Macrofauna bentônica em estuários protegidos subtropicais: padrões e subsídios para a gestão de ecossistemas costeiros
| Ano de defesa: | 2016 |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
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Universidade Federal de São Paulo
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Resumo: | A compreensão de padrões espaço-temporais da biodiversidade em estuários é um desafio ainda contemporâneo, tendo em vista a complexidade e dinamicidade inerente a estes ecossistemas. Estuários inseridos em Áreas Marinhas Protegidas (AMP), em particular, carecem de estudos voltados a identificação de padrões da biota, principalmente considerando regiões subtropicais. Essa lacuna limita a construção de estratégias integradas de gestão e adaptação, mantendo desconhecida a vulnerabilidade destes ecossistemas frente às mudanças climáticas. O presente trabalho avaliou padrões espaço-temporais da biota em estuários protegidos subtropicais, gerando subsídios para a gestão e planos de monitoramento em um contexto de mudanças climáticas. A macrofauna bentônica foi selecionada como modelo biológico de estudo e a amostragem ocorreu em estuários inseridos no Mosaico de Unidades de Conservação da Jureia-Itatins (Peruíbe-SP, Brasil). Avaliamos os padrões sazonais da macrofauna no estuário do rio Una, ao longo de quatro anos, em dois diferentes habitats do entremarés. Para avaliação espacial, observamos as variações da macrofauna ao longo dos gradiente abióticos nos estuários do rio Una e Guaraú. Reuniões com os gestores e a comunidade local das AMP envolvidas foram realizadas visando identificar quais eram as implicações destes dados de biodiversidade para a gestão dos estuários. Identificamos um padrão sazonal para as assembleias macrobentônicas em ambos os habitats avaliados, o qual foi dependente das características climáticas específicas de cada ano. Normalmente, a estação chuvosa e quente apresentou menores valores de abundância e riqueza de taxa do que a estação fria e seca. Meses com maior grau de variabilidade climática demostraram efeitos negativos na riqueza e abundância dos taxa. Diferenças das assembleias ao longo do gradiente estuarino ocorreram, sendo que os padrões são variáveis entre estuários. No geral, a zona de maior salinidade (baixo estuário) apresenta maior riqueza e diversidade macrobentônica, comparada às zonas de menor salinidade. As propriedades do sedimento foram as principais responsáveis pelas variações na riqueza. Nossos resultados sugerem que o aumento das chuvas previsto para a região pode promover a perda de biodiversidade macrobentônica. Os gestores e a comunidade local apontam que estes dados trazem implicações para a tomada de decisão relacionada ao zoneamento, uso dos recursos pesqueiros e a adaptação destas AMP diante das mudanças climáticas. Diretrizes futuras são sugeridas visando subsidiar estratégias integradas de gestão local. |
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Laurino, Ivan Rodrigo Abrão [UNIFESP]Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)Christofoletti, Ronaldo Adriano [UNIFESP]2018-07-27T15:50:50Z2018-07-27T15:50:50Z2016-08-26A compreensão de padrões espaço-temporais da biodiversidade em estuários é um desafio ainda contemporâneo, tendo em vista a complexidade e dinamicidade inerente a estes ecossistemas. Estuários inseridos em Áreas Marinhas Protegidas (AMP), em particular, carecem de estudos voltados a identificação de padrões da biota, principalmente considerando regiões subtropicais. Essa lacuna limita a construção de estratégias integradas de gestão e adaptação, mantendo desconhecida a vulnerabilidade destes ecossistemas frente às mudanças climáticas. O presente trabalho avaliou padrões espaço-temporais da biota em estuários protegidos subtropicais, gerando subsídios para a gestão e planos de monitoramento em um contexto de mudanças climáticas. A macrofauna bentônica foi selecionada como modelo biológico de estudo e a amostragem ocorreu em estuários inseridos no Mosaico de Unidades de Conservação da Jureia-Itatins (Peruíbe-SP, Brasil). Avaliamos os padrões sazonais da macrofauna no estuário do rio Una, ao longo de quatro anos, em dois diferentes habitats do entremarés. Para avaliação espacial, observamos as variações da macrofauna ao longo dos gradiente abióticos nos estuários do rio Una e Guaraú. Reuniões com os gestores e a comunidade local das AMP envolvidas foram realizadas visando identificar quais eram as implicações destes dados de biodiversidade para a gestão dos estuários. Identificamos um padrão sazonal para as assembleias macrobentônicas em ambos os habitats avaliados, o qual foi dependente das características climáticas específicas de cada ano. Normalmente, a estação chuvosa e quente apresentou menores valores de abundância e riqueza de taxa do que a estação fria e seca. Meses com maior grau de variabilidade climática demostraram efeitos negativos na riqueza e abundância dos taxa. Diferenças das assembleias ao longo do gradiente estuarino ocorreram, sendo que os padrões são variáveis entre estuários. No geral, a zona de maior salinidade (baixo estuário) apresenta maior riqueza e diversidade macrobentônica, comparada às zonas de menor salinidade. As propriedades do sedimento foram as principais responsáveis pelas variações na riqueza. Nossos resultados sugerem que o aumento das chuvas previsto para a região pode promover a perda de biodiversidade macrobentônica. Os gestores e a comunidade local apontam que estes dados trazem implicações para a tomada de decisão relacionada ao zoneamento, uso dos recursos pesqueiros e a adaptação destas AMP diante das mudanças climáticas. Diretrizes futuras são sugeridas visando subsidiar estratégias integradas de gestão local.Understanding spatial and temporal patterns of biodiversity in estuaries is still a contemporary challenge, in view of the inherent complexity and dynamism in these ecosystems. Estuaries inserted in Marine Protected Areas (MPA) in particular, have a lack of studies aiming to identify biota patterns, especially considering subtropical regions. This gap limits the development of integrated management strategies and adaptation, keeping unknown the vulnerability of these ecosystems to climate change. This study evaluated spatial and temporal patterns of biota in subtropical protected estuaries, generating subsidies for the management and monitoring plans in the context of climate change. The benthic macrofauna was selected as a biological model of study and sampling occurred in estuaries inserted in Jureia-Itatins Conservation Units Mosaic (Peruibe-SP, Brazil). We assess the seasonal patterns of macrofauna in the Una river estuary, over four years in two different intertidal habitats. For spatial assessment, we observe the changes in macrofauna over the abiotic gradient in the Una and Guaraú estuaries. Meetings with managers and the local community involved in the MPA were conducted to identify what were the implications of biodiversity data for the management of this estuaries. We identified a seasonal pattern for macrobenthic assemblies in both habitats assessed, which was dependent on the specific climatic characteristics of each year. Normally, the rainy and hot season had lower abundance and species richness than cold and dry season. Months with the highest climate variability degree demonstrated negative effects on organisms richness and abundance. Differences in macrofauna along the estuarine gradient occurred, and the patterns vary between estuaries. Overall, the higher salinity zone (lower estuary) has greater macrobenthic richness and diversity, compared to lower salinity zones. The sediment properties were the main responsible for the variations in richness. Our results suggest that increased rainfall predicted for the region may promote the loss of macrobenthic biodiversity. Managers and the local community point out that these data have implications for decision-making related to zoning, fisheries resources use and the adaptation of these MPA to climate change. Future guidelines are suggested in order to support integrated strategies for local management.Dados abertos - Sucupira - Teses e dissertações (2013 a 2016)Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)79 p.https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=4770012LAURINO, Ivan Rodrigo Abrao. Macrofauna bentônica em estuários protegidos subtropicais: padrões e subsídios para a gestão de ecossistemas costeiros. 2016. 79 f. Dissertação (Mestrado) - Instituto de Ciências Ambientais, Químicas e Farmacêuticas, Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), Diadema, 2016.Dissertação - Ivan Rodrigo Abrão Laurino.pdfhttps://repositorio.unifesp.br/handle/11600/46777ark:/48912/001300001r6swporUniversidade Federal de São Pauloinfo:eu-repo/semantics/openAccessSistemas estuarinosMudanças climáticasEcologia bênticaÁreas protegidas marinhasGerenciamento costeiroEstuarine systemsClimate changeBenthic ecologyMarine protected areasCoastal managementMacrofauna bentônica em estuários protegidos subtropicais: padrões e subsídios para a gestão de ecossistemas costeirosinfo:eu-repo/semantics/masterThesisinfo:eu-repo/semantics/publishedVersionreponame:Repositório Institucional da UNIFESPinstname:Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)instacron:UNIFESPInstituto de Ciências Ambientais, Químicas e Farmacêuticas (ICAQF)Análise Ambiental IntegradaAnálise Ambiental IntegradaMonitoramento AmbientalORIGINALDissertação - Ivan Rodrigo Abrão Laurino.pdfDissertação - Ivan Rodrigo Abrão Laurino.pdfapplication/pdf2338696https://repositorio.unifesp.br/bitstreams/8f74dfa0-bb9c-4376-806d-cf7bc20ccebf/download083ed146ea915bd1732d9c4306418059MD51TEXTDissertação - Ivan Rodrigo Abrão Laurino.pdf.txtDissertação - Ivan Rodrigo Abrão Laurino.pdf.txtExtracted texttext/plain102854https://repositorio.unifesp.br/bitstreams/9f458c63-6d81-4087-a2d8-9293d38cd850/downloadf01ce805a384137bb7a23161d87907f2MD52THUMBNAILDissertação - Ivan Rodrigo Abrão Laurino.pdf.jpgDissertação - Ivan Rodrigo Abrão Laurino.pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg3551https://repositorio.unifesp.br/bitstreams/e1959f6f-6ce5-4033-a40e-5be19c28f218/download273b0da1f44a156a8c2c5880e91118b3MD5311600/467772024-08-01 10:04:25.938oai:repositorio.unifesp.br:11600/46777https://repositorio.unifesp.brRepositório InstitucionalPUBhttp://www.repositorio.unifesp.br/oai/requestbiblioteca.csp@unifesp.bropendoar:34652024-08-01T10:04:25Repositório Institucional da UNIFESP - Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)false |
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A compreensão de padrões espaço-temporais da biodiversidade em estuários é um desafio ainda contemporâneo, tendo em vista a complexidade e dinamicidade inerente a estes ecossistemas. Estuários inseridos em Áreas Marinhas Protegidas (AMP), em particular, carecem de estudos voltados a identificação de padrões da biota, principalmente considerando regiões subtropicais. Essa lacuna limita a construção de estratégias integradas de gestão e adaptação, mantendo desconhecida a vulnerabilidade destes ecossistemas frente às mudanças climáticas. O presente trabalho avaliou padrões espaço-temporais da biota em estuários protegidos subtropicais, gerando subsídios para a gestão e planos de monitoramento em um contexto de mudanças climáticas. A macrofauna bentônica foi selecionada como modelo biológico de estudo e a amostragem ocorreu em estuários inseridos no Mosaico de Unidades de Conservação da Jureia-Itatins (Peruíbe-SP, Brasil). Avaliamos os padrões sazonais da macrofauna no estuário do rio Una, ao longo de quatro anos, em dois diferentes habitats do entremarés. Para avaliação espacial, observamos as variações da macrofauna ao longo dos gradiente abióticos nos estuários do rio Una e Guaraú. Reuniões com os gestores e a comunidade local das AMP envolvidas foram realizadas visando identificar quais eram as implicações destes dados de biodiversidade para a gestão dos estuários. Identificamos um padrão sazonal para as assembleias macrobentônicas em ambos os habitats avaliados, o qual foi dependente das características climáticas específicas de cada ano. Normalmente, a estação chuvosa e quente apresentou menores valores de abundância e riqueza de taxa do que a estação fria e seca. Meses com maior grau de variabilidade climática demostraram efeitos negativos na riqueza e abundância dos taxa. Diferenças das assembleias ao longo do gradiente estuarino ocorreram, sendo que os padrões são variáveis entre estuários. No geral, a zona de maior salinidade (baixo estuário) apresenta maior riqueza e diversidade macrobentônica, comparada às zonas de menor salinidade. As propriedades do sedimento foram as principais responsáveis pelas variações na riqueza. Nossos resultados sugerem que o aumento das chuvas previsto para a região pode promover a perda de biodiversidade macrobentônica. Os gestores e a comunidade local apontam que estes dados trazem implicações para a tomada de decisão relacionada ao zoneamento, uso dos recursos pesqueiros e a adaptação destas AMP diante das mudanças climáticas. Diretrizes futuras são sugeridas visando subsidiar estratégias integradas de gestão local. |
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