Efeito da riboflavina tópica exposta à irradiação ultravioleta A e inserção de segmentos de anéis corneanos intraestromais para ceratocone
| Ano de defesa: | 2012 |
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Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
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Resumo: | Objetivos: 1) Avaliar se o cross-linking do colágeno corneano antes da inserção de segmentos de anéis corneanos intraestromais altera o tratamento do ceratocone. 2) Avaliar se o cross-linking do colágeno corneano modifica as características citológicas da superfície ocular em portadores de ceratocone. Métodos: Trinta e nove olhos de 31 pacientes foram alocados em 2 grupos: 19 olhos foram submetidos ao tratamento do cross-linking com riboflavina e luz ultravioleta A, e 20 olhos receberam colírio de riboflavina 0,1% (w/v) em solução de 20% dextran 4 vezes ao dia por 30 dias. Após 3 meses, todos os pacientes foram submetidos à inserção de segmentos de anéis corneanos intraestromais pela técnica do laser de femtosegundo. Avaliações foram realizadas nos momentos pré-operatório, com 1 e 3 meses após o cross-linking ou colírio de riboflavina, e também com 1, 3, 6, 12 e 24 meses após a inserção de segmentos de anéis corneanos intraestromais. Os pacientes foram submetidos aos seguintes exames: acuidade visual sem correção e acuidade visual com correção; refração manifesta; biomicroscopia; sensibilidade ao contraste; topografia corneana; Orbscan IIz; Pentacam; tonometria de aplanação; tonometria dinâmica de contorno; paquimetria ultrassônica; biomecânica da córnea; tomografia de coerência óptica; microscopia especular da córnea; citologia de impressão e mapeamento de retina. Análise de covariância e o teste de Mann-Whitney foram realizados para comparação das variáveis do estudo entre os 2 grupos. Teste de Friedman foi utilizado para avaliação da citologia de impressão antes do tratamento, e com 1 e 3 meses após o cross-linking ou colírio de riboflavina, e novamente com 6, 12 e 24 meses após a inserção de segmentos de anéis corneanos intraestromais. Resultados: Todos os pacientes foram acompanhados por 24 meses. A média e variação de idade dos pacientes foram de 28,30 ± 9,3 anos (17-55 anos) no grupo cross-linking e 30,40 ± 9,1 anos (22-55 anos) no grupo colírio de riboflavina. Não houve diferença estatisticamente significante entre os grupos em relação à acuidade visual sem correção (p=0,70) ou acuidade visual corrigida (p=0,78). Com 24 meses de seguimento, não houve diferença estatística entre os grupos em relação ao equivalente esférico (p=0,94). Também não houve diferença estatística para os 3 parâmetros topográficos (mais plano-K1 [p=0,81], mais curvo-K2 [p=0,68] e curvatura média [p=0,52]). Os exames de sensibilidade ao contraste, microscopia especular, paquimetria, tonometria e propriedades biomecânicas da córnea não apresentaram diferença estatística entre os grupos com 24 meses de seguimento. Na citologia de impressão, alguns parâmetros conjuntivais (ex.: adesividade das células epiteliais, proporção núcleo:citoplasma, nível de organização da cromatina nuclear, células caliciformes e queratinização [p≥0,001]) apresentaram diferenças estatisticamente significantes. Conclusões: O cross-linking do colágeno corneano não altera o efeito de segmentos de anéis corneanos intraestromais para ceratocone antes de sua inserção em relação à refração, topografia, sensibilidade ao contraste, microscopia especular, paquimetria, tonometria e biomecânica da córnea com 24 meses de seguimento. A comparação do escore total de citologia de impressão entre os grupos não mostrou diferença estatisticamente significante, apesar de diferenças em alguns parâmetros conjuntivais. |
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http://lattes.cnpq.br/8668472375424523Renesto, Adimara da Candelaria [UNIFESP]http://lattes.cnpq.br/9503385307259050Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)Campos, Mauro Silveira de Queiroz [UNIFESP]São Paulo2015-07-22T20:49:54Z2015-07-22T20:49:54Z2012-05-30Objetivos: 1) Avaliar se o cross-linking do colágeno corneano antes da inserção de segmentos de anéis corneanos intraestromais altera o tratamento do ceratocone. 2) Avaliar se o cross-linking do colágeno corneano modifica as características citológicas da superfície ocular em portadores de ceratocone. Métodos: Trinta e nove olhos de 31 pacientes foram alocados em 2 grupos: 19 olhos foram submetidos ao tratamento do cross-linking com riboflavina e luz ultravioleta A, e 20 olhos receberam colírio de riboflavina 0,1% (w/v) em solução de 20% dextran 4 vezes ao dia por 30 dias. Após 3 meses, todos os pacientes foram submetidos à inserção de segmentos de anéis corneanos intraestromais pela técnica do laser de femtosegundo. Avaliações foram realizadas nos momentos pré-operatório, com 1 e 3 meses após o cross-linking ou colírio de riboflavina, e também com 1, 3, 6, 12 e 24 meses após a inserção de segmentos de anéis corneanos intraestromais. Os pacientes foram submetidos aos seguintes exames: acuidade visual sem correção e acuidade visual com correção; refração manifesta; biomicroscopia; sensibilidade ao contraste; topografia corneana; Orbscan IIz; Pentacam; tonometria de aplanação; tonometria dinâmica de contorno; paquimetria ultrassônica; biomecânica da córnea; tomografia de coerência óptica; microscopia especular da córnea; citologia de impressão e mapeamento de retina. Análise de covariância e o teste de Mann-Whitney foram realizados para comparação das variáveis do estudo entre os 2 grupos. Teste de Friedman foi utilizado para avaliação da citologia de impressão antes do tratamento, e com 1 e 3 meses após o cross-linking ou colírio de riboflavina, e novamente com 6, 12 e 24 meses após a inserção de segmentos de anéis corneanos intraestromais. Resultados: Todos os pacientes foram acompanhados por 24 meses. A média e variação de idade dos pacientes foram de 28,30 ± 9,3 anos (17-55 anos) no grupo cross-linking e 30,40 ± 9,1 anos (22-55 anos) no grupo colírio de riboflavina. Não houve diferença estatisticamente significante entre os grupos em relação à acuidade visual sem correção (p=0,70) ou acuidade visual corrigida (p=0,78). Com 24 meses de seguimento, não houve diferença estatística entre os grupos em relação ao equivalente esférico (p=0,94). Também não houve diferença estatística para os 3 parâmetros topográficos (mais plano-K1 [p=0,81], mais curvo-K2 [p=0,68] e curvatura média [p=0,52]). Os exames de sensibilidade ao contraste, microscopia especular, paquimetria, tonometria e propriedades biomecânicas da córnea não apresentaram diferença estatística entre os grupos com 24 meses de seguimento. Na citologia de impressão, alguns parâmetros conjuntivais (ex.: adesividade das células epiteliais, proporção núcleo:citoplasma, nível de organização da cromatina nuclear, células caliciformes e queratinização [p≥0,001]) apresentaram diferenças estatisticamente significantes. Conclusões: O cross-linking do colágeno corneano não altera o efeito de segmentos de anéis corneanos intraestromais para ceratocone antes de sua inserção em relação à refração, topografia, sensibilidade ao contraste, microscopia especular, paquimetria, tonometria e biomecânica da córnea com 24 meses de seguimento. A comparação do escore total de citologia de impressão entre os grupos não mostrou diferença estatisticamente significante, apesar de diferenças em alguns parâmetros conjuntivais.Purpose: To report the impression cytologic results after corneal cross-linking and insertion of intrastromal corneal ring segments for keratoconus. Methods: Thirty-nine eyes were distributed into two groups: 1) cross-linking group (patients underwent corneal cross-linking procedure), and 2) riboflavin eyedrops group (patients received riboflavin 0.1% (w/v) eyedrops in 20% dextran solution for 1 month). After 3 months, all patients underwent insertion of intrastromal corneal ring segments. Impression cytologic specimens were obtained from all eyes at baseline, at 1 month and 3 months after cross-linking or riboflavin eyedrops, and again at 6 months, 1 year, and 2 years after intrastromal corneal ring segment insertion. Results: Patients in the cross-linking group demonstrated improvement in the cell-to-cell contact of epithelial cells and the nucleusto- cytoplasm ratio on the temporal conjunctiva after treatment (P = 0.008 and P = 0.047), respectively. On the superior conjunctiva, increases in goblet cell density (P = 0.037) and level of organization of nuclear chromatin (P = 0.010) after treatment were noted. Patients in the riboflavin eyedrops group demonstrated improvement in the cellto- cell contact of epithelial cells on the superior conjunctiva after treatment (P = 0.021). On the temporal conjunctiva, an improvement in the cell-to-cell contact of epithelial cells (P < 0.001) and increases in the nucleus-to-cytoplasm ratio (P < 0.001), goblet cell density (P = 0.001), and less keratinization (P = 0.011) were noted. No changes were identified on the cornea for either group. Fisher’s exact test comparison of the impression cytologic total scores after treatment revealed no difference between groups. Conclusion: Despite changes in some conjunctival parameters (e.g., cell-tocell contact of epithelial cells, nucleus-to-cytoplasm ratio, level of organization of nuclear chromatin , goblet cell density, and keratinization), comparison of the total impression cytologic scores revealed no difference between groups.TEDEBV UNIFESP: Teses e dissertações77 f.RENESTO, Adimara da Candelaria. Efeito da riboflavina tópica exposta à irradiação ultravioleta A e inserção de segmentos de anéis corneanos intraestromais para ceratocone. 2012. 77 f. Tese (Doutorado em Oftalmologia) - Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), São Paulo, 2012.ADIMARA DA CANDELARIA RENESTO - PDF A.pdfhttp://repositorio.unifesp.br/handle/11600/9359ark:/48912/001300002mj9cporUniversidade Federal de São Paulo (UNIFESP)info:eu-repo/semantics/openAccessCirurgia da córnea a laserCeratoconeRiboflavinaTerapia ultravioletaCórneaHumanosTécnicas citológicasCorneaCorneal surgery,laserKeratoconusRiboflavinCytological techniquesUltraviolet therapyHumanEfeito da riboflavina tópica exposta à irradiação ultravioleta A e inserção de segmentos de anéis corneanos intraestromais para ceratoconeEffect of topical riboflavin exposure to ultraviolet A radiation and insertion of intrastromal corneal ring segments for keratoconusinfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisinfo:eu-repo/semantics/publishedVersionreponame:Repositório Institucional da UNIFESPinstname:Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)instacron:UNIFESPSão Paulo, Escola Paulista de Medicina (EPM)Oftalmologia e Ciências Visuais - EPMORIGINALPublico-13221.pdfapplication/pdf17673997https://repositorio.unifesp.br/bitstreams/6fdf00bd-7ca9-4922-acdb-336c5e9233de/download5eccd3ef771fd6553a1cc32756fcef7aMD51ADIMARA DA CANDELARIA RENESTO - PDF A.pdfapplication/pdf20545791https://repositorio.unifesp.br/bitstreams/9f6fe410-29c9-407a-acfb-89adf5a7236a/download0b333653dc96ecf0bf3c80a61044c402MD55TEXTPublico-13221.pdf.txtPublico-13221.pdf.txtExtracted texttext/plain100955https://repositorio.unifesp.br/bitstreams/89d970e0-ba93-414d-845b-97ed453fb8f3/download9e2fa100de483f929f9757ea54508ae6MD53THUMBNAILPublico-13221.pdf.jpgPublico-13221.pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg3327https://repositorio.unifesp.br/bitstreams/92a14b2d-5310-4780-9c30-7245ce6ad93b/downloadb501a373b6f4985ddbf439696e81e668MD5411600/93592025-08-25 15:15:23.0oai:repositorio.unifesp.br:11600/9359https://repositorio.unifesp.brRepositório InstitucionalPUBhttp://www.repositorio.unifesp.br/oai/requestbiblioteca.csp@unifesp.bropendoar:34652025-08-25T15:15:23Repositório Institucional da UNIFESP - Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)false |
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Objetivos: 1) Avaliar se o cross-linking do colágeno corneano antes da inserção de segmentos de anéis corneanos intraestromais altera o tratamento do ceratocone. 2) Avaliar se o cross-linking do colágeno corneano modifica as características citológicas da superfície ocular em portadores de ceratocone. Métodos: Trinta e nove olhos de 31 pacientes foram alocados em 2 grupos: 19 olhos foram submetidos ao tratamento do cross-linking com riboflavina e luz ultravioleta A, e 20 olhos receberam colírio de riboflavina 0,1% (w/v) em solução de 20% dextran 4 vezes ao dia por 30 dias. Após 3 meses, todos os pacientes foram submetidos à inserção de segmentos de anéis corneanos intraestromais pela técnica do laser de femtosegundo. Avaliações foram realizadas nos momentos pré-operatório, com 1 e 3 meses após o cross-linking ou colírio de riboflavina, e também com 1, 3, 6, 12 e 24 meses após a inserção de segmentos de anéis corneanos intraestromais. Os pacientes foram submetidos aos seguintes exames: acuidade visual sem correção e acuidade visual com correção; refração manifesta; biomicroscopia; sensibilidade ao contraste; topografia corneana; Orbscan IIz; Pentacam; tonometria de aplanação; tonometria dinâmica de contorno; paquimetria ultrassônica; biomecânica da córnea; tomografia de coerência óptica; microscopia especular da córnea; citologia de impressão e mapeamento de retina. Análise de covariância e o teste de Mann-Whitney foram realizados para comparação das variáveis do estudo entre os 2 grupos. Teste de Friedman foi utilizado para avaliação da citologia de impressão antes do tratamento, e com 1 e 3 meses após o cross-linking ou colírio de riboflavina, e novamente com 6, 12 e 24 meses após a inserção de segmentos de anéis corneanos intraestromais. Resultados: Todos os pacientes foram acompanhados por 24 meses. A média e variação de idade dos pacientes foram de 28,30 ± 9,3 anos (17-55 anos) no grupo cross-linking e 30,40 ± 9,1 anos (22-55 anos) no grupo colírio de riboflavina. Não houve diferença estatisticamente significante entre os grupos em relação à acuidade visual sem correção (p=0,70) ou acuidade visual corrigida (p=0,78). Com 24 meses de seguimento, não houve diferença estatística entre os grupos em relação ao equivalente esférico (p=0,94). Também não houve diferença estatística para os 3 parâmetros topográficos (mais plano-K1 [p=0,81], mais curvo-K2 [p=0,68] e curvatura média [p=0,52]). Os exames de sensibilidade ao contraste, microscopia especular, paquimetria, tonometria e propriedades biomecânicas da córnea não apresentaram diferença estatística entre os grupos com 24 meses de seguimento. Na citologia de impressão, alguns parâmetros conjuntivais (ex.: adesividade das células epiteliais, proporção núcleo:citoplasma, nível de organização da cromatina nuclear, células caliciformes e queratinização [p≥0,001]) apresentaram diferenças estatisticamente significantes. Conclusões: O cross-linking do colágeno corneano não altera o efeito de segmentos de anéis corneanos intraestromais para ceratocone antes de sua inserção em relação à refração, topografia, sensibilidade ao contraste, microscopia especular, paquimetria, tonometria e biomecânica da córnea com 24 meses de seguimento. A comparação do escore total de citologia de impressão entre os grupos não mostrou diferença estatisticamente significante, apesar de diferenças em alguns parâmetros conjuntivais. |
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