Uso de membrana amniótica para reduzir a formação de aderências em cirurgia de estrabismo: estudo experimental em coelhos

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2015
Autor(a) principal: Kirsch, David [UNIFESP]
Orientador(a): Sato, Elcio Hideo [UNIFESP]
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
dARK ID: ark:/48912/001300001jct4
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Palavras-chave em Inglês:
Link de acesso: http://repositorio.unifesp.br/handle/11600/47871
https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=2728538
Resumo: Objetivos: 1- Avaliar o efeito anti-inflamatório da membrana amniótica na cirurgia de estrabismo. 2- Avaliar o efeito da membrana amniótica para reduzir a fibrose na cirurgia de estrabismo. 3- Avaliar o efeito da membrana amniótica em reduzir a formação de aderências e restrição à motilidade ocular após a cirurgia de estrabismo. Métodos: O estudo foi dividido em duas etapas. Na primeira etapa, 20 coelhos foram submetidos à cirurgia de recuo dos músculos reto superiores de ambos os olhos. A cirurgia foi realizada da mesma maneira nos dois olhos, porém, no olho direito, após o recuo, uma membrana amniótica humana criopreservada foi colocada envolvendo o músculo, sem suturas, com o epitélio virado para baixo em contato com a esclera. Após 15 dias, os coelhos foram sacrificados e suas órbitas exenteradas e avaliadas no exame histopatológico para quantificação da inflamação e da fibrose nos tecidos. Na segunda etapa, mais 7 coelhos foram submetidos ao mesmo procedimento, contudo foram sacrificados após 30 dias. Antes do sacrifício dos coelhos, todos os olhos foram submetidos a um teste com um dinamômetro para quantificar a força necessária para deslocamento do mesmo. Resultados: No primeiro grupo, dos coelhos exenterados após 15 dias, observou-se que os olhos com membrana amniótica apresentavam uma maior reação inflamatória e menos fibrose quando comparados com os olhos sem membrana amniótica. Após 30 dias, os olhos com membrana amniótica mantinham maior reação inflamatória e menos fibrose do que os olhos sem membrana amniótica. No teste de dinamometria, detectou-se maior necessidade de força para deslocamento dos olhos sem membrana amniótica no período após 15 dias, e não houve diferença significante de força após 30 dias. Conclusões: A membrana amniótica humana criopreservada em coelhos causou um aumento do processo inflamatório após a cirurgia de estrabismo, porém diminuiu a formação de fibrose. Após 30 dias, não foi individualizada diferença entre os olhos com e sem membrana amniótica em relação à força necessária para deslocamento do olho.
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A cirurgia foi realizada da mesma maneira nos dois olhos, porém, no olho direito, após o recuo, uma membrana amniótica humana criopreservada foi colocada envolvendo o músculo, sem suturas, com o epitélio virado para baixo em contato com a esclera. Após 15 dias, os coelhos foram sacrificados e suas órbitas exenteradas e avaliadas no exame histopatológico para quantificação da inflamação e da fibrose nos tecidos. Na segunda etapa, mais 7 coelhos foram submetidos ao mesmo procedimento, contudo foram sacrificados após 30 dias. Antes do sacrifício dos coelhos, todos os olhos foram submetidos a um teste com um dinamômetro para quantificar a força necessária para deslocamento do mesmo. Resultados: No primeiro grupo, dos coelhos exenterados após 15 dias, observou-se que os olhos com membrana amniótica apresentavam uma maior reação inflamatória e menos fibrose quando comparados com os olhos sem membrana amniótica. Após 30 dias, os olhos com membrana amniótica mantinham maior reação inflamatória e menos fibrose do que os olhos sem membrana amniótica. No teste de dinamometria, detectou-se maior necessidade de força para deslocamento dos olhos sem membrana amniótica no período após 15 dias, e não houve diferença significante de força após 30 dias. Conclusões: A membrana amniótica humana criopreservada em coelhos causou um aumento do processo inflamatório após a cirurgia de estrabismo, porém diminuiu a formação de fibrose. Após 30 dias, não foi individualizada diferença entre os olhos com e sem membrana amniótica em relação à força necessária para deslocamento do olho. Purpose: 1) To evaluate the anti-inflammatory effect of amniotic membranes in strabismus surgery. 2) To evaluate the effect of amniotic membranes in reducing fibrosis in strabismus surgery. 3) To evaluate the effect of amniotic membranes in reducing adhesion formation and ocular motility restrictions following strabismus surgery. Methods: The study was divided into 2 stages. In the first stage, 20 rabbits underwent superior rectus muscle recession surgery in both eyes. Surgery was performed in the same manner in both eyes, but in the right eye, after the recession, a cryopreserved human amniotic membrane was placed over the muscle without sutures, with the epithelial side facing down and in contact with the sclera. After 15 days, the rabbits were sacrificed, and their orbits were exenterated and evaluated histopathologically to quantify tissue inflammation and fibrosis. In the second stage, 7 rabbits underwent the same procedure but were sacrificed at 30 days. Prior to sacrificing the rabbits, a dynamometer was used to measure the force required to displace all the eyes. Results: In the first group of rabbits, whose eyes were exenterated at 15 days, the eyes with amniotic membranes exhibited an increased inflammatory response and less fibrosis than the control eyes without amniotic membranes. At 30 days, the eyes with amniotic membrane continued to exhibit increased inflammation and less fibrosis than the eyes without amniotic membranes. In the dynamometer test, more force was needed to displace the eye without amniotic membrane after 15 days, but there was no significant difference between the forces required at 30 days. Conclusions: Cryopreserved human amniotic membranes used to treat rabbits led to an increase in the inflammatory process following strabismus surgery but decreased fibrosis formation. At 30 days, there was no notable difference.75 f.KIRSCH, David. Uso de membrana amniótica para reduzir a formação de aderências em cirurgia de estrabismo: estudo experimental em coelhos. 2015. 75 f. Tese (Doutorado em Oftalmologia e Ciências Visuais) - Escola Paulista de Medicina, Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), São Paulo, 2015.http://repositorio.unifesp.br/handle/11600/47871https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=2728538ark:/48912/001300001jct4porUniversidade Federal de São Paulo (UNIFESP)info:eu-repo/semantics/openAccessEstrabismoMembrana amnióticaFibroseInflamaçãoCoelhosStrabismusAmnionFibrosisInflammationRabbitsUso de membrana amniótica para reduzir a formação de aderências em cirurgia de estrabismo: estudo experimental em coelhosAmniotic membrane for reducing the fomation of adhesions in strabismus surgery: experimental study in rabbitsinfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisinfo:eu-repo/semantics/publishedVersionreponame:Repositório Institucional da UNIFESPinstname:Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)instacron:UNIFESPSão Paulo, Escola Paulista de Medicina (EPM)Oftalmologia e Ciências VisuaisCiências da saúdeMedicinaORIGINALDavid Kirsch.pdfapplication/pdf1431156https://repositorio.unifesp.br/bitstreams/92071781-5d56-4254-af56-1c7afe0ee0bf/download52a139b2e7c23da2533c46186297f992MD5111600/478712025-02-20 11:10:34.254oai:repositorio.unifesp.br:11600/47871https://repositorio.unifesp.brRepositório InstitucionalPUBhttp://www.repositorio.unifesp.br/oai/requestbiblioteca.csp@unifesp.bropendoar:34652025-02-20T11:10:34Repositório Institucional da UNIFESP - Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)false
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