Iniquidades étnico-raciais na testagem para hiv entreadolescentes homens que fazem sexo com homens, travestis e mulherestrans em três capitais brasileiras

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2023
Autor(a) principal: França, Marcus Vinicius Sacramento
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade do Estado da Bahia
Programa de Pós-Graduação Mestrado Profissional em Saúde Coletiva
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://saberaberto.uneb.br/handle/20.500.11896/5652
Resumo: Homens que fazem sexo com homens (HSH) e mulheres trans e travestis (TrMT) ainda constituem populações com alta taxa de detecção e vulnerabilidade para HIV/aids. Adicionalmente, adolescentes e pessoas negras apresentam vulnerabilidades específicas, relacionadas ao aumento de casos, na última década. Neste contexto, a testagem para HIV dentro da estratégia de prevenção combinada mostra-se como tecnologia importante para interromper a cadeia de transmissão do HIV. Estudos internacionais evidenciam iniquidades étnico-raciais na prevenção ao HIV em HSH e TrMT, no entanto, há carência de estudos analisando a realidade brasileira, especificamente em adolescentes. Diante disso, esta dissertação apresenta dois produtos: um estudo de corte transversal aninhado a coorte PrEP1519 e um guia para profissionais da atenção primária à saúde sobre prevenção combinada ao HIV. O primeiro buscou analisar a associação entre raça/cor de pele e o uso de teste de HIV na vida entre adolescentes HSH(AHSH) e TrMT(ATrMT) de três capitais brasileiras, Belo Horizonte, Salvador e São Paulo. Para isto, realizou-se um estudo de corte transversal aninhado à coorte PreP1519.Conduziu-se análise descritiva da população e bivariada das covariáveis e desfecho. Posteriormente, realizou-se análise de regressão logística múltipla com estimativa de odds ratio ajustada (ORaj) e intervalos de confiança de 95 % (IC95%). Adolescentes brancos testaram mais que pretos e pardos (64,0% vs. 53,8%, respectivamente, P=0,001). A prevalência de testagem foi maior entre os brancos (64,0%), seguida dos pardos (55,9%) e pretos (52,2%) (P=0,003). Na análise de regressão logística múltipla, observou-se uma chance 41% menor dos AHSH e ATrMT negros terem sido testados na vida em comparação com os brancos (OR=0,59; IC95%: 0,40-0,87). A raça/cor de pele aparenta determinar a menor chance de uso de teste de HIV na vida entre AHSH e ATrMT, chamando atenção para o papel do racismo no acesso aos serviços de saúde. Esse estudo indica a necessidade de políticas públicas de equidade racial e aprimoramento do processo de trabalho para prevenção ao HIV, especificamente adolescentes. O produto técnico busca orientar profissionais sobre prevenção combinada, com enfoque em minorias sexuais, adolescentes e população negra, por meio de casos envolvendo essa população e prevenção ao HIV.
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spelling Iniquidades étnico-raciais na testagem para hiv entreadolescentes homens que fazem sexo com homens, travestis e mulherestrans em três capitais brasileirasEthnic-racial inequities in HIV testing among adolescent men who have sex with men, transgender women, and travestis in three Brazilian capitalsHomens que fazem sexo com homensTravesti e mulher transsexualTeste HIVBrancosAdolescentesHomens que fazem sexo com homens (HSH) e mulheres trans e travestis (TrMT) ainda constituem populações com alta taxa de detecção e vulnerabilidade para HIV/aids. Adicionalmente, adolescentes e pessoas negras apresentam vulnerabilidades específicas, relacionadas ao aumento de casos, na última década. Neste contexto, a testagem para HIV dentro da estratégia de prevenção combinada mostra-se como tecnologia importante para interromper a cadeia de transmissão do HIV. Estudos internacionais evidenciam iniquidades étnico-raciais na prevenção ao HIV em HSH e TrMT, no entanto, há carência de estudos analisando a realidade brasileira, especificamente em adolescentes. Diante disso, esta dissertação apresenta dois produtos: um estudo de corte transversal aninhado a coorte PrEP1519 e um guia para profissionais da atenção primária à saúde sobre prevenção combinada ao HIV. O primeiro buscou analisar a associação entre raça/cor de pele e o uso de teste de HIV na vida entre adolescentes HSH(AHSH) e TrMT(ATrMT) de três capitais brasileiras, Belo Horizonte, Salvador e São Paulo. Para isto, realizou-se um estudo de corte transversal aninhado à coorte PreP1519.Conduziu-se análise descritiva da população e bivariada das covariáveis e desfecho. Posteriormente, realizou-se análise de regressão logística múltipla com estimativa de odds ratio ajustada (ORaj) e intervalos de confiança de 95 % (IC95%). Adolescentes brancos testaram mais que pretos e pardos (64,0% vs. 53,8%, respectivamente, P=0,001). A prevalência de testagem foi maior entre os brancos (64,0%), seguida dos pardos (55,9%) e pretos (52,2%) (P=0,003). Na análise de regressão logística múltipla, observou-se uma chance 41% menor dos AHSH e ATrMT negros terem sido testados na vida em comparação com os brancos (OR=0,59; IC95%: 0,40-0,87). A raça/cor de pele aparenta determinar a menor chance de uso de teste de HIV na vida entre AHSH e ATrMT, chamando atenção para o papel do racismo no acesso aos serviços de saúde. Esse estudo indica a necessidade de políticas públicas de equidade racial e aprimoramento do processo de trabalho para prevenção ao HIV, especificamente adolescentes. O produto técnico busca orientar profissionais sobre prevenção combinada, com enfoque em minorias sexuais, adolescentes e população negra, por meio de casos envolvendo essa população e prevenção ao HIV.Men who have sex with men (MSM) and transgender women (TGW) have a higher prevalence and vulnerability to HIV/Aids. In addition, adolescents and black people have especific vulnerabilities, which associate to rising rates of HIV infection, in the last decade. In this contexto, HIV testing in combination HIV prevention could reduce risk of HIV infection.. International studies point to racial inequalities in HIV prevention among MSM and TGW. However, there are few studies showing this social issue in Brazil, especifically among adolescentes. This dissertation shows one article and a techical product. The article aims to analyse association between race and HIV testing between adolescentes MSM(AMSM) and TGW(ATGW) in three brazilian cities, Belo Horizonte, Salvador and São Paulo. We utilizated PrEP 1519 cohort baseline data to realize this cross-sectional study. We conducted descriptive, bivariate, and multiple logistic regression to estimate the adjusted odds ratio (aOR) and 95% confidence interval (95%CI). White adolescents underwent more HIV tests in their lifetime than black and mixed race combined (64.0% vs. 53.8%, respectively, p=0,001). The testing rates decreased as the skin tone darkened: 52.2% among exclusive blacks, 55.9% among exclusive mixed-race (or brown), and 64.0% among whites (p=0.003).). In the multiple logistic regression analysis, black and mixed-race combined people were 41%less likely to have been tested for HIV in a lifetime than whites (aOR=0.59, 95%CI: 0.40-0.87). Race may determine lower chance to get tested for HIV in lifetime among AMSM e ATGW, it suggests institucional racismo in health. This study points to necessity of racial equality agenda and improvement in HIV prevention among health professionals, focusing on adolescents. The technical product aims to guide primary health care professional about combination HIV prevention, mainly among sexual minorities, black people and adolescents.Universidade do Estado da BahiaPrograma de Pós-Graduação Mestrado Profissional em Saúde ColetivaSousa, Laio Magno Santos deSantos, Laio Magno SousaDourado, Maria Inês CostaRamos, Dandara OliveiraFerreira, Suiane CostaFrança, Marcus Vinicius Sacramento2024-07-05T14:26:34Z2024-07-05T14:26:34Z2023info:eu-repo/semantics/masterThesisinfo:eu-repo/semantics/publishedVersionapplication/pdfapplication/pdfFRANÇA, Marcus. Iniquidades étnico-raciais na testagem para HIV em Homens que fazem sexo com homens (HSH), travestis e mulheres trans (TrMT) em três capitais brasileiras. Orientador: Laio Magno Santos de Sousa. 2023. 91p. Dissertação (Mestrado Profissional em Saúde Coletiva). Departamento de Ciências da Vida, Universidade do Estado da Bahia, Salvador, 2023.https://saberaberto.uneb.br/handle/20.500.11896/5652porinfo:eu-repo/semantics/openAccesshttp://creativecommons.org/licenses/by/3.0/br/reponame:Saber Aberto – Repositório Institucional da UNEBinstname:Universidade do Estado da Bahia (UNEB)instacron:UNEB2024-07-06T03:00:57Zoai:saberaberto.uneb.br:20.500.11896/5652Repositório InstitucionalPUBhttps://saberaberto.uneb.br/server/oai/requestrepositorio@uneb.br || sisb@uneb.bropendoar:2024-07-06T03:00:57Saber Aberto – Repositório Institucional da UNEB - Universidade do Estado da Bahia (UNEB)false
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