Fatores associados à vacinação influenza em pacientes em prevenção cardiovascular

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2022
Autor(a) principal: Rodrigues, Esteferson Fernandes [UNIFESP]
Orientador(a): Fonseca, Henrique Andrade Rodrigues da [UNIFESP]
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
dARK ID: ark:/48912/001300002jnjc
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de São Paulo
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://hdl.handle.net/11600/65035
Resumo: Introdução: A doença cardiovascular (DCV) é hoje uma das principais causas de morte no Brasil e em todo o mundo. Estima-se que em 2014 no Brasil, cerca de 34% dos óbitos em idosos foram por DCV. Dados do Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde do Brasil (DATA-SUS) do mesmo ano, mostrou que as doenças isquêmicas do coração e as doenças cerebrovasculares foram as causas mais comuns entre os óbitos por DCV, e responsáveis pelo elevado ônus por internações envolvendo os idosos. Dados publicados pela Organização Mundial da Saúde (OMS), destaca que em 2016 foram quase 18 milhões de óbitos relacionadas ao acidente vascular cerebral (AVC) e ao infarto agudo do miocárdio (IAM). A influenza é uma infecção respiratória, e desde o início do século XX já havia sido levantado hipóteses de que poderia existir uma associação das mortes cardiovasculares provocadas por influenza. Estudos prévios mostram-tram a possível associação do processo infeccioso provocado pela infecção do vírus influenza ao aumento do risco de eventos cardiovasculares, como IAM e AVC, principalmente em indivíduos com diabetes mellitus (DM), hipertensão arterial sistêmica (HAS), e com histórico de eventos cardiovasculares prévios, que normalmente manifestam um sistema imunológico fragilizado, que somado a piora do quadro provocado pela infecção por influenza, aumenta a morbimortalidade. Muito se discute quanto ao potencial efeito benéfico das vacinas no contexto das DCV. Embora estudos anteriores trabalhem na hipótese de associação da influenza com óbitos por DCV, poucos estudos exploram a relação do uso da vacina contra a influenza em indivíduos em prevenção cardiovascular primária e secundária. Objetivos: Avaliar a adesão à vacina contra a influenza durante as campanhas nacionais de imunização (2014-2016) em indivíduos em prevenção cardiovascular primária e secundária, e a associação entre a adesão à vacina e os principais fatores de risco cardiovascular (diabetes mellitus, hipertensão arterial sistêmica e dislipidemia). Métodos: Esse trabalho foi dividido em dois capítulos. O primeiro capítulo buscou avaliar a adesão à vacina durante as campanhas nacionais de imunização contra influenza em indivíduos em prevenção cardiovascular primária e secundária e a associação com os principais FRC. Esse foi um estudo de coorte, observacional, retrospectivo e piloto, incluindo 181 participantes de ambos os sexos. Os dados foram coletados entre 2014 e 2016 no Setor de Lípides, Aterosclerose e Biologia Vascular e no centro de Cardiopatia Hipertensiva, unidade vinculada à Universidade Federal de São Paulo. O segundo capítulo da dissertação avaliou a adesão vacinal durante as campanhas nacionais de imunização contra influenza em indivíduos exclusivamente em prevenção cardiovascular primária e a associação com os principais FRC. Esse foi um estudo de coorte, observacional, transversal, multicêntrico e piloto, com inclusão de 987 participantes elegíveis de ambos os sexos, com idade ≥18 anos, e com ao menos um dos principais FRC. Os dados foram coletados em 44 Unidade Básica de Saúde (UBS) e Estratégia Saúde da Família (ESF) em diferentes municípios do Estado de São Paulo. A avaliação da adesão à vacinação autorreferida foi confirmada por meio do cartão de vacinação e no registro clínico obtido do prontuário médico. As análises estatísticas foram realizadas utilizando o teste de qui-quadrado(X2) de Pearson e, quando apropriado, o teste exato de Fisher, e foram realizadas análises por testes para amostra independente não paramétricos e os valores foram considerados significativos-cativos quando p≤0,05. Modelos de regressão logística foram empregados para avaliar possíveis preditores para a vacinação pelo sexo, presença de fatores de risco, idade e adesão farmacológica. Resultados: Os achados preliminares apontam a existência de uma baixa adesão à vacinação anual, e uma quantidade significativa da ausência da vacinação completa. Foi observado uma diferença entre adesão vacinal e condições de alto risco (69%) entre os indivíduos que tinham ≥2 FRC bem como entre os que estavam em prevenção cardiovascular secundária (77%). Mais de 50% da população apresentava idade ≥ 60 anos, menos de 62% apresentavam controle dos principais FRC, mais de 33% apresentavam ≥2 FRC, indivíduos com idade ≥60 anos e que apresentavam ≥2 FRC tiveram uma maior adesão vacinal, menos da metade dos participantes fizeram o uso corretamente das medicações todos os dias, e o esquecimento-mento foi o principal motivo para não aderir às medicações de uso continuo. O modelo de regressão logística revelou que apenas pacientes mais idosos apresentam relação com a adesão vacinal (OR 0,12; 95% CI = 0,06 – 0,21). Os demais fatores não foram associados à adesão vacinal completa. Conclusão: Existe uma distinta adesão à vacina influenza entre pacientes em prevenção cardiovascular primária e secundária. Além disso, pacientes jovens com apenas um FRC possui menor adesão ao uso da vacina influenza, comparados a indivíduos com maior presença de FRC e idosos. Apenas os idosos apresentavam relação com a adesão vacinal. Diante dos fatos, salientamos a relevância em aumentar a divulgação dos programas de vacinação, bem como a necessidade de discutir e atualizar sua importância, principalmente ao público-alvo, ainda mais nesse período marcado pela volta de doenças erradicadas e de grande potencial de contaminação, como a COVID-19. Descritores: doença cardiovascular, fator de risco cardiovascular, vacina contra influenza, vacina influenza, influenza.
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A influenza é uma infecção respiratória, e desde o início do século XX já havia sido levantado hipóteses de que poderia existir uma associação das mortes cardiovasculares provocadas por influenza. Estudos prévios mostram-tram a possível associação do processo infeccioso provocado pela infecção do vírus influenza ao aumento do risco de eventos cardiovasculares, como IAM e AVC, principalmente em indivíduos com diabetes mellitus (DM), hipertensão arterial sistêmica (HAS), e com histórico de eventos cardiovasculares prévios, que normalmente manifestam um sistema imunológico fragilizado, que somado a piora do quadro provocado pela infecção por influenza, aumenta a morbimortalidade. Muito se discute quanto ao potencial efeito benéfico das vacinas no contexto das DCV. Embora estudos anteriores trabalhem na hipótese de associação da influenza com óbitos por DCV, poucos estudos exploram a relação do uso da vacina contra a influenza em indivíduos em prevenção cardiovascular primária e secundária. Objetivos: Avaliar a adesão à vacina contra a influenza durante as campanhas nacionais de imunização (2014-2016) em indivíduos em prevenção cardiovascular primária e secundária, e a associação entre a adesão à vacina e os principais fatores de risco cardiovascular (diabetes mellitus, hipertensão arterial sistêmica e dislipidemia). Métodos: Esse trabalho foi dividido em dois capítulos. O primeiro capítulo buscou avaliar a adesão à vacina durante as campanhas nacionais de imunização contra influenza em indivíduos em prevenção cardiovascular primária e secundária e a associação com os principais FRC. Esse foi um estudo de coorte, observacional, retrospectivo e piloto, incluindo 181 participantes de ambos os sexos. Os dados foram coletados entre 2014 e 2016 no Setor de Lípides, Aterosclerose e Biologia Vascular e no centro de Cardiopatia Hipertensiva, unidade vinculada à Universidade Federal de São Paulo. O segundo capítulo da dissertação avaliou a adesão vacinal durante as campanhas nacionais de imunização contra influenza em indivíduos exclusivamente em prevenção cardiovascular primária e a associação com os principais FRC. Esse foi um estudo de coorte, observacional, transversal, multicêntrico e piloto, com inclusão de 987 participantes elegíveis de ambos os sexos, com idade ≥18 anos, e com ao menos um dos principais FRC. Os dados foram coletados em 44 Unidade Básica de Saúde (UBS) e Estratégia Saúde da Família (ESF) em diferentes municípios do Estado de São Paulo. A avaliação da adesão à vacinação autorreferida foi confirmada por meio do cartão de vacinação e no registro clínico obtido do prontuário médico. As análises estatísticas foram realizadas utilizando o teste de qui-quadrado(X2) de Pearson e, quando apropriado, o teste exato de Fisher, e foram realizadas análises por testes para amostra independente não paramétricos e os valores foram considerados significativos-cativos quando p≤0,05. Modelos de regressão logística foram empregados para avaliar possíveis preditores para a vacinação pelo sexo, presença de fatores de risco, idade e adesão farmacológica. Resultados: Os achados preliminares apontam a existência de uma baixa adesão à vacinação anual, e uma quantidade significativa da ausência da vacinação completa. Foi observado uma diferença entre adesão vacinal e condições de alto risco (69%) entre os indivíduos que tinham ≥2 FRC bem como entre os que estavam em prevenção cardiovascular secundária (77%). Mais de 50% da população apresentava idade ≥ 60 anos, menos de 62% apresentavam controle dos principais FRC, mais de 33% apresentavam ≥2 FRC, indivíduos com idade ≥60 anos e que apresentavam ≥2 FRC tiveram uma maior adesão vacinal, menos da metade dos participantes fizeram o uso corretamente das medicações todos os dias, e o esquecimento-mento foi o principal motivo para não aderir às medicações de uso continuo. O modelo de regressão logística revelou que apenas pacientes mais idosos apresentam relação com a adesão vacinal (OR 0,12; 95% CI = 0,06 – 0,21). Os demais fatores não foram associados à adesão vacinal completa. Conclusão: Existe uma distinta adesão à vacina influenza entre pacientes em prevenção cardiovascular primária e secundária. Além disso, pacientes jovens com apenas um FRC possui menor adesão ao uso da vacina influenza, comparados a indivíduos com maior presença de FRC e idosos. Apenas os idosos apresentavam relação com a adesão vacinal. Diante dos fatos, salientamos a relevância em aumentar a divulgação dos programas de vacinação, bem como a necessidade de discutir e atualizar sua importância, principalmente ao público-alvo, ainda mais nesse período marcado pela volta de doenças erradicadas e de grande potencial de contaminação, como a COVID-19. Descritores: doença cardiovascular, fator de risco cardiovascular, vacina contra influenza, vacina influenza, influenza.Introduction: Cardiovascular disease (CVD) is currently one of the leading causes of death in Brazil and worldwide. It is estimated that in 2014 in Brazil, about 34% of deaths among elderly people were due to CVD. Data used from Departa-mento de Informática do Sistema Único de Saúde do Brasil (DATASUS) in 2014 showed that ischemic heart diseases and cerebrovascular diseases were the most common deaths for CVD, and responsible for the increased burden of hospital admissions involving the elderly people. Data released by the World Health Organi-zation (WHO), argues that in 2016 almost 18 million deaths were related to cerebro-vascular accident (CVA) and acute myocardial infarction (AMI). Influenza is a respir-atory infection, and since the beginning of the 20th century there have been hy-potheses that could have an association of CVD deaths to the influenza. Previous studies show the possible association of the infectious process by the influenza vi-rus infection with increased cardiovascular risk, such as AMI and CVA, especially in patients with diabetes mellitus (DM), systemic arterial hypertension (SAH), and histo-ry of cardiovascular events which normally manifest a weakened immune system, added to worsening of health condition caused by influenza infection, causing in-creasing in mortality. Some discussions about the potential benefit effect of vac-cines in the context of CVD events. Although previous studies have worked on the hypothesis of an association between influenza and death from CVD, few studies have explored the link between the use of influenza vaccine in primary cardiovascu-lar and secondary prevention. Objectives: To assess influenza vaccine adherence during national immunization campaigns (2014-2016) in individuals undergoing primary and secondary cardio-vascular prevention, and the association between vaccine adherence and cardio-vascular risk factors (diabetes mellitus, systemic arterial hypertension and dyslipidemia). Methods: The studies were divided into two chapters. The chapter one evaluated to assess vaccine adherence during national influenza immunization campaigns in individuals undergoing primary and secondary cardiovascular prevention and the association with the main CRF. This was a cohort, observational, retrospective, pilot study, including 181 participants of both genders. Data were collected between 2014 - 2016 at Lípides, Aterosclerose e Biologia Vascular and Centro de Cardio-patia Hipertensiva, a unit linked to the Universidade Federal de São Paulo. The chapter two of the paper evaluated vaccine adherence during national influen-za immunization campaigns in individuals only in primary cardiovascular prevention and the association with the main CRF. This was a cohort, observational, cross-sectional, multicenter, pilot study, including 987 eligible participants of both genders, aged ≥18 years, with at least one major CRF. Data were collected at 44 Basic Health Units (UBS) and the Family Health Strategy (ESF) in different municipalities in the State of São Paulo. The assessment of adherence to self-reported vaccination was confirmed through the vaccination card and in the clinical record obtained from the medical record. For statistical analyzes, it was used the Pearson’s qui-square test (x2) and exact Fisher's test, applied to categorical variables and, when indicated, it was used non-parametric independent samples tests and level were considered significant p≤0.05. Logistic regression models were used to assess possible predic-tors for vaccination by gender, presence of risk factors, age, and pharmacological adherence. Results: Preliminary findings point to the existence of a low adherence to the over-all importance of the vaccine, and the amount of vaccine. A difference between vac-cination and high-risk conditions (69%) was observed between those who had ≥2 CRF and those who were on to secondary cardiovascular as well (77%). More than 50% of those aged ≥ 60 years, less than 62%, had control of the main CRF more than 33% had ≥2 CRF, individuals aged ≥60 and who had ≥2 FRC a greater vac-cination adherence, less half of the participants used their medications correctly every day, and forgetting was the main reason for not adhering to medications for continuous use. The regression-regression model revealed that only older patients are related to adherence,12; 95% CI = 0.06 - 0.21). The other factors were not asso-ciated with complete vaccination adherence. Conclusion: There is a distinct adherence to influenza vaccine among patients un-dergoing primary and secondary cardiovascular prevention. In addition, the study showed that young patients with only one CRF have lower adherence to the use of the influenza vaccine, compared to individuals with a greater presence of CRF and the elderly. Only the elderly population was related to vaccination adherence. In view of the facts, we emphasize the importance of increasing the dissemination of vaccination programs, as well as the need to discuss and update their importance, especially to the target audience, even more so in this period marked by the return of eradicated diseases with great potential for contamination, such as COVID-19. Keywords: cardiovascular disease, cardiovascular risk factor, influenza vaccine, influenza vaccine, influenza.Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)76 f.RODRIGUES, E.F. Fatores associados à vacinação influenza em pacientes em prevenção cardiovascular. São Paulo, 2021. 76 f. Dissertação (Mestrado em Cardiologia) - Escola Paulista de Medicina (EPM), Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). São Paulo, 2021.https://hdl.handle.net/11600/65035ark:/48912/001300002jnjcporUniversidade Federal de São Pauloinfo:eu-repo/semantics/openAccessDoença cardiovascularFator de risco cardiovascularVacina contra influenzaVacina influenzaInfluenzaFatores associados à vacinação influenza em pacientes em prevenção cardiovascularFactors associated to influenza vaccination in patients in cardiovascular preventioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisinfo:eu-repo/semantics/publishedVersionreponame:Repositório Institucional da UNIFESPinstname:Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)instacron:UNIFESPEscola Paulista de Medicina (EPM)Medicina (Cardiologia)ORIGINALDISSERTAÇÃO ESTEFERSON F RODRIGUES_ EFR (1).pdfDISSERTAÇÃO ESTEFERSON F RODRIGUES_ EFR (1).pdfDissertação mestradoapplication/pdf554752https://repositorio.unifesp.br/bitstreams/bf204dc5-36bc-4609-abf1-a4e00360c54d/download42ac12abc83a11eb6de74455225a8054MD51LICENSElicense.txtlicense.txttext/plain; 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description Introdução: A doença cardiovascular (DCV) é hoje uma das principais causas de morte no Brasil e em todo o mundo. Estima-se que em 2014 no Brasil, cerca de 34% dos óbitos em idosos foram por DCV. Dados do Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde do Brasil (DATA-SUS) do mesmo ano, mostrou que as doenças isquêmicas do coração e as doenças cerebrovasculares foram as causas mais comuns entre os óbitos por DCV, e responsáveis pelo elevado ônus por internações envolvendo os idosos. Dados publicados pela Organização Mundial da Saúde (OMS), destaca que em 2016 foram quase 18 milhões de óbitos relacionadas ao acidente vascular cerebral (AVC) e ao infarto agudo do miocárdio (IAM). A influenza é uma infecção respiratória, e desde o início do século XX já havia sido levantado hipóteses de que poderia existir uma associação das mortes cardiovasculares provocadas por influenza. Estudos prévios mostram-tram a possível associação do processo infeccioso provocado pela infecção do vírus influenza ao aumento do risco de eventos cardiovasculares, como IAM e AVC, principalmente em indivíduos com diabetes mellitus (DM), hipertensão arterial sistêmica (HAS), e com histórico de eventos cardiovasculares prévios, que normalmente manifestam um sistema imunológico fragilizado, que somado a piora do quadro provocado pela infecção por influenza, aumenta a morbimortalidade. Muito se discute quanto ao potencial efeito benéfico das vacinas no contexto das DCV. Embora estudos anteriores trabalhem na hipótese de associação da influenza com óbitos por DCV, poucos estudos exploram a relação do uso da vacina contra a influenza em indivíduos em prevenção cardiovascular primária e secundária. Objetivos: Avaliar a adesão à vacina contra a influenza durante as campanhas nacionais de imunização (2014-2016) em indivíduos em prevenção cardiovascular primária e secundária, e a associação entre a adesão à vacina e os principais fatores de risco cardiovascular (diabetes mellitus, hipertensão arterial sistêmica e dislipidemia). Métodos: Esse trabalho foi dividido em dois capítulos. O primeiro capítulo buscou avaliar a adesão à vacina durante as campanhas nacionais de imunização contra influenza em indivíduos em prevenção cardiovascular primária e secundária e a associação com os principais FRC. Esse foi um estudo de coorte, observacional, retrospectivo e piloto, incluindo 181 participantes de ambos os sexos. Os dados foram coletados entre 2014 e 2016 no Setor de Lípides, Aterosclerose e Biologia Vascular e no centro de Cardiopatia Hipertensiva, unidade vinculada à Universidade Federal de São Paulo. O segundo capítulo da dissertação avaliou a adesão vacinal durante as campanhas nacionais de imunização contra influenza em indivíduos exclusivamente em prevenção cardiovascular primária e a associação com os principais FRC. Esse foi um estudo de coorte, observacional, transversal, multicêntrico e piloto, com inclusão de 987 participantes elegíveis de ambos os sexos, com idade ≥18 anos, e com ao menos um dos principais FRC. Os dados foram coletados em 44 Unidade Básica de Saúde (UBS) e Estratégia Saúde da Família (ESF) em diferentes municípios do Estado de São Paulo. A avaliação da adesão à vacinação autorreferida foi confirmada por meio do cartão de vacinação e no registro clínico obtido do prontuário médico. As análises estatísticas foram realizadas utilizando o teste de qui-quadrado(X2) de Pearson e, quando apropriado, o teste exato de Fisher, e foram realizadas análises por testes para amostra independente não paramétricos e os valores foram considerados significativos-cativos quando p≤0,05. Modelos de regressão logística foram empregados para avaliar possíveis preditores para a vacinação pelo sexo, presença de fatores de risco, idade e adesão farmacológica. Resultados: Os achados preliminares apontam a existência de uma baixa adesão à vacinação anual, e uma quantidade significativa da ausência da vacinação completa. Foi observado uma diferença entre adesão vacinal e condições de alto risco (69%) entre os indivíduos que tinham ≥2 FRC bem como entre os que estavam em prevenção cardiovascular secundária (77%). Mais de 50% da população apresentava idade ≥ 60 anos, menos de 62% apresentavam controle dos principais FRC, mais de 33% apresentavam ≥2 FRC, indivíduos com idade ≥60 anos e que apresentavam ≥2 FRC tiveram uma maior adesão vacinal, menos da metade dos participantes fizeram o uso corretamente das medicações todos os dias, e o esquecimento-mento foi o principal motivo para não aderir às medicações de uso continuo. O modelo de regressão logística revelou que apenas pacientes mais idosos apresentam relação com a adesão vacinal (OR 0,12; 95% CI = 0,06 – 0,21). Os demais fatores não foram associados à adesão vacinal completa. Conclusão: Existe uma distinta adesão à vacina influenza entre pacientes em prevenção cardiovascular primária e secundária. Além disso, pacientes jovens com apenas um FRC possui menor adesão ao uso da vacina influenza, comparados a indivíduos com maior presença de FRC e idosos. Apenas os idosos apresentavam relação com a adesão vacinal. Diante dos fatos, salientamos a relevância em aumentar a divulgação dos programas de vacinação, bem como a necessidade de discutir e atualizar sua importância, principalmente ao público-alvo, ainda mais nesse período marcado pela volta de doenças erradicadas e de grande potencial de contaminação, como a COVID-19. Descritores: doença cardiovascular, fator de risco cardiovascular, vacina contra influenza, vacina influenza, influenza.
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