Endoftalmite bacteriana: aspectos epidemiológicos e diagnósticos
| Ano de defesa: | 2011 |
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Resumo: | Objetivos: I- Relatar a incidência de endoftalmite bacteriana e a frequência dos microorganismos identificados numa instituição brasileira. II- Avaliar a frequência de microorganismos isolados de pacientes com endoftalmite bacteriana e sua suscetibilidade antimicrobiana. III- Determinar a aplicabilidade da reação em cadeia de polimerase em tempo real (PCR em tempo real) no diagnóstico de endoftalmite bacteriana pós-operatória em casos diagnosticados clinicamente, e avaliar a presença de DNA bacteriano em amostras-controles. Métodos: I- Todos os casos com diagnóstico clínico de endoftalmite pós-operatória de 2002 a 2008 foram incluídos nesta análise retrospectiva. Foram avaliados: número de cirurgias de catarata, incidência de endoftalmite, positividade dos exames laboratoriais de bacterioscopia e cultura de aquoso e vítreo e os resultados dos antibiogramas. II- Foi feita análise retrospectiva de prontuários de pacientes com suspeita diagnóstica de endoftalmite bacteriana. As seguintes informações foram avaliadas: número de casos com diagnóstico clínico de endoftalmite e com cultura positiva, fatores predisponentes para a infecção, bacterioscopia e cultura (aquoso e/ou vítreo), caracterização microbiológica e sua frequência, bem como suscetibilidade antimicrobiana. III- Foram incluídas amostras de olhos de pacientes com diagnóstico clínico de endoftalmite, de provável origem infecciosa, após cirurgia de catarata, assim como amostras de vítreo e de aquoso de olhos sem infecção ou reação inflamatória para controle. Foi realizada PCR em tempo real universal e específica para Gram bem como foram determinados sensibilidade e limiar de ciclos (Ct) da reação. Também foram realizadas bacterioscopia e cultura para as amostras clínicas. Resultados: I- Setenta e três olhos de 73 pacientes (43 do sexo feminino e 30 do masculino) desenvolveram inflamação ocular de provável etiologia infecciosa após 24.590 cirurgias de catarata. A incidência reduziu-se de 0,49% em 2003 para 0,17% em 2006 e estabilizou-se nos anos subsequentes. Staphylococcus coagulase-negativa (SCoN) e Streptococcus viridans (56,5% e 15%, respectivamente) foram as bactérias mais comuns. Cultura e bacterioscopia foram negativas em 36,9%. SCoN apresentou taxas de sensibilidade de 80% à oxacilina, 90% às quinolonas de quarta geração e 100% à vancomicina. II- Cento e sete (46%) de 231 pacientes com endoftalmite bacteriana tiveram resultados positivos por bacterioscopia ou cultura. Desses, 97 (42%) pacientes tiveram positividade apenas na cultura. A maioria (62%) foi decorrente de procedimento cirúrgico (pós-operatório), 12% após trauma e 26% de fonte desconhecida. Foram isolados 100 micro-organismos (38 amostras de aquoso e 67 de vítreo) de 97 casos positivos na cultura. SCoN foram os mais frequentemente isolados (48%), seguidos por Streptococcus viridans (18%) e Staphylococcus aureus (13%). A suscetibilidade antimicrobiana para SCoN foi: vancomicina - 100%, cefalotina – 97,9%, cloranfenicol – 91,8%, amicacina – 91,6%, moxifloxacino – 89,5%, tobramicina – 85,4% gatifloxacino – 79,5%, gentamicina – 72,9%, ofloxacino – 70,8%, ciprofloxacino – 62,5%, oxacilina – 58,3%, ceftriaxona – 50% e penicilina – 33,3%. III- Onze pacientes com endoftalmite infecciosa (9 amostras de vítreo e 7 de aquoso) após cirurgia de catarata foram incluídos, assim como 12 amostras de vítreo e 50 de aquoso de olhos-controles. Foi possível identificar 80% e 70% dos pacientes com endoftalmite infecciosa por meio de bacterioscopia e cultura, respectivamente. PCR em tempo real foi positiva em 91% dos pacientes utilizando-se amostras de aquoso e/ou vítreo. Nenhum dos 12 vítreos-controles foi positivo por PCR em tempo real. Duas das amostras-controles de aquoso foram positivas. O ponto de corte do limiar de ciclos para PCR universal foi 36 (sensibilidade: 93,8%; especificidade: 100%) e 38 para PCR gram-específico (sensibilidade: 93,8%; especificidade: 100%). Micro-organismos gram-positivos predominaram e a acuidade visual variou de acordo com a bactéria causadora. Conclusões: I- A incidência de endoftalmite bacteriana, os micro-organismos isolados e a sensibilidade aos antibióticos estão em acordo com a literatura. Apesar do uso profilático de colírio antibiótico, casos de infecção foram identificados em bactérias sensíveis aos antibióticos usados topicamente. II- Bactérias gram-positivas foram as principais causas de endoftalmite infecciosa. SCoN foi o isolado mais comum e a suscetibilidade à oxacilina e às quinolonas de quarta geração foi menor do que relatado na literatura. III- PCR em tempo real é um método diagnóstico rápido e sensível nos casos de endoftalmite bacteriana. Sendo um método quantitativo, também pode servir para uma nova e distinta aplicação: diferenciação entre contaminação e infecção com base nos valores de limiar de ciclos. |
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http://lattes.cnpq.br/7050225867972978Melo, Gustavo Barreto de [UNIFESP]http://lattes.cnpq.br/1345699780877468Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)Farah, Ana Luisa Hofling de lima [UNIFESP]São Paulo2015-07-22T20:50:01Z2015-07-22T20:50:01Z2011-02-22Objetivos: I- Relatar a incidência de endoftalmite bacteriana e a frequência dos microorganismos identificados numa instituição brasileira. II- Avaliar a frequência de microorganismos isolados de pacientes com endoftalmite bacteriana e sua suscetibilidade antimicrobiana. III- Determinar a aplicabilidade da reação em cadeia de polimerase em tempo real (PCR em tempo real) no diagnóstico de endoftalmite bacteriana pós-operatória em casos diagnosticados clinicamente, e avaliar a presença de DNA bacteriano em amostras-controles. Métodos: I- Todos os casos com diagnóstico clínico de endoftalmite pós-operatória de 2002 a 2008 foram incluídos nesta análise retrospectiva. Foram avaliados: número de cirurgias de catarata, incidência de endoftalmite, positividade dos exames laboratoriais de bacterioscopia e cultura de aquoso e vítreo e os resultados dos antibiogramas. II- Foi feita análise retrospectiva de prontuários de pacientes com suspeita diagnóstica de endoftalmite bacteriana. As seguintes informações foram avaliadas: número de casos com diagnóstico clínico de endoftalmite e com cultura positiva, fatores predisponentes para a infecção, bacterioscopia e cultura (aquoso e/ou vítreo), caracterização microbiológica e sua frequência, bem como suscetibilidade antimicrobiana. III- Foram incluídas amostras de olhos de pacientes com diagnóstico clínico de endoftalmite, de provável origem infecciosa, após cirurgia de catarata, assim como amostras de vítreo e de aquoso de olhos sem infecção ou reação inflamatória para controle. Foi realizada PCR em tempo real universal e específica para Gram bem como foram determinados sensibilidade e limiar de ciclos (Ct) da reação. Também foram realizadas bacterioscopia e cultura para as amostras clínicas. Resultados: I- Setenta e três olhos de 73 pacientes (43 do sexo feminino e 30 do masculino) desenvolveram inflamação ocular de provável etiologia infecciosa após 24.590 cirurgias de catarata. A incidência reduziu-se de 0,49% em 2003 para 0,17% em 2006 e estabilizou-se nos anos subsequentes. Staphylococcus coagulase-negativa (SCoN) e Streptococcus viridans (56,5% e 15%, respectivamente) foram as bactérias mais comuns. Cultura e bacterioscopia foram negativas em 36,9%. SCoN apresentou taxas de sensibilidade de 80% à oxacilina, 90% às quinolonas de quarta geração e 100% à vancomicina. II- Cento e sete (46%) de 231 pacientes com endoftalmite bacteriana tiveram resultados positivos por bacterioscopia ou cultura. Desses, 97 (42%) pacientes tiveram positividade apenas na cultura. A maioria (62%) foi decorrente de procedimento cirúrgico (pós-operatório), 12% após trauma e 26% de fonte desconhecida. Foram isolados 100 micro-organismos (38 amostras de aquoso e 67 de vítreo) de 97 casos positivos na cultura. SCoN foram os mais frequentemente isolados (48%), seguidos por Streptococcus viridans (18%) e Staphylococcus aureus (13%). A suscetibilidade antimicrobiana para SCoN foi: vancomicina - 100%, cefalotina – 97,9%, cloranfenicol – 91,8%, amicacina – 91,6%, moxifloxacino – 89,5%, tobramicina – 85,4% gatifloxacino – 79,5%, gentamicina – 72,9%, ofloxacino – 70,8%, ciprofloxacino – 62,5%, oxacilina – 58,3%, ceftriaxona – 50% e penicilina – 33,3%. III- Onze pacientes com endoftalmite infecciosa (9 amostras de vítreo e 7 de aquoso) após cirurgia de catarata foram incluídos, assim como 12 amostras de vítreo e 50 de aquoso de olhos-controles. Foi possível identificar 80% e 70% dos pacientes com endoftalmite infecciosa por meio de bacterioscopia e cultura, respectivamente. PCR em tempo real foi positiva em 91% dos pacientes utilizando-se amostras de aquoso e/ou vítreo. Nenhum dos 12 vítreos-controles foi positivo por PCR em tempo real. Duas das amostras-controles de aquoso foram positivas. O ponto de corte do limiar de ciclos para PCR universal foi 36 (sensibilidade: 93,8%; especificidade: 100%) e 38 para PCR gram-específico (sensibilidade: 93,8%; especificidade: 100%). Micro-organismos gram-positivos predominaram e a acuidade visual variou de acordo com a bactéria causadora. Conclusões: I- A incidência de endoftalmite bacteriana, os micro-organismos isolados e a sensibilidade aos antibióticos estão em acordo com a literatura. Apesar do uso profilático de colírio antibiótico, casos de infecção foram identificados em bactérias sensíveis aos antibióticos usados topicamente. II- Bactérias gram-positivas foram as principais causas de endoftalmite infecciosa. SCoN foi o isolado mais comum e a suscetibilidade à oxacilina e às quinolonas de quarta geração foi menor do que relatado na literatura. III- PCR em tempo real é um método diagnóstico rápido e sensível nos casos de endoftalmite bacteriana. Sendo um método quantitativo, também pode servir para uma nova e distinta aplicação: diferenciação entre contaminação e infecção com base nos valores de limiar de ciclos. Purpose: I- To report the incidence of bacterial endophthalmitis and the frequency of its causative microorganisms at a university-setting in Brazil. II- To assess the distribution of microorganisms isolated from patients with bacterial endophthalmitis and their antimicrobial susceptibility. III- To determine the usefulness of real-time polymerase chain reaction (PCR) assays in the diagnosis of post-operative bacterial endophthalmitis in clinically diagnosed infectious cases and to test for bacterial DNA in control samples. Methods: I- Main data assessed from cases of presumed postoperative bacterial endophthalmitis from 2002 to 2008 were: number of cataract surgeries performed, incidence of endophthalmitis, positivity of Gram staining and culture (aqueous and/or vitreous), and antimicrobial susceptibility. II- Retrospective analysis of medical and microbiological records of patients with suspected diagnosis of endophthalmitis was carried out. The following information was assessed: number of clinically diagnosed and culture-positive endophthalmitis cases, predisposing factors for the infection, Gram staining and culture outcomes (aqueous and/or vitreous), microbial characterization and frequency, and antimicrobial susceptibility. III- Samples from eyes of patients with clinically diagnosed infectious endophthalmitis after cataract surgery were included, as well as vitreous and aqueous samples from eyes without infection or inflammatory reaction. Universal and Gram-specific real-time PCR were carried out and the technique’s sensitivity and cycle thresholds were determined. Gram staining and culture were also assessed. Results: I- Seventy-three eyes of 73 patients (43 females and 30 males) developed presumed infectious endophthalmitis after 24,590 cataract surgeries. The incidence decreased from 0.49% in 2003 to 0.17% in 2006 and stabilized afterwards. Coagulase negative Staphylococci (CoNS) and Streptococcus viridans (56.5% and 15%, respectively) were the most common bacteria. Culture and Gram stain were negative in 36.9%. CoNS presented susceptibility rates of 80%-sensitivity to oxacillin, 90% to fourth-generation quinolones and 100% to vancomycin. II- A hundred and seven (46%) of 231 patients with bacterial endophthalmitis showed positive results by gram-stain or culture. Of these, 97 (42%) patients were positive for culture only. Most of them (62%) were secondary to a surgical procedure (postoperative), 12% were post-traumatic and 26% were secondary to an unknown source. A total of 100 microorganisms were isolated (38 aqueous and 67 vitreous samples) from the 97 culture-positive cases. Coagulase-negative Staphylococcus (CoNS) (48%) were most frequently isolated, followed by Streptococcus viridans (18%) and Staphylococcus aureus (13%). Antimicrobial susceptibility for CoNS was as follows: amikacin - 91.6%, cephalothin - 97.9%, ceftriaxone - 50%, ciprofloxacin - 62.5%, chloramphenicol - 91.8%, gatifloxacin - 79.5%, gentamicin - 72.9%, moxifloxacin - 89.5%, ofloxacin - 70.8%, oxacillin - 58.3%, penicillin - 33.3%, tobramycin - 85.4%, and vancomycin - 100%. III- Eleven patients with infectious endophthalmitis (9 vitreous and 7 aqueous samples) after cataract surgery were included, as well as 12 vitreous and 50 aqueous samples from control eyes. It was possible to identify 80% and 75% of the patients with infectious endophthalmitis by Gram staining and culture, respectively. Real-time PCR assays were positive in 91% of the patients, using either aqueous and/or vitreous samples. None of the 12 vitreous controls were positive and two of the aqueous control samples were positive by real-time PCR. The Ct cutoff value for universal-PCR was 36 (sensitivity: 93.8%; specificity: 100%) and 38 for Gram-specific-PCR (sensitivity: 93.8%; specificity: 100%). Gram-positive microorganisms prevailed and visual acuity varied according to the causative bacteria. Conclusions: I- The rate of bacterial endophthalmitis, microbial isolates and antibiotic susceptibility are in accordance with the literature. Despite using prophylactic antibiotic drops, organisms from infected cases susceptible to the antibiotics topically applied were found. II- Gram-positive bacteria were the major causes of infectious endophthalmitis. CoNS was the most common isolate. Susceptibility to oxacillin and fourth-generation quinolones was lower than previously published. III- Real-time PCR is a fast and sensitive diagnostic tool in cases of bacterial endophthalmitis. As a quantitative technique, it may also serve as a new and unique application: the distinction between contamination and infection based on the cycle threshold value.BV UNIFESP: Teses e dissertações74 f.MELO, Gustavo Barreto de. Endoftalmite bacteriana: aspectos epidemiológicos e diagnósticos. 2011. 74 f. Tese (Doutorado em Oftalmologia) - Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), São Paulo, 2011.http://repositorio.unifesp.br/handle/11600/9452ark:/48912/001300001nr2kporUniversidade Federal de São Paulo (UNIFESP)info:eu-repo/semantics/openAccessReação em cadeia de polimeraseTestes de sensibilidade microbianaEndoftalmiteDiagnosticoEpidemiologiaAntibacterianosPolymerase chain reactionMicrobial sensitivity testsEndophthalmitisDiagnosisEndoftalmite bacteriana: aspectos epidemiológicos e diagnósticosBacterial endophthalmitis: epidemiologic and diagnostic aspectsinfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisinfo:eu-repo/semantics/publishedVersionreponame:Repositório Institucional da UNIFESPinstname:Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)instacron:UNIFESPSão Paulo, Escola Paulista de Medicina (EPM)Oftalmologia e Ciências Visuais - EPMORIGINALTese_Gustavo Barreto de Melo.pdfapplication/pdf534900https://repositorio.unifesp.br/bitstreams/5ec84490-eb4e-402d-bd5c-4a0aa172811b/download2418ea35ce3aa44679ec720861181ab9MD56TEXTPublico-12459.pdf.txtPublico-12459.pdf.txtExtracted texttext/plain101425https://repositorio.unifesp.br/bitstreams/27954f24-6a5b-4712-b14f-2e15d0394f3e/download960046bdf31175659675f183dbf7075dMD54THUMBNAILPublico-12459.pdf.jpgPublico-12459.pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg2819https://repositorio.unifesp.br/bitstreams/581e98b3-7876-4b46-bbdd-12d39ae24249/downloaddf8370ba6b16f5453d11202a667288d1MD5511600/94522025-07-25 09:11:34.652oai:repositorio.unifesp.br:11600/9452https://repositorio.unifesp.brRepositório InstitucionalPUBhttp://www.repositorio.unifesp.br/oai/requestbiblioteca.csp@unifesp.bropendoar:34652025-07-25T09:11:34Repositório Institucional da UNIFESP - Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)false |
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Objetivos: I- Relatar a incidência de endoftalmite bacteriana e a frequência dos microorganismos identificados numa instituição brasileira. II- Avaliar a frequência de microorganismos isolados de pacientes com endoftalmite bacteriana e sua suscetibilidade antimicrobiana. III- Determinar a aplicabilidade da reação em cadeia de polimerase em tempo real (PCR em tempo real) no diagnóstico de endoftalmite bacteriana pós-operatória em casos diagnosticados clinicamente, e avaliar a presença de DNA bacteriano em amostras-controles. Métodos: I- Todos os casos com diagnóstico clínico de endoftalmite pós-operatória de 2002 a 2008 foram incluídos nesta análise retrospectiva. Foram avaliados: número de cirurgias de catarata, incidência de endoftalmite, positividade dos exames laboratoriais de bacterioscopia e cultura de aquoso e vítreo e os resultados dos antibiogramas. II- Foi feita análise retrospectiva de prontuários de pacientes com suspeita diagnóstica de endoftalmite bacteriana. As seguintes informações foram avaliadas: número de casos com diagnóstico clínico de endoftalmite e com cultura positiva, fatores predisponentes para a infecção, bacterioscopia e cultura (aquoso e/ou vítreo), caracterização microbiológica e sua frequência, bem como suscetibilidade antimicrobiana. III- Foram incluídas amostras de olhos de pacientes com diagnóstico clínico de endoftalmite, de provável origem infecciosa, após cirurgia de catarata, assim como amostras de vítreo e de aquoso de olhos sem infecção ou reação inflamatória para controle. Foi realizada PCR em tempo real universal e específica para Gram bem como foram determinados sensibilidade e limiar de ciclos (Ct) da reação. Também foram realizadas bacterioscopia e cultura para as amostras clínicas. Resultados: I- Setenta e três olhos de 73 pacientes (43 do sexo feminino e 30 do masculino) desenvolveram inflamação ocular de provável etiologia infecciosa após 24.590 cirurgias de catarata. A incidência reduziu-se de 0,49% em 2003 para 0,17% em 2006 e estabilizou-se nos anos subsequentes. Staphylococcus coagulase-negativa (SCoN) e Streptococcus viridans (56,5% e 15%, respectivamente) foram as bactérias mais comuns. Cultura e bacterioscopia foram negativas em 36,9%. SCoN apresentou taxas de sensibilidade de 80% à oxacilina, 90% às quinolonas de quarta geração e 100% à vancomicina. II- Cento e sete (46%) de 231 pacientes com endoftalmite bacteriana tiveram resultados positivos por bacterioscopia ou cultura. Desses, 97 (42%) pacientes tiveram positividade apenas na cultura. A maioria (62%) foi decorrente de procedimento cirúrgico (pós-operatório), 12% após trauma e 26% de fonte desconhecida. Foram isolados 100 micro-organismos (38 amostras de aquoso e 67 de vítreo) de 97 casos positivos na cultura. SCoN foram os mais frequentemente isolados (48%), seguidos por Streptococcus viridans (18%) e Staphylococcus aureus (13%). A suscetibilidade antimicrobiana para SCoN foi: vancomicina - 100%, cefalotina – 97,9%, cloranfenicol – 91,8%, amicacina – 91,6%, moxifloxacino – 89,5%, tobramicina – 85,4% gatifloxacino – 79,5%, gentamicina – 72,9%, ofloxacino – 70,8%, ciprofloxacino – 62,5%, oxacilina – 58,3%, ceftriaxona – 50% e penicilina – 33,3%. III- Onze pacientes com endoftalmite infecciosa (9 amostras de vítreo e 7 de aquoso) após cirurgia de catarata foram incluídos, assim como 12 amostras de vítreo e 50 de aquoso de olhos-controles. Foi possível identificar 80% e 70% dos pacientes com endoftalmite infecciosa por meio de bacterioscopia e cultura, respectivamente. PCR em tempo real foi positiva em 91% dos pacientes utilizando-se amostras de aquoso e/ou vítreo. Nenhum dos 12 vítreos-controles foi positivo por PCR em tempo real. Duas das amostras-controles de aquoso foram positivas. O ponto de corte do limiar de ciclos para PCR universal foi 36 (sensibilidade: 93,8%; especificidade: 100%) e 38 para PCR gram-específico (sensibilidade: 93,8%; especificidade: 100%). Micro-organismos gram-positivos predominaram e a acuidade visual variou de acordo com a bactéria causadora. Conclusões: I- A incidência de endoftalmite bacteriana, os micro-organismos isolados e a sensibilidade aos antibióticos estão em acordo com a literatura. Apesar do uso profilático de colírio antibiótico, casos de infecção foram identificados em bactérias sensíveis aos antibióticos usados topicamente. II- Bactérias gram-positivas foram as principais causas de endoftalmite infecciosa. SCoN foi o isolado mais comum e a suscetibilidade à oxacilina e às quinolonas de quarta geração foi menor do que relatado na literatura. III- PCR em tempo real é um método diagnóstico rápido e sensível nos casos de endoftalmite bacteriana. Sendo um método quantitativo, também pode servir para uma nova e distinta aplicação: diferenciação entre contaminação e infecção com base nos valores de limiar de ciclos. |
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