Por um Serviço Social gordo: práticas interseccionais rumo a um fazer profissional antigordofobia
| Ano de defesa: | 2025 |
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| Orientador(a): | |
| Banca de defesa: | |
| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Universidade Federal do Tocantins
Miracema |
| Programa de Pós-Graduação: |
Programa de Pós-Graduação em Serviço Social
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| Departamento: |
Não Informado pela instituição
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| País: |
Brasil
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| Palavras-chave em Português: | |
| Área do conhecimento CNPq: | |
| Link de acesso: | http://hdl.handle.net/11612/8116 |
Resumo: | A dissertação aqui apresentada, parte dos dados em que mais de 60% da população brasileira é gorda (IBGE, 2020); em que a gordofobia é uma expressão da questão social que acarreta diversos problemas psicossociais sendo estrutural e alimentada pelo capitalismo se interseccionando com raça, classe e gênero; e em um país onde o neoliberalismo maximiza as desigualdades e as violências sobre corpos dissidentes, o Gordocídio, política sistêmica de morte de pessoas gordas pela desassistência do estado (Melo, 2022) ganha terreno fértil em um cenário de separação entre quais vidas são passíveis de serem vividas ou não. Sendo assim esse trabalho teve como objetivo problematizar as políticas públicas de combate a “obesidade”, e aqui em aspas por seguir um viés despatologizante e ativista, evidenciando os marcadores sociais de raça, classe e gênero que são combatidas pela “obesidade”, partindo de uma pesquisa essencialmente bibliográfica qualitativa que adotou procedimentos autoetnográficos e ativistas discorrendo acerca da política de acesso a bariátrica pelo SUS nas diretrizes GM/MS nº 424 e 425 de 2013 em vias de propor caminhos para uma política pública de promoção da qualidade de vida das pessoas gordas que escute o ativismo gordo e a população gorda fortalecendo o que denomino de Serviço Social gordo, movimento de ruptura e construção de novas epistemologias para se pensar o corpo gordo no Serviço Social. Os resultados desta dissertação evidenciam que as políticas públicas de combate à “obesidade”, ao se estruturarem sob um paradigma biomédico, moralizante e disciplinador, reforçam desigualdades históricas e produzem práticas de exclusão que mostram que são mulheres negras periféricas as mais atingidas por esse combate, desconsiderando determinantes sociais, estruturais e raciais que travessam os corpos gordos. Portanto, conclui-se que Estado brasileiro tem operado mecanismos de desassistência que se configuram em violentas formas de exclusão e morte. Assim sendo, se faz necessário a urgência de romper com o “combate/controle” como única via e se pensar na qualidade de vida dessa população. |
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Souza, Suyanne Héria Vieira deFroemming, Cecilia Nunes2026-01-02T11:41:03Z2026-01-02T11:41:03Z2025-12-10SOUZA, Suyanne Héria Vieira de. Por um Serviço Social gordo: práticas interseccionais rumo a um fazer profissional antigordofobia. 2025.136f. Dissertação (Mestrado em Serviço Social) – Universidade Federal do Tocantins, Programa de Pós-Graduação em Serviço Social, Miracema do Tocantins, 2025.http://hdl.handle.net/11612/8116A dissertação aqui apresentada, parte dos dados em que mais de 60% da população brasileira é gorda (IBGE, 2020); em que a gordofobia é uma expressão da questão social que acarreta diversos problemas psicossociais sendo estrutural e alimentada pelo capitalismo se interseccionando com raça, classe e gênero; e em um país onde o neoliberalismo maximiza as desigualdades e as violências sobre corpos dissidentes, o Gordocídio, política sistêmica de morte de pessoas gordas pela desassistência do estado (Melo, 2022) ganha terreno fértil em um cenário de separação entre quais vidas são passíveis de serem vividas ou não. Sendo assim esse trabalho teve como objetivo problematizar as políticas públicas de combate a “obesidade”, e aqui em aspas por seguir um viés despatologizante e ativista, evidenciando os marcadores sociais de raça, classe e gênero que são combatidas pela “obesidade”, partindo de uma pesquisa essencialmente bibliográfica qualitativa que adotou procedimentos autoetnográficos e ativistas discorrendo acerca da política de acesso a bariátrica pelo SUS nas diretrizes GM/MS nº 424 e 425 de 2013 em vias de propor caminhos para uma política pública de promoção da qualidade de vida das pessoas gordas que escute o ativismo gordo e a população gorda fortalecendo o que denomino de Serviço Social gordo, movimento de ruptura e construção de novas epistemologias para se pensar o corpo gordo no Serviço Social. Os resultados desta dissertação evidenciam que as políticas públicas de combate à “obesidade”, ao se estruturarem sob um paradigma biomédico, moralizante e disciplinador, reforçam desigualdades históricas e produzem práticas de exclusão que mostram que são mulheres negras periféricas as mais atingidas por esse combate, desconsiderando determinantes sociais, estruturais e raciais que travessam os corpos gordos. Portanto, conclui-se que Estado brasileiro tem operado mecanismos de desassistência que se configuram em violentas formas de exclusão e morte. Assim sendo, se faz necessário a urgência de romper com o “combate/controle” como única via e se pensar na qualidade de vida dessa população.This dissertation is grounded in data indicating that more than 60% of the Brazilian population is fat (IBGE, 2020), recognizing fatphobia as an expression of the social question that produces psychosocial harm, operates structurally, and is reinforced by capitalism in intersection with race, class, and gender. In a context where neoliberalism intensifies inequalities and violence against dissident bodies, Gordocídio a systemic policy of death resulting from State neglect of fat people (Melo, 2022) finds fertile ground in mechanisms that define which lives are considered livable. The objective of this study was to problematize public policies aimed at combating “obesity” a term here placed in quotation marks to emphasize a depathologizing and activist perspective highlighting the social markers of race, class, and gender disproportionately targeted by such policies. The research adopts a qualitative bibliographic approach combined with autoethnographic and activist procedures, focusing on the SUS bariatric surgery guidelines (GM/MS nos. 424 and 425/2013) in order to propose directions for public policies that promote the quality of life of fat people, incorporating fat activism and strengthening what I define as Serviço Social Gordo, a movement of rupture and epistemological reconstruction regarding fat bodies in Social Work. The results indicate that public policies against “obesity”, shaped by biomedical, moralizing, and disciplinary paradigms, reinforce historical inequalities and produce exclusionary practices that disproportionately affect peripheral Black women, disregarding the social, structural, and racial determinants that shape fat corporealities. It is concluded that the Brazilian State has operated mechanisms of neglect that constitute violent forms of exclusion and death. Therefore, it is urgent to overcome the logic of “combating/controlling” and to develop policies centered on the quality of life of this population.Universidade Federal do TocantinsMiracemaPrograma de Pós-Graduação em Serviço SocialBrasilCNPQ::OUTROS::CIENCIAS SOCIAISGordofobia. Questão Social. Políticas Públicas. Serviço Social Gordo.Fatphobia. Social Question. Public Policies. Fat Social WorkPor um Serviço Social gordo: práticas interseccionais rumo a um fazer profissional antigordofobiainfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisinfo:eu-repo/semantics/openAccessporreponame:Repositório Institucional da UFTinstname:Universidade Federal do Tocantins (UFT)instacron:UFTORIGINALSuyanne Héria Vieira de Souza - Dissertação.pdfSuyanne Héria Vieira de Souza - Dissertação.pdfapplication/pdf3192996http://repositorio.uft.edu.br/bitstream/11612/8116/1/Suyanne%20H%c3%a9ria%20Vieira%20de%20Souza%20-%20Disserta%c3%a7%c3%a3o.pdf0ce9e86fa04a69a13e3096eb77026031MD51LICENSElicense.txtlicense.txttext/plain; charset=utf-81748http://repositorio.uft.edu.br/bitstream/11612/8116/2/license.txt8a4605be74aa9ea9d79846c1fba20a33MD52TEXTSuyanne Héria Vieira de Souza - Dissertação.pdf.txtSuyanne Héria Vieira de Souza - Dissertação.pdf.txtExtracted texttext/plain314834http://repositorio.uft.edu.br/bitstream/11612/8116/3/Suyanne%20H%c3%a9ria%20Vieira%20de%20Souza%20-%20Disserta%c3%a7%c3%a3o.pdf.txt2015a252be6aa4c0c8a34005070a44cfMD53THUMBNAILSuyanne Héria Vieira de Souza - Dissertação.pdf.jpgSuyanne Héria Vieira de Souza - Dissertação.pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg1246http://repositorio.uft.edu.br/bitstream/11612/8116/4/Suyanne%20H%c3%a9ria%20Vieira%20de%20Souza%20-%20Disserta%c3%a7%c3%a3o.pdf.jpg0ef2893a3dea3baffb5fa500da5beb23MD5411612/81162026-01-03 03:05:52.883oai:repositorio.uft.edu.br:11612/8116Tk9URTogUExBQ0UgWU9VUiBPV04gTElDRU5TRSBIRVJFClRoaXMgc2FtcGxlIGxpY2Vuc2UgaXMgcHJvdmlkZWQgZm9yIGluZm9ybWF0aW9uYWwgcHVycG9zZXMgb25seS4KCk5PTi1FWENMVVNJVkUgRElTVFJJQlVUSU9OIExJQ0VOU0UKCkJ5IHNpZ25pbmcgYW5kIHN1Ym1pdHRpbmcgdGhpcyBsaWNlbnNlLCB5b3UgKHRoZSBhdXRob3Iocykgb3IgY29weXJpZ2h0Cm93bmVyKSBncmFudHMgdG8gRFNwYWNlIFVuaXZlcnNpdHkgKERTVSkgdGhlIG5vbi1leGNsdXNpdmUgcmlnaHQgdG8gcmVwcm9kdWNlLAp0cmFuc2xhdGUgKGFzIGRlZmluZWQgYmVsb3cpLCBhbmQvb3IgZGlzdHJpYnV0ZSB5b3VyIHN1Ym1pc3Npb24gKGluY2x1ZGluZwp0aGUgYWJzdHJhY3QpIHdvcmxkd2lkZSBpbiBwcmludCBhbmQgZWxlY3Ryb25pYyBmb3JtYXQgYW5kIGluIGFueSBtZWRpdW0sCmluY2x1ZGluZyBidXQgbm90IGxpbWl0ZWQgdG8gYXVkaW8gb3IgdmlkZW8uCgpZb3UgYWdyZWUgdGhhdCBEU1UgbWF5LCB3aXRob3V0IGNoYW5naW5nIHRoZSBjb250ZW50LCB0cmFuc2xhdGUgdGhlCnN1Ym1pc3Npb24gdG8gYW55IG1lZGl1bSBvciBmb3JtYXQgZm9yIHRoZSBwdXJwb3NlIG9mIHByZXNlcnZhdGlvbi4KCllvdSBhbHNvIGFncmVlIHRoYXQgRFNVIG1heSBrZWVwIG1vcmUgdGhhbiBvbmUgY29weSBvZiB0aGlzIHN1Ym1pc3Npb24gZm9yCnB1cnBvc2VzIG9mIHNlY3VyaXR5LCBiYWNrLXVwIGFuZCBwcmVzZXJ2YXRpb24uCgpZb3UgcmVwcmVzZW50IHRoYXQgdGhlIHN1Ym1pc3Npb24gaXMgeW91ciBvcmlnaW5hbCB3b3JrLCBhbmQgdGhhdCB5b3UgaGF2ZQp0aGUgcmlnaHQgdG8gZ3JhbnQgdGhlIHJpZ2h0cyBjb250YWluZWQgaW4gdGhpcyBsaWNlbnNlLiBZb3UgYWxzbyByZXByZXNlbnQKdGhhdCB5b3VyIHN1Ym1pc3Npb24gZG9lcyBub3QsIHRvIHRoZSBiZXN0IG9mIHlvdXIga25vd2xlZGdlLCBpbmZyaW5nZSB1cG9uCmFueW9uZSdzIGNvcHlyaWdodC4KCklmIHRoZSBzdWJtaXNzaW9uIGNvbnRhaW5zIG1hdGVyaWFsIGZvciB3aGljaCB5b3UgZG8gbm90IGhvbGQgY29weXJpZ2h0LAp5b3UgcmVwcmVzZW50IHRoYXQgeW91IGhhdmUgb2J0YWluZWQgdGhlIHVucmVzdHJpY3RlZCBwZXJtaXNzaW9uIG9mIHRoZQpjb3B5cmlnaHQgb3duZXIgdG8gZ3JhbnQgRFNVIHRoZSByaWdodHMgcmVxdWlyZWQgYnkgdGhpcyBsaWNlbnNlLCBhbmQgdGhhdApzdWNoIHRoaXJkLXBhcnR5IG93bmVkIG1hdGVyaWFsIGlzIGNsZWFybHkgaWRlbnRpZmllZCBhbmQgYWNrbm93bGVkZ2VkCndpdGhpbiB0aGUgdGV4dCBvciBjb250ZW50IG9mIHRoZSBzdWJtaXNzaW9uLgoKSUYgVEhFIFNVQk1JU1NJT04gSVMgQkFTRUQgVVBPTiBXT1JLIFRIQVQgSEFTIEJFRU4gU1BPTlNPUkVEIE9SIFNVUFBPUlRFRApCWSBBTiBBR0VOQ1kgT1IgT1JHQU5JWkFUSU9OIE9USEVSIFRIQU4gRFNVLCBZT1UgUkVQUkVTRU5UIFRIQVQgWU9VIEhBVkUKRlVMRklMTEVEIEFOWSBSSUdIVCBPRiBSRVZJRVcgT1IgT1RIRVIgT0JMSUdBVElPTlMgUkVRVUlSRUQgQlkgU1VDSApDT05UUkFDVCBPUiBBR1JFRU1FTlQuCgpEU1Ugd2lsbCBjbGVhcmx5IGlkZW50aWZ5IHlvdXIgbmFtZShzKSBhcyB0aGUgYXV0aG9yKHMpIG9yIG93bmVyKHMpIG9mIHRoZQpzdWJtaXNzaW9uLCBhbmQgd2lsbCBub3QgbWFrZSBhbnkgYWx0ZXJhdGlvbiwgb3RoZXIgdGhhbiBhcyBhbGxvd2VkIGJ5IHRoaXMKbGljZW5zZSwgdG8geW91ciBzdWJtaXNzaW9uLgo=Repositório InstitucionalPUBhttp://repositorio.uft.edu.br/oai/requestcoordbiblio@uft.edu.br||biblioarraias@uft.edu.br || bibliogpi@uft.edu.br || bibliomira@uft.edu.br || bibliopalmas@uft.edu.br || biblioporto@uft.edu.br || biblioarag@uft.edu.br || dirbib@ufnt.edu.br || bibliocca@uft.edu.br || bibliotoc@uft.edu.bropendoar:2026-01-03T06:05:52Repositório Institucional da UFT - Universidade Federal do Tocantins (UFT)false |
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