Grupo como dispositivo socioeducativo-dialógico : reflexões sobre uma intervenção com adolescentes em meio aberto

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2017
Autor(a) principal: Rodrigues, Dayane Silva
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://repositorio.unb.br/handle/10482/23988
http://dx.doi.org/10.26512/2017.03.T.23988
Resumo: Tese (doutorado)—Universidade de Brasília, Instituto de Psicologia, Programa de Pós-graduação em Processos de Desenvolvimento Humano e Saúde, 2017.
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spelling Grupo como dispositivo socioeducativo-dialógico : reflexões sobre uma intervenção com adolescentes em meio abertoDesenvolvimento humanoMedidas socioeducativas de internaçãoAdolescentes - atos ilícitosSocioeducaçãoAdolescentes - infraçãoTese (doutorado)—Universidade de Brasília, Instituto de Psicologia, Programa de Pós-graduação em Processos de Desenvolvimento Humano e Saúde, 2017.No Brasil, pessoas entre 12 e 17 anos que cometem infrações penais são julgadas conforme o marco regulatório da Justiça Juvenil, que prevê a aplicação de medidas socioeducativas. O presente estudo problematiza especificidades, princípios e estratégias para a utilização de metodologias grupais como dispositivos de atuação no atendimento a adolescentes que cumprem medidas socioeducativas em meio aberto. Os dados desta tese foram produzidos por meio de uma pesquisa-intervenção, que operacionalizou 16 encontros grupais, ao longo de 3 meses, com 11 adolescentes de 15 a 17 anos, sentenciados ao cumprimento da medida de Prestação de Serviço à Comunidade (PSC), vinculados a uma unidade de atendimento em meio aberto do Distrito Federal. Como instrumentos de registro dos encontros, foram utilizados o diário de campo e um gravador de áudio. A investigação parte do prisma de abordagens histórico-culturais de compreensão do desenvolvimento humano (L. S. Vigotski) e da perspectiva do dialogismo (M. Bakthin) no entendimento do jogo de elementos que compõem os processos discursivos e avança para problematização do grupo como dispositivo (R. B. Barros). Referenciada por tais vieses, a discussão de dados empreendeu uma análise episódica do processo grupal, por intermédio de um olhar atento às interações e trocas relacionadas a processos de produção de significações e negociação de posicionamentos no desenrolar dos encontros do grupo de adolescentes. O estudo sistematizou os resultados em quatros blocos temáticos, intitulados “Eu, o grupo, o território e outros estranhos”; “Eu, agent e de transformação da minha vida e ator social”; “Eu, prestador de serviço à comunidade” e, por último, “Eu e o processo grupal”. Em tais seções, foram trabalhados aspectos relativos aos fluxos do movimento grupal, permeado por devires, ressignificações, p rodução de um plano comum e heterogêneo, problematizações acerca do relacionamento dos participantes com seu território, diálogos sobre a construção de projetos de vida pessoais e de metas coletivas, reflexões acerca do campo de possibilidades de atuação de cada jovem, articulações entre trabalho e juventude, debates acerca da realização de uma atividade colaborativa comunitária e os impactos e efeitos da PSC para os adolescente e para o território. Por fim, sob a voz dos participantes e como uma avaliação da pesquisa-intervenção, o estudo discute as estratégias de viabilização do trabalho de grupos nas medidas socioeducativas em meio aberto e propõe que o grupo seja concebido como dispositivo socioeducativo, com vistas a ampliar as ferramentas de atendimento em socioeducação e contribuir para o aprofundamento da base teórico-metodológica das práticas socioeducativas.In Brazil, adolescents cannot be incarcerated for crimes or felony charges. These people, aged 12 to 17, are given alternative sentences which include community service. This study approaches the specificities, principles and strategies for the use of methodologies applied to youth groups as an instrument for providing care to adolescents in halfway houses. Data were gathered throughout 3 months of research-intervention, in which 16 group meetings were held with 11 adolescents aged 15 to 17 who were sentenced to community service and linked to a young offenders’ institution in Brasília, Federal District, Brazil. The meetings were rec orded using an audio recorder, and field notes were also taken. In light of a socio-historical-cultural approach to human development and dialogism, the data were discussed based on an analysis of episodes from the group meetings, mainly focused on the interactions and exchanges related to the process of meaning-making. The results of the study were systematized into four thematic blocks: i) I, the group, the territory and other strangers; ii) I, transformative agent of my life and social actor; iii) I, community service provider; to the community and, finally, iv) I and the group process. In these sections, aspects related to the flows of the group movement were discussed, permeated by a constant becoming, an ever changing production of meaning, the construction of a common and heterogeneous plan, the questioning of problems linked to the participants' relationship with their territory, dialogues about the construction of personal life projects and collective goals, reflections on the scope of possibilities for each teenager, articulations between work and youth, debates about the accomplishment of a community collaborative activity and the impacts and effects of a community service on adolescents and the territory. Finally, taking into account the participants’ voices and as a final evaluation of the whole intervention research, this work discussed the possible implementation of group work in young offenders’ institutions and proposes the concept of group as a socio -educational device expanding the tools to assist juvenile offenders, deepening the theoretical-methodological support to socio-educational practices.Oliveira, Maria Cláudia Santos Lopes deRodrigues, Dayane Silva2017-08-01T18:07:15Z2017-08-01T18:07:15Z2017-08-012017-03-27info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfRODRIGUES, Dayane Silva. Grupo como dispositivo socioeducativo-dialógico: reflexões sobre uma intervenção com adolescentes em meio aberto. 2017. xiv, 232 f., il. Tese (Doutorado em Processos de Desenvolvimento Humano e Saúde)—Universidade de Brasília, Brasília, 2017.http://repositorio.unb.br/handle/10482/23988http://dx.doi.org/10.26512/2017.03.T.23988A concessão da licença deste item refere-se ao termo de autorização impresso assinado pelo autor com as seguintes condições: Na qualidade de titular dos direitos de autor da publicação, autorizo a Universidade de Brasília e o IBICT a disponibilizar por meio dos sites www.bce.unb.br, www.ibict.br, http://hercules.vtls.com/cgi-bin/ndltd/chameleon?lng=pt&skin=ndltd sem ressarcimento dos direitos autorais, de acordo com a Lei nº 9610/98, o texto integral da obra disponibilizada, conforme permissões assinaladas, para fins de leitura, impressão e/ou download, a título de divulgação da produção científica brasileira, a partir desta data.info:eu-repo/semantics/openAccessporreponame:Repositório Institucional da UnBinstname:Universidade de Brasília (UnB)instacron:UNB2023-07-11T00:16:39Zoai:repositorio.unb.br:10482/23988Repositório InstitucionalPUBhttps://repositorio.unb.br/oai/requestrepositorio@unb.bropendoar:2023-07-11T00:16:39Repositório Institucional da UnB - Universidade de Brasília (UnB)false
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