Diversidade molecular em espécies de trairões de complexo Hoplias lacerdae (Teleostei: Erythrinidae)

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2010
Autor(a) principal: Almeida, Frederico Belei de
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Viçosa
BR
Biologia e Manejo animal
Mestrado em Biologia Animal
UFV
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://locus.ufv.br/handle/123456789/2240
Resumo: O trairão é um caraciforme do complexo Hoplias lacerdae e é conhecido pelo seu potencial para piscicultura. Por esse motivo, esta espécie foi introduzida em diversas bacias hidrográficas no Brasil por órgãos governamentais e por particulares. Considerando que a introdução de espécies exóticas é reconhecida como a segunda maior causa de extinção de espécies do mundo e que a introdução de espécies de piscicultura pode ser uma ameaça às populações naturais à introgressão e hibridação do genoma selvagem, buscou-se estudar a diversidade molecular de populações do grupo Hoplias lacerdae no sudeste e no sul do Brasil. Setenta espécimes coletados em 16 localidades provenientes de 8 bacias tiveram seu gene adenosina trifosfato (ATPase 6) do DNA mitocondrial sequenciado. O fragmento obtido foi de 688 bases e apresentou 118 sítios filogeneticamente informativos para a análise de máxima parcimônia. Utilizando o Modeltest, o modelo de evolução molecular que mais se ajustou aos dados foi GTR+I+G. Todas as análises realizadas resultaram na mesma topologia, com a identificação de 2 haplogrupos (haplogrupos I e II), com forte apoio estatístico. O haplogrupo I foi formado por dois subgrupos, o haplogrupo IA (amostras do Atlântico Leste, São Francisco e Paraná Superior) e o haplogrupo IB (2 amostras do Paraná Superior). O haplogrupo IA incluiu as espécies H. intermedius e H. brasiliensis, enquanto o haplogrupo IB foi composto apenas por espécimes de H. intermedius, sugerindo uma relação de parafilia entre as duas espécies. O haplogrupo II apresentou as espécies Hoplias australis (haplogrupo IIA) e Hoplias lacerdae (haplogrupo IIB). O haplogrupo IIA incluiu espécimes restritos à bacia do alto Uruguai. O haplogrupo IIB apresentou maior distribuição, incluindo indivíduos da bacia do Alto Uruguai, do Paraná Superior (Mogi-Guaçú) e do rio Santo Antônio (rio Doce). O haplogrupo I apresentou variação interna aproximadamente 4 vezes menor que a variação interna do haplogrupo II. Este baixo grau de variação genética pode ser reflexo da introdução do trairão realizada desde a década de 80 no Estado de Minas Gerais. Com base nos dados, conclui-se que o status taxonômico de H. brasiliensis e H. intermedius deve ser reavaliado, além de salientar a necessidade de um estudo mais detalhado da composição genética dos estoques de piscicultura, os quais podem incluir material genético de H. lacerdae.
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Considerando que a introdução de espécies exóticas é reconhecida como a segunda maior causa de extinção de espécies do mundo e que a introdução de espécies de piscicultura pode ser uma ameaça às populações naturais à introgressão e hibridação do genoma selvagem, buscou-se estudar a diversidade molecular de populações do grupo Hoplias lacerdae no sudeste e no sul do Brasil. Setenta espécimes coletados em 16 localidades provenientes de 8 bacias tiveram seu gene adenosina trifosfato (ATPase 6) do DNA mitocondrial sequenciado. O fragmento obtido foi de 688 bases e apresentou 118 sítios filogeneticamente informativos para a análise de máxima parcimônia. Utilizando o Modeltest, o modelo de evolução molecular que mais se ajustou aos dados foi GTR+I+G. Todas as análises realizadas resultaram na mesma topologia, com a identificação de 2 haplogrupos (haplogrupos I e II), com forte apoio estatístico. O haplogrupo I foi formado por dois subgrupos, o haplogrupo IA (amostras do Atlântico Leste, São Francisco e Paraná Superior) e o haplogrupo IB (2 amostras do Paraná Superior). O haplogrupo IA incluiu as espécies H. intermedius e H. brasiliensis, enquanto o haplogrupo IB foi composto apenas por espécimes de H. intermedius, sugerindo uma relação de parafilia entre as duas espécies. O haplogrupo II apresentou as espécies Hoplias australis (haplogrupo IIA) e Hoplias lacerdae (haplogrupo IIB). O haplogrupo IIA incluiu espécimes restritos à bacia do alto Uruguai. O haplogrupo IIB apresentou maior distribuição, incluindo indivíduos da bacia do Alto Uruguai, do Paraná Superior (Mogi-Guaçú) e do rio Santo Antônio (rio Doce). O haplogrupo I apresentou variação interna aproximadamente 4 vezes menor que a variação interna do haplogrupo II. Este baixo grau de variação genética pode ser reflexo da introdução do trairão realizada desde a década de 80 no Estado de Minas Gerais. Com base nos dados, conclui-se que o status taxonômico de H. brasiliensis e H. intermedius deve ser reavaliado, além de salientar a necessidade de um estudo mais detalhado da composição genética dos estoques de piscicultura, os quais podem incluir material genético de H. lacerdae.The giant trahira of the Hoplias lacerdae group has been used in aquaculture for some decades in some regions of Brazil, where it has been spread as part of government policies. Because these activities may represent inadvertent introduction of exotic species, introgression and hybrid formation with natural populations, we carried out a molecular analysis using a fragment of ATP synthase (ATPase 6) on 70 specimens collected in 8 basins in southern and southeastern Brazil. The obtained fragment was 688 base-long and had 118 phylogenetically informative sites for maximum parsimony analysis. Best fit with molecular evolution models was GTR+I+G. Bayesian, maximum parsimony and maximum likelihood analyses yielded the same topology, indicating the existence of 2 well-supported haplogroups (haplogroups I e II). Haplogroup I included two subgroups, haplogroup IA with samples from eastern coastal, São Francisco and Upper Paraná basins and haplogroup IB with samples from Upper Paraná. Haplogroup IA also included the species Hoplias intermedius and Hoplias brasiliensis, while haplogroup IB was represented by specimens of H. intermedius, suggesting a paraphyletic relationship between these two species. Haplogroup II included Hoplias australis (haplogroup IIA) restricted to the upper Uruguay Basin and Hoplias lacerdae (haplogroup IIB) from the Doce, upper Paraná and upper Uruguay basins. Haplogroup I had 4 times less internal variation than haplogroup II. Low levels of genetic variation in the first haplogroup may reflect intense fish stocking in Minas Gerais state since the 80’s. The data underscores the need of a revision of the taxonomic status of H. brasiliensis and H. intermedius and a more thorough analysis of the genetic makeup of aquaculture stocks, which may include H. lacerdae genetic material.Universidade Federal de ViçosaBRBiologia e Manejo animalMestrado em Biologia AnimalUFVhttp://lattes.cnpq.br/0556221800555154Pazza, Rubenshttp://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4763180T0Yotoko, Karla Suemy Clementehttp://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4763141P7Santos, Jorge Abdala Dergam doshttp://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4780131D9Kavalco, Karine Frehnerhttp://lattes.cnpq.br/1620231977174004Matta, Sérgio Luis Pinto dahttp://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4798314Z0Feio, Renato Neveshttp://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4785728J7Almeida, Frederico Belei de2015-03-26T13:02:57Z2011-07-282015-03-26T13:02:57Z2010-06-11info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfapplication/pdfALMEIDA, Frederico Belei de. Molecular diversity in the giant trahira of the Hoplias lacerdae complex (Teleostei: Erythrinidae). 2010. 55 f. Dissertação (Mestrado em Biologia e Manejo animal) - Universidade Federal de Viçosa, Viçosa, 2010.http://locus.ufv.br/handle/123456789/2240porinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:LOCUS Repositório Institucional da UFVinstname:Universidade Federal de Viçosa (UFV)instacron:UFV2016-04-09T02:02:29Zoai:locus.ufv.br:123456789/2240Repositório InstitucionalPUBhttps://www.locus.ufv.br/oai/requestfabiojreis@ufv.bropendoar:21452016-04-09T02:02:29LOCUS Repositório Institucional da UFV - Universidade Federal de Viçosa (UFV)false
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