Violencia domestica contra a mulher em usuárias das unidades básicas de saúde da zona urbana do municipio de Cruzeiro do Sul, Acre

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2014
Autor(a) principal: Valenzuela, Vivian Victoria Vivanco [UNIFESP]
Orientador(a): Abrahão, Anelise Riedel [UNIFESP]
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
dARK ID: ark:/48912/001300001mttv
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Palavras-chave em Inglês:
Link de acesso: http://repositorio.unifesp.br/handle/11600/48055
https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=3240849
Resumo: Introdução: Ninguém sofre uma opressão tão prolongada ao longo da história como a mulher, nenhum outro grupo social ou étnico-racial tem sofrido tão feroz exclusão do gozo dos mais básicos direitos e garantias. A violência doméstica contra a mulher existe em todos os países e grupos sociais, indistintamente das condições socioeconômicas, credo e cultura, cujo impacto envolve os sujeitos e as famílias, ocasiona sofrimento biopsicossocial, repercute na esfera produtiva e nos orçamentos públicos. Objetivo: Caracterizar a violência doméstica contra a mulher em Cruzeiro do Sul, Acre. Métodos: Pesquisa de abordagem quantitativa, com desenho transversal, mediante aplicação de questionário em amostra representativa de 320 mulheres, usuárias das Unidades Básicas de Saúde (UBS) da zona urbana do município de Cruzeiro do Sul/AC, no período de agosto de 2013 a fevereiro de 2014, de 2ª a 6ª feira. Resultados: Das 320 mulheres, 78,75% afirmaram ter sofrido violência por parceiro íntimo (VPI), a violência física (VF) foi referida por 37,19% das mulheres, a violência sexual (VS) por 9,17% e a violência psicológica (VP) por 45,47%. A violência por outros agentes no ambiente doméstico (VAD), quando física esteve presente na vida de 90,63% de mulheres, quando psicológica em 65,25%, os agressores mais frequentes foram mães/madrastas, seguidos dos pais/padrastos. Verificamos associação significativa da VF pelo companheiro e a faixa etária entre 20 a 49 anos das mulheres, através de uso de arma de fogo/arma branca (p=0,0365), chutes/surras (p=0,0407), ser machucada com socos ou objetos (p=0,0381), a VP pelo companheiro teve significância estatística em mulheres de 20 a 29 anos através das atitudes: depreciar/humilhar (p=0,0026) e fazer coisas para assustá-la (p=0,0186). Mulheres em união estável ou consensual são mais vulneráveis à VF, através do uso de arma de fogo ou arma branca em 55,1% (p=0,001), através de chutes/surras 57,65% (p=0,0001), estrangular/queimar em 51,43% (p= 0,006), quando se trata de VS mulheres que foram forçadas a manter relações sexuais representam 56,9% (p=0,009), na VP mulheres que foram depreciadas/humilhadas foram 63,03% (p=0,0137), e 61% (p=0,0027) foram assustadas pelos parceiros. Mulheres que não trabalham estão mais expostas a receber tapas ou ter jogado algum objeto para machuca-las em 45,22% (p=0,0235), as que possuem uma renda familiar mensal de 1 salário mínimo estão mais expostas a ser chutadas/surradas em 48,81% (p=0,0307). Queixas de saúde como: sentimento de inutilidade e desvalorização, ter a ideia de acabar com sua vida, perda de interesse pelas coisas, sentir-se nervosa/preocupada, sentir-se triste, dificuldade em realizar tarefas diárias, dormir mal, má digestão, tremores nas mãos, ferida vaginal, dor em baixo ventre, dor na relação sexual, são de 2 a 5 vezes mais frequentes entre vítimas de VPI. Apenas 22,35% das entrevistadas tiveram a percepção de serem vítimas de violência domestica, destas 22,22% tiveram a percepção de VPI e 22,42% a percepção de VAD. Conclusões: Políticas públicas de saúde que priorizem o empoderamento e conscientização das mulheres e redes de suporte social articuladas constituem elementos fundamentais para que a mulher possua meios eficazes para libertar-se da violência nos diferentes ciclos de vida e dos seus algozes.
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Métodos: Pesquisa de abordagem quantitativa, com desenho transversal, mediante aplicação de questionário em amostra representativa de 320 mulheres, usuárias das Unidades Básicas de Saúde (UBS) da zona urbana do município de Cruzeiro do Sul/AC, no período de agosto de 2013 a fevereiro de 2014, de 2ª a 6ª feira. Resultados: Das 320 mulheres, 78,75% afirmaram ter sofrido violência por parceiro íntimo (VPI), a violência física (VF) foi referida por 37,19% das mulheres, a violência sexual (VS) por 9,17% e a violência psicológica (VP) por 45,47%. A violência por outros agentes no ambiente doméstico (VAD), quando física esteve presente na vida de 90,63% de mulheres, quando psicológica em 65,25%, os agressores mais frequentes foram mães/madrastas, seguidos dos pais/padrastos. Verificamos associação significativa da VF pelo companheiro e a faixa etária entre 20 a 49 anos das mulheres, através de uso de arma de fogo/arma branca (p=0,0365), chutes/surras (p=0,0407), ser machucada com socos ou objetos (p=0,0381), a VP pelo companheiro teve significância estatística em mulheres de 20 a 29 anos através das atitudes: depreciar/humilhar (p=0,0026) e fazer coisas para assustá-la (p=0,0186). Mulheres em união estável ou consensual são mais vulneráveis à VF, através do uso de arma de fogo ou arma branca em 55,1% (p=0,001), através de chutes/surras 57,65% (p=0,0001), estrangular/queimar em 51,43% (p= 0,006), quando se trata de VS mulheres que foram forçadas a manter relações sexuais representam 56,9% (p=0,009), na VP mulheres que foram depreciadas/humilhadas foram 63,03% (p=0,0137), e 61% (p=0,0027) foram assustadas pelos parceiros. Mulheres que não trabalham estão mais expostas a receber tapas ou ter jogado algum objeto para machuca-las em 45,22% (p=0,0235), as que possuem uma renda familiar mensal de 1 salário mínimo estão mais expostas a ser chutadas/surradas em 48,81% (p=0,0307). Queixas de saúde como: sentimento de inutilidade e desvalorização, ter a ideia de acabar com sua vida, perda de interesse pelas coisas, sentir-se nervosa/preocupada, sentir-se triste, dificuldade em realizar tarefas diárias, dormir mal, má digestão, tremores nas mãos, ferida vaginal, dor em baixo ventre, dor na relação sexual, são de 2 a 5 vezes mais frequentes entre vítimas de VPI. Apenas 22,35% das entrevistadas tiveram a percepção de serem vítimas de violência domestica, destas 22,22% tiveram a percepção de VPI e 22,42% a percepção de VAD. Conclusões: Políticas públicas de saúde que priorizem o empoderamento e conscientização das mulheres e redes de suporte social articuladas constituem elementos fundamentais para que a mulher possua meios eficazes para libertar-se da violência nos diferentes ciclos de vida e dos seus algozes.Introduction: No one suffers an oppression so long throughout history as a woman, none other social group or ethnic-racial has suffered so ferocious exclusion of the enjoyment of the most basic rights and guarantees. The domestic violence against the woman exists in all countries and social groups, without distinction of socioeconomic conditions, creed and culture, whose impact involves the subjects and families, causes physical and psychological suffering, affects the productive sphere and in public budgets. Objective: To characterize the domestic violence against the woman of Cruzeiro do Sul, Acre, Brasil. Methods: Quantitative research approach with a cross-sectional design, through a questionnaire was applied in a representative sample of 320 women, users of Basic Health Units (UBS) of the urban area of Cruzeiro do Sul city, Acre, Brasil, in the period of August 2013 until February 2014, Monday to Friday. Results: Of the 320 women, 78.75% claimed to have suffered violence by intimate partners (VPI), the physical violence (VF) was reported by 37.19% of women, sexual violence (SV) of 9.17% and the psychological violence (VP) of 45.47%. The violence by other agents in the domestic environment (VAD), when physics was present in the life of 90.63% of the women, when psychological in 65.25%, the aggressors were most frequent mothers/stepmothers, followed by fathers/stepfathers. We found significant association of VF by the partner and the age group between 20 and 49 years for women, through the use of firearm/cold steel (p=0.0365), shooting/beatings (p=0.0407), be hurt with punches or objects (p=0,0381), the VP by partner had statistical significance in women 20 to 29 years through the attitudes: depreciating/humiliate (p=0.0026) and doing things to scare her (p=0.0186). The women in stable or consensus are more vulnerable to VF, through the use of firearms or cold steel in 55.1% (p=0.001), through kicks/beatings 57.65% of the cases (p=0.0001), strangle/burn in 51.43% of cases (p=0.006), when it comes to VS women who were forced to have sexual relations represent 56.9% (p=0.009), in the VP women that were depreciated/humiliated were 63.03% (p=0,0137), and 61% (p=0.0027) were frightened by partners. The women who do not work are more exposed to receive slaps or have thrown some object to hurt them at 45.22% (p=0,0235), those with a monthly family lacework of 1 minimum wage are more exposed to be hit/beaten in 48.81% of cases (p=0.0307). The health complaints such as: feeling of uselessness and devaluation, have the idea of doing away with his life, loss of interest in things, feel nervous/worried, feel sad, difficulty in performing daily tasks, sleeping badly, poor digestion, tremors in the hands, vaginal wound, pain in lower abdomen, pain in sexual relations, are 2 to 5 times more frequent among victims of VPI. Only 22,35% of interviewees had the perception of being victims of domestic violence, that these 22,22% had the perception of VPI and 22.42% the perception of VAD. Conclusions: Public health politics that prioritize the empowerment and awareness of women and networks of social support articulated are fundamental elements for women to have effective means to escape violence in different life cycles and their executioners.Dados abertos - Sucupira - Teses e dissertações (2013 a 2016)248 p.VALENZUELA, Vivian Victoria Vivanco. Violência domestica contra a mulher em usuárias das Unidades Básicas de Saúde da Zona Urbana do município de Cruzeiro do Sul, Acre. 2014. [248] p. Dissertação (Mestrado em Enfermagem) - Escola Paulista de Enfermagem (EPE), Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), São Paulo, 2014.http://repositorio.unifesp.br/handle/11600/48055https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=3240849ark:/48912/001300001mttvporUniversidade Federal de São Paulo (UNIFESP)info:eu-repo/semantics/openAccessViolência contra a mulherViolência domésticaViolência familiarCentros de saúdeAcreViolence against womanDomestic violenceFamily violenceHealth centersViolencia domestica contra a mulher em usuárias das unidades básicas de saúde da zona urbana do municipio de Cruzeiro do Sul, AcreDomestic violence against the women in the Users Basic Units Health of urban zone of Cruzeiro Do Sul City (Acre-Brasil)info:eu-repo/semantics/masterThesisinfo:eu-repo/semantics/publishedVersionreponame:Repositório Institucional da UNIFESPinstname:Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)instacron:UNIFESPEscola Paulista de Enfermagem (EPE)EnfermagemCiências da saúdeEnfermagemORIGINALDissertação.pdfapplication/pdf1935533https://repositorio.unifesp.br/bitstreams/c4a6e605-d0f0-4633-aacb-55087bf9b83b/download333d4ba2518eac7fb7bc8b6a6ef56bbaMD5111600/480552024-12-05 14:54:02.496oai:repositorio.unifesp.br:11600/48055https://repositorio.unifesp.brRepositório InstitucionalPUBhttp://www.repositorio.unifesp.br/oai/requestbiblioteca.csp@unifesp.bropendoar:34652024-12-05T14:54:02Repositório Institucional da UNIFESP - Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)false
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