Alterações dos eixos adrenocorticotrófico e somatotrófico relacionadas à apneia obstrutiva do sono

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2016
Autor(a) principal: Lima, Suelem Izumi [UNIFESP]
Orientador(a): Zanella, Maria Teresa [UNIFESP]
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
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Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=3597623
http://repositorio.unifesp.br/handle/11600/48154
Resumo: A avaliação do eixo adrenocorticotrófico de homens com sobrepeso e obesos portadores de AOS demonstrou: Maiores níveis de cortisol livre urinário; Ritmo de cortisol salivar inalterado; Supressão adequada a baixas doses de dexametasona A dosagem do cortisol pode ser feita de várias maneiras e o método ideal ainda não está claro. A medição do cortisol urinário pode representar uma ferramenta útil para a investigação do eixo HHA em indivíduos com AOS. A elevação dos valores do cortisol livre urinário não foi associado ao aumento do IMC, mas apenas à gravidade da AOS. A hipoxemia durante o sono REM foi o fator que mais se associou à hiperatividade do eixo HHA, sugerindo assim uma relação causal. O eixo somatotrófico foi avaliado através da dosagem do IGF-1. Homens com sobrepeso e obesos portadores de AOS moderada a grave apresentaram níveis de IGF-1 mais baixos. O IGF-1 sofreu influência de parâmetros da obesidade e também da fragmentação do sono e da hipoxemia, porém a hipoxemia foi um fator de risco independentemente associado aos níveis de IGF-1. Demonstramos que a síndrome metabólica foi mais presente nos portadores de AOS moderada a grave e houve associação da síndrome metabólica com níveis de IGF-1. Além disso, os indivíduos que tinham menores níveis de IGF-1 (no percentil 1), apresentavam maior prevalência de síndrome metabólica. A HBA1c se correlacionou com IGF-1, de forma independente da saturação mínima de O2 e da circunferência da cintura. Conclusões? Nossos dados sugerem que em homens a apneia obstrutiva do sono moderada a grave: A. Induz hiperatividade no eixo adrenocorticotrófico relacionada à hipoxemia; B. Induz uma disfunção do eixo somatotrófico, caracterizada por menores níveis de IGF-1, também relacionada à hipoxemia, que por sua vez favorece o desenvolvimento da síndrome metabólica.
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