Aprender com loucos e loucura

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2024
Autor(a) principal: Souza, Lúcia Aparecida de [UNIFESP]
Orientador(a): Henz, Alexandre de Oliveira [UNIFESP]
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
dARK ID: ark:/48912/0013000022t0n
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de São Paulo
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Palavras-chave em Inglês:
Link de acesso: https://hdl.handle.net/11600/71516
Resumo: Aprender com loucos e loucura é um exercício cartográfico, que tenta privilegiar processos díspares e descarrilhados mais do que clareiras da consciência e da razão nos gestos de pesquisa. Tomando como fio condutor experiências do campo da saúde mental, com narrativas de loucos e profissionais com certa trajetória na vizinhança da loucura, se deu um tateamento de encontros, produção de cenas verossímeis que buscaram sobressair em meio a prognósticos, diagnósticos, prescrições e tudo mais que certa perspectiva clínica hegemônica determina. Nuvens de experiências anteriores à pesquisa e acontecimentos como pandemia, morte, luto e outros marcaram essa investigação. Uma aposta metodológica de dar passagem aos afetos, engendrando com movimentos como: começos, vários – aproximações, espanto, ficar – ficar e seguir – o que vem antes… outro começo, movimentos com pistas para uma problematização acerca das aprendizagens com loucos e loucura. A investigação expressa ora cenas fotográficas mais delimitadas, ora mais fragmentadas, misturando e conectando às histórias de viventes infames, que ganham relevância num arrastão de certezas e incertezas, inquietações e provocações. Um conjunto aberto, que busca explorar o que podemos aprender com alguém que enfrenta a dor fazendo espacate e que conversa com cobras. Com quem se comunica com raios-gritos, com um artista que pinta diabos, com várias vozes de mulheres loucas e com alguém que anuncia o tsunami. O que podemos aprender com incômodos, medos e fantasias. Com conhecimentos páticos, presenças sem mediação, provocando a pensar que aprender é a capacidade do corpo ser afetado de múltiplas formas, em variados encontros, a partir de experiências marcantes, saberes ziguezagueantes que ocorreram em pequenos e quase invisíveis movimentos. Experiências que muitas vezes não foram reconhecidas, aquelas que não se enquadraram em uma métrica pré-estabelecida do modelo asséptico de saúde, foram deslocamentos de uma investigação que reconhece a exclusão, solidão, sofrimento e ao mesmo tempo as dores e alegrias de aprendizagens com os loucos e a loucura para a vida de todo e qualquer um.
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Nuvens de experiências anteriores à pesquisa e acontecimentos como pandemia, morte, luto e outros marcaram essa investigação. Uma aposta metodológica de dar passagem aos afetos, engendrando com movimentos como: começos, vários – aproximações, espanto, ficar – ficar e seguir – o que vem antes… outro começo, movimentos com pistas para uma problematização acerca das aprendizagens com loucos e loucura. A investigação expressa ora cenas fotográficas mais delimitadas, ora mais fragmentadas, misturando e conectando às histórias de viventes infames, que ganham relevância num arrastão de certezas e incertezas, inquietações e provocações. Um conjunto aberto, que busca explorar o que podemos aprender com alguém que enfrenta a dor fazendo espacate e que conversa com cobras. Com quem se comunica com raios-gritos, com um artista que pinta diabos, com várias vozes de mulheres loucas e com alguém que anuncia o tsunami. O que podemos aprender com incômodos, medos e fantasias. Com conhecimentos páticos, presenças sem mediação, provocando a pensar que aprender é a capacidade do corpo ser afetado de múltiplas formas, em variados encontros, a partir de experiências marcantes, saberes ziguezagueantes que ocorreram em pequenos e quase invisíveis movimentos. Experiências que muitas vezes não foram reconhecidas, aquelas que não se enquadraram em uma métrica pré-estabelecida do modelo asséptico de saúde, foram deslocamentos de uma investigação que reconhece a exclusão, solidão, sofrimento e ao mesmo tempo as dores e alegrias de aprendizagens com os loucos e a loucura para a vida de todo e qualquer um. Learning from the mental and madness is a cartographic exercise that seeks to privilege disparate and derailed processes over clearings of consciousness and reason in research gestures. Taking experiences from the field of mental health as a guiding thread, with narratives of the mentally ill and professionals with a certain trajectory in the vicinity of madness, there was a groping of encounters, the production of plausible scenes that sought to stand out amidst forecasts, diagnoses, prescriptions, and everything else that a hegemonic clinical perspective determines. Clouds of past experiences prior to the research and events such as pandemics, death, mourning, and others marked this investigation. A methodological bet to give way to affects, engendering movements such as: beginnings, various ­ approaches, astonishment, remaining ­ staying and following ­ what comes before... another beginning, movements with clues for a problematization about learning from the mentally ill and madness. The investigation sometimes expresses more delimited photographic scenes, sometimes more fragmented, mixing and connecting with the stories of infamous beings, who gain relevance in a sweep of certainties and uncertainties, restlessness and provocations. An open set that seeks to explore what we can learn from someone who faces pain by doing the splits and who talks to snakes. Who communicates with thunder­screams, with an artist who paints devils, with various voices of mad women, and with someone who announces the tsunami. What can we learn from discomforts, fears, and fantasies. With practical knowledge, unmediated presences, provoking the thought that learning is the ability of the body to be affected in multiple ways, in varied encounters, from striking experiences, zigzagging knowledges that occurred in small and almost invisible movements. Experiences that were often not recognized, those that did not fit into a preestablished metric of the aseptic health model, were displacements of an investigation that recognizes exclusion, loneliness, suffering, and at the same time the pains and joys of learning from the mentally ill and madness for the life of everyone.81 f.SOUZA, Lúcia Aparecida. Aprender com loucos e loucura. 2024. 81 f. Dissertação (Mestrado em Ensino em Ciências da Saúde) - Universidade Federal de São Paulo, Instituto de Saúde e Sociedade, Santos, 2024.Processo SEI 23089.038012/2023-84https://hdl.handle.net/11600/71516ark:/48912/0013000022t0nporUniversidade Federal de São Pauloinfo:eu-repo/semantics/openAccessMentalMadnessLearningsEncountersLoucoLoucuraAprendizagensEncontrosAprender com loucos e loucuraLearning from mental and madnessinfo:eu-repo/semantics/masterThesisinfo:eu-repo/semantics/publishedVersionreponame:Repositório Institucional da UNIFESPinstname:Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)instacron:UNIFESPInstituto de Saúde e Sociedade (ISS)Saúde, Educação e SociedadeMestrado em Ensino em Ciências da SaúdeOutraEducação PermanenteTEXTTese+PTE_Lúcia_Ap_Souza (1).pdfA.pdf.txtTese+PTE_Lúcia_Ap_Souza (1).pdfA.pdf.txtExtracted 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Loucura
Aprendizagens
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description Aprender com loucos e loucura é um exercício cartográfico, que tenta privilegiar processos díspares e descarrilhados mais do que clareiras da consciência e da razão nos gestos de pesquisa. Tomando como fio condutor experiências do campo da saúde mental, com narrativas de loucos e profissionais com certa trajetória na vizinhança da loucura, se deu um tateamento de encontros, produção de cenas verossímeis que buscaram sobressair em meio a prognósticos, diagnósticos, prescrições e tudo mais que certa perspectiva clínica hegemônica determina. Nuvens de experiências anteriores à pesquisa e acontecimentos como pandemia, morte, luto e outros marcaram essa investigação. Uma aposta metodológica de dar passagem aos afetos, engendrando com movimentos como: começos, vários – aproximações, espanto, ficar – ficar e seguir – o que vem antes… outro começo, movimentos com pistas para uma problematização acerca das aprendizagens com loucos e loucura. A investigação expressa ora cenas fotográficas mais delimitadas, ora mais fragmentadas, misturando e conectando às histórias de viventes infames, que ganham relevância num arrastão de certezas e incertezas, inquietações e provocações. Um conjunto aberto, que busca explorar o que podemos aprender com alguém que enfrenta a dor fazendo espacate e que conversa com cobras. Com quem se comunica com raios-gritos, com um artista que pinta diabos, com várias vozes de mulheres loucas e com alguém que anuncia o tsunami. O que podemos aprender com incômodos, medos e fantasias. Com conhecimentos páticos, presenças sem mediação, provocando a pensar que aprender é a capacidade do corpo ser afetado de múltiplas formas, em variados encontros, a partir de experiências marcantes, saberes ziguezagueantes que ocorreram em pequenos e quase invisíveis movimentos. Experiências que muitas vezes não foram reconhecidas, aquelas que não se enquadraram em uma métrica pré-estabelecida do modelo asséptico de saúde, foram deslocamentos de uma investigação que reconhece a exclusão, solidão, sofrimento e ao mesmo tempo as dores e alegrias de aprendizagens com os loucos e a loucura para a vida de todo e qualquer um.
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