Resolução temporal e cognição no idoso saudável

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2010
Autor(a) principal: Dias, Thaiana Lice Lopes [UNIFESP]
Orientador(a): Pereira, Liliane Desgualdo [UNIFESP]
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
dARK ID: ark:/48912/001300002nqq9
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Palavras-chave em Inglês:
Link de acesso: http://repositorio.unifesp.br/handle/11600/10047
Resumo: Introdução: Com o processo de envelhecimento observam-se modificações estruturais e fisiológicas diversas em todo o corpo humano. O processamento temporal declina com o aumento da idade, independente da presença ou não de perda auditiva. Habilidades do processamento temporal são a base do processamento auditivo,podendo influenciar diretamente na qualidade da comunicação. Objetivo Geral: Investigar o efeito do processo de envelhecimento no comportamento auditivo de resolução temporal. Método: Participaram do estudo 16 pessoas de faixa etária média de 67,8 anos e média de 7 anos de escolaridade, com audiometria dentro dos valores de normalidade até 4KHz e timpanometria com curva tipo A bilateralmente. Foram realizados os testes Gap In Noise (GIN), anamnese, medida de independência funcional (MIF), escala de depressão geriátrica (GDS), mini exame do estado mental(MEEM), teste ADAS-COG, avaliação audiológica básica, teste dicótico de digitos(TDD) e teste padrão de duração (TPD). Resultados: Todos os idosos disseram "escutar bem", entretanto, 68,8% dos idosos tiveram queixa de "dificuldade de comunicação em ambientes ruidosos". Os idosos tiveram um bom desempenho no IPRF na orelha direita (90% de acertos) e esquerda(91% de acertos). No TDD, a média de acertos manteve-se acima de 88% para a orelha direita(95%) e esquerda (89,8%). A média de acertos no TPD foi de 68,5%. A pontuação média na MIF foi de 121,3 pontos, na escala de depressão geriátrica(GDS), 4,5 pontos (dp=3,5) e no Mini Exame do Estado Mental (MEEM), 26,6 pontos (dp=2,3). Os valores médios observados do limiar de detecção de gap (Teste GIN) foram 10,2 ms na orelha direita e 9,1ms na orelha esquerda. Houve uma tendência em diminuir o limiar de detecção de gap no teste GIN com a melhora da capacidade funcional, avaliada através da MIF.Houve também uma tendência de queda do limiar de detecção de gap com o aumento do MEEM na orelha direita. Não houve correlação entre os limiares de detecção de gap e a porcentagem de acertos no IPRF. Observou-se uma tendência de queda do limiar na orelha direita com o aumento da porcentagem de acertos nos testes dicótico de dígitos e padrão de duração. Há correlação entre o limiar de detecção de gap na orelha direita e a pontuação geral no ADAS-COG. Conclusão: O processo de envelhecimento influencia no comportamento auditivo de resolução temporal.
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