaram uma incidência de rejeição aguda semelhante ou inferior à de pacientes não sensibilizados não induzidos. Além disso, estes pacientes apresentaram sobrevidas do enxerto e do paciente semelhantes em 1 ano e comparável perfil de segurança quanto ao desenvolvimento de infecções.Introduction: Sensitization, defined as the presence of anti-HLA antibodies is associated with worse clinical outcomes after renal transplantation, including higher incidence of delayed graft function, acute rejection and graft loss. It is measured by antibody reactivity panel (PRA) and there is no a sweet spot for risk definition. Due to the increased risk of acute rejection, high efficiency systems are generally used in sensitized patients, including induction therapy with anti-thymocyte globulin (ATG). Objectives: To evaluate the efficacy and safety outcomes 1 year of renal transplant recipients with deceased donor sensitized (PRA> 0%) induced with ATG and compare them to those of non-sensitized patients. Methods: This analysis included a retrospective cohort of renal transplant adults with deceased donor recipients from January 1998 to December 2009 were divided into 5 groups according to PRA and induction therapy. Groups 1, 2 and 3 are control (non-sensitized) and the test groups are groups 4 and 5 (sensitized) as follows: (Group 1) n = 89, to negative without induction therapy;(Group 2) N = 94, PRA negative, with basiliximab induction; (Group 3) C = 81, to negative, induced with ATG; (Group 4) N = 64, PRA 1-49%, induction with ATG; (Group 5) N = 118, PRA >=50%, induction with ATG. Results: The population was predominantly composed of young adults (46.4 ± 11.2, p = 0.059), white (53.4%, p = 0.009), women (52.9%, p <0.01), with chronic kidney disease of unknown etiology (39%, p = 0.214), on hemodialysis (95.3% p = 0.045) for a mean time of 60 ± 32-88 months before transplantation. Except for a greater percentage of women (60.9% in group 4 and 76.3% in group 5 versus 47.2%, 29.8% and 45.7% in groups 1,2 and 3, respectively) and a retransplant ( 4.7% in group 4 and 9.3% in group 5 versus 0%, 1.1% and 2.5% in groups 1, 2 and 3, respectively) in groups of sensitized patients, no significant differences and clinically significant in the demographic characteristics of the receptors in both groups. The median age of donors was 45 years and patients of the test group (46 years in group 4 and 43.5 years in group 5) were older than group 1 (37 years) and younger donors of group 3 (52 years), the group that had the highest percentage of expanded criteria donors (38.3% vs. 3.1% in group 4 and 9.3% in group 5). The mean cold ischemia time (TIF) was 24.2 ± 7.48 hours and the test groups had a significantly higher TIF to group 1 (18.9 ± 7.3 hours vs. 26.9 ± 7.6 hours in group 4, p <0.001 and 23.5 ± 6.0 hours in Group 5, p <0.001) and group 5 had a mean TIF less than 2 groups (26.4 ± 6.8 h, p = 0.022) and 3 (28.5 ± 8.6 h, p = 0.007). There were no differences in the incidence of acute rejection between groups of sensitized patients (4.7% in group 4 and 5.1% in group 5) and not sensitized (7.4% in group 2 and 2.5% in group 3 ), except for group 1, with the highest incidence of acute rejection (20.2%, p = 0.006 vs. Group 4 and p = 0.001 vs. group 5). The sensitized patients induced with ATG had a higher incidence of CMV infection (26.6% and 14.4% vs. 2.1%) and urinary tract infection (15.6% and 10.2% vs. 4.3% ) when compared to group 2, but not the other groups. On the other hand, the sensitized patients in group 5 had a lower incidence of pneumonia (1.7% vs. 11.2%, p = 0.004) and other infections (4.2% vs. 14.6%, p = 0.009) compared to group 1. There was no statistically significant difference in graft survival and patient at 1 year follow-up. In multivariate analysis, the PRA value pretransplant more than 50% and the use of induction therapy with ATG were not associated with graft loss, graft loss with censorado death or death. Conclusion: The sensitized patients induced with ATG this cohort showed a similar incidence of acute rejection or lower than non-sensitized patients not induced. Furthermore, these patients had graft survival and similar patients at 1 year and comparable safety profile for the development of infections.56 f.https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=2392341RIBEIRO, Marcela Portugal de Alencar. Transplante renal em pacientes sensibilizados: análise de riscos e benefícios. 2015. 56 f. Dissertação (Mestrado em Nefrologia) - Escola Paulista de Medicina, Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), São Paulo, 2015.http://repositorio.unifesp.br/handle/11600/48993ark:/48912/0013000025ms2porUniversidade Federal de São Paulo (UNIFESP)info:eu-repo/semantics/openAccessTransplante de rimFunção retardada do enxertoImunossupressoresSobrevidaTransplante renal em pacientes sensibilizados: análise de riscos e benefíciosKidney transplantation in sensitive patients: analysis of risks and benefitsinfo:eu-repo/semantics/masterThesisinfo:eu-repo/semantics/publishedVersionreponame:Repositório Institucional da UNIFESPinstname:Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)instacron:UNIFESPSão Paulo, Escola Paulista de Medicina (EPM)Medicina (Nefrologia)Ciências da saúdeMedicinaORIGINALMarcela Portugal de Alencar Ribeiro-A.pdfMarcela Portugal de Alencar Ribeiro-A.pdfDissertação Mestradoapplication/pdf586777https://repositorio.unifesp.br/bitstreams/141a98a4-6653-4811-a52c-34f39b4170c9/downloada4603860511e3ed624113217c5c5bd11MD51TEXTMarcela Portugal de Alencar Ribeiro-A.pdf.txtMarcela Portugal de Alencar Ribeiro-A.pdf.txtExtracted texttext/plain105182https://repositorio.unifesp.br/bitstreams/b2d0d53d-4b1a-4124-a1cc-04e8b9b5d7d8/download16c527c195228b374e3ffd1178aaaffeMD52THUMBNAILMarcela Portugal de Alencar Ribeiro-A.pdf.jpgMarcela Portugal de Alencar Ribeiro-A.pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg2815https://repositorio.unifesp.br/bitstreams/cf70f9e5-1cae-4b4e-bb41-77d105efa655/downloada783ce71f52b99a7c8808f4e42257902MD5311600/489932024-08-02 04:52:40.768oai:repositorio.unifesp.br:11600/48993https://repositorio.unifesp.brRepositório InstitucionalPUBhttp://www.repositorio.unifesp.br/oai/requestbiblioteca.csp@unifesp.bropendoar:34652024-08-02T04:52:40Repositório Institucional da UNIFESP - Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)false
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