Arte, mercadoria e romance : o autoquestionamento literário em três autores da moderna ficção brasileira (Lima Barreto, Cyro dos Anjos e Rubem Fonseca)

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2019
Autor(a) principal: Silva, Letícia Braz da
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://repositorio.unb.br/handle/10482/37844
Resumo: Tese (doutorado)—Universidade de Brasília, Instituto de Letras, Departamento de Teoria Literária e Literaturas, 2019.
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spelling Arte, mercadoria e romance : o autoquestionamento literário em três autores da moderna ficção brasileira (Lima Barreto, Cyro dos Anjos e Rubem Fonseca)Romance modernoLiteratura brasileira - crítica, interpretação, etcBarreto, Lima, 1881-1922 - crítica e interpretaçãoAnjos, Ciro dos, 1906-1994 - crítica e interpretaçãoFonseca, Rubem, 1925-2020 - crítica e interpretaçãoTese (doutorado)—Universidade de Brasília, Instituto de Letras, Departamento de Teoria Literária e Literaturas, 2019.O sistema capitalista de produção foi, paulatinamente, ganhando força no século XX, atingindo todos os setores sociais. Os mecanismos desse sistema acentuaram, além de transformações oriundas da dinamicidade do moderno, a disparidade de classe e de raça, e propagaram a falsa ideia de liberdade do indivíduo. No contexto brasileiro, os intérpretes da sociedade (críticos e artistas) discutiram (e ainda discutem) sobre a contraditória feição social intensificada, principalmente, em momentos de transição da história nacional, a exemplo: a mudança da Monarquia à República, os percalços da modernização conservadora brasileira (ultrapassagem do arcaico e advento do moderno) e a passagem da Ditadura à democracia. Em relação ao imaginário cultural, a atmosfera desses períodos, respectivamente, da Belle époque, da Revolução de 30 e do pós-1964, aliada à mercantilização da arte, demandou dos artistas, em especial, dos romancistas, experimentalismos estéticos, a fim de manter a arte verdadeiramente autêntica em detrimento da estética da mercadoria, criada para atender à produção em massa de uma arte convertida em produto rentável, em razão das regras de mercado. Nesse sentido, com a modernidade literária, que trouxe técnicas próprias, na relação forma e conteúdo, quanto ao trabalho da linguagem, focou-se na reflexão do fazer artístico, por meio de produções que se autoquestionam. Apoiados na tríade autor – editor – leitor, Lima Barreto, Cyro dos Anjos e Rubem Fonseca figuraram a transformação gradativa do romance em produto da indústria cultural, empregando o foco narrativo em 1ª. pessoa (personagem escritor) para discutir a função social do autor e da literatura. Desse modo, alicerçada nos pressupostos teóricos de Antonio Candido, György Lukács, Hanz Heinz Holz, Roberto Schwarz e predecessores, a presente Tese explorará as contradições do fazer literário moderno tensionadas pelas específicas condições históricas brasileiras (hipótese do autoquestionamento literário nos romances selecionados dos autores do corpus), por meio da ambivalência dos narradores Isaías Caminha, Belmiro Borba e Gustavo Flávio, respectivamente, dos romances Recordações do escrivão Isaías Caminha (1909), de Lima Barreto, O amanuense Belmiro (1937), de Cyro dos Anjos, e Bufo & Spallanzani (1985), de Rubem Fonseca.Le système de production capitaliste s'est progressivement renforcé au XXe siècle et a touché tous les secteurs sociaux. Les mécanismes de ce système se sont accentués, en plus des transformations découlant de la dynamique du « moderne », de la disparité de classe et de race, et ont propagé la fausse idée de la liberté de l'individu. Dans le contexte brésilien, les interprètes de la société (critiques et artistes) ont discuté (et discutent encore) du caractère social contradictoire, en particulier en période de transition de l'histoire nationale, par exemple: le passage de la monarchie à la république, les contretemps de la modernisation société conservatrice (surmonter l'archaïque et l'avènement du moderne) et le passage de la dictature à la démocratie. En ce qui concerne l’imaginaire culturel, l’atmosphère de ces périodes, respectivement de la Belle époque, de la Révolution des 30 et de l’après 1964, alliée à la marchandisation de l’art, exigeait des artistes, en particulier des romanciers, des expérimentalismes esthétiques, afin de maintenir art véritablement authentique au détriment de l’esthétique de la marchandise, créé pour la production en série d’un art transformé en un produit rentable par les règles du marché. En ce sens, avec la « modernité » littéraire, qui a apporté ses propres techniques, dans la relation forme-contenu, en ce qui concerne le travail du langage, il s’est concentré sur le reflet de la création artistique, à travers des productions auto-interrogatrices. Lima Barreto, Cyro dos Anjos et Rubem Fonseca, soutenus par la triade auteure, éditrice et lectrice, ont figuré dans la transformation progressive du roman en un produit de « l’industrie culturelle », mettant au premier plan la 1re personne (personnage écrivain) pour discuter de la fonction sociale de l'auteur et de la littérature. Ainsi, basé sur les hypothèses théoriques d'Antonio Candido, de György Lukács, de Hanz Heinz Holz, de Roberto Schwarz et de ses prédécesseurs, la présente thèse explorera les contradictions de la pratique littéraire moderne tendue par les conditions historiques brésiliennes spécifiques (hypothèse de l'auto-questionnement littéraire dans les romans sélectionnés des auteurs corpus), par l’ambivalence des narrateurs Isaías Caminha, Belmiro Borba et Gustavo Flávio, respectivement, des romans « Recordações do escrivão Isaías Caminha » (1909), de Lima Barreto, « O amanuense Belmiro » (1937), de Cyro dos Anjos, et « Bufo Spallanzani » (1985), de Rubem Fonseca.Bergamo, Edvaldo AparecidoSilva, Letícia Braz da2020-05-22T02:13:18Z2020-05-22T02:13:18Z2020-05-212019-09-30info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfSILVA, Letícia Braz da. Arte, mercadoria e romance: o autoquestionamento literário em três autores da moderna ficção brasileira (Lima Barreto, Cyro dos Anjos e Rubem Fonseca). 2019. 127 f. Tese (Doutorado em Literatura)—Universidade de Brasília, Brasília, 2019.https://repositorio.unb.br/handle/10482/37844A concessão da licença deste item refere-se ao termo de autorização impresso assinado pelo autor com as seguintes condições: Na qualidade de titular dos direitos de autor da publicação, autorizo a Universidade de Brasília e o IBICT a disponibilizar por meio dos sites www.bce.unb.br, www.ibict.br, http://hercules.vtls.com/cgi-bin/ndltd/chameleon?lng=pt&skin=ndltd sem ressarcimento dos direitos autorais, de acordo com a Lei nº 9610/98, o texto integral da obra disponibilizada, conforme permissões assinaladas, para fins de leitura, impressão e/ou download, a título de divulgação da produção científica brasileira, a partir desta data.info:eu-repo/semantics/openAccessporreponame:Repositório Institucional da UnBinstname:Universidade de Brasília (UnB)instacron:UNB2023-07-10T14:59:05Zoai:repositorio.unb.br:10482/37844Repositório InstitucionalPUBhttps://repositorio.unb.br/oai/requestrepositorio@unb.bropendoar:2023-07-10T14:59:05Repositório Institucional da UnB - Universidade de Brasília (UnB)false
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