Avaliação da produção de odor na estação de tratamento de esgoto Paranoá e seus problemas associados

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2007
Autor(a) principal: Silva, Alcione Batista da
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://repositorio.unb.br/handle/10482/2290
Resumo: Dissertação (mestrado) — Universidade de Brasília, Faculdade de Tecnologia, Departamento de Engenharia Civil e Ambiental, Programa de Pós-Graduação em Tecnologia Ambiental e Recursos Hídricos, 2007.
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spelling Avaliação da produção de odor na estação de tratamento de esgoto Paranoá e seus problemas associadosEsgotosSulfeto de hidrogênioLago Paranoá (DF) - aspectos ambientaisDissertação (mestrado) — Universidade de Brasília, Faculdade de Tecnologia, Departamento de Engenharia Civil e Ambiental, Programa de Pós-Graduação em Tecnologia Ambiental e Recursos Hídricos, 2007.No Distrito Federal vêm ocorrendo problemas de emanações de odores provenientes de estações de tratamento de esgotos (ETE). Por essa razão, este trabalho tem por objetivo avaliar a produção de odor na ETE Paranoá (composta de reatores anaeróbios e lagoas de estabilizações), Distrito Federal, e os seus problemas associados, analisando o sulfeto de hidrogênio (H2S) como indicador do mau cheiro. Para isso, utilizou-se um procedimento composto pelas seguintes ações: (1) determinações analíticas na fase líquida (pH, temperatura, condutividade elétrica, sulfeto total, sulfeto de hidrogênio, sulfato, enxofre elementar, oxigênio dissolvido, DQO e DBO); (2) determinação na fase gasosa do H2S através de um sensor específico; (3) determinação da carga de emissão de H2S utilizando como ferramenta um modelo matemático de emissão de odor; e (4) aplicação de questionários na área circunvizinha à ETE Paranoá. A concentração de H2S variou com relação aos horários de coleta, apresentando os valores máximos de 9,30, 14,87 e 5,81 mg/L (manhã, tarde e noite) no efluente do reator anaeróbio. Essa variabilidade na concentração de H2S é creditada, principalmente, às variáveis externas (temperatura, pH, teor de enxofre, potencial redox, etc.) e ao próprio processo de tratamento. No que diz respeito à concentração de H2S emitido para a atmosfera, próxima ao local da saída do efluente do reator anaeróbio, ficou sempre acima do limiar de odor de 0,0005 mg/L. As cargas emitidas de H2S para a atmosfera no tratamento preliminar, no reator anaeróbio, e na lagoa foram de 0,03 g/s; 0,30 g/s e 0,45 g/s (observadas) e de 0,05 g/s, 0,04 g/s e 0,38 g/s (preditas pelo modelo de emissão), respectivamente. Os parâmetros sulfato e DQO revelaram-se bons indicadores da redução do sulfato a sulfeto. Verificou-se a formação de sulfeto via redução dissimilatória de sulfato nas lagoas durante a noite, pois, na maioria do tempo, obteve-se baixa concentração de oxigênio dissolvido nessas lagoas (0,1 a 1,0 mg/L). Observou-se que ocorreu percepção de odor pelos habitantes circunvizinhos à ETE, com decorrente insatisfação, uma vez que 78% das pessoas entrevistadas sentem o mau cheiro proveniente da ETE e 60% disseram que a intensidade do odor é muito forte. Concluiu-se que houve formação de H2S no reator anaeróbio e redução de H2S no tratamento preliminar e na lagoa.The Federal District of Brazil has been suffering problems of emanations of odors proceeding from sewage treatment plants (STP). For this reason, this work has the objective of evaluating the production of odor in the Paranoá sewage treatment plant (Paranoá STP), in Federal District, and its associated problems, employing hydrogen sulfide (H2S) as an indicator of mal odor. In order to doing this, we used a procedure composed of the following actions: (1) analytical determinations in the liquid phase (pH, temperature, electric conductivity, total sulfide, hydrogen of sulfide, sulfate, elementary sulphur, DO, COD and BOD); (2) determination of the H2S concentrations in the gaseous phase through a specific sensor; (3) determination of the H2S emission rates using a mathematical model for odor emission and (4) application of questionnaires in the surrounding area of the Paranoá STP. The H2S concentration presented variability with regard to the collection schedules, presenting maximum values of 9,30, 14,87 and 5.81 mg/L (morning, late and night) in the anaerobic reactor effluent. This variability in the H2S concentration is credited, mainly, to the external variable (temperature, pH, sulphur concentration, potential redox, etc.) and to the proper process of treatment. The concentration of H2S emitted for the atmosphere next to the place of the exit of the anaerobic reactor effluent was always above of the threshold of odor of 0,0005 mg/L. The emitted loads of H2S for the atmosphere in the preliminary treatment, in the anaerobic reactor, and in the lagoon had been of 0,03 g/s; 0,30 g/s and 0,45 g/s (observed) and of 0,05 g/s, 0,04 g/s and 0,38 g/s (predicted by the emission model), respectively. Sulphate and DQO had shown to be good pointers of the reduction of sulphate to sulfide. Sulfide formation by dissimilatory sulphate reduction was verified in the lagoons during the night, since concentrations of oxygen dissolved in these lagoons were low along the majority of the time, (0.1 to 1,0 mg/L). It was observed that perception of odor for the surrounding inhabitants to the STP occurred, with consequent non-satisfaction, since 78% of the interviewed people felt the bad smell proceeding from the STP and 60% had said that the odor intensity was very strong. It was possible to conclude that H2S was formed in the anaerobic reactor and that H2S reduction occurred in the preliminary treatment and in the lagoon.Faculdade de Tecnologia (FT)Departamento de Engenharia Civil e Ambiental (FT ENC)Programa de Pós-Graduação em Tecnologia Ambiental e Recursos HídricosSouza, Marco Antonio Almeida deAmorim, Ariuska Karla BarbosaSilva, Alcione Batista da2009-11-24T20:21:01Z2009-11-24T20:21:01Z2009-11-242007info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfSILVA, Alcione Batista da. Avaliação da produção de odor na estação de tratamento de esgoto Paranoá e seus problemas associados. 2007. 111 f. Dissertação (Mestrado em Tecnologia Ambiental e Recursos Hídricos) — Universidade de Brasília, Brasília, 2007.http://repositorio.unb.br/handle/10482/2290A concessão da licença deste item refere-se ao termo de autorização impresso assinado pelo autor com as seguintes condições:Na qualidade de titular dos direitos de autor da publicação, autorizo a Universidade de Brasília e o IBICT a disponibilizar por meio dos sites www.bce.unb.br, www.ibict.br, http://hercules.vtls.com/cgi-bin/ndltd/chameleon?lng=pt&skin=ndltd sem ressarcimento dos direitos autorais, de acordo com a Lei nº 9610/98, o texto integral da obra disponibilizada, conforme permissões assinaladas, para fins de leitura, impressão e/ou download, a título de divulgação da produção científica brasileira, a partir desta data.info:eu-repo/semantics/openAccessporreponame:Repositório Institucional da UnBinstname:Universidade de Brasília (UnB)instacron:UNB2025-05-14T15:07:39Zoai:repositorio.unb.br:10482/2290Repositório InstitucionalPUBhttps://repositorio.unb.br/oai/requestrepositorio@unb.bropendoar:2025-05-14T15:07:39Repositório Institucional da UnB - Universidade de Brasília (UnB)false
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