Compreendendo a relação entre religiosidade, ateísmo e consumo de substâncias psicoativas
| Ano de defesa: | 2025 |
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| Autor(a) principal: | |
| Orientador(a): | |
| Banca de defesa: | |
| Tipo de documento: | Tese |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| dARK ID: | ark:/48912/001300002qhxm |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Universidade Federal de São Paulo
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
Não Informado pela instituição
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| País: |
Não Informado pela instituição
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://hdl.handle.net/11600/74718 |
Resumo: | Introdução: Estudos têm mostrado que a religiosidade é um fator protetivo para o consumo de drogas. Entretanto, os estudos que propiciaram tais resultados não incluíram amostras de ateus. Além disso, outros aspectos da relação entre religiosidade, ateísmo e consumo de drogas foram negligenciados, como a força da crença, pluralidade religiosa e diversidade de afiliações. Objetivo: Analisar o efeito e o papel das crenças religiosas e ateístas no consumo de álcool e outras drogas. Método: Foram conduzidas análises quantitativas e qualitativas separadas em quatro fases. A primeira fase foi a validação da escala Dimensões da Secularidade (DoS) feita de forma online em uma amostra de 952 pessoas com 18 anos ou mais. Foram realizados os processos de tradução e adaptação da escala, além de análises de evidências de validade através das análises exploratória e confirmatória, confiabilidade e análises convergente e discriminante. A segunda fase foi realizada de forma online com 5007 participantes com 18 anos ou mais. Para avaliar o efeito da força de crença e o consumo de drogas, utilizou-se a escala DoS, validada na primeira fase, e a escala Centralidade da Religiosidade. A escala ASSIST foi utilizada para avaliar o consumo de drogas nos últimos três meses. Foram conduzidos modelos de regressão linear múltipla. A terceira fase consistiu em entrevistas semiestruturadas com 40 participantes em modalidade presencial, sendo 20 brasileiros e 20 portugueses. Tal etapa foi feita com brasileiros e portugueses para possibilitar a comparação dos resultados do consumo de drogas e da religiosidade em diferentes contextos. Na última fase, foi realizada exploração etnográfica nos territórios vulneráveis de consumo de drogas no Porto, em Portugal. Buscou-se compreender as nuances do território, as dinâmicas dos atores nas cenas de consumo de drogas e a possível interface com a religiosidade ou o ateísmo. Resultados: Na primeira fase, escala DoS apresentou bons índices de funcionamento psicométrico e níveis adequados de consistência interna para o modelo de cinco fatores e 22 itens. Na segunda fase, os modelos de regressão linear, embora mostrassem diferenças significativas nos riscos relacionados ao consumo de drogas entre religiosos e ateus, o poder explicativo das análises teve efeito pequeno a nulo. A terceira fase mostrou que, em pessoas com transtorno por uso de substâncias, a relação entre religiosidade e consumo de drogas está presente como uma proteção subjetiva para as consequências advindas do consumo de drogas ou como um marcador de que usar drogas é errado, segundo os preceitos religiosos. Por fim, a etnografia mostrou nuances sutis da religiosidade em situações explícitas de consumo de drogas. Discussão: A relação entre ateísmo, religiosidade e consumo de drogas pode ser entendida em diversos níveis. Com isso, faz-se necessário ampliar o leque de perguntas e possibilidades de pesquisas na área que observem a religiosidade, o ateísmo e o consumo de drogas como uma relação complexa ao invés de uma oposição. Essa postura pode permitir compreender outros papeis que as crenças podem exercer no consumo de drogas. Ao final desta tese, foi apresentado uma discussão que sintetiza os resultados das fases qualitativas e quantitativas possibilitando insights para pesquisas futuras. |
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http://lattes.cnpq.br/2878702031254984http://lattes.cnpq.br/8366139801463833Raimundo, Camila Chagas [UNIFESP]http://lattes.cnpq.br/6635457327513119Galduróz, José Carlos Fernandes [UNIFESP]Zangari, WellingtonSão Paulo2025-08-04T17:31:55Z2025-08-04T17:31:55Z2025-07-21Introdução: Estudos têm mostrado que a religiosidade é um fator protetivo para o consumo de drogas. Entretanto, os estudos que propiciaram tais resultados não incluíram amostras de ateus. Além disso, outros aspectos da relação entre religiosidade, ateísmo e consumo de drogas foram negligenciados, como a força da crença, pluralidade religiosa e diversidade de afiliações. Objetivo: Analisar o efeito e o papel das crenças religiosas e ateístas no consumo de álcool e outras drogas. Método: Foram conduzidas análises quantitativas e qualitativas separadas em quatro fases. A primeira fase foi a validação da escala Dimensões da Secularidade (DoS) feita de forma online em uma amostra de 952 pessoas com 18 anos ou mais. Foram realizados os processos de tradução e adaptação da escala, além de análises de evidências de validade através das análises exploratória e confirmatória, confiabilidade e análises convergente e discriminante. A segunda fase foi realizada de forma online com 5007 participantes com 18 anos ou mais. Para avaliar o efeito da força de crença e o consumo de drogas, utilizou-se a escala DoS, validada na primeira fase, e a escala Centralidade da Religiosidade. A escala ASSIST foi utilizada para avaliar o consumo de drogas nos últimos três meses. Foram conduzidos modelos de regressão linear múltipla. A terceira fase consistiu em entrevistas semiestruturadas com 40 participantes em modalidade presencial, sendo 20 brasileiros e 20 portugueses. Tal etapa foi feita com brasileiros e portugueses para possibilitar a comparação dos resultados do consumo de drogas e da religiosidade em diferentes contextos. Na última fase, foi realizada exploração etnográfica nos territórios vulneráveis de consumo de drogas no Porto, em Portugal. Buscou-se compreender as nuances do território, as dinâmicas dos atores nas cenas de consumo de drogas e a possível interface com a religiosidade ou o ateísmo. Resultados: Na primeira fase, escala DoS apresentou bons índices de funcionamento psicométrico e níveis adequados de consistência interna para o modelo de cinco fatores e 22 itens. Na segunda fase, os modelos de regressão linear, embora mostrassem diferenças significativas nos riscos relacionados ao consumo de drogas entre religiosos e ateus, o poder explicativo das análises teve efeito pequeno a nulo. A terceira fase mostrou que, em pessoas com transtorno por uso de substâncias, a relação entre religiosidade e consumo de drogas está presente como uma proteção subjetiva para as consequências advindas do consumo de drogas ou como um marcador de que usar drogas é errado, segundo os preceitos religiosos. Por fim, a etnografia mostrou nuances sutis da religiosidade em situações explícitas de consumo de drogas. Discussão: A relação entre ateísmo, religiosidade e consumo de drogas pode ser entendida em diversos níveis. Com isso, faz-se necessário ampliar o leque de perguntas e possibilidades de pesquisas na área que observem a religiosidade, o ateísmo e o consumo de drogas como uma relação complexa ao invés de uma oposição. Essa postura pode permitir compreender outros papeis que as crenças podem exercer no consumo de drogas. Ao final desta tese, foi apresentado uma discussão que sintetiza os resultados das fases qualitativas e quantitativas possibilitando insights para pesquisas futuras. Introduction: Studies have shown that religiosity is a protective factor for drug use. However, the studies that provided such results did not include samples of atheists. In addition, other aspects of the relationship between religiosity, atheism, and drug use were neglected, such as the strength of belief, religious plurality, and diversity of affiliations. Objective: To analyze the effect and role of religious and atheist beliefs on the consumption of alcohol and other drugs. Method: Quantitative and qualitative analyses were conducted separately in four phases. The first phase was the validation of the Dimensions of Secularity (DoS) scale, carried out online in a sample of 952 people aged 18 or over. The processes of translation and adaptation of the scale were carried out, in addition to analyses of evidence of validity through exploratory and confirmatory analyses, reliability, and convergent and discriminant analyses. The second phase was carried out online with 5,007 participants aged 18 or over. To assess the effect of belief strength and drug use, the DoS scale, validated in the first phase, and the Centrality of Religiosity scale were used. The ASSIST scale was used to assess drug use in the last three months. Multiple linear regression models were conducted. The third phase consisted of semi-structured interviews with 40 participants in person, 20 Brazilians and 20 Portuguese. This stage was conducted with Brazilians and Portuguese to enable comparison of the results of drug use and religiosity in different contexts. In the last phase, ethnographic exploration was carried out in vulnerable drug use territories in Porto, Portugal. The aim was to understand the nuances of the territory, the dynamics of the actors in drug use scenes, and the possible interface with religiosity or atheism. Results: In the first phase, the DoS scale presented good psychometric functioning indices and adequate levels of internal consistency for the five-factor model and 22 items. In the second phase, the linear regression models, although showing significant differences in the risks related to drug use between religious and atheist individuals, the explanatory power of the analyses had little to no effect. The third phase showed that, in individuals with substance use disorder, the relationship between religiosity and drug use is present as a subjective protection against the consequences of drug use or as a marker that using drugs is wrong, according to religious precepts. Finally, the ethnography showed subtle nuances of religiosity in explicit situations of drug use. Discussion: The relationship between atheism, religiosity and drug use can be understood on several levels. Therefore, it is necessary to broaden the range of questions and possibilities for research in the area that observe religiosity, atheism and drug use as a relationship rather than an opposition. This approach may allow us to understand other roles that beliefs can play in drug use. At the end of this thesis, a discussion was presented that summarizes the results of the qualitative and quantitative phases, providing insights for future research.Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP)2020/10234-2galduroz@unifesp.br323 f.RAIMUNDO, Camila Chagas. Compreendendo a relação entre religiosidade, ateísmo e consumo de substâncias psicoativas. 2025. 323 f. Tese (Doutorado em Psicobiologia) - Escola Paulista de Medicina, Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). São Paulo, 2025.https://hdl.handle.net/11600/74718ark:/48912/001300002qhxmporUniversidade Federal de São Pauloinfo:eu-repo/semantics/openAccessNão se aplicaConsumo de drogasReligiosidadeAteísmoCrençasFatores de riscoCompreendendo a relação entre religiosidade, ateísmo e consumo de substâncias psicoativasUnderstanding the relationship between religiosity, atheism, and substance useinfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisinfo:eu-repo/semantics/publishedVersionreponame:Repositório Institucional da UNIFESPinstname:Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)instacron:UNIFESPEscola Paulista de Medicina (EPM)PsicobiologiaMedicina e Sociologia do Abuso de Drogas - MESADLICENSElicense.txtlicense.txttext/plain; charset=utf-86456https://repositorio.unifesp.br/bitstreams/6773afff-bf99-44b3-8630-9907b22ec1ba/download79881d6dea480587c66312d1102a8942MD52ORIGINALTese_Camila Chagas Raimundo.pdfTese_Camila Chagas 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Introdução: Estudos têm mostrado que a religiosidade é um fator protetivo para o consumo de drogas. Entretanto, os estudos que propiciaram tais resultados não incluíram amostras de ateus. Além disso, outros aspectos da relação entre religiosidade, ateísmo e consumo de drogas foram negligenciados, como a força da crença, pluralidade religiosa e diversidade de afiliações. Objetivo: Analisar o efeito e o papel das crenças religiosas e ateístas no consumo de álcool e outras drogas. Método: Foram conduzidas análises quantitativas e qualitativas separadas em quatro fases. A primeira fase foi a validação da escala Dimensões da Secularidade (DoS) feita de forma online em uma amostra de 952 pessoas com 18 anos ou mais. Foram realizados os processos de tradução e adaptação da escala, além de análises de evidências de validade através das análises exploratória e confirmatória, confiabilidade e análises convergente e discriminante. A segunda fase foi realizada de forma online com 5007 participantes com 18 anos ou mais. Para avaliar o efeito da força de crença e o consumo de drogas, utilizou-se a escala DoS, validada na primeira fase, e a escala Centralidade da Religiosidade. A escala ASSIST foi utilizada para avaliar o consumo de drogas nos últimos três meses. Foram conduzidos modelos de regressão linear múltipla. A terceira fase consistiu em entrevistas semiestruturadas com 40 participantes em modalidade presencial, sendo 20 brasileiros e 20 portugueses. Tal etapa foi feita com brasileiros e portugueses para possibilitar a comparação dos resultados do consumo de drogas e da religiosidade em diferentes contextos. Na última fase, foi realizada exploração etnográfica nos territórios vulneráveis de consumo de drogas no Porto, em Portugal. Buscou-se compreender as nuances do território, as dinâmicas dos atores nas cenas de consumo de drogas e a possível interface com a religiosidade ou o ateísmo. Resultados: Na primeira fase, escala DoS apresentou bons índices de funcionamento psicométrico e níveis adequados de consistência interna para o modelo de cinco fatores e 22 itens. Na segunda fase, os modelos de regressão linear, embora mostrassem diferenças significativas nos riscos relacionados ao consumo de drogas entre religiosos e ateus, o poder explicativo das análises teve efeito pequeno a nulo. A terceira fase mostrou que, em pessoas com transtorno por uso de substâncias, a relação entre religiosidade e consumo de drogas está presente como uma proteção subjetiva para as consequências advindas do consumo de drogas ou como um marcador de que usar drogas é errado, segundo os preceitos religiosos. Por fim, a etnografia mostrou nuances sutis da religiosidade em situações explícitas de consumo de drogas. Discussão: A relação entre ateísmo, religiosidade e consumo de drogas pode ser entendida em diversos níveis. Com isso, faz-se necessário ampliar o leque de perguntas e possibilidades de pesquisas na área que observem a religiosidade, o ateísmo e o consumo de drogas como uma relação complexa ao invés de uma oposição. Essa postura pode permitir compreender outros papeis que as crenças podem exercer no consumo de drogas. Ao final desta tese, foi apresentado uma discussão que sintetiza os resultados das fases qualitativas e quantitativas possibilitando insights para pesquisas futuras. |
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RAIMUNDO, Camila Chagas. Compreendendo a relação entre religiosidade, ateísmo e consumo de substâncias psicoativas. 2025. 323 f. Tese (Doutorado em Psicobiologia) - Escola Paulista de Medicina, Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). São Paulo, 2025. |
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