Trabalho em equipe, práticas colaborativas e educação permanente na atuação de profissionais de saúde do idoso

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2016
Autor(a) principal: Panfilio, Carlos Eduardo [UNIFESP]
Orientador(a): Batista, Sylvia Helena Souza da Silva [UNIFESP]
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
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Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Palavras-chave em Inglês:
Link de acesso: https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=4622742
https://repositorio.unifesp.br/handle/11600/47088
Resumo: No campo da saúde, a interprofissionalidade emerge como um dos caminhos para que áreas delimitadas e separadas se encontrem e produzam novas possibilidades. Nesta perspectiva, o interprofissionalismo favorece o redimensionamento das relações entre diferentes conteúdos, do ensino e serviço, configurando, assim, trocas de experiências e saberes, em uma postura de respeito à diversidade e cooperação, visando efetivar práticas transformadoras sustentadas no exercício do diálogo permanente. Neste contexto, o trabalho em equipe e a prática colaborativa na atenção à saúde são essenciais quando profissionais de saúde de diferentes áreas prestam atenção à saúde com base na integralidade, envolvendo os usuários e suas famílias, cuidadores e comunidades. Esta pesquisa objetivou analisar o trabalho em equipe como orientador da atuação em saúde, discutindo as dimensões da prática colaborativa e da educação permanente de profissionais de saúde envolvidos com a saúde do idoso, em um serviço de atenção secundária. No campo metodológico, configurou-se como uma pesquisa descritiva, analítica e de corte transversal. Abrangeu 88 participantes, profissionais da área de saúde de 16 categorias profissionais diferentes do Instituto Paulista de Geriatria e Gerontologia (IPGG) “José Ermírio de Moraes”. Na primeira fase foi utilizada a Escala de Clima na Equipe (Team Climate Inventory - TCI), uma escala de atitudes do “tipo Likert”, com quatro partes estruturadas abordando os aspectos do trabalho em equipe e efetiva colaboração com outros profissionais de saúde. Na segunda fase, a partir dos dados coletados na fase 1, foi realizado um novo momento de produção de dados por meio de uma entrevista semi-estruturada com 24 dos 88 profissionais que já haviam participado na fase 1, representantes das profissões daquela fase. Foram considerados como núcleos direcionadores: Núcleo Direcionador 1: Compartilhar Informações; Núcleo Direcionador 2: Trabalhar Junto, e Núcleo Direcionador 3: Trabalho Em Equipe. O grupo de profissionais que participou da pesquisa caracterizou-se por ser em sua maioria do sexo feminino (76,47%), média de 44 anos de idade, sendo 49,41% com nível superior e 50,59% com formação técnica, oriundos na maioria de universidade privada (65,91%), com pós-graduação em 50% dos casos, com tempo de formado em média de 16 anos, tempo de IPGG e tempo na equipe com média de 7 anos. Por meio da Escala de Clima na Equipe, observou-se que em média, a percepção dos profissionais baseou-se no fato de que a sua participação e a de seus colegas na equipe, o apoio para novas ideias, a clareza dos objetivos da equipe e a orientação para o trabalho, se não estão em uma condição negativa, também não alcançaram uma avaliação positiva, mostrando que estes aspectos estão presentes, mas precisam ser melhorados. Por meio da entrevista semi-estruturada, como tem se mostrado nos estudos em geral, para a efetivação do trabalho em equipe e de práticas colaborativas, para estes profissionais é necessário uma melhora na gestão dos encontros e espaços para o diálogo e compartilhamento de ideias, conhecimentos e objetivos, e um maior envolvimento e motivação por parte da maioria dos colegas. Apesar de queixas como baixos salários e dificuldades de infraestrutura, a partir dos depoimentos dos profissionais observou-se uma disposição para o trabalho em equipe e práticas colaborativas, desde que isso não acarrete sobrecarga de trabalho. Pode-se concluir que os maiores entraves para o trabalho em equipe e para práticas colaborativas estão associados aos comportamentos das pessoas e à dinâmica institucional, e, portanto propostas de formação interprofissional, estratégias de educação permanente e sensibilização institucional se fazem necessárias.
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spelling http://lattes.cnpq.br/7402359906381953Panfilio, Carlos Eduardo [UNIFESP]http://lattes.cnpq.br/2477014532819889Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)Batista, Sylvia Helena Souza da Silva [UNIFESP]2018-07-27T15:51:20Z2018-07-27T15:51:20Z2016No campo da saúde, a interprofissionalidade emerge como um dos caminhos para que áreas delimitadas e separadas se encontrem e produzam novas possibilidades. Nesta perspectiva, o interprofissionalismo favorece o redimensionamento das relações entre diferentes conteúdos, do ensino e serviço, configurando, assim, trocas de experiências e saberes, em uma postura de respeito à diversidade e cooperação, visando efetivar práticas transformadoras sustentadas no exercício do diálogo permanente. Neste contexto, o trabalho em equipe e a prática colaborativa na atenção à saúde são essenciais quando profissionais de saúde de diferentes áreas prestam atenção à saúde com base na integralidade, envolvendo os usuários e suas famílias, cuidadores e comunidades. Esta pesquisa objetivou analisar o trabalho em equipe como orientador da atuação em saúde, discutindo as dimensões da prática colaborativa e da educação permanente de profissionais de saúde envolvidos com a saúde do idoso, em um serviço de atenção secundária. No campo metodológico, configurou-se como uma pesquisa descritiva, analítica e de corte transversal. Abrangeu 88 participantes, profissionais da área de saúde de 16 categorias profissionais diferentes do Instituto Paulista de Geriatria e Gerontologia (IPGG) “José Ermírio de Moraes”. Na primeira fase foi utilizada a Escala de Clima na Equipe (Team Climate Inventory - TCI), uma escala de atitudes do “tipo Likert”, com quatro partes estruturadas abordando os aspectos do trabalho em equipe e efetiva colaboração com outros profissionais de saúde. Na segunda fase, a partir dos dados coletados na fase 1, foi realizado um novo momento de produção de dados por meio de uma entrevista semi-estruturada com 24 dos 88 profissionais que já haviam participado na fase 1, representantes das profissões daquela fase. Foram considerados como núcleos direcionadores: Núcleo Direcionador 1: Compartilhar Informações; Núcleo Direcionador 2: Trabalhar Junto, e Núcleo Direcionador 3: Trabalho Em Equipe. O grupo de profissionais que participou da pesquisa caracterizou-se por ser em sua maioria do sexo feminino (76,47%), média de 44 anos de idade, sendo 49,41% com nível superior e 50,59% com formação técnica, oriundos na maioria de universidade privada (65,91%), com pós-graduação em 50% dos casos, com tempo de formado em média de 16 anos, tempo de IPGG e tempo na equipe com média de 7 anos. Por meio da Escala de Clima na Equipe, observou-se que em média, a percepção dos profissionais baseou-se no fato de que a sua participação e a de seus colegas na equipe, o apoio para novas ideias, a clareza dos objetivos da equipe e a orientação para o trabalho, se não estão em uma condição negativa, também não alcançaram uma avaliação positiva, mostrando que estes aspectos estão presentes, mas precisam ser melhorados. Por meio da entrevista semi-estruturada, como tem se mostrado nos estudos em geral, para a efetivação do trabalho em equipe e de práticas colaborativas, para estes profissionais é necessário uma melhora na gestão dos encontros e espaços para o diálogo e compartilhamento de ideias, conhecimentos e objetivos, e um maior envolvimento e motivação por parte da maioria dos colegas. Apesar de queixas como baixos salários e dificuldades de infraestrutura, a partir dos depoimentos dos profissionais observou-se uma disposição para o trabalho em equipe e práticas colaborativas, desde que isso não acarrete sobrecarga de trabalho. Pode-se concluir que os maiores entraves para o trabalho em equipe e para práticas colaborativas estão associados aos comportamentos das pessoas e à dinâmica institucional, e, portanto propostas de formação interprofissional, estratégias de educação permanente e sensibilização institucional se fazem necessárias.In the health care, the interprofessionality emerges as one of the ways that, previously delimited and separate areas meet and produce new possibilities. From this perspective, the interprofessionalism favors reformulating the relationship between content, teaching and service, thus setting in motion the exchange of experiences and knowledge, with an attitude of respect for diversity and cooperation for effective and transformative practices, sustained by continuous communication. In this context, teamwork and collaborative practices in health care are essential when health care professionals from different areas provide health care based on integrality, involving users and their families, caregivers and communities. This study aimed to analyze teamwork as the guiding of health care activities, discussing the dimensions of collaborative practice and continuing education of health care professionals providing services to the elderly. In the methodological field, this work was configured as a descriptive, analytical and transversal research. This research comprised 88 participants, health care professionals from 16 different professional categories of the Instituto Paulista de Geriatria e Gerontologia (IPGG) "José Ermínio de Moraes" (São Paulo – Brazil). In the first phase we used the Team Climate Inventory (TCI), an attitude scale of the type "Likert" structured in four distinct parts, each addressing unique aspects of teamwork and effective collaboration with other health professionals. In the second phase, from the data collected in phase 1, a new set of data was gathered using a semi-structured interview method with 24 of the 88 professionals who had participated in phase 1, each of 24 representing one professional category. It was considered as drivers elements: 1.Information Sharing / Team Communication 2.Teamwork and Collaboration 3.Knowledge transfer, commitment to common goals. The group of professionals who participated in the research was characterized by: 76% of the professionals interviewed were women and 24% were men; they were 44 years of age on average; 49% of them had an undergraduate degree; 66% undergraduated from private colleges; 50% of them with graduate; with 16 years of undergraduates on average; and with 7 years of work in the IPGG and in the team on average. Through the Team Climate Inventory, it was observed that on average, the perception of professionals was based on the fact that their own participation and the participation of their colleagues in the team, the support for new ideas, clarity of team goals and orientation to execute the work, if were not in a negative condition, did not reach a positive assessment, indicating that these aspects are present, but need to be improved. Through the semi-structured interview method, as it has been already shown in previous studies, in order for the teamwork and collaborative practices for these professionals to be effective, is necessary to improve the management of collaborative practices, create opportunities for dialogue and sharing of ideas, knowledge and objectives, and allow for a greater commitment and motivation for the majority of colleagues. Despite the complaints of low wages and lacking infrastructure, from the testimony of those professionals, there was a predisposition for teamwork and collaborative practices, provided that that does not entail extra work. It can be concluded that the greatest challenges for the teamwork and collaborative practices are associated with the behavior of people and institutional dynamic, and therefore proposals for interprofessional education, continuing education strategies and institutional awareness are necessary.Dados abertos - Sucupira - Teses e dissertações (2013 a 2016)Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)160 p.https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=4622742PANFILIO, Carlos Eduardo. Trabalho em equipe, práticas colaborativas e educação permanente na atuação de profissionais de saúde do idoso. 2016. 160 f. Tese (Doutorado Interdisciplinar em Ciências da Saúde) - Instituto de Saúde e Sociedade, Universidade Federal de São Paulo, Santos, 2016.2016-0489.pdfhttps://repositorio.unifesp.br/handle/11600/47088ark:/48912/001300002rpx3porUniversidade Federal de São Paulo (UNIFESP)info:eu-repo/semantics/openAccessEducação interprofissionalPráticas colaborativasEducação permanenteSaúdeInterprofessional educationCollaborative practicesContinuing educationHealthElderlyTrabalho em equipe, práticas colaborativas e educação permanente na atuação de profissionais de saúde do idosoTeamwork, collaborative practices and permanent education in the acting of elderly health professionalsinfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisinfo:eu-repo/semantics/publishedVersionreponame:Repositório Institucional da UNIFESPinstname:Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)instacron:UNIFESPSantos, Instituto de Saúde e Sociedade (ISS)Interdisciplinar em Ciências da SaúdeMultidisciplinarInterdisciplinarORIGINALTese_Carlos Eduardo Panfilio_PDFA.pdfTese de doutoradoapplication/pdf1318221https://repositorio.unifesp.br/bitstreams/0f0145cf-4121-41e5-8d0a-4e4a19f564d1/download38e643727d111ada4d92c4304324a050MD51TEXTTese_Carlos Eduardo Panfilio_PDFA.pdf.txtTese_Carlos Eduardo Panfilio_PDFA.pdf.txtExtracted texttext/plain103415https://repositorio.unifesp.br/bitstreams/ca9c5437-2d29-4c6b-bc4f-192dab72f875/download33a5b50f265367c9dc82de343abfd819MD52THUMBNAILTese_Carlos Eduardo Panfilio_PDFA.pdf.jpgTese_Carlos Eduardo Panfilio_PDFA.pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg3470https://repositorio.unifesp.br/bitstreams/3f558d64-8edf-41f6-b253-8b8a7c9bb3a4/downloadb3d1c10665e381e59d690798dde98b07MD5311600/470882024-08-01 13:18:47.974oai:repositorio.unifesp.br:11600/47088https://repositorio.unifesp.brRepositório InstitucionalPUBhttp://www.repositorio.unifesp.br/oai/requestbiblioteca.csp@unifesp.bropendoar:34652024-08-01T13:18:47Repositório Institucional da UNIFESP - Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)false
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