Ensino Técnico integrado ao Médio : um estudo sobre a implementação da modalidade de ensino no IFSP a partir da Lei nº 11.892/2008
| Ano de defesa: | 2022 |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
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| Instituição de defesa: |
Universidade Federal de São Paulo
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Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
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| País: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://repositorio.unifesp.br/handle/11600/66484 |
Resumo: | A presente dissertação analisou o processo de implementação do Ensino Médio Integrado ao Técnico - EMI - no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo - IFSP, entre os anos de 2008 e 2021. Para subsidiar estes estudos, foi preciso investigar os movimentos no âmbito da Educação Profissional e Tecnológica – EPT no Brasil que culminaram na promulgação da Lei Federal nº 11.892/2008, posicionando historicamente a EPT no país no ato da promulgação da referida lei, dando ênfase à posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2003, que da início ao Plano de Expansão da Rede Federal de Educação Profissional e Tecnológica – RFEPT, no ano de 2005. A pesquisa analisou as concepções teóricas que sustentam os princípios norteadores do EMI nos IFs (politecnia de Marx e escola integral de Gramsci) e as concepções teóricas que hegemonicamente sustentam a ideologia econômica neoliberal e que impactam nas políticas educacionais no país (Teoria do Capital Humano e pedagogia de competências). Identificou-se que a política de expansão na oferta de EPT e a governança de um partido trabalhista no Brasil foram identificadas por setores progressistas da educação brasileira como oportunidade para a restruturação da educação brasileira, em especial na etapa final da educação básica (o ensino médio) e na educação profissional de nível médio, na perspectiva de uma formação integral do ser humano para sua emancipação e para a superação do dualismo histórico entre formação geral e formação profissional no Brasil. No IFSP, a partir da promulgação da Lei nº 11.892/2008 (que institui os IFs no Brasil e determina como um de seus objetivos a oferta de 50% de suas matrículas em cursos técnicos, preferencialmente na forma integrado ao ensino médio), essa pesquisa identificou que houve resistência na instituição pela oferta da modalidade e essa resistência surge de diversas origens: a estrutura física e a composição da força de trabalho – que propiciou a expansão a priorizar a oferta de cursos técnicos na modalidade concomitante e subsequente; a cultura tecnicista e a formação do docentes - professores em sua maioria engenheiros e com alta titulação que ansiavam a oferta de ensino superior na instituição; e o cenário socioeconômico imerso de reestruturação produtiva focado na ideologia neoliberal, na flexibilização e precarização do trabalho, pressionando os governos à políticas educacionais que atendessem a formação de trabalhadores para esse nova estrutura produtiva. Ao mesmo tempo, a expansão do IFSP neste cenário foi terreno fértil para a formação de grupos dentro da instituição em defesa do EMI, como uma possibilidade de oferta de uma educação para a transformação social. Esta pesquisa investigou por meio de notas, moções, manifestos, reuniões institucionais e documentos construídos com participação ampla da comunidade do IFSP, a atuação desses grupos e suas influências nas disputas por um projeto educacional no âmbito do IFSP. Esta pesquisa é quali-quantitativa, pois utilizou de análise bibliográfica e documental, dados quantitativos para a análise do processo de expansão do IFSP, o lugar do EMI neste processo e as disputas e tensões que influenciaram e influenciam o atual estado da arte. Foram identificados o contexto histórico e as mudanças na esfera socioeconômica que impactam as relações de trabalho e as políticas educacionais, com ênfase no período de redemocratização do país até o ano de 2021. |
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Ensino Técnico integrado ao Médio : um estudo sobre a implementação da modalidade de ensino no IFSP a partir da Lei nº 11.892/2008Educação para trabalhoEducação básicaEducação profissionalEnsino médioEnsino técnicoA presente dissertação analisou o processo de implementação do Ensino Médio Integrado ao Técnico - EMI - no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo - IFSP, entre os anos de 2008 e 2021. Para subsidiar estes estudos, foi preciso investigar os movimentos no âmbito da Educação Profissional e Tecnológica – EPT no Brasil que culminaram na promulgação da Lei Federal nº 11.892/2008, posicionando historicamente a EPT no país no ato da promulgação da referida lei, dando ênfase à posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2003, que da início ao Plano de Expansão da Rede Federal de Educação Profissional e Tecnológica – RFEPT, no ano de 2005. A pesquisa analisou as concepções teóricas que sustentam os princípios norteadores do EMI nos IFs (politecnia de Marx e escola integral de Gramsci) e as concepções teóricas que hegemonicamente sustentam a ideologia econômica neoliberal e que impactam nas políticas educacionais no país (Teoria do Capital Humano e pedagogia de competências). Identificou-se que a política de expansão na oferta de EPT e a governança de um partido trabalhista no Brasil foram identificadas por setores progressistas da educação brasileira como oportunidade para a restruturação da educação brasileira, em especial na etapa final da educação básica (o ensino médio) e na educação profissional de nível médio, na perspectiva de uma formação integral do ser humano para sua emancipação e para a superação do dualismo histórico entre formação geral e formação profissional no Brasil. No IFSP, a partir da promulgação da Lei nº 11.892/2008 (que institui os IFs no Brasil e determina como um de seus objetivos a oferta de 50% de suas matrículas em cursos técnicos, preferencialmente na forma integrado ao ensino médio), essa pesquisa identificou que houve resistência na instituição pela oferta da modalidade e essa resistência surge de diversas origens: a estrutura física e a composição da força de trabalho – que propiciou a expansão a priorizar a oferta de cursos técnicos na modalidade concomitante e subsequente; a cultura tecnicista e a formação do docentes - professores em sua maioria engenheiros e com alta titulação que ansiavam a oferta de ensino superior na instituição; e o cenário socioeconômico imerso de reestruturação produtiva focado na ideologia neoliberal, na flexibilização e precarização do trabalho, pressionando os governos à políticas educacionais que atendessem a formação de trabalhadores para esse nova estrutura produtiva. Ao mesmo tempo, a expansão do IFSP neste cenário foi terreno fértil para a formação de grupos dentro da instituição em defesa do EMI, como uma possibilidade de oferta de uma educação para a transformação social. Esta pesquisa investigou por meio de notas, moções, manifestos, reuniões institucionais e documentos construídos com participação ampla da comunidade do IFSP, a atuação desses grupos e suas influências nas disputas por um projeto educacional no âmbito do IFSP. Esta pesquisa é quali-quantitativa, pois utilizou de análise bibliográfica e documental, dados quantitativos para a análise do processo de expansão do IFSP, o lugar do EMI neste processo e as disputas e tensões que influenciaram e influenciam o atual estado da arte. Foram identificados o contexto histórico e as mudanças na esfera socioeconômica que impactam as relações de trabalho e as políticas educacionais, com ênfase no período de redemocratização do país até o ano de 2021.Não recebi financiamentoUniversidade Federal de São PauloMinhoto, Maria Angélica Pedra [UNIFESP]http://lattes.cnpq.br/6564510847928702http://lattes.cnpq.br/4317424452553542Martins, Maíra Ferreira [UNIFESP]2023-01-20T16:48:09Z2023-01-20T16:48:09Z2022-12-12info:eu-repo/semantics/masterThesisinfo:eu-repo/semantics/publishedVersion117application/pdfhttps://repositorio.unifesp.br/handle/11600/66484ark:/48912/0013000025wn8porGuarulhos - SPinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Repositório Institucional da UNIFESPinstname:Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)instacron:UNIFESP2024-08-12T07:32:16Zoai:repositorio.unifesp.br:11600/66484Repositório InstitucionalPUBhttp://www.repositorio.unifesp.br/oai/requestbiblioteca.csp@unifesp.bropendoar:34652024-08-12T07:32:16Repositório Institucional da UNIFESP - Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)false |
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A presente dissertação analisou o processo de implementação do Ensino Médio Integrado ao Técnico - EMI - no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo - IFSP, entre os anos de 2008 e 2021. Para subsidiar estes estudos, foi preciso investigar os movimentos no âmbito da Educação Profissional e Tecnológica – EPT no Brasil que culminaram na promulgação da Lei Federal nº 11.892/2008, posicionando historicamente a EPT no país no ato da promulgação da referida lei, dando ênfase à posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2003, que da início ao Plano de Expansão da Rede Federal de Educação Profissional e Tecnológica – RFEPT, no ano de 2005. A pesquisa analisou as concepções teóricas que sustentam os princípios norteadores do EMI nos IFs (politecnia de Marx e escola integral de Gramsci) e as concepções teóricas que hegemonicamente sustentam a ideologia econômica neoliberal e que impactam nas políticas educacionais no país (Teoria do Capital Humano e pedagogia de competências). Identificou-se que a política de expansão na oferta de EPT e a governança de um partido trabalhista no Brasil foram identificadas por setores progressistas da educação brasileira como oportunidade para a restruturação da educação brasileira, em especial na etapa final da educação básica (o ensino médio) e na educação profissional de nível médio, na perspectiva de uma formação integral do ser humano para sua emancipação e para a superação do dualismo histórico entre formação geral e formação profissional no Brasil. No IFSP, a partir da promulgação da Lei nº 11.892/2008 (que institui os IFs no Brasil e determina como um de seus objetivos a oferta de 50% de suas matrículas em cursos técnicos, preferencialmente na forma integrado ao ensino médio), essa pesquisa identificou que houve resistência na instituição pela oferta da modalidade e essa resistência surge de diversas origens: a estrutura física e a composição da força de trabalho – que propiciou a expansão a priorizar a oferta de cursos técnicos na modalidade concomitante e subsequente; a cultura tecnicista e a formação do docentes - professores em sua maioria engenheiros e com alta titulação que ansiavam a oferta de ensino superior na instituição; e o cenário socioeconômico imerso de reestruturação produtiva focado na ideologia neoliberal, na flexibilização e precarização do trabalho, pressionando os governos à políticas educacionais que atendessem a formação de trabalhadores para esse nova estrutura produtiva. Ao mesmo tempo, a expansão do IFSP neste cenário foi terreno fértil para a formação de grupos dentro da instituição em defesa do EMI, como uma possibilidade de oferta de uma educação para a transformação social. Esta pesquisa investigou por meio de notas, moções, manifestos, reuniões institucionais e documentos construídos com participação ampla da comunidade do IFSP, a atuação desses grupos e suas influências nas disputas por um projeto educacional no âmbito do IFSP. Esta pesquisa é quali-quantitativa, pois utilizou de análise bibliográfica e documental, dados quantitativos para a análise do processo de expansão do IFSP, o lugar do EMI neste processo e as disputas e tensões que influenciaram e influenciam o atual estado da arte. Foram identificados o contexto histórico e as mudanças na esfera socioeconômica que impactam as relações de trabalho e as políticas educacionais, com ênfase no período de redemocratização do país até o ano de 2021. |
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