Estado e tendência da contaminação por metais-traço e arsênio nos sedimentos costeiros e estuarinos do Grande Ecossistema Marinho da Plataforma da Patagônia
| Ano de defesa: | 2023 |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
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| Instituição de defesa: |
Universidade Federal de São Paulo
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
Não Informado pela instituição
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| País: |
Não Informado pela instituição
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://repositorio.unifesp.br/handle/11600/69536 |
Resumo: | O objetivo do presente estudo foi realizar uma revisão sistemática, avaliando as concentrações dos metais-traço e arsênio e o risco ecológico ao longo do tempo, obtendo dados de publicações cientificas sobre a contaminação por Cd, Pb, Cu, Cr, Hg, Zn e As em sedimentos de ambientes costeiros dos países localizados no Large Marine Ecosystem (LME) da Patagonian Shelf (Argentina e Uruguai). Foram usadas as palavras-chave (Metal*) AND (Sediment*) AND (Estuar* OR Coast*) AND (Urugua* OR Argentin*) na base de dados Web of Science até o ano de 2022. As publicações que se enquadravam no escopo do estudo tiveram seus conteúdos tabulados para o registro cientométrico. Análise de contaminação e tendência das concentrações de metais foi feita apenas com resultados de análise de fração de sedimento <63µm em toda a área do LME e um recorte específico para Bahía Blanca (Argentina), localidade com maior quantidade destes dados. Já os resultados de análises da fração total do sedimento foram convertidos em índice de risco ecológico (PEL) e análises de tendência foram feitas com o recorte nos estuários de Bahía Blanca e Rio de la Plata. As avaliações mais antigas de sedimentos datam o ano de 1993, sendo incluídas um total de 60 publicações até o ano de 2022, resultando em 745 registros. A maioria dos estudos foram realizados na Argentina (53 artigos), enquanto apenas 7 artigos eram referentes ao Uruguai. Rio de La Plata (Buenos Aires, Montevidéu e San José), com 49,1%, e Bahia Blanca (Buenos Aires), com 31,3%, foram os locais com mais registros. Pb, Zn, Cu, Cr e Cd foram os principais metais-traço avaliados no sedimento, aparecendo 88,3%, 86,6%, 85%, 76,67%, 60% dos artigos respectivamente. A totalidade dos dados do LME apresentam valores mais preocupantes do que os específicos para Bahía Blanca, já que todos os contaminantes ultrapassaram os limites de ISQG e até mesmo de PEL em algum momento do intervalo de tempo levantado. As porcentagens de valores reportados que violam o Interim Sediment Quality Guidelines (ISQG), foram, para cada elemento: Hg (55,73%), Cu (52,31%), Cd (42,79%), As (26,32%), Pb (23,41%), Zn (20,20%) e Cr (20,18%), indicando atenção a esses contaminantes, já que os valores acima do permitido pelas diretrizes de qualidade de sedimentos apresenta risco ecológico. Mesmo que em geral mais baixas do que para todo o LME, as concentrações de metais na Bahía Blanca também apresentaram excedências em relação ISQG de Cu e Hg, inclusive em dados mais atuais, alertando sobre um risco provável à biota. A maior parte das análises de tendência estão em queda, com exceção de Zn para o LME e Cu, Cr e Hg para Bahía Blanca. Os dados das concentrações médias de PEL para Bahía Blanca apresentam queda, já Rio de la Plata apresenta tendência de estabilidade com alguns valores altos aos longos dos anos. Os dados de risco ecológico ficaram em sua grande maioria na faixa de 8% a 21% de probabilidade de o sedimento ser tóxico, ou seja, médio-baixo-grau de contaminação tanto para Rio de la Plata como para Bahía Blanca. Contudo, houve anos em que pontos do Rio de la Plata atingiram a faixa de 21% a 49% de risco ecotoxicológico. Todas essas informações são valiosas para pesquisadores e formuladores de políticas interessados no tema. |
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Estado e tendência da contaminação por metais-traço e arsênio nos sedimentos costeiros e estuarinos do Grande Ecossistema Marinho da Plataforma da PatagôniaStatus and trend of contamination by trace metals and arsenic in coastal and estuarine sediments of the Large Marine Ecosystem of the Patagonian ShelfPoluição QuímicaMetais-TraçoEstuáriosSedimentoPlataforma PatagônicaRisco EcológicoChemical PollutionMetalsEstuariesSedimentPatagonian ShelfO objetivo do presente estudo foi realizar uma revisão sistemática, avaliando as concentrações dos metais-traço e arsênio e o risco ecológico ao longo do tempo, obtendo dados de publicações cientificas sobre a contaminação por Cd, Pb, Cu, Cr, Hg, Zn e As em sedimentos de ambientes costeiros dos países localizados no Large Marine Ecosystem (LME) da Patagonian Shelf (Argentina e Uruguai). Foram usadas as palavras-chave (Metal*) AND (Sediment*) AND (Estuar* OR Coast*) AND (Urugua* OR Argentin*) na base de dados Web of Science até o ano de 2022. As publicações que se enquadravam no escopo do estudo tiveram seus conteúdos tabulados para o registro cientométrico. Análise de contaminação e tendência das concentrações de metais foi feita apenas com resultados de análise de fração de sedimento <63µm em toda a área do LME e um recorte específico para Bahía Blanca (Argentina), localidade com maior quantidade destes dados. Já os resultados de análises da fração total do sedimento foram convertidos em índice de risco ecológico (PEL) e análises de tendência foram feitas com o recorte nos estuários de Bahía Blanca e Rio de la Plata. As avaliações mais antigas de sedimentos datam o ano de 1993, sendo incluídas um total de 60 publicações até o ano de 2022, resultando em 745 registros. A maioria dos estudos foram realizados na Argentina (53 artigos), enquanto apenas 7 artigos eram referentes ao Uruguai. Rio de La Plata (Buenos Aires, Montevidéu e San José), com 49,1%, e Bahia Blanca (Buenos Aires), com 31,3%, foram os locais com mais registros. Pb, Zn, Cu, Cr e Cd foram os principais metais-traço avaliados no sedimento, aparecendo 88,3%, 86,6%, 85%, 76,67%, 60% dos artigos respectivamente. A totalidade dos dados do LME apresentam valores mais preocupantes do que os específicos para Bahía Blanca, já que todos os contaminantes ultrapassaram os limites de ISQG e até mesmo de PEL em algum momento do intervalo de tempo levantado. As porcentagens de valores reportados que violam o Interim Sediment Quality Guidelines (ISQG), foram, para cada elemento: Hg (55,73%), Cu (52,31%), Cd (42,79%), As (26,32%), Pb (23,41%), Zn (20,20%) e Cr (20,18%), indicando atenção a esses contaminantes, já que os valores acima do permitido pelas diretrizes de qualidade de sedimentos apresenta risco ecológico. Mesmo que em geral mais baixas do que para todo o LME, as concentrações de metais na Bahía Blanca também apresentaram excedências em relação ISQG de Cu e Hg, inclusive em dados mais atuais, alertando sobre um risco provável à biota. A maior parte das análises de tendência estão em queda, com exceção de Zn para o LME e Cu, Cr e Hg para Bahía Blanca. Os dados das concentrações médias de PEL para Bahía Blanca apresentam queda, já Rio de la Plata apresenta tendência de estabilidade com alguns valores altos aos longos dos anos. Os dados de risco ecológico ficaram em sua grande maioria na faixa de 8% a 21% de probabilidade de o sedimento ser tóxico, ou seja, médio-baixo-grau de contaminação tanto para Rio de la Plata como para Bahía Blanca. Contudo, houve anos em que pontos do Rio de la Plata atingiram a faixa de 21% a 49% de risco ecotoxicológico. Todas essas informações são valiosas para pesquisadores e formuladores de políticas interessados no tema.The aim of this study was to evaluate the concentrations of trace metals and arsenic and the ecological risk attributed to the concentrations of metals and As over time, obtaining data from a systematic review of scientific publications on contamination by Cd, Pb, Cu, Cr, Hg, Zn and As in sediments from coastal environments of the countries located in the Large Marine Ecosystem (LME) of the Patagonian Shelf (Argentina and Uruguay). The keywords (Metal*) AND (Sediment*) AND (Estuar* OR Coast*) AND (Urugua* OR Argentin*) were used in the Web of Science database until the year 2022. Publications that fell within the scope of the study had its contents tabulated for the scientometric record. The analysis of contamination and trends in metal concentrations was carried out only with results from analysis of sediment fraction <63µm throughout the LME area and a specific section for Bahía Blanca (Argentina), a location with the largest amount of data. The results of analyzes of the total sediment fraction were converted into an ecological risk index (PEL) and trend analyzes were carried out using the Bahía Blanca and Rio de la Plata estuaries. The oldest sediment assessments date back to 1993, with a total of 60 publications included until 2022, resulting in 745 records. The majority of studies were carried out in Argentina (53 articles), while only 7 articles referred to Uruguay. Rio de La Plata (Buenos Aires, Montevideo and San José), with 49.1%, and Bahia Blanca (Buenos Aires), with 31.3%, were the places with the most records. Pb, Zn, Cu, Cr and Cd were the main trace metals evaluated in the sediment, appearing in 88.3%, 86.6%, 85%, 76.67%, 60% of the articles respectively. The totality of LME data presents more worrying values than those specific to Bahía Blanca, since all contaminants exceeded the ISQG and even PEL limits at some point in the time interval surveyed. The percentages of reported values that violated the Interim Sediment Quality Guidelines (ISQG) were, for each element: Hg (55.73%), Cu (52.31%), Cd (42.79%), As ( 26, 32%), Pb (23.41%), Zn (20.20%) and Cr (20.18%), reducing attention to these contaminants, as values above those allowed by sediment quality guidelines present ecological risk. Even though generally lower than for the entire LME, metal concentrations in Bahía Blanca also showed exceedances in relation to the ISQG for Cu and Hg, including in more current data, warning of a likely risk to the biota. Most trend analysis is falling, with the exception of Zn for the LME and Cu, Cr and Hg for Bahía Blanca. The data on average PEL concentrations for Bahía Blanca show a drop, while the Rio de la Plata shows a stable trend with some high values over the years. The ecological risk data remained mostly in the range of 8% to 21% probability of the sediment being toxic, that is, medium-low-level contamination for both the Río de la Plata and Bahía Blanca. However, there were years in which points on the Rio da Prata reached the range of 21% to 49% ecotoxicological risk. All this information is valuable for researchers and policymakers interested in the subject.Universidade Federal de São PauloChoueri, Rodrigo Brasil [UNIFESP]http://lattes.cnpq.br/0408418557980214http://lattes.cnpq.br/1777675442642242Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)Lima, Carolina Gonçalves de [UNIFESP]2023-11-24T17:45:58Z2023-11-24T17:45:58Z2023-09-27info:eu-repo/semantics/masterThesisinfo:eu-repo/semantics/publishedVersion78 fapplication/pdfLIMA, Carolina Gonçalves. Estado e tendência da contaminação por metais-traço e arsênio nos sedimentos costeiros e estuarinos do Grande Ecossistema Marinho da Plataforma da Patagônia (Mestrado em Biodiversidade Marinha e Costeira) - Instituto do Mar, Universidade Federal de São Paulo, Santos, 2023.Processo SEI 23089.008227/2023-71https://repositorio.unifesp.br/handle/11600/69536ark:/48912/001300001ds02porSantosinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Repositório Institucional da UNIFESPinstname:Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)instacron:UNIFESP2024-08-13T08:54:19Zoai:repositorio.unifesp.br:11600/69536Repositório InstitucionalPUBhttp://www.repositorio.unifesp.br/oai/requestbiblioteca.csp@unifesp.bropendoar:34652024-08-13T08:54:19Repositório Institucional da UNIFESP - Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)false |
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