Pedagogia de (Re)existências: “chegou a vez de ouvir as Marias, Mahins, Marielles e Malês”

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2023
Autor(a) principal: Nuñez, Joana Maria Leôncio
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade do Estado da Bahia
Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu (Doutorado Acadêmico) em Educação e Contemporaneidade
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://saberaberto.uneb.br/handle/123456789/4821
Resumo: Esta pesquisa visa compreender as pedagogias de (re)existência construídas por professoras negras ativistas que atuam na Educação Básica. Busco conhecer e compreender como professoras negras de movimentos de mulheres negras, movimentos antirracistas, movimentos educadores, entre outros, atravessadas por violências estruturais, criam formas de enfrentamentos político-pedagógicos, no combate às desigualdades produzidas pelo racismo patriarcal, colonial e epistêmico que permeia a Educação. Para isso, utilizo as abordagens teóricas fundamentadas nas epistemologias do feminismo negro decolonial e na perspectiva interseccional que forneceram chaves interpretativas para investigar as experiências das mulheres negras professoras, as formas coletivas de luta político- pedagógica, o protagonismo e (re)existência aos fenômenos vividos na escola e na sociedade, marcadas pela colonialidade do ser/conhecer/existir/poder. A abordagem metodológica adotada é a pesquisa narrativa que surge da necessidade humana de contar de si a partir do potencial insurgente, de (re)existência e transformação das narrativas de vida em práticas pedagógicas. Os dispositivos utilizados para a pesquisa foram “Narrativas Pedagógicas de (re)existências” (RIOS, 2022) produzidas por mulheres professoras negras ativistas. Trata-se de textos escritos construídos em rodas de conversas sobre suas histórias de vida e dos atravessamentos políticos-pedagógicos. Os resultados apontam que as pedagogias de (re)existências das professoras ativistas negras aparecem fortemente marcadas pelo ativismo em suas narrativas e textos repletos de histórias de vida, modos pedagógicos construídos na luta antirracista, antissexista, anticolonial e de valorização histórico-cultural e profissional de suas comunidades. As narrativas apresentadas e discutidas coletivamente reforçaram a importância do trabalho docente associado em grupos e redes de colaboração articulado à decolonialidade na proposição, afirmação e reconhecimento de direitos, resistência política, diálogos, ações coletivas de valorização da história cultural das mulheres negras e luta por emancipação social.
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Para isso, utilizo as abordagens teóricas fundamentadas nas epistemologias do feminismo negro decolonial e na perspectiva interseccional que forneceram chaves interpretativas para investigar as experiências das mulheres negras professoras, as formas coletivas de luta político- pedagógica, o protagonismo e (re)existência aos fenômenos vividos na escola e na sociedade, marcadas pela colonialidade do ser/conhecer/existir/poder. A abordagem metodológica adotada é a pesquisa narrativa que surge da necessidade humana de contar de si a partir do potencial insurgente, de (re)existência e transformação das narrativas de vida em práticas pedagógicas. Os dispositivos utilizados para a pesquisa foram “Narrativas Pedagógicas de (re)existências” (RIOS, 2022) produzidas por mulheres professoras negras ativistas. Trata-se de textos escritos construídos em rodas de conversas sobre suas histórias de vida e dos atravessamentos políticos-pedagógicos. Os resultados apontam que as pedagogias de (re)existências das professoras ativistas negras aparecem fortemente marcadas pelo ativismo em suas narrativas e textos repletos de histórias de vida, modos pedagógicos construídos na luta antirracista, antissexista, anticolonial e de valorização histórico-cultural e profissional de suas comunidades. As narrativas apresentadas e discutidas coletivamente reforçaram a importância do trabalho docente associado em grupos e redes de colaboração articulado à decolonialidade na proposição, afirmação e reconhecimento de direitos, resistência política, diálogos, ações coletivas de valorização da história cultural das mulheres negras e luta por emancipação social.This research aims to understand pedagogies of resistance built by black teachers activists of black women's movements, anti-racist movements, educational movements, among others that work in basic education. I seek to know and understand how black teachers, crossed by structural violence, create forms of politicalpedagogical confrontations, in the fight against inequalities produced by patriarchal, colonial, and epistemic racism that permeates education. For this, I used the theoretical approaches based on the epistemologies of decolonial black feminism and the intersectional perspective that provided interpretative keys to investigate the experiences of black women teachers, the collective forms of political-pedagogical struggle, the protagonism and (re)existence of the phenomena lived in school and society marked by the coloniality of being/knowing/power. The methodological approach adopted is the narrative research that arises from the human need to tell of oneself from the insurgent potential, of (re)existence and transformation of life narratives into pedagogical practices. The devices used for the research were pedagogical narratives of (re)existences produced by women black activist teachers. These are texts written in rounds of conversations about their life stories and the political-pedagogical crossings. The results indicate that the pedagogies of (re)existences of black activist teachers appear strongly marked by activism in their narratives and texts full of life stories, pedagogical modes built in the anti-racist, antisexist, anti-colonial struggle, and historical-cultural and professional appreciation of their communities. The texts presented by them and discussed collectively reinforced the importance of the associated teaching work in groups and networks of collaboration articulated with decoloniality in the proposition, affirmation and recognition of rights, political resistance, dialogues, collective actions of valorization of the cultural history of black women and struggle for social emancipation. Keywords: black activist teachers; decolonial black feminism; pedagogies of (re)existence; narrative research; basic education.Universidade do Estado da BahiaPrograma de Pós-Graduação Stricto Sensu (Doutorado Acadêmico) em Educação e ContemporaneidadeRios, Jane Adriana Vasconcelos Pacheco Pacheco, Ana Claudia LemosMiranda, CláudiaSantos, Eliene CostaCardoso, Cláudia PonsOliveira, Íris Verena Santos deCosta, Lívia Alessandra Fialho daNuñez, Joana Maria Leôncio2023-10-11T16:25:46Z2023-10-11T16:25:46Z2023-07-10info:eu-repo/semantics/doctoralThesisinfo:eu-repo/semantics/publishedVersionapplication/pdfapplication/pdf NUÑEZ, Joana Maria Leôncio . Pedagogia de (Re)existências: “chegou a vez de ouvir as Marias, Mahins, Marielles e Malês”. Orientadora: Jane Adriana Vasconcelos Pacheco Rios. 2023. 197 f. Tese (Doutorado) - Programa de Pós graduação em Educação e Contemporaneidade - Departamento de Educação (DEDC), Campus I, Universidade do Estado da Bahia. Salvador, 2023 https://saberaberto.uneb.br/handle/123456789/4821porinfo:eu-repo/semantics/openAccesshttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/reponame:Saber Aberto – Repositório Institucional da UNEBinstname:Universidade do Estado da Bahia (UNEB)instacron:UNEB2025-04-22T13:18:36Zoai:saberaberto.uneb.br:123456789/4821Repositório InstitucionalPUBhttps://saberaberto.uneb.br/server/oai/requestrepositorio@uneb.br || sisb@uneb.bropendoar:2025-04-22T13:18:36Saber Aberto – Repositório Institucional da UNEB - Universidade do Estado da Bahia (UNEB)false
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