Avaliação genotípica e fenotípica de cepas de Escherichia coli enteropatogênica atípica (aEPEC) capazes de induzir a produção de mucinas em células intestinais in vivo e in vitro

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2023
Autor(a) principal: Trovão, Liana de Oliveira [UNIFESP]
Orientador(a): Gomes, Tânia Aparecida Tardelli [UNIFESP]
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
dARK ID: ark:/48912/0013000024jnv
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de São Paulo
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Palavras-chave em Inglês:
Link de acesso: https://repositorio.unifesp.br/handle/11600/69143
Resumo: Introdução: Cepas de Escherichia coli estão amplamente distribuídas no intestino humano participando de sua microbiota normal. Porém, há cepas de E. coli patogênicas capazes de causar doenças intra e/ou extra intestinais. Cepas de E. coli enteropatogênica (EPEC) promovem lesões histopatológicas intestinais características (lesão attaching effacing) e são classificadas como típica (tEPEC) ou atípica (aEPEC), onde apenas as tEPEC apresentam o plasmídeo de virulência pEAF (EPEC adherence factor plasmid). Nosso grupo demonstrou previamente que duas cepas de aEPEC (0421-1 e 3991-1) induzem aumento na produção de muco, em modelo de alça ileal ligada de coelho in vivo, fenômeno não observado em uma cepa protótipo de tEPEC. O estudo dessas e de outras cepas de aEPEC é pioneiro e de suma importância para melhor entender o fenômeno de indução de produção de muco intestinal. Objetivo: investigar cepas de aEPEC quanto a características genotípicas e fenotípicas bem como sua capacidade de alterar a produção de mucinas e citocinas em modelos de infecção em células intestinais in vitro e in vivo. Métodos: sequenciamento e análises genômicas diversas foram realizados para investigar a relação filogenética e clonal das cepas 0421-1 e 3991-1 e de outras 11 cepas de aEPEC, seus sorotipos, Sequence Types (ST) e fatores de virulência (FV). Também foi verificada a reprodução do fenômeno de produção de muco em coelhos in vivo e em células caliciformes (LS174T) in vitro, empregando colorações de Ácido Periódico de Schiff (PAS) e Alcian Blue, e imunofluorescência com soros anti-MUC2 e MUC5AC. Para investigar uma eventual relação entre produção de muco e resposta inflamatória, avaliamos a interação e a indução da produção de citocinas no sobrenadante de LS174T e de dois tipos de enterócitos (linhagens Caco-2 e HT29), após a infecção com aEPEC. Resultados: as duas cepas produtoras de muco e duas das demais cepas (1582-4 e 2351-13) compartilharam os mesmos filogrupo (A), ST378, sorotipo O101/O162:H33 e subtipo de intimina (ι2), estavam filogeneticamente relacionadas e produziram muco no modelo in vivo. A análise demonstrou ainda uma ampla diversidade de FVs, confirmando a heterogeneidade genômica do grupo, não tendo sido possível identificar genes ou conjunto de genes de virulência especificamente relacionados com a indução de muco. A infecção de células LS174T, e posterior coloração com PAS, Alcian Blue e marcação por imunofluorescência, revelou uma boa correlação com o ensaio in vivo na identificação de cepas indutoras de produção de muco, e a produção de mucinas secretadas MUC2 e MUC5AC. Verificou-se ainda que todas as cepas aderiram às linhagens estudadas, as quais, porém, não sofreram alteração na produção das citocinas pró-inflamatórias/regulatórias IL-1β, IL-6, IL-10, IL-12p70 e TNF-α durante a infecção; com relação a IL-8, foram verificadas alterações que variaram na dependência do tempo de interação e do tipo celular analisado. Conclusões: a investigação conduzida permitiu-nos identificar duas cepas estreitamente relacionadas com as cepas de aEPEC indutoras de produção de muco in vivo, as quais também induziram o fenômeno. A indução de muco in vivo não está associada a um único fator genético, não tendo sido encontrado um fator ou conjunto de fatores de virulência/genes exclusivos ou ausentes, nas cepas indutoras do fenômeno. Também não foi encontrada relação direta entre a indução de muco e aumento de citocinas pró-inflamatórias durante infecção com cepas de aEPEC in vitro. As bases moleculares da interação e resposta celular e a relação entre os fatores de virulência e indução de produção/expressão de muco por células infectadas por aEPEC ainda precisam ser melhor investigadas.
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Nosso grupo demonstrou previamente que duas cepas de aEPEC (0421-1 e 3991-1) induzem aumento na produção de muco, em modelo de alça ileal ligada de coelho in vivo, fenômeno não observado em uma cepa protótipo de tEPEC. O estudo dessas e de outras cepas de aEPEC é pioneiro e de suma importância para melhor entender o fenômeno de indução de produção de muco intestinal. Objetivo: investigar cepas de aEPEC quanto a características genotípicas e fenotípicas bem como sua capacidade de alterar a produção de mucinas e citocinas em modelos de infecção em células intestinais in vitro e in vivo. Métodos: sequenciamento e análises genômicas diversas foram realizados para investigar a relação filogenética e clonal das cepas 0421-1 e 3991-1 e de outras 11 cepas de aEPEC, seus sorotipos, Sequence Types (ST) e fatores de virulência (FV). Também foi verificada a reprodução do fenômeno de produção de muco em coelhos in vivo e em células caliciformes (LS174T) in vitro, empregando colorações de Ácido Periódico de Schiff (PAS) e Alcian Blue, e imunofluorescência com soros anti-MUC2 e MUC5AC. Para investigar uma eventual relação entre produção de muco e resposta inflamatória, avaliamos a interação e a indução da produção de citocinas no sobrenadante de LS174T e de dois tipos de enterócitos (linhagens Caco-2 e HT29), após a infecção com aEPEC. Resultados: as duas cepas produtoras de muco e duas das demais cepas (1582-4 e 2351-13) compartilharam os mesmos filogrupo (A), ST378, sorotipo O101/O162:H33 e subtipo de intimina (ι2), estavam filogeneticamente relacionadas e produziram muco no modelo in vivo. A análise demonstrou ainda uma ampla diversidade de FVs, confirmando a heterogeneidade genômica do grupo, não tendo sido possível identificar genes ou conjunto de genes de virulência especificamente relacionados com a indução de muco. A infecção de células LS174T, e posterior coloração com PAS, Alcian Blue e marcação por imunofluorescência, revelou uma boa correlação com o ensaio in vivo na identificação de cepas indutoras de produção de muco, e a produção de mucinas secretadas MUC2 e MUC5AC. Verificou-se ainda que todas as cepas aderiram às linhagens estudadas, as quais, porém, não sofreram alteração na produção das citocinas pró-inflamatórias/regulatórias IL-1β, IL-6, IL-10, IL-12p70 e TNF-α durante a infecção; com relação a IL-8, foram verificadas alterações que variaram na dependência do tempo de interação e do tipo celular analisado. Conclusões: a investigação conduzida permitiu-nos identificar duas cepas estreitamente relacionadas com as cepas de aEPEC indutoras de produção de muco in vivo, as quais também induziram o fenômeno. A indução de muco in vivo não está associada a um único fator genético, não tendo sido encontrado um fator ou conjunto de fatores de virulência/genes exclusivos ou ausentes, nas cepas indutoras do fenômeno. Também não foi encontrada relação direta entre a indução de muco e aumento de citocinas pró-inflamatórias durante infecção com cepas de aEPEC in vitro. As bases moleculares da interação e resposta celular e a relação entre os fatores de virulência e indução de produção/expressão de muco por células infectadas por aEPEC ainda precisam ser melhor investigadas.Introduction: Escherichia coli strains are widely distributed in the human intestine participating in its normal microbiota. However, there are pathogenic E. coli strains capable of causing intra and/or extra intestinal diseases. Enteropathogenic E. coli (EPEC) strains promote characteristic intestinal histopathological lesions (attaching effacing lesion) and are classified as typical (tEPEC) or atypical (aEPEC), where only tEPEC present the virulence plasmid pEAF (EPEC adherence factor plasmid). Our group has previously demonstrated that two strains of aEPEC (0421-1 and 3991-1) induce an increase in mucus production, in a rabbit model of ligated ileal loop in vivo, a phenomenon not observed in a prototype strain of tEPEC. The study of these and other strains of aEPEC is pioneering and extremely important to better understand the phenomenon of intestinal mucus induction. Objective: to investigate aEPEC strains regarding genotypic and phenotypic characteristics and their ability to alter mucin and cytokine production in models of intestinal cell infection in vitro and in vivo. Methods: several sequencing and genomic analyzes were performed to investigate the phylogenetic and clonal relationship of strains 0421-1 and 3991-1 and 11 other aEPEC strains, their serotypes, Sequence Types (ST) and virulence factors (VF). The reproduction of the phenomenon of mucus production in rabbits in vivo and in goblet cells (LS174T) in vitro was also verified, using Schiff´s Periodic Acid (PAS) and Alcian Blue stains, and immunofluorescence with anti-MUC2 and MUC5AC sera. To investigate a possible relationship between mucus production and inflammatory response, we evaluated the interaction and induction of cytokine production in the supernatant of LS174T and two types of enterocytes (Caco-2 and HT29 strains), after infection with aEPEC. Results: the two mucus-producing strains and two of the other strains (1582-4 and 2351-13) shared the same phylogroup (A), ST378, serotype O101/O162:H33 and intimin subtype (ι2), were phylogenetically related and produced mucus in the in vivo model. The analysis also demonstrated a wide diversity of FVs, confirming the genomic heterogeneity of the group, and it was impossible to identify genes, or a set of virulence genes related explicitly to mucus induction. Infection of LS174T cells revealed a good correlation with the in vivo assay in the identification of mucus production-inducing strains and the production of secreted mucins MUC2 and MUC5AC after staining with PAS, Alcian Blue, and immunofluorescence. It was also verified that all strains adhered to the cell lineages studied, which, however, did not change the production of pro-inflammatory/regulatory cytokines IL-1β, IL-6, IL-10, IL-12p70, and TNF-α during infection; concerning IL-8, alterations that varied depending on the time of interaction and the cell type analyzed were verified. Conclusions: The investigation allowed us to identify two strains closely related to the aEPEC strains that induce mucus production in vivo, which also induced the phenomenon. The induction of mucus in vivo is not associated with a single genetic factor, and no exclusive or absent factor or set of virulence factors/genes was found in the strains that induced the phenomenon. Also, no direct relationship was found between the induction of mucus and the increase in pro-inflammatory cytokines during infection with aEPEC strains in vitro. The molecular basis of cellular interaction and response and the relationship between virulence factors and mucus production/expression induction by aEPEC-infected cells still need to be further investigated.Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq)Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP)168193/2018-32017/14821-7tatg.amaral@unifesp.br115 f.https://repositorio.unifesp.br/handle/11600/69143ark:/48912/0013000024jnvporUniversidade Federal de São Pauloinfo:eu-repo/semantics/openAccessMucoaEPECAnálise genômicaFatores de virulênciaCitocina pró-inflamatóriaMucusGenomic analysisVirulence factorsPro-inflammatory cytokineAvaliação genotípica e fenotípica de cepas de Escherichia coli enteropatogênica atípica (aEPEC) capazes de induzir a produção de mucinas em células intestinais in vivo e in vitroGenotypic and phenotypic evaluation of atypical enteropathogenic Escherichia coli (aEPEC) strains capable of inducing mucin production in intestinal cells in vivo and in vitroinfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisinfo:eu-repo/semantics/publishedVersionreponame:Repositório Institucional da UNIFESPinstname:Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)instacron:UNIFESPEscola Paulista de Medicina (EPM)Microbiologia e ImunologiaMicrobiologiaInteração patógeno hospedeiro, detecção e patogenicidade de enterobactériasTEXTTese Doutorado Liana Trovão - Repositório UNIFESP.pdf.txtTese Doutorado Liana Trovão - Repositório UNIFESP.pdf.txtExtracted texttext/plain102762https://repositorio.unifesp.br/bitstreams/3d81deee-2a7d-4e69-bca6-832be0c0f38e/download9f67eef990754c6c25395ff67941aebaMD56THUMBNAILTese Doutorado Liana Trovão - Repositório UNIFESP.pdf.jpgTese Doutorado Liana Trovão - Repositório UNIFESP.pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg3096https://repositorio.unifesp.br/bitstreams/2b7a6def-5721-43ef-93a1-677cf925f0e5/download9158361ae230cb45b9a2120c30b20727MD57ORIGINALTese Doutorado Liana Trovão - Repositório UNIFESP.pdfTese Doutorado Liana Trovão - Repositório UNIFESP.pdfTese de Doutorado Liana Trovão - Repositório Unifespapplication/pdf6790105https://repositorio.unifesp.br/bitstreams/86992591-26d9-495c-a37a-7d29b805efce/download77541bbed77fa6219db42090f8f2ca24MD51LICENSElicense.txtlicense.txttext/plain; charset=utf-85938https://repositorio.unifesp.br/bitstreams/9d711b2d-d23c-4838-9462-7810e8bcb793/downloadd7b65095b603f6f5c7a88f56b9aff1c0MD5211600/691432024-08-13 05:11:14.27oai:repositorio.unifesp.br:11600/69143https://repositorio.unifesp.brRepositório InstitucionalPUBhttp://www.repositorio.unifesp.br/oai/requestbiblioteca.csp@unifesp.bropendoar:34652024-08-13T05:11:14Repositório Institucional da UNIFESP - Universidade Federal de São Paulo 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Trovão, Liana de Oliveira [UNIFESP]
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Análise genômica
Fatores de virulência
Citocina pró-inflamatória
Mucus
Genomic analysis
Virulence factors
Pro-inflammatory cytokine
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description Introdução: Cepas de Escherichia coli estão amplamente distribuídas no intestino humano participando de sua microbiota normal. Porém, há cepas de E. coli patogênicas capazes de causar doenças intra e/ou extra intestinais. Cepas de E. coli enteropatogênica (EPEC) promovem lesões histopatológicas intestinais características (lesão attaching effacing) e são classificadas como típica (tEPEC) ou atípica (aEPEC), onde apenas as tEPEC apresentam o plasmídeo de virulência pEAF (EPEC adherence factor plasmid). Nosso grupo demonstrou previamente que duas cepas de aEPEC (0421-1 e 3991-1) induzem aumento na produção de muco, em modelo de alça ileal ligada de coelho in vivo, fenômeno não observado em uma cepa protótipo de tEPEC. O estudo dessas e de outras cepas de aEPEC é pioneiro e de suma importância para melhor entender o fenômeno de indução de produção de muco intestinal. Objetivo: investigar cepas de aEPEC quanto a características genotípicas e fenotípicas bem como sua capacidade de alterar a produção de mucinas e citocinas em modelos de infecção em células intestinais in vitro e in vivo. Métodos: sequenciamento e análises genômicas diversas foram realizados para investigar a relação filogenética e clonal das cepas 0421-1 e 3991-1 e de outras 11 cepas de aEPEC, seus sorotipos, Sequence Types (ST) e fatores de virulência (FV). Também foi verificada a reprodução do fenômeno de produção de muco em coelhos in vivo e em células caliciformes (LS174T) in vitro, empregando colorações de Ácido Periódico de Schiff (PAS) e Alcian Blue, e imunofluorescência com soros anti-MUC2 e MUC5AC. Para investigar uma eventual relação entre produção de muco e resposta inflamatória, avaliamos a interação e a indução da produção de citocinas no sobrenadante de LS174T e de dois tipos de enterócitos (linhagens Caco-2 e HT29), após a infecção com aEPEC. Resultados: as duas cepas produtoras de muco e duas das demais cepas (1582-4 e 2351-13) compartilharam os mesmos filogrupo (A), ST378, sorotipo O101/O162:H33 e subtipo de intimina (ι2), estavam filogeneticamente relacionadas e produziram muco no modelo in vivo. A análise demonstrou ainda uma ampla diversidade de FVs, confirmando a heterogeneidade genômica do grupo, não tendo sido possível identificar genes ou conjunto de genes de virulência especificamente relacionados com a indução de muco. A infecção de células LS174T, e posterior coloração com PAS, Alcian Blue e marcação por imunofluorescência, revelou uma boa correlação com o ensaio in vivo na identificação de cepas indutoras de produção de muco, e a produção de mucinas secretadas MUC2 e MUC5AC. Verificou-se ainda que todas as cepas aderiram às linhagens estudadas, as quais, porém, não sofreram alteração na produção das citocinas pró-inflamatórias/regulatórias IL-1β, IL-6, IL-10, IL-12p70 e TNF-α durante a infecção; com relação a IL-8, foram verificadas alterações que variaram na dependência do tempo de interação e do tipo celular analisado. Conclusões: a investigação conduzida permitiu-nos identificar duas cepas estreitamente relacionadas com as cepas de aEPEC indutoras de produção de muco in vivo, as quais também induziram o fenômeno. A indução de muco in vivo não está associada a um único fator genético, não tendo sido encontrado um fator ou conjunto de fatores de virulência/genes exclusivos ou ausentes, nas cepas indutoras do fenômeno. Também não foi encontrada relação direta entre a indução de muco e aumento de citocinas pró-inflamatórias durante infecção com cepas de aEPEC in vitro. As bases moleculares da interação e resposta celular e a relação entre os fatores de virulência e indução de produção/expressão de muco por células infectadas por aEPEC ainda precisam ser melhor investigadas.
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