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Medidas perceptivo-auditivas e acústicas de voz e fala e autoavaliação da comunicação das disartrias

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2011
Autor(a) principal: Padovani, Marina Martins Pereira [UNIFESP]
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
dARK ID: ark:/48912/001300001r74p
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Voz
Link de acesso: http://repositorio.unifesp.br/handle/11600/9811
Resumo: A caracterização típica das disartrias, combinada pelos dados perceptivos e acústicos, oferece melhor informação quanto às habilidades neuromotoras da fala e a efetividade comunicativa e pode ser complementada com dados sobre o impacto do transtorno da fala na qualidade de vida do paciente para customizar a reabilitação. O objetivo deste trabalho foi caracterizar diversas disartrias com medidas perceptivo-auditivas, acústicas da voz e fala e protocolo de autoavaliação. Participaram 106 indivíduos, de ambos os sexos, divididos em distonia laríngea (DL), esclerose lateral amiotrófica (ELA) e esclerose lateral amiotrófica com predomínio de sintomas bulbares (ELAb), Miastenia Gravis (MG), doença de Parkinson (DP), tremor essencial vocal (TE) e dois grupos controle até e acima de 45 anos. Todos tiveram a gravação da vogal “a” e do ditongo “iu” em condições recomendadas, além do preenchimento do protocolo Vivendo com Disartria. Os dados foram analisados com uso da escala analógico visual e dos programas Multi- Dimensional Voice Program, Kay Elemetrics e Vox Metria, CTS Informática. Os resultados mostraram que o ritmo discriminou o maior número de disartrias dos controles e a disartria por distonia laríngea diferenciou-se no maior número de variáveis, exceto na integridade articulatória. A variabilidade da frequência fundamental em semitons diferenciou todos os disártricos dos respectivos controles, seguida pelo coeficiente de variação da frequência fundamental, em % e o desvio padrão da frequência fundamental. As variáveis estabilidade e Mftr apresentam acurácia satisfatória e melhor sensibilidade. As medidas Matr e ShimmAPQ também têm acurácia satisfatória, mas melhor especificidade, enquanto a medida variabilidade da F0(st) mostrou boa acurácia, com estabilidade e sensibilidade boas. O escore total do protocolo Vivendo com Disartria diferenciou a distonia laríngea da esclerose lateral amiotrófica e da sua variante bulbar, não apresentou correlação com o grau de desvio da disartria, nem com as variáveis auditivas e acústicas. Os efeitos na emoção, a insatisfação com a comunicação e a percepção de ajustes que modificariam a comunicação foram as seções com maior escore nas doenças estudadas. Portanto, houve correlação entre medidas auditivas e acústicas nas disartrias, com acurácia variada e, o impacto na comunicação deve ser investigado independentemente do grau de desvio da disartria.
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Participaram 106 indivíduos, de ambos os sexos, divididos em distonia laríngea (DL), esclerose lateral amiotrófica (ELA) e esclerose lateral amiotrófica com predomínio de sintomas bulbares (ELAb), Miastenia Gravis (MG), doença de Parkinson (DP), tremor essencial vocal (TE) e dois grupos controle até e acima de 45 anos. Todos tiveram a gravação da vogal “a” e do ditongo “iu” em condições recomendadas, além do preenchimento do protocolo Vivendo com Disartria. Os dados foram analisados com uso da escala analógico visual e dos programas Multi- Dimensional Voice Program, Kay Elemetrics e Vox Metria, CTS Informática. Os resultados mostraram que o ritmo discriminou o maior número de disartrias dos controles e a disartria por distonia laríngea diferenciou-se no maior número de variáveis, exceto na integridade articulatória. A variabilidade da frequência fundamental em semitons diferenciou todos os disártricos dos respectivos controles, seguida pelo coeficiente de variação da frequência fundamental, em % e o desvio padrão da frequência fundamental. As variáveis estabilidade e Mftr apresentam acurácia satisfatória e melhor sensibilidade. As medidas Matr e ShimmAPQ também têm acurácia satisfatória, mas melhor especificidade, enquanto a medida variabilidade da F0(st) mostrou boa acurácia, com estabilidade e sensibilidade boas. O escore total do protocolo Vivendo com Disartria diferenciou a distonia laríngea da esclerose lateral amiotrófica e da sua variante bulbar, não apresentou correlação com o grau de desvio da disartria, nem com as variáveis auditivas e acústicas. Os efeitos na emoção, a insatisfação com a comunicação e a percepção de ajustes que modificariam a comunicação foram as seções com maior escore nas doenças estudadas. Portanto, houve correlação entre medidas auditivas e acústicas nas disartrias, com acurácia variada e, o impacto na comunicação deve ser investigado independentemente do grau de desvio da disartria. The typical characterization of dysarthrias, combined by perceptual and acoustic data, provides better information regarding the neuromotor skills for speech and communicative effectiveness and can be supplemented with the impact of the speech disorder on quality of life data to customize rehabilitation. The aim of this study was to characterize dysarthrias by auditory perceptual assessment of voice and speech and protocol of self-assessment. Voice and speech samples from 106 individuals, both sexes, were analyzed and divided into groups: dystonia (LD), amyotrophic lateral sclerosis (ALS) and amyotrophic lateral sclerosis wi th predominant bulbar symptoms (ALSb), Myasthenia Gravis (MG), Parkinson¿s disease (PD), essential vocal tremor (EVT) and controls up to and above 45 years. The ¿a¿ vowel and ¿iu¿ diphthong were recorded under the recommended conditions, and the protocol Living with Dysarthria was filled in by the individuals. Data were analyzed by visual analogue scale and Multi-Dimensional Voice Program, Kay Elemetrics, and Vox Metria, CTS Informatica, acoustic programs. The results showed that the rhythm discriminated dysarthrias from controls, and dystonia from dysarthria, except in articulatory integrity. The fundamental frequency variability in semitones differentiated all dysarthric from the controls, followed by the coefficient of fundamental frequency variability in% and standard deviation of fundamental frequency. The stability, MFTR and Matr variables showed satisfactory accuracy and better sensitivity. ShimmAPQ also showed satisfactory accuracy, but better specificity, whereas the extent of F0 variability (st) showed good accuracy with good stability and sensitivity. The total score of the Living with Dysarthria protocol differentiated dystonia from ALS and ALSb, showed no correlation with severity of dysarthria, nor with perceptual and acoustic variables. ¿Effects of emotions¿, ¿communicating like I would want¿ and how they perceived changes and the possibility to alter their way of speaking were the highest scores sections. Therefore, there were correlations perceptual and acoustic measures in dysarthric patients, varying accuracy and the communication impact should be investigated regardless of the severity of dysarthriaBV UNIFESP: Teses e dissertaçõesUniversidade Federal de São Paulo (UNIFESP)Behlau, Mara Suzana [UNIFESP]http://lattes.cnpq.br/2274436726620746http://lattes.cnpq.br/9665420712062792Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)Padovani, Marina Martins Pereira [UNIFESP]2015-07-22T20:50:26Z2015-07-22T20:50:26Z2011-01-26info:eu-repo/semantics/doctoralThesisinfo:eu-repo/semantics/publishedVersion109 f.application/pdfPADOVANI, Marina Martins Pereira. Medidas perceptivo-auditivas e acústicas de voz e fala e autoavaliação da comunicação das disartrias. 2011. 109 f. Tese (Doutorado em Fonoaudiologia) - Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), São Paulo, 2011.http://repositorio.unifesp.br/handle/11600/9811ark:/48912/001300001r74pporSão Pauloinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Repositório Institucional da UNIFESPinstname:Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)instacron:UNIFESP2025-07-21T15:40:54Zoai:repositorio.unifesp.br:11600/9811Repositório InstitucionalPUBhttp://www.repositorio.unifesp.br/oai/requestbiblioteca.csp@unifesp.bropendoar:34652025-07-21T15:40:54Repositório Institucional da UNIFESP - Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)false
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