Avaliação morfológica, imunoistoquímica e molecular da musculatura de uretra de ratas após trauma induzido e estimulação elétrica de assoalho pélvico

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2016
Autor(a) principal: Franco, Gisela Rosa [UNIFESP]
Orientador(a): Castro, Rodrigo de Aquino [UNIFESP]
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
dARK ID: ark:/48912/001300002gn62
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Palavras-chave em Inglês:
Link de acesso: https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=3633001
https://repositorio.unifesp.br/handle/11600/47047
Resumo: Introdução: danos aos componentes da uretra, com consequente redução da pressão intra-uretral, estão associados à fisiopatologia da incontinência urinária. O trauma do assoalho pélvico induzido em animais provoca hipóxia, isquemia e desarranjo estrutural dos tecidos uretrais. A eletroestimulação é uma modalidade fisioterapéutica capaz de aumentar a pressão intra-uretral, tendo sua efetividade comprovada no tratamento da incontinência urinária. Contudo, as modificações imunohistoquímicas e moleculares da uretra decorrentes do trauma do assoalho pélvico por 12h, bem como do efeito da corrente elétrica utilizada na recuperação do tecido lesado, ainda são desconhecidas. Desta forma, propusemo-nos a avaliar os efeitos do trauma do assoalho pélvico nos componentes da uretra de ratas em diferentes períodos após o trauma, e os efeitos da corrente elétrica nos componentes da uretra de ratas aplicada após o trauma. Métodos: foram extraídas as uretras de 5 grupos de ratas: 1) controle sem trauma; 2) com trauma induzido com sacrifício das ratas e extração das uretras após 1 hora do trauma; 3) com trauma induzido com sacrifício das ratas e extração das uretras após 7 dias do trauma; 4) com trauma induzido com sacrifício das ratas e extração das uretras após 30 dias do trauma; 5) com trauma induzido, tratamento com eletroestimulação, sacrifício das ratas e extração das uretras após 30 dias do trauma. O modelo de trauma do assoalho pélvico ocorreu por meio de dilatação vaginal (DV), mantida por 12 horas intermitentes. O tratamento com eletroestimulação foi realizado por meio de sonda endovaginal, totalizando 12 sessões alternadas durante 30 dias. As amostras das uretras foram processadas e estudadas quanto à (1) morfologia e estrutura dos tecidos conjuntivo, nervoso e vascular, por meio das análises histológicas e imunohistoquímicas; (2) expressão de genes e proteínas envolvidos no metabolismo dos componentes da uretra, por meio de R T- qPCR e Western Blotting respectivamente. Resultados: uma hora após a DV a análise histológica da uretra mostrou consistente desorganização tecidual. Nesse mesmo período observamos aumento significante da expressão dos genes VEGF, NGF, COL1a1 e Mki67 (p=0,004, p=0,009 e p=0,03, respectivamente). Sete dias após a DV a expressão do gene COL1a1 permaneceu aumentada (p = 0,009), e a expressão do gene COL3a1 passou a ter aumento em relação ao grupo controle (p = 0,009). A imunoexpressão do COL3 também aumentou em relação ao grupo controle (p = 0,03). O grupo com 30 dias após o trauma por DV continuou a apresentar aumento da imunoexpressão de COL3a1 (p = 0,02), em relação ao grupo controle. O grupo que recebeu tratamento com eletroestimulação após a DV apresentou aumento da expressão gênica de COL1a1 em relação ao grupo 30 dias após o trauma (p = 0,036). Conclusão: identificamos mudanças agudas e alterações persistentes no perfil gênico, morfológico e imunohistoquímico nos componentes do tecido uretral com o modelo de trauma por 12h intermitentes, que revelam um tecido em recuperação 30 dias após a lesão. Observamos que o tratamento com eletroestimulação não beneficiou a recuperação dos componentes da matriz extracelular, bem como os fatores de crescimento VEGF e NGF.
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spelling http://lattes.cnpq.br/6590913930590292Franco, Gisela Rosa [UNIFESP]http://lattes.cnpq.br/0984709490490836Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)Castro, Rodrigo de Aquino [UNIFESP]São Paulo2018-07-27T15:51:17Z2018-07-27T15:51:17Z2016-06-29Introdução: danos aos componentes da uretra, com consequente redução da pressão intra-uretral, estão associados à fisiopatologia da incontinência urinária. O trauma do assoalho pélvico induzido em animais provoca hipóxia, isquemia e desarranjo estrutural dos tecidos uretrais. A eletroestimulação é uma modalidade fisioterapéutica capaz de aumentar a pressão intra-uretral, tendo sua efetividade comprovada no tratamento da incontinência urinária. Contudo, as modificações imunohistoquímicas e moleculares da uretra decorrentes do trauma do assoalho pélvico por 12h, bem como do efeito da corrente elétrica utilizada na recuperação do tecido lesado, ainda são desconhecidas. Desta forma, propusemo-nos a avaliar os efeitos do trauma do assoalho pélvico nos componentes da uretra de ratas em diferentes períodos após o trauma, e os efeitos da corrente elétrica nos componentes da uretra de ratas aplicada após o trauma. Métodos: foram extraídas as uretras de 5 grupos de ratas: 1) controle sem trauma; 2) com trauma induzido com sacrifício das ratas e extração das uretras após 1 hora do trauma; 3) com trauma induzido com sacrifício das ratas e extração das uretras após 7 dias do trauma; 4) com trauma induzido com sacrifício das ratas e extração das uretras após 30 dias do trauma; 5) com trauma induzido, tratamento com eletroestimulação, sacrifício das ratas e extração das uretras após 30 dias do trauma. O modelo de trauma do assoalho pélvico ocorreu por meio de dilatação vaginal (DV), mantida por 12 horas intermitentes. O tratamento com eletroestimulação foi realizado por meio de sonda endovaginal, totalizando 12 sessões alternadas durante 30 dias. As amostras das uretras foram processadas e estudadas quanto à (1) morfologia e estrutura dos tecidos conjuntivo, nervoso e vascular, por meio das análises histológicas e imunohistoquímicas; (2) expressão de genes e proteínas envolvidos no metabolismo dos componentes da uretra, por meio de R T- qPCR e Western Blotting respectivamente. Resultados: uma hora após a DV a análise histológica da uretra mostrou consistente desorganização tecidual. Nesse mesmo período observamos aumento significante da expressão dos genes VEGF, NGF, COL1a1 e Mki67 (p=0,004, p=0,009 e p=0,03, respectivamente). Sete dias após a DV a expressão do gene COL1a1 permaneceu aumentada (p = 0,009), e a expressão do gene COL3a1 passou a ter aumento em relação ao grupo controle (p = 0,009). A imunoexpressão do COL3 também aumentou em relação ao grupo controle (p = 0,03). O grupo com 30 dias após o trauma por DV continuou a apresentar aumento da imunoexpressão de COL3a1 (p = 0,02), em relação ao grupo controle. O grupo que recebeu tratamento com eletroestimulação após a DV apresentou aumento da expressão gênica de COL1a1 em relação ao grupo 30 dias após o trauma (p = 0,036). Conclusão: identificamos mudanças agudas e alterações persistentes no perfil gênico, morfológico e imunohistoquímico nos componentes do tecido uretral com o modelo de trauma por 12h intermitentes, que revelam um tecido em recuperação 30 dias após a lesão. Observamos que o tratamento com eletroestimulação não beneficiou a recuperação dos componentes da matriz extracelular, bem como os fatores de crescimento VEGF e NGF.Introduction: damage to the urethral component with a consequent reduction of pressure intraurethral, ??they are associated with the pathophysiology of urinary incontinence. The trauma pelvic floor induced in animals causes hypoxia, ischemia and breakdown Structural the urethral tissues. Electrical stimulation is a physical therapy modality capable of increasing intraurethral pressure, whereby their efficacy in treatment of urinary incontinence. However, modifications and immunohistochemical molecular the urethra resulting from the trauma of the pelvic floor for 12 hours and the effect of electric current used in the damaged tissue recovery, are still unknown. Thus, we set out to evaluate the effects of trauma Pelvic floor in the urethra components of rats at different times after trauma and the effects of electric current in rats of urethral components applied after trauma. Methods: The ureters were taken from rats 5 groups: 1) control without trauma; two) with induced trauma to sacrifice the rats and extraction of the ureters after 1 hour trauma; 3) with induced trauma to sacrifice the rats and after extraction of the ureters 7 days of injury; 4) with induced trauma to sacrifice the rats and extraction of ureters after 30 days of trauma; 5) with induced trauma, treatment electrostimulation, sacrifice the rats and extraction of the ureters after 30 days of trauma. The pelvic floor trauma model occurred through vaginal dilation (DV) intermittent maintained for 12 hours. The electrical stimulation treatment was performed by transvaginal probe, totaling 12 alternate sessions for 30 days. At Samples of the ureters were processed and analyzed as in (1) and morphology structure of connective tissue, nerve and vascular, through analysis Histological and immunohistochemical; (2) expression of genes and proteins involved in metabolism urethral components through R T qPCR and Western Blotting respectively. Results: One hour after the DV histological analysis revealed consistent urethra tissue disorganization. In the same period we observed a significant increase in expression of genes VEGF, NGF and COL1A1 Mki67 (p = 0.004, p = 0.009 and p = 0.03, respectively). Seven days after the DV expression of the COL1A1 gene remained increased (p = 0.009), and expression of COL3A1 gene happened to have increased in the control group (p = 0.009). The immunoreactivity of COL3 also increased in the control group (p = 0.03). The group 30 days after the trauma DV continued to show increased immunoreactivity of COL3A1 (p = 0.02) in the control group. The group that received treatment with electrostimulation after DV showed an increase in COL1A1 gene expression in relation to the group 30 days after the trauma (p = 0.036). Conclusion: we identify acute changes and persistent changes in the profile genetic, morphological and immunohistochemical in the urethral tissue components with trauma model for 12h intermittent, which show a recovery in tissue 30 days after injury. We observed that treatment with electrostimulation not improved the recovery of components of the extracellular matrix, as well as growth factors VEGF and NGF.Dados abertos - Sucupira - Teses e dissertações (2013 a 2016)85 f.https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=3633001FRANCO, Gisela Rosa. Avaliação morfológica, imunoistoquímica e molecular da musculatura de uretra de ratas após trauma induzido e estimulação elétrica de assoalho pélvico. 2016. 85 f. Tese (Doutorado) - Escola Paulista de Medicina, Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), São Paulo, 2016.GISELA ROSA FRANCO SALERNO - PDF A.pdfhttps://repositorio.unifesp.br/handle/11600/47047ark:/48912/001300002gn62porUniversidade Federal de São Paulo (UNIFESP)info:eu-repo/semantics/openAccessIncontinência urináriaUretraVaginaterapia por estimulação elétricaIncontinenceUretraVaginaTherapy electrical stimulationAvaliação morfológica, imunoistoquímica e molecular da musculatura de uretra de ratas após trauma induzido e estimulação elétrica de assoalho pélvicoMorphological and molecular evaluation of rats of urethral muscles after induced trauma and electrical stimulation of the pelvic floorinfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisinfo:eu-repo/semantics/publishedVersionreponame:Repositório Institucional da UNIFESPinstname:Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)instacron:UNIFESPSão Paulo, Escola Paulista de Medicina (EPM)Medicina (Ginecologia)Ciências da saúdeMedicinaORIGINALGISELA ROSA FRANCO SALERNO - PDF A.pdfapplication/pdf8478027https://repositorio.unifesp.br/bitstreams/cea2e904-1cb6-4e9d-88af-e5f21bcf109c/download5d1934d7860f24ee9cf0b7b139786a5fMD54TEXTGISELA ROSA FRANCO SALERNO.pdf.txtGISELA ROSA FRANCO SALERNO.pdf.txtExtracted texttext/plain102756https://repositorio.unifesp.br/bitstreams/5ce6af74-09f7-4239-b3ba-c2ef88915c21/download7bda437d8996a6c6764b3d20eb4ffcd5MD52THUMBNAILGISELA ROSA FRANCO SALERNO.pdf.jpgGISELA ROSA FRANCO SALERNO.pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg3541https://repositorio.unifesp.br/bitstreams/7cece77e-abf7-4a8f-984d-158eadec4adc/downloadcb5321f338564be174f60b50dd12a227MD5311600/470472025-07-02 15:10:08.57oai:repositorio.unifesp.br:11600/47047https://repositorio.unifesp.brRepositório InstitucionalPUBhttp://www.repositorio.unifesp.br/oai/requestbiblioteca.csp@unifesp.bropendoar:34652025-07-02T15:10:08Repositório Institucional da UNIFESP - Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)false
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