Estimulação elétrica neuromuscular (EENM) para síndrome da dor patelofemoral: revisão sistemática Cochrane

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2016
Autor(a) principal: Martimbianco, Ana Luiza Cabrera [UNIFESP]
Orientador(a): Riera, Rachel [UNIFESP]
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
dARK ID: ark:/48912/001300002gsv6
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Palavras-chave em Inglês:
Link de acesso: https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=4432756
http://repositorio.unifesp.br/handle/11600/47517
Resumo: Objetivo: Avaliar os efeitos (benefícios e riscos) da estimulação elétrica neuromuscular (EENM) no tratamento da síndrome da dor patelofemoral (SDPF). Métodos: Revisão sistemática Cochrane de ensaios clínicos randomizados. As seguintes bases de dados eletrônicas foram utilizadas: CENTRAL, MEDLINE, Embase, LILACS, PEDro, CINAHL, SPORTDiscus e AMED. Não houve restrição de idioma ou data de publicação. Foram incluídos ensaios clínicos randomizados que avaliaram o uso da EENM para os pacientes (adolescentes e adultos) com SDPF, comparando qualquer tipo de EENM ao placebo/sham, nenhum tratamento, exercício físico e diferentes programas de EENM. Desfechos primários: dor, função do joelho e eventos adversos. Desfechos secundários: desempenho físico, qualidade de vida, satisfação do paciente e força muscular. A seleção, a extração dos dados e a avaliação do risco de viés dos estudos incluídos foram realizadas por dois revisores, de forma independente. A qualidade da evidência foi avaliada segundo o Grading of Recommendations Assessment, Development and Evaluation (GRADE). Como medida resumo da estimativa de tamanho do efeito, foi calculado o risco relativo (RR) para os dados dicotômicos. Para os dados contínuos, foi calculada a diferença média (DM) ou a diferença média padronizada (DMP), com intervalo de confiança de 95% (IC 95%). Resultados: Foram incluídos oito estudos (total de 345 participantes, 52,5% gênero feminino, idade entre 23 e 46 anos). Os estudos apresentaram diferentes características da EENM e das cointervenções associadas. Todos os estudos, exceto um, foram classificados como de alto risco de viés em pelo menos um dos critérios, especialmente mascaramento e dados incompletos dos desfechos. A qualidade do corpo da evidência para os desfechos primários foi considerada muito baixa de acordo com o sistema GRADE. Foi possível comparar: EENM versus placebo/sham (um estudo); EENM associada a outras intervenções versus outras intervenções isoladas (quatro estudos); EENM versus exercícios (um estudo); e diferentes parâmetros de EENM, com frequências distintas (dois estudos). Quando comparado ao placebo, uma única sessão de EENM mostrou melhora da dor durante o agachamento unipodal (DM -1,90, IC 95% -3,10 a -0,70; 22 participantes; um estudo; P = 0,002) e durante a descida de um degrau (DM -2,20, IC 95% -3,47 a -0,93; 22 participantes; um estudo; P = 0,0007). O uso da EENM associada a outras intervenções comparada às intervenções isoladas mostrou: (a) melhora da dor habitual no joelho ao final de três a seis semanas de tratamento (DM -1,70, IC 95% -2,33 a -1,08; 82 participantes; dois estudos; P = 0,28; I2 = 13%), mas não houve diferença com 12 semanas de tratamento (P = 0,64) e após um ano de acompanhamento (follow up); (b) melhora da dor aos movimentos de descer e subir degraus entre os participantes que realizaram apenas as intervenções isoladas após seis semanas de tratamento (DM 3,32, IC 95% 2,38 a 4,26; 30 participantes; um estudo; P < 0,00001; DM 3,15, IC 95% 2,10 a 4,20; 30 participantes; um estudo; P < 0,00001), e não houve diferença estatisticamente significativa na dor no joelho durante o agachamento (DM 0,58, IC 95% -0,91 a 2,07; 30 participantes; um estudo; P = 0,44); (c) não houve diferença estatisticamente significativa na variação do escore de dor antes e após 12 semanas de tratamento (MD -0,55, IC 95% -2,81 a 1,71; 36 participantes; um estudo; P = 0,63), bem como após um ano de acompanhamento; (d) não houve diferença estatisticamente significativa na função do joelho ao final do tratamento, que variou entre 3 e 6 semanas (DMP 0,37, IC 95% -0,11 a 0,84; 70 participantes; dois estudos; P = 0,30; I2 = 7%), bem como após 12 semanas de tratamento (P = 0,29) e após um ano de acompanhamento; (e) melhora na força muscular mensurada em 30° de flexão do joelho (MD 38,30, IC 95% 13,71 a 62,89; 36 participantes; um estudo; P = 0,002) e em 60° de flexão (MD 50,00, IC 95% 11,30 a 88,70; 36 participantes; um estudo; P = 0,01) após 12 semanas de tratamento; mas não houve diferença com seis semanas de tratamento (RR 0,99, IC 95% 0,81 a 1,21; 42 participantes; um estudo; P = 0,92). Para a comparação EENM versus exercícios, não houve diferença estatisticamente significativa na função do joelho (MD -0,94, IC 95% -2,10 a 0,22; 94 participantes; um estudo; P = 0,11) e na força muscular mensurada pelo dinamômetro isocinético nas velocidades de 30 graus por segundo (°/s) (MD 0,06, IC 95% -29,67 a 29,79; 94 participantes; um estudo; P = 1,00) e 300°/s (MD 1,04, IC 95% -14,00 a 16,08; 94 participantes; um estudo; P = 0,89), após 4 semanas de tratamento. Conclusões: Esta revisão não encontrou evidências suficientes nos ensaios clínicos randomizados para apoiar a utilização da EENM em pacientes com SDPF. Evidências de qualidade muito baixa indicaram que: (a) uma sessão de EENM parece ser melhor que o placebo para dor no joelho durante atividades; (b) EENM associada a outras intervenções parece ser melhor que as intervenções isoladas para dor habitual no joelho após três e seis semanas de tratamento, e para força muscular após 12 semanas de tratamento; (c) EENM associada a outras intervenções parece ser pior que as intervenções isoladas para a dor durante as atividades, após seis semanas de tratamento. Alguns aspectos permanecem incertos, como eventos adversos, qualidade de vida e satisfação do paciente. Ensaios clínicos randomizados de alta qualidade metodológica, ainda são necessários para recomendar ou não o uso da EENM para pacientes com SDPF.
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Desfechos secundários: desempenho físico, qualidade de vida, satisfação do paciente e força muscular. A seleção, a extração dos dados e a avaliação do risco de viés dos estudos incluídos foram realizadas por dois revisores, de forma independente. A qualidade da evidência foi avaliada segundo o Grading of Recommendations Assessment, Development and Evaluation (GRADE). Como medida resumo da estimativa de tamanho do efeito, foi calculado o risco relativo (RR) para os dados dicotômicos. Para os dados contínuos, foi calculada a diferença média (DM) ou a diferença média padronizada (DMP), com intervalo de confiança de 95% (IC 95%). Resultados: Foram incluídos oito estudos (total de 345 participantes, 52,5% gênero feminino, idade entre 23 e 46 anos). Os estudos apresentaram diferentes características da EENM e das cointervenções associadas. Todos os estudos, exceto um, foram classificados como de alto risco de viés em pelo menos um dos critérios, especialmente mascaramento e dados incompletos dos desfechos. A qualidade do corpo da evidência para os desfechos primários foi considerada muito baixa de acordo com o sistema GRADE. Foi possível comparar: EENM versus placebo/sham (um estudo); EENM associada a outras intervenções versus outras intervenções isoladas (quatro estudos); EENM versus exercícios (um estudo); e diferentes parâmetros de EENM, com frequências distintas (dois estudos). Quando comparado ao placebo, uma única sessão de EENM mostrou melhora da dor durante o agachamento unipodal (DM -1,90, IC 95% -3,10 a -0,70; 22 participantes; um estudo; P = 0,002) e durante a descida de um degrau (DM -2,20, IC 95% -3,47 a -0,93; 22 participantes; um estudo; P = 0,0007). O uso da EENM associada a outras intervenções comparada às intervenções isoladas mostrou: (a) melhora da dor habitual no joelho ao final de três a seis semanas de tratamento (DM -1,70, IC 95% -2,33 a -1,08; 82 participantes; dois estudos; P = 0,28; I2 = 13%), mas não houve diferença com 12 semanas de tratamento (P = 0,64) e após um ano de acompanhamento (follow up); (b) melhora da dor aos movimentos de descer e subir degraus entre os participantes que realizaram apenas as intervenções isoladas após seis semanas de tratamento (DM 3,32, IC 95% 2,38 a 4,26; 30 participantes; um estudo; P < 0,00001; DM 3,15, IC 95% 2,10 a 4,20; 30 participantes; um estudo; P < 0,00001), e não houve diferença estatisticamente significativa na dor no joelho durante o agachamento (DM 0,58, IC 95% -0,91 a 2,07; 30 participantes; um estudo; P = 0,44); (c) não houve diferença estatisticamente significativa na variação do escore de dor antes e após 12 semanas de tratamento (MD -0,55, IC 95% -2,81 a 1,71; 36 participantes; um estudo; P = 0,63), bem como após um ano de acompanhamento; (d) não houve diferença estatisticamente significativa na função do joelho ao final do tratamento, que variou entre 3 e 6 semanas (DMP 0,37, IC 95% -0,11 a 0,84; 70 participantes; dois estudos; P = 0,30; I2 = 7%), bem como após 12 semanas de tratamento (P = 0,29) e após um ano de acompanhamento; (e) melhora na força muscular mensurada em 30° de flexão do joelho (MD 38,30, IC 95% 13,71 a 62,89; 36 participantes; um estudo; P = 0,002) e em 60° de flexão (MD 50,00, IC 95% 11,30 a 88,70; 36 participantes; um estudo; P = 0,01) após 12 semanas de tratamento; mas não houve diferença com seis semanas de tratamento (RR 0,99, IC 95% 0,81 a 1,21; 42 participantes; um estudo; P = 0,92). Para a comparação EENM versus exercícios, não houve diferença estatisticamente significativa na função do joelho (MD -0,94, IC 95% -2,10 a 0,22; 94 participantes; um estudo; P = 0,11) e na força muscular mensurada pelo dinamômetro isocinético nas velocidades de 30 graus por segundo (°/s) (MD 0,06, IC 95% -29,67 a 29,79; 94 participantes; um estudo; P = 1,00) e 300°/s (MD 1,04, IC 95% -14,00 a 16,08; 94 participantes; um estudo; P = 0,89), após 4 semanas de tratamento. Conclusões: Esta revisão não encontrou evidências suficientes nos ensaios clínicos randomizados para apoiar a utilização da EENM em pacientes com SDPF. Evidências de qualidade muito baixa indicaram que: (a) uma sessão de EENM parece ser melhor que o placebo para dor no joelho durante atividades; (b) EENM associada a outras intervenções parece ser melhor que as intervenções isoladas para dor habitual no joelho após três e seis semanas de tratamento, e para força muscular após 12 semanas de tratamento; (c) EENM associada a outras intervenções parece ser pior que as intervenções isoladas para a dor durante as atividades, após seis semanas de tratamento. Alguns aspectos permanecem incertos, como eventos adversos, qualidade de vida e satisfação do paciente. Ensaios clínicos randomizados de alta qualidade metodológica, ainda são necessários para recomendar ou não o uso da EENM para pacientes com SDPF.Purpose: To assess the effects (benefits and harms) of neuromuscular electrical stimulation (NMES) for patients with patellofemoral pain syndrome (PFPS). Methods: We searched the Cochrane Bone, Joint and Muscle Trauma Group Specialised Register, the Cochrane Central Register of Controlled Trials, MEDLINE, Embase, PEDro, CINAHL, SPORTDiscus, AMED and LILACS. The search was carried out in May 2016. We included randomised controlled clinical trials. The primary outcomes were knee pain, knee function and adverse events. We calculated risk ratios (RR) for dichotomous data, mean differences (MD) or standard mean difference (SMD) for continuous data. Results: Eight randomised clinical trials were included, involving a total of 345, mostly female (52.5%), participants, with ages from 23 to 46 years. The participants' inclusion criteria varied, such as minimum duration of symptoms ranging from one to six months. Studies differed widely in the characteristics of NMES stimulation and associated co-interventions. All studies except one were categorised as having a high risk of bias in at least one criterion, especially blinding and incomplete outcome data. The overall quality of evidence for all primary outcomes, assessed through the GRADE approach, was considered 'very low'. We performed the following comparisons: NMES versus placebo (one study), NMES plus other intervention (e.g. exercise) versus no NMES plus same other intervention (four studies), NMES versus exercises (one study) and NMES with programmes of different frequencies of sessions (two studies). When compared to placebo, a single NMES session was associated with higher improvement in knee pain during single leg squat (MD -1.90, 95% CI -3.10 to -0.70; participants = 22; study = 1; P value = 0.002) and lateral step down (MD -2.20, 95% CI -3.47 to -0.93; participants = 22; study = 1; P value = 0.0007). When compared to another intervention alone, NMES plus the same other intervention was associated with: (a) higher improvement in overall knee pain at the end of the treatment (ranging from 3 to 6 weeks) (MD -1.70, 95% CI -2.33 to -1.08; participants = 82; studies = 2; P = 0.28; I2 = 13%); but not after 12 weeks of treatment (P = 0.64) and 1-year follow up; (b) lower improvement in knee pain during step-down (MD 3.32, 95% CI 2.38 to 4.26; participants = 30; study = 1; P < 0.00001) and step-up (MD 3.15, 95% CI 2.10 to 4.20; participants = 30; study = 1; P < 0.00001), after 6 weeks of treatment, and no statistically significant difference in knee pain during squatting movement (MD 0.58, 95% CI -0.91 to 2.07; participants = 30; study = 1; P = 0.44), after 6 weeks of treatment; (c) no statistically significant difference in change score for pain at 12 weeks of treatment (MD -0.55, 95% CI -2.81 to 1.71; participants = 36; study = 1; P = 0.63) and 1-year follow up; (d) no statistically significant difference in knee function at the end of the treatment (ranging from 3 to 6 weeks) (SMD 0.37, 95% CI -0.11 to 0.84; participants = 70; studies = 2; P = 0.30; I2 = 7%), nor at 12 weeks (P = 0.29) and 1-year follow up; (e) higher improvement in muscle strength for 30° knee flexion (MD 38.30, 95% CI 13.71 to 62.89; participants = 36; study = 1; P = 0.002) and 60° knee flexion (MD 50.00, 95% CI 11.30 to 88.70; participants = 36; study = 1; P = 0.01) after 12 weeks of treatment; but not at 6 weeks (RR 0.99, 95% CI 0.81 to 1.21; participants = 42; study = 1; P = 0.92). For the comparison NMES versus exercises, there was no statistically significant difference in knee function (MD -0.94, 95% CI -2.10 to 0.22; participants = 94; study = 1; P = 0.11) and muscle strength using an isokinetic dynamometer at speeds of 30°/s (MD 0.06, 95% CI -29.67 to 29.79; participants = 94; study = 1; P = 1.00) and 300°/s (MD 1.04, 95% CI -14.00 to 16.08; participants = 94; study = 1; P = 0.89), after 4 weeks of treatment. Conclusion: Although NMES is widely used, this review found insufficient evidence from randomised trials to support its use in patients with PFPS. Very low quality evidence indicates that: (a) a single session of NMES seems to be better than placebo for knee pain during activities; there is a probability that this benefit is not clinically relevant; (b) NMES plus another intervention seems to be better than another intervention alone for knee pain and muscle strength; there is uncertainty if this difference is clinically relevant; (c) NMES plus another intervention seems to be worse than the same other interventions alone for pain during activities, and this difference seems to be clinically relevant. Some aspects remain unclear, such as adverse events, quality of life, and patient satisfaction. More high-quality randomised clinical trials are still needed to recommend or not the use of NMES for patients with PFPS.Dados abertos - Sucupira - Teses e dissertações (2013 a 2016)Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)153 f.https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=4432756MARTIMBIANCO, Ana Luiza Cabrera. Estimulação elétrica neuromuscular (eenm) para síndrome da dor patelofemoralRevisão sistemática cochrane. 2016. 153 f. Tese (Doutorado em Saúde Baseada em Evidências) - Escola Paulista de Medicina, Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), São Paulo, 2016.2016-0940.pdfhttp://repositorio.unifesp.br/handle/11600/47517ark:/48912/001300002gsv6porUniversidade Federal de São Paulo (UNIFESP)info:eu-repo/semantics/openAccessSíndrome da dor patelofemoraArticulação patelofemoralEstimulação elétricametanálisePatellofemoral pain syndromePatellofemoral jointElectrical stimulationMeta-analysisEstimulação elétrica neuromuscular (EENM) para síndrome da dor patelofemoral: revisão sistemática Cochraneinfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisinfo:eu-repo/semantics/publishedVersionreponame:Repositório Institucional da UNIFESPinstname:Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)instacron:UNIFESPSão Paulo, Escola Paulista de Medicina (EPM)Saúde Baseada em EvidênciasCiências da saúdeMedicinaORIGINALAna Luiza Cabrera Martimbianco - PDF A.pdfapplication/pdf7089837https://repositorio.unifesp.br/bitstreams/d97f35e6-ef3c-48db-9a66-3b77febcba10/downloadf2be808697c21857c3612d88f43cad59MD51TEXTAna Luiza Cabrera Martimbianco - PDF A.pdf.txtAna Luiza Cabrera Martimbianco - PDF A.pdf.txtExtracted texttext/plain115566https://repositorio.unifesp.br/bitstreams/f128e3b2-4188-4d31-96ac-ddc3614b1faa/download3b24db9f54c22afb7fff2ff4a783791eMD52THUMBNAILAna Luiza Cabrera Martimbianco - PDF A.pdf.jpgAna Luiza Cabrera Martimbianco - PDF A.pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg2752https://repositorio.unifesp.br/bitstreams/2ed8429b-33b6-436d-98c3-b89dcedd28f7/download04a4f3f6d6e6d51fb025dd419898364bMD5311600/475172024-08-09 07:56:38.845oai:repositorio.unifesp.br:11600/47517https://repositorio.unifesp.brRepositório InstitucionalPUBhttp://www.repositorio.unifesp.br/oai/requestbiblioteca.csp@unifesp.bropendoar:34652024-08-09T07:56:38Repositório Institucional da UNIFESP - Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)false
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A qualidade da evidência foi avaliada segundo o Grading of Recommendations Assessment, Development and Evaluation (GRADE). Como medida resumo da estimativa de tamanho do efeito, foi calculado o risco relativo (RR) para os dados dicotômicos. Para os dados contínuos, foi calculada a diferença média (DM) ou a diferença média padronizada (DMP), com intervalo de confiança de 95% (IC 95%). Resultados: Foram incluídos oito estudos (total de 345 participantes, 52,5% gênero feminino, idade entre 23 e 46 anos). Os estudos apresentaram diferentes características da EENM e das cointervenções associadas. Todos os estudos, exceto um, foram classificados como de alto risco de viés em pelo menos um dos critérios, especialmente mascaramento e dados incompletos dos desfechos. A qualidade do corpo da evidência para os desfechos primários foi considerada muito baixa de acordo com o sistema GRADE. Foi possível comparar: EENM versus placebo/sham (um estudo); EENM associada a outras intervenções versus outras intervenções isoladas (quatro estudos); EENM versus exercícios (um estudo); e diferentes parâmetros de EENM, com frequências distintas (dois estudos). Quando comparado ao placebo, uma única sessão de EENM mostrou melhora da dor durante o agachamento unipodal (DM -1,90, IC 95% -3,10 a -0,70; 22 participantes; um estudo; P = 0,002) e durante a descida de um degrau (DM -2,20, IC 95% -3,47 a -0,93; 22 participantes; um estudo; P = 0,0007). O uso da EENM associada a outras intervenções comparada às intervenções isoladas mostrou: (a) melhora da dor habitual no joelho ao final de três a seis semanas de tratamento (DM -1,70, IC 95% -2,33 a -1,08; 82 participantes; dois estudos; P = 0,28; I2 = 13%), mas não houve diferença com 12 semanas de tratamento (P = 0,64) e após um ano de acompanhamento (follow up); (b) melhora da dor aos movimentos de descer e subir degraus entre os participantes que realizaram apenas as intervenções isoladas após seis semanas de tratamento (DM 3,32, IC 95% 2,38 a 4,26; 30 participantes; um estudo; P < 0,00001; DM 3,15, IC 95% 2,10 a 4,20; 30 participantes; um estudo; P < 0,00001), e não houve diferença estatisticamente significativa na dor no joelho durante o agachamento (DM 0,58, IC 95% -0,91 a 2,07; 30 participantes; um estudo; P = 0,44); (c) não houve diferença estatisticamente significativa na variação do escore de dor antes e após 12 semanas de tratamento (MD -0,55, IC 95% -2,81 a 1,71; 36 participantes; um estudo; P = 0,63), bem como após um ano de acompanhamento; (d) não houve diferença estatisticamente significativa na função do joelho ao final do tratamento, que variou entre 3 e 6 semanas (DMP 0,37, IC 95% -0,11 a 0,84; 70 participantes; dois estudos; P = 0,30; I2 = 7%), bem como após 12 semanas de tratamento (P = 0,29) e após um ano de acompanhamento; (e) melhora na força muscular mensurada em 30° de flexão do joelho (MD 38,30, IC 95% 13,71 a 62,89; 36 participantes; um estudo; P = 0,002) e em 60° de flexão (MD 50,00, IC 95% 11,30 a 88,70; 36 participantes; um estudo; P = 0,01) após 12 semanas de tratamento; mas não houve diferença com seis semanas de tratamento (RR 0,99, IC 95% 0,81 a 1,21; 42 participantes; um estudo; P = 0,92). Para a comparação EENM versus exercícios, não houve diferença estatisticamente significativa na função do joelho (MD -0,94, IC 95% -2,10 a 0,22; 94 participantes; um estudo; P = 0,11) e na força muscular mensurada pelo dinamômetro isocinético nas velocidades de 30 graus por segundo (°/s) (MD 0,06, IC 95% -29,67 a 29,79; 94 participantes; um estudo; P = 1,00) e 300°/s (MD 1,04, IC 95% -14,00 a 16,08; 94 participantes; um estudo; P = 0,89), após 4 semanas de tratamento. Conclusões: Esta revisão não encontrou evidências suficientes nos ensaios clínicos randomizados para apoiar a utilização da EENM em pacientes com SDPF. Evidências de qualidade muito baixa indicaram que: (a) uma sessão de EENM parece ser melhor que o placebo para dor no joelho durante atividades; (b) EENM associada a outras intervenções parece ser melhor que as intervenções isoladas para dor habitual no joelho após três e seis semanas de tratamento, e para força muscular após 12 semanas de tratamento; (c) EENM associada a outras intervenções parece ser pior que as intervenções isoladas para a dor durante as atividades, após seis semanas de tratamento. Alguns aspectos permanecem incertos, como eventos adversos, qualidade de vida e satisfação do paciente. Ensaios clínicos randomizados de alta qualidade metodológica, ainda são necessários para recomendar ou não o uso da EENM para pacientes com SDPF.
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