Análise do padrão de consumo de macronutrientes, de indivíduos adultos – Zona urbana de Viçosa/MG

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2002
Autor(a) principal: Teodoro, Kelly Cristina Gomes
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Viçosa
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://www.locus.ufv.br/handle/123456789/9183
Resumo: Neste estudo, analisou-se o padrão de consumo de macronutrientes (carboidratos, proteínas e lipídios) por adultos da zona urbana de Viçosa-MG, em três níveis de renda da população. Entrevistou-se um total de 150 pessoas, com idade entre 20 e 59 anos, divididas igualmente em três grupos: renda familiar abaixo de 2 salários mínimos (SM), entre 2 e 7 SM e acima de 7 SM. A cada indivíduo, foi aplicado um questionário sociocultural e três recordatórios de 24 horas (início, meio e outro no final do mês). A análise dos dados foi feita por meio dos programas Epi Info, Diet Pro e Saeg. Os hábitos alimentares foram determinados, após análise da freqüência do consumo de cada alimento, respeitando-se a estratificação por renda e por período pesquisado. A categorização dos alimentos foi feita, com base na Pirâmide Alimentar, elaborada para os Estados Unidos, em 1992, e adaptada à realidade brasileira. A análise da adequação calórica e de macronutrientes foi feita, através da comparação com as recomendações da RDA/1989. Quanto à caracterização das famílias dos entrevistados, em todos os níveis de renda a maioria possuía casa própria quitada, sempre viveu na cidade de Viçosa, ou veio de municípios próximos, era católica e não possuía restrição alimentar baseada em argumentos religiosos. Quanto aos hábitos alimentares, a maioria dos entrevistados realizava três refeições principais durante o dia: café da manhã, almoço e jantar, sendo este último muitas vezes, substituído pelo lanche, principalmente pelos entrevistados de maior renda. O arroz com feijão apareceu como a base da alimentação, nos três níveis de renda. Foi notória a grande variedade de alimentos consumidos pelos entrevistados de maior renda, o que não existiu nas refeições dos entrevistados de menor renda. Os alimentos mais consumidos dos diversos grupos da pirâmide alimentar foram: arroz, feijão, angu, pão francês, biscoito, alface, tomate, laranja, banana, carne bovina, frango e leite. Em relação ao consumo calórico, detectou-se que, em todos os níveis de renda e em ambos os sexos, os valores ficaram abaixo dos recomendados pela RDA/1989. A análise estatística indicou que, nos grupos de maior renda e renda média, não houve diferença estatística entre as quantidades médias de calorias ingeridas. No menor nível de renda, houve influência da renda no consumo calórico, diferindo das demais. A renda influenciou o consumo de carboidratos e lipídeos, somente, no grupo de menor renda. Em relação às proteínas, houve uma diferença no consumo, nos três níveis de renda estudados. Conclui-se, portanto, que a renda é um fator limitante para a qualidade e quantidade da alimentação, uma vez que, para os entrevistados de menor renda, o consumo foi limitado pelos baixos rendimentos.
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Os hábitos alimentares foram determinados, após análise da freqüência do consumo de cada alimento, respeitando-se a estratificação por renda e por período pesquisado. A categorização dos alimentos foi feita, com base na Pirâmide Alimentar, elaborada para os Estados Unidos, em 1992, e adaptada à realidade brasileira. A análise da adequação calórica e de macronutrientes foi feita, através da comparação com as recomendações da RDA/1989. Quanto à caracterização das famílias dos entrevistados, em todos os níveis de renda a maioria possuía casa própria quitada, sempre viveu na cidade de Viçosa, ou veio de municípios próximos, era católica e não possuía restrição alimentar baseada em argumentos religiosos. Quanto aos hábitos alimentares, a maioria dos entrevistados realizava três refeições principais durante o dia: café da manhã, almoço e jantar, sendo este último muitas vezes, substituído pelo lanche, principalmente pelos entrevistados de maior renda. O arroz com feijão apareceu como a base da alimentação, nos três níveis de renda. Foi notória a grande variedade de alimentos consumidos pelos entrevistados de maior renda, o que não existiu nas refeições dos entrevistados de menor renda. Os alimentos mais consumidos dos diversos grupos da pirâmide alimentar foram: arroz, feijão, angu, pão francês, biscoito, alface, tomate, laranja, banana, carne bovina, frango e leite. Em relação ao consumo calórico, detectou-se que, em todos os níveis de renda e em ambos os sexos, os valores ficaram abaixo dos recomendados pela RDA/1989. A análise estatística indicou que, nos grupos de maior renda e renda média, não houve diferença estatística entre as quantidades médias de calorias ingeridas. No menor nível de renda, houve influência da renda no consumo calórico, diferindo das demais. A renda influenciou o consumo de carboidratos e lipídeos, somente, no grupo de menor renda. Em relação às proteínas, houve uma diferença no consumo, nos três níveis de renda estudados. Conclui-se, portanto, que a renda é um fator limitante para a qualidade e quantidade da alimentação, uma vez que, para os entrevistados de menor renda, o consumo foi limitado pelos baixos rendimentos.This study aimed to analyze the pattern of the macronutrient consumption (carbohydrates, proteins and lipids) by adult individuals, considering three income levels of the population, in Viçosa urban area – MG. A total of 150 people aged 20 to 59 years were interviewed. The interviewed people were equally divided into three groups: in the first one, the family income was below 2 MW (minimum wages), the second one, between 2 and 7 MW, and the last one, above 7 MW. A sociocultural questionnaire and three 24-hours reminding (one at the beginning, one at the middle, and one at the end of the month) were applied to each individual. The data were analyzed by the programs Epi Info, Diet Pro, and Saeg. The food habits were determined after analyzing the frequency in consuming each food, while respecting the stratification by either income and researched period. The categorization of the foods was performed on the basis of the food pyramid elaborated in 1992 for the United States, and later adapted to Brazilian reality. The analysis of the caloric adequacy and macronutrients was accomplished by comparison with the RDA/1989 recommendations. Concerning to the characterization of the interviewed peoples’ families, most of them at all income levels owned their house, always lived in Viçosa county or came from neighboring counties, followed the catholic religion and had no alimentary restriction based on religious arguments. Relative to food habits, most of the interviewees accomplished three main meals during the day: breakfast, lunch, and dinner; the latter was frequently replaced by snack, mainly by the higher-income level interviewees. The rice and bean was shown as the nutritious basis at those three income levels. It was well-known The great variety of foods consumed by the highest-income interviewees was evident, which did not exist in the meals of the lowest-income interviewees. In those several food-pyramid groups, the more consumed foods were: rice, bean, ‘angu’, french bread, cookies, lettuce, tomato, orange, banana, bovine meat, chicken and milk. Regarding the caloric consumption, it was found that in all income levels and in both sexes the values were below the RDA/1989 recommendations. The statistical analysis pointed out that no differences occurred among the average amounts of ingested calories in the higher-income and the average-income groups. The influence of the income on the caloric consumption occurred in the lowest income level, which differed from the other ones. Only the lowest-income group showed the influence of the income upon the consumption of carbohydrates and lipids. However, a difference in protein consumption was shown by all the three income levels.Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível SuperiorUniversidade Federal de ViçosaTinoco, Adelson Luiz Araújohttp://lattes.cnpq.br/4137318351286945Pereira, Conceição Angelina dos S.Silva, Neuza Maria daTeodoro, Kelly Cristina Gomes2016-12-09T12:01:17Z2016-12-09T12:01:17Z2002-11-18info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfTEODORO, Kelly Cristina Gomes. Análise do padrão de consumo de macronutrientes, de indivíduos adultos – Zona urbana de Viçosa/MG. 2002. 73 f. Dissertação (Mestrado em Economia Doméstica) - Universidade Federal de Viçosa, Viçosa. 2002.http://www.locus.ufv.br/handle/123456789/9183porinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:LOCUS Repositório Institucional da UFVinstname:Universidade Federal de Viçosa (UFV)instacron:UFV2024-07-12T08:43:06Zoai:locus.ufv.br:123456789/9183Repositório InstitucionalPUBhttps://www.locus.ufv.br/oai/requestfabiojreis@ufv.bropendoar:21452024-07-12T08:43:06LOCUS Repositório Institucional da UFV - Universidade Federal de Viçosa (UFV)false
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