Podocitúria e marcadores de função renal em gestantes transplantadas renais

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2017
Autor(a) principal: Sato, Jussara Leiko [UNIFESP]
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
dARK ID: ark:/48912/001300002pf57
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=5381430
http://repositorio.unifesp.br/handle/11600/50193
Resumo: Introdução: A gravidez em mulheres submetidas a transplante renal ainda é uma situação clínica complexa e incomum. Certamente são necessários exames sensíveis para diagnóstico de disfunção renal nesse contexto e que contribuam para diferenciar complicações obstétricas daquelas próprias do transplante renal. No presente estudo, foram testados alguns marcadores laboratoriais com esse fim, alguns ainda não avaliados nessa população, como a pesquisa de podocitúria. Objetivo: Avaliar o impacto das modificações gravídicas na função renal em gestantes portadoras de transplante renal, bem como a associação da podocitúria e outros testes funcionais renais durante a gravidez e após o puerpério remoto. Métodos: Foram avaliadas 43 gestantes portadoras de transplante renal, no período de agosto de 2014 a março de 2016. As variáveis estudadas relativas à função renal foram proteinúria, albuminúria, relação albumina/creatinina (RAC) urinária, relação proteína/creatinina (RPC) urinária e RBP urinária (Proteína transportadora de Retinol), assim como a creatinina sérica. Dados clínicos maternos (durante e após a gestação) e fetais também foram obtidos. Resultados: A idade das gestantes na inclusão variou de 17 a 39 anos; no momento do parto, a idade gestacional média foi de 35,6 semanas, variando de 22,0 a 40,6 semanas; o peso médio ao nascimento foi de 2.358,5g. Foram identificadas várias etiologias para a insuficiência renal antes do transplante entre as gestantes, destacando-se glomerulopatias (53,5%) e hipertensão arterial crônica (7,0%). A maioria das gestantes recebeu transplante de doador falecido (53,5%). As médias dos marcadores renais no terceiro trimestre foram: creatinina sérica de 1,44mg/dL; proteinúria de 0,91g/L; RBP urinária de 12mg/L; albuminúria/creatininúria de 268,45mg/g; RPC urinária de 5,81g/g. A podocitúria não se correlacionou de forma estatisticamente significante com os demais marcadores funcionais renais. O tempo médio entre o transplante e a gestação foi de aproximadamente cinco anos, variando de 1 a 15 anos. O momento após o transplante em que ocorreu a gravidez não se associou com o aparecimento de intercorrências obstétricas. A creatinina sérica, a proteinúria e RPC urinária apresentaram aumento progressivo ao longo da gravidez e redução após o período gravídico, ao contrário da RAC que aumentou ao longo da gravidez e permaneceu elevada mesmo após o período gravídico, podendo sugerir a manutenção de disfunção do transplante renal após a gravidez. A RBP urinária apresentou aumento da sua excreção urinária durante a gravidez e mostrou-se particularmente mais elevada no segundo e terceiro trimestres. A RPC apresentou altas sensibilidade e especificidade (96,3% e 93,8%, respectivamente) para predição da pré-eclâmpsia nessas pacientes. RAC e creatinina sérica elevadas no 3º trimestre associaram-se com a ocorrência de prematuridade, assim como a RBP urinária elevada, mas esta de forma marginalmente significante. Conclusões: Proteinúria, creatininúria, RPC e RBP urinárias revelaram-se elevadas na pré-eclâmpsia em grávidas transplantadas e a RPC foi particularmente sensível e específica na predição de pré-eclampsia. RAC e creatinina sérica elevadas no 3º trimestre associaram-se com a ocorrência de prematuridade. A avaliação renal na gestação com esses marcadores pode adicionar importante informação clínica, no que tange à detecção e seguimento de lesão renal em pacientes transplantadas renais.
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Objetivo: Avaliar o impacto das modificações gravídicas na função renal em gestantes portadoras de transplante renal, bem como a associação da podocitúria e outros testes funcionais renais durante a gravidez e após o puerpério remoto. Métodos: Foram avaliadas 43 gestantes portadoras de transplante renal, no período de agosto de 2014 a março de 2016. As variáveis estudadas relativas à função renal foram proteinúria, albuminúria, relação albumina/creatinina (RAC) urinária, relação proteína/creatinina (RPC) urinária e RBP urinária (Proteína transportadora de Retinol), assim como a creatinina sérica. Dados clínicos maternos (durante e após a gestação) e fetais também foram obtidos. Resultados: A idade das gestantes na inclusão variou de 17 a 39 anos; no momento do parto, a idade gestacional média foi de 35,6 semanas, variando de 22,0 a 40,6 semanas; o peso médio ao nascimento foi de 2.358,5g. Foram identificadas várias etiologias para a insuficiência renal antes do transplante entre as gestantes, destacando-se glomerulopatias (53,5%) e hipertensão arterial crônica (7,0%). A maioria das gestantes recebeu transplante de doador falecido (53,5%). As médias dos marcadores renais no terceiro trimestre foram: creatinina sérica de 1,44mg/dL; proteinúria de 0,91g/L; RBP urinária de 12mg/L; albuminúria/creatininúria de 268,45mg/g; RPC urinária de 5,81g/g. A podocitúria não se correlacionou de forma estatisticamente significante com os demais marcadores funcionais renais. O tempo médio entre o transplante e a gestação foi de aproximadamente cinco anos, variando de 1 a 15 anos. O momento após o transplante em que ocorreu a gravidez não se associou com o aparecimento de intercorrências obstétricas. A creatinina sérica, a proteinúria e RPC urinária apresentaram aumento progressivo ao longo da gravidez e redução após o período gravídico, ao contrário da RAC que aumentou ao longo da gravidez e permaneceu elevada mesmo após o período gravídico, podendo sugerir a manutenção de disfunção do transplante renal após a gravidez. A RBP urinária apresentou aumento da sua excreção urinária durante a gravidez e mostrou-se particularmente mais elevada no segundo e terceiro trimestres. A RPC apresentou altas sensibilidade e especificidade (96,3% e 93,8%, respectivamente) para predição da pré-eclâmpsia nessas pacientes. RAC e creatinina sérica elevadas no 3º trimestre associaram-se com a ocorrência de prematuridade, assim como a RBP urinária elevada, mas esta de forma marginalmente significante. Conclusões: Proteinúria, creatininúria, RPC e RBP urinárias revelaram-se elevadas na pré-eclâmpsia em grávidas transplantadas e a RPC foi particularmente sensível e específica na predição de pré-eclampsia. RAC e creatinina sérica elevadas no 3º trimestre associaram-se com a ocorrência de prematuridade. A avaliação renal na gestação com esses marcadores pode adicionar importante informação clínica, no que tange à detecção e seguimento de lesão renal em pacientes transplantadas renais.Introduction: Pregnancy in women submitted to kidney transplantation is still a complex and unusual clinical situation. It is certainly necessary sensitive tests for the diagnosis of renal dysfunction in this context in order to differentiate obstetrical complications from those of renal transplantation. In the present study, laboratory markers were tested for this purpose, some still not evaluated in this population, such as podocituria. Objective: To evaluate the impact of gravidic changes in renal function in pregnant women with kidney transplant, as well as the association of podocituria and other renal function tests during pregnancy and after the late postpartum period. Methods: 43 pregnant women with kidney transplant were evaluated from August 2014 to March 2016. The variables related to renal function were proteinuria, albuminuria, urinary albumin/creatinine ratio (RAC) and protein/creatinine (RPC), urinary RBP, and serum creatinine. Maternal (during and after pregnancy) and fetal clinical data were also obtained. Results: The age of the women by the inclusion ranged from 17 to 39 years; at birth, the mean gestational age was 35.6 weeks, ranging from 22.0 to 40.6 weeks; the average birth weight was 2358.5 g. Several etiologies of renal failure were identified before transplantation among pregnant women, highlighting glomerulopathy (53.5%) and chronic hypertension (7,0%). Most pregnant women received deceased donor transplants (53.5%). The means of renal markers in the third quarter were: serum creatinine 1,44mg / dL; proteinuria 0.91 g/l; urinary RBP 12mg/L; urinary RAC 268.45 mg/g; urinary RPC 5.81 g/g. The podocituria did not correlate in a statistically significant manner with the other renal functional markers. The average time between transplantation and pregnancy was approximately 5 years, ranging from 1 to 15 years. The moment after transplantation in which the pregnancy occurred was not associated with the appearance of obstetrical complications. Serum creatinine, proteinuria and urinary RPC progressively increased throughout pregnancy and presented a reduction after the pregnancy period, unlike the RAC which increased throughout pregnancy and remained high even after the pregnancy period, which may suggest maintenance of transplant dysfunction after pregnancy. RBP showed an increase in their urinary excretion during pregnancy and was particularly high in the second and third trimesters. The PRC showed high sensitivity and specificity (96.3% and 93.8%, respectively) for prediction of preeclampsia in these patients. High RAC and serum creatinine in the 3rd quarter were associated with the occurrence of prematurity, as well as high urinary RBP, but this one was marginally significant. Conclusions: Proteinuria, creatininuria, PRC and urinary RBP proved to be higher in preeclampsia in pregnant women and transplanted RPC was particularly in the sensitive and specific prediction of pre-eclampsia. High RAC and serum creatinine in the 3rd quarter were associated with the occurrence of prematurity. Renal assessment during pregnancy with these markers can add important clinical information regarding the detection and monitoring of renal injury in kidney transplant patients.Dados abertos - Sucupira - Teses e dissertações (2017)Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP)FAPESP: 2014/00213-7Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)Sass, Nelson [UNIFESP]Kirsztajn, Gianna Mastroianni [UNIFESP]http://lattes.cnpq.br/5744106277657588http://lattes.cnpq.br/6079546404174722http://lattes.cnpq.br/7935608996693983Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)Sato, Jussara Leiko [UNIFESP]2019-06-19T14:57:34Z2019-06-19T14:57:34Z2017-12-20info:eu-repo/semantics/doctoralThesisinfo:eu-repo/semantics/publishedVersion153 f.application/pdfhttps://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=5381430SATO, Jussara Leiko. Podocitúria e marcadores de função renal em gestantes transplantadas renais. 2017. [153] f. Dissertação (Mestrado em Medicina: obstetrícia) - Escola Paulista de Medicina (EPM), Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), São Paulo, 2017.http://repositorio.unifesp.br/handle/11600/50193ark:/48912/001300002pf57porinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Repositório Institucional da UNIFESPinstname:Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)instacron:UNIFESP2025-04-24T09:14:48Zoai:repositorio.unifesp.br:11600/50193Repositório InstitucionalPUBhttp://www.repositorio.unifesp.br/oai/requestbiblioteca.csp@unifesp.bropendoar:34652025-04-24T09:14:48Repositório Institucional da UNIFESP - Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)false
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