Como as infâncias pensam, representam e territorializam a escola : reflexões a partir das narrativas de crianças de uma escola do campo de Brazlândia/DF

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2024
Autor(a) principal: Almeida, Cássia Elen Nunes de
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://repositorio.unb.br/handle/10482/52043
Resumo: Esta pesquisa tem por objetivo compreender como as crianças que frequentam a Escola Classe do Campo, localizada em Brazlândia, no Distrito Federal (DF), expressam seus pensamentos e percepções sobre a instituição escolar. Com a intenção de alcançar o que propõe o objetivo geral, este trabalho tem três objetivos específicos: 1) investigar as relações que as crianças possuem com o espaço escolar e compreender como essas crianças se sentem acolhidas e representadas na escola; 2) analisar como essas relações influenciam a concepção das crianças sobre o espaço escolar; 3) divulgar amplamente, por meio da escrita de cartas, os saberes da criança camponesa sobre a instituição escolar utilizando a abordagem da Sociopoética. Fundamentada na abordagem decolonial, a metodologia utilizada é a Sociopoética de Jacques Gauthier (2012), que se constitui como um método de pesquisa cooperativa e coletiva. A pesquisa contou com a participação de 24 crianças camponesas, todas estudantes do 4º ano do Ensino Fundamental de uma Escola Classe localizada na área rural de Brazlândia/DF. A pesquisa buscou descolonizar saberes e ampliar as vozes infantis, frequentemente silenciadas. Também contribui para valorizar e conferir visibilidade ao protagonismo das crianças no ambiente escolar, enquanto sujeitos ativos que constroem suas próprias percepções e leituras de mundo (Lopes, 2006; Noguera, 2019). A partir desse protagonismo epistêmico, as crianças oferecem valiosas perspectivas para o desenvolvimento de análises sobre a escola como uma territorialidade central das infâncias, onde se processam parte importante das suas experiências e vivências educativas. Em seus relatos, demonstraram consciência das desigualdades sociais e da necessidade de lutar por seus direitos, o que dialoga com a proposta de Freire (1970) de uma educação libertadora e conscientizadora. Conclui-se que a escola, para as crianças camponesas, assume um papel crucial na construção da identidade e no desenvolvimento de uma consciência crítica em relação à sua realidade, reforçando a necessidade de uma educação contextualizada que valorize seus saberes e as empodere para transformar suas vidas.
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Fundamentada na abordagem decolonial, a metodologia utilizada é a Sociopoética de Jacques Gauthier (2012), que se constitui como um método de pesquisa cooperativa e coletiva. A pesquisa contou com a participação de 24 crianças camponesas, todas estudantes do 4º ano do Ensino Fundamental de uma Escola Classe localizada na área rural de Brazlândia/DF. A pesquisa buscou descolonizar saberes e ampliar as vozes infantis, frequentemente silenciadas. Também contribui para valorizar e conferir visibilidade ao protagonismo das crianças no ambiente escolar, enquanto sujeitos ativos que constroem suas próprias percepções e leituras de mundo (Lopes, 2006; Noguera, 2019). A partir desse protagonismo epistêmico, as crianças oferecem valiosas perspectivas para o desenvolvimento de análises sobre a escola como uma territorialidade central das infâncias, onde se processam parte importante das suas experiências e vivências educativas. Em seus relatos, demonstraram consciência das desigualdades sociais e da necessidade de lutar por seus direitos, o que dialoga com a proposta de Freire (1970) de uma educação libertadora e conscientizadora. Conclui-se que a escola, para as crianças camponesas, assume um papel crucial na construção da identidade e no desenvolvimento de uma consciência crítica em relação à sua realidade, reforçando a necessidade de uma educação contextualizada que valorize seus saberes e as empodere para transformar suas vidas.Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)This research aims to understand how children attending the Rural Class School, located in Brazlândia, Distrito Federal (DF), express their thoughts and perceptions about the school institution. In order to achieve the general objective, this work has three specific objectives: 1) To investigate the relationships that children have with the school space and to understand how they feel welcomed and represented at school. 2) To analyze how these relationships influence children's conception of the school space. 3) To widely disseminate, through the writing of letters, the knowledge of the rural child about the school institution using the Sociopoetic approach. Based on the decolonial approach, the methodology used is the Sociopoetics of Jacques Gauthier (2012), constituting a cooperative and collective research method. The research involved 24 rural children, all 4th-grade students of a Rural Class School located in the rural area of Brazlândia/DF. The research sought to decolonize knowledge and amplify children's voices, often silenced. It also contributes to valuing and giving visibility to children's protagonism in the school environment, as active subjects who construct their own perceptions and readings of the world (Lopes, 2006, Noguera, 2019). From this epistemic protagonism, children offer valuable perspectives for the development of analyzes on the school as a central territory of childhood, where a significant part of their educational experiences and experiences are processed. In their accounts, they demonstrated awareness of social inequalities and the need to fight for their rights, which dialogues with Freire's (1970) proposal for a liberating and conscientizing education. It is concluded that the school, for rural children, plays a crucial role in the construction of identity and in the development of a critical consciousness in relation to their reality, reinforcing the need for a contextualized education that values their knowledge and empowers them to transform their lives.Esta investigación tiene como objetivo comprender cómo los niños que asisten a la Escuela Clase del Campo, ubicada en Brazlândia, Distrito Federal (DF), expresan sus pensamientos y percepciones sobre la institución escolar. Con el fin de alcanzar el objetivo general, este trabajo tiene tres objetivos específicos: 1) Investigar las relaciones que los niños tienen con el espacio escolar y comprender cómo se sienten acogidos y representados en la escuela. 2) Analizar cómo estas relaciones influyen en la concepción de los niños sobre el espacio escolar. 3) Divulgar ampliamente, a través de la escritura de cartas, los saberes del niño campesino sobre la institución escolar utilizando el enfoque de la Sociopoética. Fundamentada en el enfoque decolonial, la metodología utilizada es la Sociopoética de Jacques Gauthier (2012), constituyéndose como un método de investigación cooperativa y colectiva. La investigación contó con la participación de 24 niños campesinos, todos estudiantes del 4º año de la Educación Básica de una Escuela Clase ubicada en el área rural de Brazlândia/DF. La investigación buscó descolonizar saberes y ampliar las voces infantiles, frecuentemente silenciadas. Asimismo, contribuye a valorar y conferir visibilidad al protagonismo de los niños en el ambiente escolar, como sujetos activos que construyen sus propias percepciones y lecturas del mundo (Lopes, 2006, Noguera, 2019). A partir de este protagonismo epistémico, los niños ofrecen valiosas perspectivas para el desarrollo de análisis sobre la escuela como un territorio central de las infancias, donde se procesan parte importante de sus experiencias y vivencias educativas. En sus relatos, demostraron conciencia de las desigualdades sociales y de la necesidad de luchar por sus derechos, lo que dialoga con la propuesta de Freire (1970) de una educación liberadora y concientizadora. Se concluye que la escuela, para los niños campesinos, asume un papel crucial en la construcción de la identidad y en el desarrollo de una conciencia crítica en relación a su realidad, reforzando la necesidad de una educación contextualizada que valore sus saberes y los empodere para transformar sus vidas.Faculdade de Educação (FE)Programa de Pós-Graduação em EducaçãoSilva, Ana Tereza Reis daAlmeida, Cássia Elen Nunes de2025-04-10T18:34:12Z2025-04-10T18:34:12Z2025-04-102024-12-16info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfALMEIDA, Cássia Elen Nunes de. Como as infâncias pensam, representam e territorializam a escola: reflexões a partir das narrativas de crianças de uma escola do campo de Brazlândia/DF. 2024. 122 f., il. Dissertação (Mestrado em Educação) — Universidade de Brasília, Brasília, 2024.http://repositorio.unb.br/handle/10482/52043porA concessão da licença deste item refere-se ao termo de autorização impresso assinado pelo autor com as seguintes condições: Na qualidade de titular dos direitos de autor da publicação, autorizo a Universidade de Brasília e o IBICT a disponibilizar por meio dos sites www.unb.br, www.ibict.br, www.ndltd.org sem ressarcimento dos direitos autorais, de acordo com a Lei nº 9610/98, o texto integral da obra supracitada, conforme permissões assinaladas, para fins de leitura, impressão e/ou download, a título de divulgação da produção científica brasileira, a partir desta data.info:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Repositório Institucional da UnBinstname:Universidade de Brasília (UnB)instacron:UNB2025-04-10T18:34:12Zoai:repositorio.unb.br:10482/52043Repositório InstitucionalPUBhttps://repositorio.unb.br/oai/requestrepositorio@unb.bropendoar:2025-04-10T18:34:12Repositório Institucional da UnB - Universidade de Brasília (UnB)false
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