Efetividade do método Pilates no tratamento de mulheres com fibromialgia
| Ano de defesa: | 2021 |
|---|---|
| Autor(a) principal: | |
| Orientador(a): | |
| Banca de defesa: | |
| Tipo de documento: | Tese |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| dARK ID: | ark:/48912/001300001txtx |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Universidade Federal de São Paulo
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
Não Informado pela instituição
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| País: |
Não Informado pela instituição
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://hdl.handle.net/11600/72935 |
Resumo: | Introdução: A fibromialgia (FM) é definida como uma síndrome crônica caracterizada por dor musculoesquelética difusa e vários sintomas que refletem na capacidade funcional e qualidade de vida dos pacientes acometidos. Diferentes tipos de exercícios são recomendados no tratamento da FM. O Pilates é um método de condicionamento físico que tem sido frequentemente utilizado em programas de reabilitação, devido aos benefícios percebidos em distúrbios musculoesqueléticos, bem como em outras condições. Objetivo: Avaliar a efetividade do método Pilates na melhora da dor, qualidade de vida relacionada à doença, sintomas depressivos, qualidade de vida geral, capacidade funcional, cinesiofobia, catastrofização, satisfação ao tratamento e redução do consumo de medicação em mulheres com FM. Material e Métodos: Estudo controlado e randomizado com avaliador cego. Foram incluídos 66 pacientes do sexo feminino, com diagnóstico de FM, idade de 18 a 65 anos, apresentando dor entre 3 e 8 cm na escala numérica de dor (END). Pacientes com doenças reumáticas inflamatórias, doenças neurológicas, em tratamento psiquiátricos, ou aqueles que iniciaram ou mudaram atividades físicas ou medicações nos últimos três meses, pacientes com doenças cardiorrespiratórias ou cardiovasculares não controladas ou qualquer outra condição que poderia limitar a prática de exercícios, com diabetes Melittus não controlada e outras doenças musculoesqueléticas que poderiam impedir o uso deste método, não foram incluídas. Os pacientes foram randomizados através de uma tábua de randomização gerada eletronicamente em dois grupos: Pilates e controle. O grupo Pilates (GP) realizou sessões de Pilates três vezes por semana, durante 12 semanas. O grupo controle (GC) realizou caminhada na esteira três vezes por semana durante 12 semanas com duração de 50 minutos cada sessão de treinamento. Ambos os grupos foram instruídos a utilizar paracetamol 750 mg a cada oito horas em caso de dor e o consumo do medicamento foi controlado. Instrumentos de avaliação: Os dois grupos foram avaliados para: dor (END – Escala Numérica de Dor), qualidade de vida relacionada à saúde (FIQ – Fibromyalgia Impact Questionnaire), sintomas depressivos (BDI - Beck Depression Inventory), qualidade de vida geral (SF-36), capacidade funcional (teste de caminhada de seis minutos - TC6), cinesiofobia (Tampa) e a catastrofização (FABQ - Fear Avoidance Beliefs Questionnaire). Foi utilizada a escala de Likert para avaliar a satisfação do paciente com o tratamento. As avaliações foram realizadas por um avaliador cego imediatamente antes da randomização (T0), 45 dias (T45), 90 dias (T90) e 180 (T180) dias após o início do programa. Resultados: Foram randomizadas 34 pacientes para o GP e 32 para o GC. Na comparação entre os grupos ao longo do tempo, encontramos diferenças estatísticas com melhores resultados para o grupo GP na dor (p<0,001), qualidade de vida relacionada à doença (p<0,001), sintomas depressivos (p=0,026), alguns domínios do SF-36, dor (p=0,014) e estado geral de saúde (p<0,044), escala de cinesiofobia (p<0,001), redução do consumo de analgésico (p=0,042) e na escala Likert (p=0,003). Conclusão: Podemos concluir que o método Pilates é efetivo no tratamento de mulheres com FM apresentando melhora da dor, qualidade de vida relacionada à doença, sintomas depressivos, nos domínios do SF-36 (dor estado geral da saúde), na escala de cinesiofobia, redução do consumo de analgésico e na satisfação ao tratamento com melhores resultados quando comprado à caminhada. |
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http://lattes.cnpq.br/4969546467649519http://lattes.cnpq.br/1110903849978130Cazotti, Luciana de Araújo [UNIFESP]http://lattes.cnpq.br/0886152777870798Jones, Anamaria [UNIFESP]Natour, Jamil [UNIFESP]São Paulo2025-02-07T19:36:32Z2025-02-07T19:36:32Z2021-02-07Introdução: A fibromialgia (FM) é definida como uma síndrome crônica caracterizada por dor musculoesquelética difusa e vários sintomas que refletem na capacidade funcional e qualidade de vida dos pacientes acometidos. Diferentes tipos de exercícios são recomendados no tratamento da FM. O Pilates é um método de condicionamento físico que tem sido frequentemente utilizado em programas de reabilitação, devido aos benefícios percebidos em distúrbios musculoesqueléticos, bem como em outras condições. Objetivo: Avaliar a efetividade do método Pilates na melhora da dor, qualidade de vida relacionada à doença, sintomas depressivos, qualidade de vida geral, capacidade funcional, cinesiofobia, catastrofização, satisfação ao tratamento e redução do consumo de medicação em mulheres com FM. Material e Métodos: Estudo controlado e randomizado com avaliador cego. Foram incluídos 66 pacientes do sexo feminino, com diagnóstico de FM, idade de 18 a 65 anos, apresentando dor entre 3 e 8 cm na escala numérica de dor (END). Pacientes com doenças reumáticas inflamatórias, doenças neurológicas, em tratamento psiquiátricos, ou aqueles que iniciaram ou mudaram atividades físicas ou medicações nos últimos três meses, pacientes com doenças cardiorrespiratórias ou cardiovasculares não controladas ou qualquer outra condição que poderia limitar a prática de exercícios, com diabetes Melittus não controlada e outras doenças musculoesqueléticas que poderiam impedir o uso deste método, não foram incluídas. Os pacientes foram randomizados através de uma tábua de randomização gerada eletronicamente em dois grupos: Pilates e controle. O grupo Pilates (GP) realizou sessões de Pilates três vezes por semana, durante 12 semanas. O grupo controle (GC) realizou caminhada na esteira três vezes por semana durante 12 semanas com duração de 50 minutos cada sessão de treinamento. Ambos os grupos foram instruídos a utilizar paracetamol 750 mg a cada oito horas em caso de dor e o consumo do medicamento foi controlado. Instrumentos de avaliação: Os dois grupos foram avaliados para: dor (END – Escala Numérica de Dor), qualidade de vida relacionada à saúde (FIQ – Fibromyalgia Impact Questionnaire), sintomas depressivos (BDI - Beck Depression Inventory), qualidade de vida geral (SF-36), capacidade funcional (teste de caminhada de seis minutos - TC6), cinesiofobia (Tampa) e a catastrofização (FABQ - Fear Avoidance Beliefs Questionnaire). Foi utilizada a escala de Likert para avaliar a satisfação do paciente com o tratamento. As avaliações foram realizadas por um avaliador cego imediatamente antes da randomização (T0), 45 dias (T45), 90 dias (T90) e 180 (T180) dias após o início do programa. Resultados: Foram randomizadas 34 pacientes para o GP e 32 para o GC. Na comparação entre os grupos ao longo do tempo, encontramos diferenças estatísticas com melhores resultados para o grupo GP na dor (p<0,001), qualidade de vida relacionada à doença (p<0,001), sintomas depressivos (p=0,026), alguns domínios do SF-36, dor (p=0,014) e estado geral de saúde (p<0,044), escala de cinesiofobia (p<0,001), redução do consumo de analgésico (p=0,042) e na escala Likert (p=0,003). Conclusão: Podemos concluir que o método Pilates é efetivo no tratamento de mulheres com FM apresentando melhora da dor, qualidade de vida relacionada à doença, sintomas depressivos, nos domínios do SF-36 (dor estado geral da saúde), na escala de cinesiofobia, redução do consumo de analgésico e na satisfação ao tratamento com melhores resultados quando comprado à caminhada.Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)anamaria.jones@unifesp.br97 f.CAZOTTI, Luciana de Araújo. Efetividade do método Pilates no tratamento de mulheres com fibromialgia. 2021. 97 f. Tese (Doutorado em Reumatologia) – Escola Paulista de Medicina, Universidade Federal de São Paulo, São Paulo, 2021.https://hdl.handle.net/11600/72935ark:/48912/001300001txtxporUniversidade Federal de São Pauloinfo:eu-repo/semantics/openAccessTerapêutica3. Saúde e bem-estarFibromialgiaDorExercícioQualidade de vidaEfetividade do método Pilates no tratamento de mulheres com fibromialgiaEffectiveness of the Pilates method in the treatment of women with fibromyalgiainfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisinfo:eu-repo/semantics/publishedVersionreponame:Repositório Institucional da UNIFESPinstname:Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)instacron:UNIFESPEscola Paulista de Medicina (EPM)Ciências da Saúde Aplicadas à ReumatologiaLICENSElicense.txtlicense.txttext/plain; charset=utf-86456https://repositorio.unifesp.br/bitstreams/6ba5eb23-0725-4d4b-9940-1260de12baab/download79881d6dea480587c66312d1102a8942MD51ORIGINALTese_Luciana de Araújo Cazotti.pdfTese_Luciana de Araújo Cazotti.pdfapplication/pdf6906929https://repositorio.unifesp.br/bitstreams/d1b4139d-501e-4658-a9ef-727e176cde28/download2621524a29971ecd04a38d234dceb886MD52TEXTTese_Luciana de Araújo Cazotti.pdf.txtTese_Luciana de Araújo Cazotti.pdf.txtExtracted 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Introdução: A fibromialgia (FM) é definida como uma síndrome crônica caracterizada por dor musculoesquelética difusa e vários sintomas que refletem na capacidade funcional e qualidade de vida dos pacientes acometidos. Diferentes tipos de exercícios são recomendados no tratamento da FM. O Pilates é um método de condicionamento físico que tem sido frequentemente utilizado em programas de reabilitação, devido aos benefícios percebidos em distúrbios musculoesqueléticos, bem como em outras condições. Objetivo: Avaliar a efetividade do método Pilates na melhora da dor, qualidade de vida relacionada à doença, sintomas depressivos, qualidade de vida geral, capacidade funcional, cinesiofobia, catastrofização, satisfação ao tratamento e redução do consumo de medicação em mulheres com FM. Material e Métodos: Estudo controlado e randomizado com avaliador cego. Foram incluídos 66 pacientes do sexo feminino, com diagnóstico de FM, idade de 18 a 65 anos, apresentando dor entre 3 e 8 cm na escala numérica de dor (END). Pacientes com doenças reumáticas inflamatórias, doenças neurológicas, em tratamento psiquiátricos, ou aqueles que iniciaram ou mudaram atividades físicas ou medicações nos últimos três meses, pacientes com doenças cardiorrespiratórias ou cardiovasculares não controladas ou qualquer outra condição que poderia limitar a prática de exercícios, com diabetes Melittus não controlada e outras doenças musculoesqueléticas que poderiam impedir o uso deste método, não foram incluídas. Os pacientes foram randomizados através de uma tábua de randomização gerada eletronicamente em dois grupos: Pilates e controle. O grupo Pilates (GP) realizou sessões de Pilates três vezes por semana, durante 12 semanas. O grupo controle (GC) realizou caminhada na esteira três vezes por semana durante 12 semanas com duração de 50 minutos cada sessão de treinamento. Ambos os grupos foram instruídos a utilizar paracetamol 750 mg a cada oito horas em caso de dor e o consumo do medicamento foi controlado. Instrumentos de avaliação: Os dois grupos foram avaliados para: dor (END – Escala Numérica de Dor), qualidade de vida relacionada à saúde (FIQ – Fibromyalgia Impact Questionnaire), sintomas depressivos (BDI - Beck Depression Inventory), qualidade de vida geral (SF-36), capacidade funcional (teste de caminhada de seis minutos - TC6), cinesiofobia (Tampa) e a catastrofização (FABQ - Fear Avoidance Beliefs Questionnaire). Foi utilizada a escala de Likert para avaliar a satisfação do paciente com o tratamento. As avaliações foram realizadas por um avaliador cego imediatamente antes da randomização (T0), 45 dias (T45), 90 dias (T90) e 180 (T180) dias após o início do programa. Resultados: Foram randomizadas 34 pacientes para o GP e 32 para o GC. Na comparação entre os grupos ao longo do tempo, encontramos diferenças estatísticas com melhores resultados para o grupo GP na dor (p<0,001), qualidade de vida relacionada à doença (p<0,001), sintomas depressivos (p=0,026), alguns domínios do SF-36, dor (p=0,014) e estado geral de saúde (p<0,044), escala de cinesiofobia (p<0,001), redução do consumo de analgésico (p=0,042) e na escala Likert (p=0,003). Conclusão: Podemos concluir que o método Pilates é efetivo no tratamento de mulheres com FM apresentando melhora da dor, qualidade de vida relacionada à doença, sintomas depressivos, nos domínios do SF-36 (dor estado geral da saúde), na escala de cinesiofobia, redução do consumo de analgésico e na satisfação ao tratamento com melhores resultados quando comprado à caminhada. |
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CAZOTTI, Luciana de Araújo. Efetividade do método Pilates no tratamento de mulheres com fibromialgia. 2021. 97 f. Tese (Doutorado em Reumatologia) – Escola Paulista de Medicina, Universidade Federal de São Paulo, São Paulo, 2021. |
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