Treinamento auditivo acusticamente controlado em indivíduos após hematoma subdural crônico
| Ano de defesa: | 2019 |
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Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
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Resumo: | Introdução. O Hematoma Subdural Crônico é uma injúria neurológica que cursa com hemorragia intracraniana. Neste sentido, pode comprometer o sistema nervoso auditivo central e haver necessidade de reabilitação auditiva. Os resultados da intervenção podem gerar mudanças comportamentais e eletrofisiológicas, as quais confirmam a neuroplasticidade do sistema auditivo. Objetivo. Caracterizar e comparar a avaliação comportamental, eletrofisiológica do processamento auditivo e questionários de auto-percepção auditiva em indivíduos com Hematoma Subdural Crônico, submetidos e não submetidos ao treinamento auditivo acusticamente controlado. Métodos. Participaram13 indivíduos, com faixa etária de 45 a 64 anos, com limiares auditivos dentro da normalidade, considerando as frequências de 250 a 4000 Hz, sendo que sete destes, com média de tempo de lesão igual a 2,9 meses foram submetidos ao Treinamento Auditivo e os outros seis, com média de tempo de lesão igual a 19,8 meses não realizaram a intervenção. A avaliação e as reavaliações foram compostas por testes comportamentais que avaliam habilidades auditivas de fechamento, figura-fundo, resolução e ordenação temporal e mecanismo de interação binaural; avaliação e reavaliação eletrofisiológica, pelo P300 e questionários, Escala de Funcionamento auditivo e Questionário pós Treinamento Auditivo Formal. Resultados. Na avaliação inicial dois testes comportamentais sofreram influência do tempo de lesão demonstrando que o grupo com o maior tempo de lesão apresentou melhor desempenho nestes testes. No segundo e terceiro momentos, o grupo com intervenção, melhorou significativamente em dois e cinco testes, respectivamente. Testes que antes tinham resultados semelhantes ao grupo sem intervenção. Quanto à avaliação eletrofisiológica, do primeiro até o terceiro momento, o grupo sem intervenção revelou respostas robustas quanto à amplitude do P300 estímulo verbal em ambas orelhas, sem efeito de lesão significante. No segundo e terceiro momentos, o grupo sem intervenção apresentou maiores amplitudes no P300 estímulos não verbais na orelha direita, com tempo de lesão significante. Quanto aos questionários, houve melhora significante nas respostas aos questionários de auto-percepção, tanto ao comparar os grupos e os momentos entre si, sendo mais evidente para o grupo com intervenção e no Escala de Funcionamento auditivo. Conclusões. Houve melhora significativa nas respostas dos testes comportamentais para o grupo que realizou a intervenção, as quais mostraram-se estáveis no acompanhamento. O P300 não foi um bom marcador para demonstrar eficácia da intervenção nesta população, pois não revelou dados consistentes entre os grupos e momentos, seja no parâmetro de latência como de amplitude. Nos questionários de auto-percepção houve diminuição mais evidente das queixas para o grupo com intervenção, quando comparados os grupos e o momentos. |
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DoutoradoCibian, Aline Priscila [UNIFESP]http://lattes.cnpq.br/2003423468292977Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)Gil, Daniela [UNIFESP]http://lattes.cnpq.br/63636268678629712021-01-19T16:34:28Z2021-01-19T16:34:28Z2019-05-17Introdução. O Hematoma Subdural Crônico é uma injúria neurológica que cursa com hemorragia intracraniana. Neste sentido, pode comprometer o sistema nervoso auditivo central e haver necessidade de reabilitação auditiva. Os resultados da intervenção podem gerar mudanças comportamentais e eletrofisiológicas, as quais confirmam a neuroplasticidade do sistema auditivo. Objetivo. Caracterizar e comparar a avaliação comportamental, eletrofisiológica do processamento auditivo e questionários de auto-percepção auditiva em indivíduos com Hematoma Subdural Crônico, submetidos e não submetidos ao treinamento auditivo acusticamente controlado. Métodos. Participaram13 indivíduos, com faixa etária de 45 a 64 anos, com limiares auditivos dentro da normalidade, considerando as frequências de 250 a 4000 Hz, sendo que sete destes, com média de tempo de lesão igual a 2,9 meses foram submetidos ao Treinamento Auditivo e os outros seis, com média de tempo de lesão igual a 19,8 meses não realizaram a intervenção. A avaliação e as reavaliações foram compostas por testes comportamentais que avaliam habilidades auditivas de fechamento, figura-fundo, resolução e ordenação temporal e mecanismo de interação binaural; avaliação e reavaliação eletrofisiológica, pelo P300 e questionários, Escala de Funcionamento auditivo e Questionário pós Treinamento Auditivo Formal. Resultados. Na avaliação inicial dois testes comportamentais sofreram influência do tempo de lesão demonstrando que o grupo com o maior tempo de lesão apresentou melhor desempenho nestes testes. No segundo e terceiro momentos, o grupo com intervenção, melhorou significativamente em dois e cinco testes, respectivamente. Testes que antes tinham resultados semelhantes ao grupo sem intervenção. Quanto à avaliação eletrofisiológica, do primeiro até o terceiro momento, o grupo sem intervenção revelou respostas robustas quanto à amplitude do P300 estímulo verbal em ambas orelhas, sem efeito de lesão significante. No segundo e terceiro momentos, o grupo sem intervenção apresentou maiores amplitudes no P300 estímulos não verbais na orelha direita, com tempo de lesão significante. Quanto aos questionários, houve melhora significante nas respostas aos questionários de auto-percepção, tanto ao comparar os grupos e os momentos entre si, sendo mais evidente para o grupo com intervenção e no Escala de Funcionamento auditivo. Conclusões. Houve melhora significativa nas respostas dos testes comportamentais para o grupo que realizou a intervenção, as quais mostraram-se estáveis no acompanhamento. O P300 não foi um bom marcador para demonstrar eficácia da intervenção nesta população, pois não revelou dados consistentes entre os grupos e momentos, seja no parâmetro de latência como de amplitude. Nos questionários de auto-percepção houve diminuição mais evidente das queixas para o grupo com intervenção, quando comparados os grupos e o momentos.Introduction. The Chronic Subdural Hematoma is a neurological injury that occurs with intracranial hemorrhage. In this sense, it may compromise the central auditory nervous system and there is a need for auditory rehabilitation. The results of the intervention can generate behavioral and electrophysiological changes, which confirm the neuroplasticity of the auditory system. Objective. To characterize and compare the behavioral, electrophysiological evaluation of the auditory processing and questionnaires for self-auditory perception in subjects with chronic subdural hematoma post-drainage, submitted and not submitted to acoustically controlled auditory training. Methods. Thirteen individuals, aged 45 to 64 years, with auditory thresholds within normal range (frequencies 250 to 4000 Hz) participated, and seven of these, with a mean time of injury equal to 2.9 months, were submitted to Auditory Training and the other six, with an average time of injury equal to 19.8 months, did not perform the intervention. The evaluation and the reevaluations were composed by behavioral tests that evaluate auditory abilities of closing aural, figure-ground, resolution and temporal ordering and mechanism of binaural interaction; evaluation and electrophysiological reassessment by the P300 and questionnaires, Scale of Auditory Behaviors and Questionnaire after Formal Auditory Training. Results. In the initial evaluation, two behavioral tests were influenced by the time of injury, demonstrating that the group with the longest injury time showed better performance in these tests. In the second and third moments, the intervention group improved significantly in two and five tests, respectively. Tests that previously had similar results to the non-intervention group. As for the electrophysiological evaluation, from the first to the third moment, the non-intervention group revealed robust responses regarding the amplitude of the P300 verbal stimulus in both ears, without significant lesion effect. In the second and third moments, the non-intervention group had higher amplitudes in the P300 non-verbal stimuli in the right ear, with a significant injury time. Regarding the questionnaires, there was a significant improvement in the responses to the self-perception questionnaires, both when comparing the groups and the moments between them, being more evident for the intervention group and in Scale of Auditory Behaviors. Conclusions. There was a significant improvement in the responses of the behavioral tests for the group that performed the intervention, which were stable in the follow-up. The P300 was not a good marker to demonstrate efficacy of the intervention in this population, as it did not reveal consistent data between groups and moments, either in the latency parameter or in the amplitude parameter. In the self-perception questionnaires there was a more evident decrease of the complaints for the intervention group, when groups and moments were compared.Dados abertos - Sucupira - Teses e dissertações (2019)217 p.https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=7665922https://repositorio.unifesp.br/handle/11600/59673ark:/48912/001300001wzgdporUniversidade Federal de São Paulo (UNIFESP)info:eu-repo/semantics/openAccessFonoaudiologiaAudiçãoTranstornos Da AudiçãoPercepção AuditivaHematoma Subdural CrônicoSpeechLanguage And Hearing SciencesHearingHearing DisordersAuditory PerceptionHematoma Subdural ChronicTreinamento auditivo acusticamente controlado em indivíduos após hematoma subdural crônicoinfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisinfo:eu-repo/semantics/publishedVersionreponame:Repositório Institucional da UNIFESPinstname:Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)instacron:UNIFESPSão Paulo, Escola Paulista de MedicinaDistúrbios da Comunicação Humana (Fonoaudiologia)Comunicação Humana: Normalidade, Transtornos E RepercussõesDiagnóstico, Prevenção E Intervenção Nos Distúrbios Da Audição E Do Equilibrio11600/596732023-07-03 11:37:37.638oai:repositorio.unifesp.br:11600/59673https://repositorio.unifesp.brRepositório InstitucionalPUBhttp://www.repositorio.unifesp.br/oai/requestbiblioteca.csp@unifesp.bropendoar:34652023-07-03T11:37:37Repositório Institucional da UNIFESP - Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)false |
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