Análise de perdas e desperdícios de alimentos em produções orgânicas

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2022
Autor(a) principal: MORAES, Isabela Machado de
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: UNIVERSIDADE CESUMAR
Brasil
Ciência, Tecnologia e Segurança Alimentar (Mestrado)
UNICESUMAR
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://rdu.unicesumar.edu.br/handle/123456789/12351
Resumo: Perdas e desperdícios de alimentos (PDA) são reconhecidos como um desafio mundial em termos de sustentabilidade. Estima-se que 1/3 dos alimentos produzidos no mundo não são consumidos, sendo que 28% do desperdício ocorre no início da cadeia produtiva de alimentos. Nesse cenário, esse estudo tem como objetivo investigar as percepções e ações de agricultores familiares de produtos orgânicos sobre as perdas e desperdícios, a fim de identificar e analisar as principais causas e destinações desses alimentos não comercializados. Para isso, utilizou-se uma abordagem qualitativa, por meio de entrevista semiestruturada, realizada com 12 agricultores familiares de alimentos orgânicos no Paraná, região sul do Brasil. A entrevista iniciou com cinco perguntas introdutórias para identificação do tamanho da área produtiva, cultivos, volume de produção, canais de venda e principais problemas na produção de alimentos. Em seguida, abordou dez perguntas específicas sobre PDA, visando obter respostas sobre definição de perdas, quantidade de alimentos não comercializados, variação de perdas em ano atípico, principais causas de PDA, destinação dos alimentos e, por fim, o que foi possível ser feito para reduzir as perdas e desperdícios. As respostas obtidas apresentam como resultados que nenhum produtor citou as perdas e desperdícios de alimentos como um desafio na produção de alimento, porém os oito desafios citados possuem relação direta com a quantidade de alimentos não comercializados. Quanto à percepção sobre perdas, os produtores relataram que entendem as perdas como produtos não vendidos, sendo que alguns não veem como PDA os alimentos destinados à alimentação animal ou compostagem. Em um ano considerado normal, as dificuldades de comercialização são agravadas no inverno, e quando questionados sobre um ano atípico de produção e venda, todos os produtores relacionaram à pandemia de covid-19, que promoveu adaptação em vendas online, proporcionando melhorias de vendas para alguns produtores e prejuízo para outros. As principais causas de perdas relatadas podem ser enquadradas em pragas, vendas e clima, mas também revelam causas associadas a padrões estéticos, produção excessiva e problemas com técnicas de manejo de produção. As destinações mais comuns dos alimentos não comercializados são alimentação animal, compostagem e, de forma menos frequente, a doação. Conclui-se que a visão das perdas como parte do processo de produção de alimentos apresentada pela maioria dos entrevistados possui relação direta com as dificuldades produtivas intrínsecas ao trabalho, de modo que se deixa de lado uma gestão eficiente, interlocução com outros atores da cadeia produtiva e a busca por inovação e tecnologia.
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