Doença de Willis-Ekbom ou Síndrome das Pernas Inquietas?
| Ano de defesa: | 2015 |
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Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
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Resumo: | Contexto. A Síndrome das Pernas Inquietas (SPI) ou Doença de Willis-Ekbom (DWE) é bastante prevalente e ainda pouco conhecida entre pacientes e profissionais da saúde, havendo controvérsias quanto a melhor forma de se designar essa entidade nosológica. Objetivo. Verificar se a prevalência de autodiagnostico de SPI e DWE em uma população de médicos recém-formados varia em função das diferentes expressões (“Síndrome das Pernas Inquietas” ou “Doença de Willis-Ekbom”) utilizadas para nos referirmos a esta entidade nosológica. Método. Médicos recém-formados analisaram sua própria condição clínica quanto ao diagnóstico de SPI/WED, sendo que aleatoriamente a um grupo foi solicitado que se avaliassem segundo o nome “Síndrome das Pernas Inquietas” e outro grupo segundo o nome “Doença de Willis-Ekbom”. No formulário distribuído a um grupo de participantes perguntávamos: “você tem SPI?” e ao outro perguntávamos: “você tem DWE?”. No formulário distribuído aos participantes ainda constavam os 4 critérios para diagnóstico de SPI propostos pela IRLSSG e instruções para que se avaliassem segundo aqueles critérios. Resultados. Mil quatrocentos e treze médicos recém formados participaram do estudo. Dentre os setecentos e oito médicos que receberam o formulário com a denominação SPI, 87 (12,28%) autodiagnosticaram-se com esta entidade nosológica. Setecentos e cinco médicos receberam o formulário com a denominação DWE e 13 (1,84%) autodiagnosticaram-se como tendo esta entidade (p˂ 0.0001). Conclusão. Um maior número de médicos expostos à expressão “síndrome das pernas inquietas” concluíram apresentar essa condição clínica quando comparados aos médicos expostos à expressão “doença de Willis-Ekbom”, sugerindo que a expressão “síndrome das pernas inquietas” pode não ser de fato a mais apropriada para representar a entidade nosológica a que se refere. |
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Médicos recém-formados analisaram sua própria condição clínica quanto ao diagnóstico de SPI/WED, sendo que aleatoriamente a um grupo foi solicitado que se avaliassem segundo o nome “Síndrome das Pernas Inquietas” e outro grupo segundo o nome “Doença de Willis-Ekbom”. No formulário distribuído a um grupo de participantes perguntávamos: “você tem SPI?” e ao outro perguntávamos: “você tem DWE?”. No formulário distribuído aos participantes ainda constavam os 4 critérios para diagnóstico de SPI propostos pela IRLSSG e instruções para que se avaliassem segundo aqueles critérios. Resultados. Mil quatrocentos e treze médicos recém formados participaram do estudo. Dentre os setecentos e oito médicos que receberam o formulário com a denominação SPI, 87 (12,28%) autodiagnosticaram-se com esta entidade nosológica. Setecentos e cinco médicos receberam o formulário com a denominação DWE e 13 (1,84%) autodiagnosticaram-se como tendo esta entidade (p˂ 0.0001). Conclusão. Um maior número de médicos expostos à expressão “síndrome das pernas inquietas” concluíram apresentar essa condição clínica quando comparados aos médicos expostos à expressão “doença de Willis-Ekbom”, sugerindo que a expressão “síndrome das pernas inquietas” pode não ser de fato a mais apropriada para representar a entidade nosológica a que se refere. Background. Restless legs syndrome (RLS) or Willis-Ekbom disease (WED) is highly prevalent but still little-known among patients and healthcare providers alike, and controversy persists asto the best way to diagnose this nosological entity. Objective. To verify whether the prevalence of self-diagnosed RLS/WED in a sample of newly graduated physicians varies depending on the term used to refer to this disease entity (“Restless Legs Syndrome” or “Willis-Ekbom disease”). Methods. Newly graduated physicians were asked to self-evaluate for the presence of RLS/WED. Briefly, participants were allocated randomly across two groups. One was asked to self-assess for “restless legs syndrome”, while the other was asked to self-assess for “Willis-Ekbom disease”. The evaluation form given to one group asked “Do you have Restless Legs Syndrome?”, whereas the form given to participants in the other group asked “Do you have Willis-Ekbom Disease?”. Both forms also contained the four criteria for diagnosis of RLS proposed by the IRLSSG and instructions for self-diagnosis according to these criteria. Results. The study sample comprised 1,413 newly graduated physicians. Of 708 participants given a form that used the term RLS, 87 (12.28%) diagnosed themselves with the condition. Conversely, of 705 physicians given a form with the term WED, only 13 (1.84%) diagnosed themselves with the condition (p˂ 0.0001). Conclusion. A greater proportion of newly graduated physicians diagnosed themselves with RLS/WED when presented with the expression “restless legs syndrome” than when presented with the term “Willis-Ekbom disease”, suggesting that the expression “restless legs syndrome” may indeed not be the most appropriate term to denote this nosological entity.Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)101 f.CARLOS, Karla. Doença de Willis-Ekbom ou Síndrome das Pernas Inquietas?. 2015. 101 f. Dissertação (Mestrado em Medicina Translacional) - Escola Paulista de Medicina, Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), São Paulo, 2015.https://repositorio.unifesp.br/handle/11600/48913https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=2368972ark:/48912/001300002cdwqporUniversidade Federal de São Paulo (UNIFESP)info:eu-repo/semantics/openAccessSíndrome das pernas inquietasPrevalênciaSemânticaAutoavaliação diagnósticaLinguagemConhecimentos, atitudes e prática em saúdeDoença de Willis-Ekbom ou Síndrome das Pernas Inquietas?Willis-Ekbom Disease or Restless Legs Syndrome?info:eu-repo/semantics/masterThesisinfo:eu-repo/semantics/publishedVersionreponame:Repositório Institucional da UNIFESPinstname:Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)instacron:UNIFESPSão Paulo, Escola Paulista de Medicina (EPM)Medicina TranslacionalCiências da saúdeMedicinaORIGINALDissertação_Karla_Carlo.pdfapplication/pdf1737066https://repositorio.unifesp.br/bitstreams/46a982c2-ae96-482a-a359-75079f283dd2/download78ee180f0088f50e180e811262a818bfMD52TEXTDissertação_Karla_Carlo.pdf.txtDissertação_Karla_Carlo.pdf.txtExtracted texttext/plain115606https://repositorio.unifesp.br/bitstreams/308857f1-b7cb-432a-b231-34ab8f020aad/download6c80f7f9e8b2de5f9d0bdde395eba4faMD53THUMBNAILDissertação_Karla_Carlo.pdf.jpgDissertação_Karla_Carlo.pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg2442https://repositorio.unifesp.br/bitstreams/e11d7c80-1fad-44d8-8caa-be3058cbf624/download0b05608b08977d830f914acc1d831f88MD5411600/489132024-08-09 22:09:05.246oai:repositorio.unifesp.br:11600/48913https://repositorio.unifesp.brRepositório InstitucionalPUBhttp://www.repositorio.unifesp.br/oai/requestbiblioteca.csp@unifesp.bropendoar:34652024-08-09T22:09:05Repositório Institucional da UNIFESP - Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)false |
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