Avaliação da espessura cortical em relação à idade de início e duração da doença em pacientes portadores de esquizofrenia
| Ano de defesa: | 2013 |
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Resumo: | Objetivo: Até o momento poucos estudos investigaram a espessura cortical em pacientes com esquizofrenia. O objetivo deste estudo foi investigar possíveis alterações de espessura do córtex nas regiões fronto-temporal em relação ao início idade e duração da doença. Métodos: Um grupo de 148 pacientes (97 do sexo masculino, na faixa etária 16-65 anos de idade) com diagnóstico de esquizofrenia, de acordo com o DSM-IV, concordaram em participar. Os participantes foram recrutados do Programa de Esquizofrenia (PROESQ) da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). 87 controles saudáveis (57 do sexo masculino) devidamente pareados foram recrutados. Ambos os grupos foram submetido a um exame de ressonância magnética em um Magneton 1.5T Sonata Siemens scanner. Segmentação cortical foi realizada utilizando FreeSurfer 5.0. A análise estatística foi realizada utilizando a ferramenta QDEC do software FS usando um modelo linear geral. Os resultados foram corrigidos para múltiplas comparações utilizando simulação de Montecarlo, p <0,01. Resultados: Foi encontrada uma correlação negativa entre espessura cortical das regiões frontal superior, frontal médio, frontal inferior, orbitofrontal medial em ambos hemisférios e lateral orbitofrontal esquerdo, com duração da doença em pacientes com esquizofrenia. Nenhuma correlação significativa entre a espessura cortical frontotemporal e idade de início foi encontrado. Comparados aos controles, pacientes portadores de esquizofrenia apresentaram significativa redução de espessura cortical nos córtices frontotemporal, parietal e occipital. Conclusão: Os nossos resultados sugerem que os déficits no volume cerebral observada em pacientes com esquizofrenia estão relacionados com a duração da doença, reforçando assim um papel progressivo apó s o início da doença. |
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http://lattes.cnpq.br/7508415549513991Assuncao, Idaiane Batista de [UNIFESP]http://lattes.cnpq.br/3938475403427498Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)Jackowski, Andrea Parolin Jackowski [UNIFESP]São Paulo2018-07-30T11:52:53Z2018-07-30T11:52:53Z2013-02-27Objetivo: Até o momento poucos estudos investigaram a espessura cortical em pacientes com esquizofrenia. O objetivo deste estudo foi investigar possíveis alterações de espessura do córtex nas regiões fronto-temporal em relação ao início idade e duração da doença. Métodos: Um grupo de 148 pacientes (97 do sexo masculino, na faixa etária 16-65 anos de idade) com diagnóstico de esquizofrenia, de acordo com o DSM-IV, concordaram em participar. Os participantes foram recrutados do Programa de Esquizofrenia (PROESQ) da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). 87 controles saudáveis (57 do sexo masculino) devidamente pareados foram recrutados. Ambos os grupos foram submetido a um exame de ressonância magnética em um Magneton 1.5T Sonata Siemens scanner. Segmentação cortical foi realizada utilizando FreeSurfer 5.0. A análise estatística foi realizada utilizando a ferramenta QDEC do software FS usando um modelo linear geral. Os resultados foram corrigidos para múltiplas comparações utilizando simulação de Montecarlo, p <0,01. Resultados: Foi encontrada uma correlação negativa entre espessura cortical das regiões frontal superior, frontal médio, frontal inferior, orbitofrontal medial em ambos hemisférios e lateral orbitofrontal esquerdo, com duração da doença em pacientes com esquizofrenia. Nenhuma correlação significativa entre a espessura cortical frontotemporal e idade de início foi encontrado. Comparados aos controles, pacientes portadores de esquizofrenia apresentaram significativa redução de espessura cortical nos córtices frontotemporal, parietal e occipital. Conclusão: Os nossos resultados sugerem que os déficits no volume cerebral observada em pacientes com esquizofrenia estão relacionados com a duração da doença, reforçando assim um papel progressivo apó s o início da doença.Background: Until recently, few studies have investigated cortical thickness in patients with schizophrenia. The aim of this study was to investigate possible changes in cortical thickness in frontotemporal regions over age at onset and duration of illness. Methods: Thus, a group of 148 patients (97 male, aged 16-65 years old) diagnosed with schizophrenia according to DSM-IV, agreed to participate. Participants were recruited from the Schizophrenia Program (PROESQ) of the Federal University of São Paulo (UNIFESP). 87 (57 males) age-matched healthy were recruited. Both groups underwent an MRI on a Siemens Sonata 1.5T scanner Magneton. Cortical segmentation was performed using FreeSurfer 5.0. Statistical analysis was performed using the tool QDEC of FS software using a general linear model. The results were corrected for multiple comparisons using Monte Carlo simulation, p <0.01. Results: Found a negative correlation between cortical thickness of the superior frontal, middle frontal, inferior frontal, medial orbitofrontal in both hemispheres and lateral orbitofrontal left, with duration of illness in patients with schizophrenia. No significant correlation between cortical thickness and age at onset frontotemporal found. Compared to controls, schizophrenia patients presented significant cortical thickness thinner in frontotemporal, parietal and occipital cortices. Conclusions: Our results suggest that deficits in the brain volume seen in patients with schizophrenia are related to the duration of illness, thus reinforcing a role for progressive processes after onset of the disease.Dados abertos - Sucupira - Teses e dissertações (2013 a 2016)https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=667263ASSUNCAO, Idaiane Batista de. Avaliação da espessura cortical em relação à idade de início e duração da doença em pacientes portadores de esquizofrenia. 2013. 41 f. Dissertação (Mestrado em Psiquiatria e Psicologia Médica) - Escola Paulista de Medicina, Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), São Paulo, 2013.IDAIANE BATISTA DE ASSUNÇÃO LEME dis - PDF A.pdfhttp://repositorio.unifesp.br/handle/11600/48451ark:/48912/001300001xbk8porUniversidade Federal de São Paulo (UNIFESP)info:eu-repo/semantics/openAccessesquizofrenianeuroimagem estruturalcórtex frontotemporalduração de doença espessura corticalAvaliação da espessura cortical em relação à idade de início e duração da doença em pacientes portadores de esquizofreniaEvaluation of cortical thickness in relation to age at onset and duration of illness in patients with schizophrenia.info:eu-repo/semantics/masterThesisinfo:eu-repo/semantics/publishedVersionreponame:Repositório Institucional da UNIFESPinstname:Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)instacron:UNIFESPSão Paulo, Escola Paulista de Medicina (EPM)Psiquiatria e Psicologia MédicaCiências da saúdeMedicinaORIGINALIDAIANE BATISTA DE ASSUNÇÃO LEME dis - PDF A.pdfapplication/pdf536504https://repositorio.unifesp.br/bitstreams/1942b18b-3801-488e-b656-aaf1ad13a249/download983b32fe11e16562c1f70c1648bf55f3MD5111600/484512025-07-08 10:53:36.82oai:repositorio.unifesp.br:11600/48451https://repositorio.unifesp.brRepositório InstitucionalPUBhttp://www.repositorio.unifesp.br/oai/requestbiblioteca.csp@unifesp.bropendoar:34652025-07-08T10:53:36Repositório Institucional da UNIFESP - Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)false |
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Objetivo: Até o momento poucos estudos investigaram a espessura cortical em pacientes com esquizofrenia. O objetivo deste estudo foi investigar possíveis alterações de espessura do córtex nas regiões fronto-temporal em relação ao início idade e duração da doença. Métodos: Um grupo de 148 pacientes (97 do sexo masculino, na faixa etária 16-65 anos de idade) com diagnóstico de esquizofrenia, de acordo com o DSM-IV, concordaram em participar. Os participantes foram recrutados do Programa de Esquizofrenia (PROESQ) da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). 87 controles saudáveis (57 do sexo masculino) devidamente pareados foram recrutados. Ambos os grupos foram submetido a um exame de ressonância magnética em um Magneton 1.5T Sonata Siemens scanner. Segmentação cortical foi realizada utilizando FreeSurfer 5.0. A análise estatística foi realizada utilizando a ferramenta QDEC do software FS usando um modelo linear geral. Os resultados foram corrigidos para múltiplas comparações utilizando simulação de Montecarlo, p <0,01. Resultados: Foi encontrada uma correlação negativa entre espessura cortical das regiões frontal superior, frontal médio, frontal inferior, orbitofrontal medial em ambos hemisférios e lateral orbitofrontal esquerdo, com duração da doença em pacientes com esquizofrenia. Nenhuma correlação significativa entre a espessura cortical frontotemporal e idade de início foi encontrado. Comparados aos controles, pacientes portadores de esquizofrenia apresentaram significativa redução de espessura cortical nos córtices frontotemporal, parietal e occipital. Conclusão: Os nossos resultados sugerem que os déficits no volume cerebral observada em pacientes com esquizofrenia estão relacionados com a duração da doença, reforçando assim um papel progressivo apó s o início da doença. |
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