Anemia falciforme: perfil epidemiológico das crianças atendidas no hemocentro regional de Montes Claros - MG

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2013
Autor(a) principal: Dourado Sobrinha, Ernestina [UNIFESP]
Orientador(a): Peterlini, Maria Angelica Sorgini [UNIFESP]
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
dARK ID: ark:/48912/00130000274h0
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Palavras-chave em Inglês:
Link de acesso: https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=679550
http://repositorio.unifesp.br/handle/11600/47525
Resumo: Estudo descritivo retrospectivo, censitário e documental, com utilização de dados secundários, e objetivou identificar as características demográficas e as principais manifestações clínicas da anemia falciforme (AF) no público infantil atendido no Hemocentro Regional de Montes Claros – Minas Gerais. Foram analisados os prontuários de todas as crianças portadoras de AF que realizaram tratamento no ambulatório de coagulopatias e hemoglobinopatias do Hemocentro, com idade até 11 anos, 11 meses e 29 dias, no período de fevereiro de 1998 a dezembro 2010. Foi utilizada planilha construída no programa estatístico SPSS® 17.0 para registro dos dados coletados. Os resultados foram apresentados segundo frequência absoluta e relativa, e a análise das associações entre variáveis ocorreu por meio do teste Qui-Quadrado. A amostra do estudo constituiu-se de 168 crianças, das quais a grande maioria (89,9%) não era de Montes Claros, houve predominância do sexo masculino (51,8%), 32,1% estavam na faixa etária de 0 a 3 anos e mais da metade (57,7%) era da raça negra. O diagnóstico ocorreu em 75,5% das crianças com até um mês de idade; 78,6% não apresentaram sintomas no momento do diagnóstico e em 73,8% não havia caso da doença na família. Pôde-se verificar que 66,7% dos pacientes foram submetidos a transfusões sanguíneas, dos quais 75,9% receberam de uma a 10 transfusões; metade da amostra teve de um a cinco episódios de dor; 61,3% já haviam sido internados, dentre os quais pouco mais da metade teve de uma a duas internações; e 85,7% apresentaram algum tipo de infecção, sendo a infecção das vias aéreas superiores a de maior ocorrência. Observou-se que 5,4% das crianças foram submetidas à esplenectomia e 5,4% tiveram acidente vascular cerebral. O retorno ao serviço ocorreu a cada três meses em 35,1% das crianças, e a ocorrência do óbito se deu em 2,4% da população. Crianças da raça negra foram mais submetidas a transfusões sanguíneas (p=0,012), bem como as que apresentaram sequestração esplênica (p=0,000). Os pacientes que necessitaram de internação hospitalar apresentaram uma ou mais crises dolorosas (p=0,000), ocorrência de sequestração esplênica (p=0,000) e de algum episódio de infecção (p=0,000).
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Os resultados foram apresentados segundo frequência absoluta e relativa, e a análise das associações entre variáveis ocorreu por meio do teste Qui-Quadrado. A amostra do estudo constituiu-se de 168 crianças, das quais a grande maioria (89,9%) não era de Montes Claros, houve predominância do sexo masculino (51,8%), 32,1% estavam na faixa etária de 0 a 3 anos e mais da metade (57,7%) era da raça negra. O diagnóstico ocorreu em 75,5% das crianças com até um mês de idade; 78,6% não apresentaram sintomas no momento do diagnóstico e em 73,8% não havia caso da doença na família. Pôde-se verificar que 66,7% dos pacientes foram submetidos a transfusões sanguíneas, dos quais 75,9% receberam de uma a 10 transfusões; metade da amostra teve de um a cinco episódios de dor; 61,3% já haviam sido internados, dentre os quais pouco mais da metade teve de uma a duas internações; e 85,7% apresentaram algum tipo de infecção, sendo a infecção das vias aéreas superiores a de maior ocorrência. Observou-se que 5,4% das crianças foram submetidas à esplenectomia e 5,4% tiveram acidente vascular cerebral. O retorno ao serviço ocorreu a cada três meses em 35,1% das crianças, e a ocorrência do óbito se deu em 2,4% da população. Crianças da raça negra foram mais submetidas a transfusões sanguíneas (p=0,012), bem como as que apresentaram sequestração esplênica (p=0,000). Os pacientes que necessitaram de internação hospitalar apresentaram uma ou mais crises dolorosas (p=0,000), ocorrência de sequestração esplênica (p=0,000) e de algum episódio de infecção (p=0,000).Descriptive reminiscent, census and documentary study using secondary data which focused the demographic features and the main clinical signs of the Sickle Cell Disease (SCD) in pediatric patients at the Regional Hemocenter in Montes Claros – Minas Gerais. All the medical notes of the SCD carried children, who were submitted to the treatment at the outpatient care of coagulopathies and hemoglobinopathies in the Hemocenter, and who were 11 year - 11 month - 29 day old, between February 1998 and December 2010. In order to list the collected data a spreadsheet based on the statistic program SPSS® 17.0 was used. The results were shown according to the absolute and relative frequency and the analysis of the association among the variables was done by the chi-square test. The study sample were 168 children, most of them (89.9%) were not from Montes Claros, mainly male (51.8%), 32.1% of them in the age group from 0 to 3 years old and 57.7% were part of the afro descendant group. In 75.5%, diagnosis was made until the age of one month, 78.6% did not develop symptoms at diagnosis and in 73.8% there was no family history of the disease. 66.7% of the patients were submitted to blood transfusion and 75.9% of these received from one to 10 transfusions; half of the sample has had from one to five pain episodes; 61.3% have already been admitted to hospital and more than a half of these have already been admitted to hospital once or twice; and 85.7% have shown some kind of infection, mainly URTI (upper respiratory tract infection). 5.4% of the children were submitted to splenectomy and 5.4% have had cerebrovascular accident. Every three months, 35.1% of the children returned to the practice and death occurred in 2.4% of the children. Afro descendant children were submitted to blood transfusion in a higher frequency (p=0.012), as well as those who showed splenic sequestration (p=0.000). The inpatients have had one or more pain episodes (p=0,000), splenic sequestration (p=0,000) and some infection (p=0,000).Dados abertos - Sucupira - Teses e dissertações (2013 a 2016)69 f.https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=679550DOURADO SOBRINHA, Ernestina. Anemia falciforme: perfil epidemiológico das crianças atendidas no hemocentro regional de montes claros - mg. 2013. 69 f. Dissertação (Mestrado em Enfermagem) - Escola Paulista de Enfermagem, Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), São Paulo, 2013.2013-0218.pdfhttp://repositorio.unifesp.br/handle/11600/47525ark:/48912/00130000274h0porUniversidade Federal de São Paulo (UNIFESP)info:eu-repo/semantics/openAccessenfermagem pediátricaanemia falciformecriançaepidemiologiapediatric nursinganemiasickle cellchildepidemiologyAnemia falciforme: perfil epidemiológico das crianças atendidas no hemocentro regional de Montes Claros - MGinfo:eu-repo/semantics/masterThesisinfo:eu-repo/semantics/publishedVersionreponame:Repositório Institucional da UNIFESPinstname:Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)instacron:UNIFESPSão Paulo, Escola Paulista de Enfermagem (EPE)EnfermagemCiências da saúdeEnfermagem11600/475252025-03-17 12:18:30.761oai:repositorio.unifesp.br:11600/47525https://repositorio.unifesp.brRepositório InstitucionalPUBhttp://www.repositorio.unifesp.br/oai/requestbiblioteca.csp@unifesp.bropendoar:34652025-03-17T12:18:30Repositório Institucional da UNIFESP - Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)false
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