A vivência subjetiva da dor em mulheres com mioma uterino

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2022
Autor(a) principal: Leme, Danielle Fernandes [UNIFESP]
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
dARK ID: ark:/48912/001300002kvtd
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de São Paulo
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://hdl.handle.net/11600/64620
Resumo: Introdução: Mioma uterino refere-se a tumores benignos presentes na parede e musculatura do útero. Embora na maioria das pacientes não acarretem sintomas, pode ocorrer sintomas como a dor pélvica. O tratamento dos miomas pode requerer cirurgias nos piores casos, porém no Sistema Único de Saúde os trâmites para tais tratamentos podem ser demorados (com fila de espera de três anos, em média), implicando que portadoras podem padecer dos sintomas por anos. Justificativa: Existem evidências de que doenças graves ou crônicas ocasionam comprometimento psíquico significativo aos seus portadores, podendo inclusive alterar sua personalidade, tornando-os mais imaturos, ansiosos e com dificuldade para expressar adequadamente suas emoções e afetos. Objetivo: Verificar se ocorrem alterações relevantes de dinâmica de personalidade em mulheres portadoras de mioma que manifestam ou não dor pélvica. Metodologia: Foram comparadas 30 pacientes com mioma e sem dor, 30 pacientes com mioma e dor e 30 mulheres sem mioma, admitidas no Ambulatório de Mioma da UNIFESP-EPM. A personalidade das pacientes foi avaliada pela Prova de Rorschach, pela metodologia de Aníbal Silveira. Os parâmetros de Rorschach obtidos foram analisados estatisticamente com testes paramétricos e não-paramétricos. Resultados: Os resultados obtidos sugerem que a dor do mioma tem efeitos psíquicos nas pacientes, deixando-as mais ansiosas e preocupadas com o sistema reprodutor, possivelmente tendo efeitos emocionais mais profundos. Conclusão: Pode-se concluir que mesmo enfermidades teoricamente menos graves afetam a personalidade dos doentes, exigindo que a tramitação para o tratamento seja mais ágil e complementada com acompanhamento psicológico.
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