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Visitando o museu pela porta dos fundos: vigilantes e transportadores de obras de arte e a ressignificação do habitus

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2015
Autor(a) principal: Santos, Bruno Marco Cuer dos [UNIFESP]
Orientador(a): Consolim, Marcia Cristina [UNIFESP]
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
dARK ID: ark:/48912/001300001hnps
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Palavras-chave em Inglês:
Link de acesso: https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=3348002
https://repositorio.unifesp.br/handle/11600/47329
Resumo: Busca-se com esta pesquisa investigar a relação que trabalhadores não especializados dentro do campo artístico possam desenvolver com a arte por meio da rotina de trabalho através de diferentes vínculos: funcionalismo público, terceirizados e aqueles contratados diretamente pelo museu. Foram selecionadas duas categorias específicas: vigilantes e transportadores de obras de arte que trabalham ou prestam serviço em dois dos principais museus da cidade de São Paulo: Museu de Arte Moderna (MAC-SP) e Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo (MAC-USP). Verificou-se que o vínculo trabalhista dessas categorias não especializadas dentro dos museus diferencia a relação destes agentes com o universo simbólico a que são expostos pela via do trabalho. São mudanças de longa duração, indicando ruptura com o habitus, bem como determinadas posições e representações de classe através de gerações posteriores, o que opõe funcionários públicos em relação aos funcionários contratados por vínculo direto ou terceirizados, ou seja, quanto mais forte o vínculo, maior a possibilidade de ascensão social pelo aporte de capital simbólico, ao passo que quanto mais fraco o vínculo empregatício, menor a possibilidade de ruptura com uma posição de classe e de origem.
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