Interferência cognitiva-motora na corrida: efeitos sobre a cinemática de corredores e não corredores
| Ano de defesa: | 2024 |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
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| Instituição de defesa: |
Universidade Federal do Pampa
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| Programa de Pós-Graduação: |
Mestrado em Ciências Fisiológicas
|
| Departamento: |
Campus Uruguaiana
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| País: |
Brasil
|
| Palavras-chave em Português: | |
| Área do conhecimento CNPq: | |
| Link de acesso: | https://repositorio.unipampa.edu.br/jspui/handle/riu/10141 |
Resumo: | A interferência cognitivo-motora refere-se ao impacto que tarefas cognitivas podem ter sobre a execução da atividade motora envolvida. No esporte de corrida, por exemplo, praticantes são expostos continuamente a tarefas cognitivas secundárias, onde o foco de atenção se divide, podendo alterar sensivelmente a biomecânica do movimento. Buscamos aqui investigar como uma condição de interferência cognitiva age na corrida de praticantes e não praticantes desse esporte. Nosso principal objetivo é determinar se a interferência cognitivo-motora modifica a cinemática da corrida em pessoas com diferentes níveis de experiência. Participaram do estudo 15 corredores (praticantes de corrida com experiência, idade 31,9 ± 5,3 anos, massa corporal 72,3 ± 7,9 kg, estatura 1,70 ± 0,05 m) e 15 não corredores (sem experiência prática regular de corrida, idade 23,9 ± 2,6 anos, massa corporal 77,5 ± 9,1 kg, estatura 1,74 ± 0,05 m). Os participantes realizaram uma sessão de corrida em esteira ergométrica, com e sem interferência cognitivo-motora. Na sessão com interferência, os participantes responderam uma tarefa de Stroop, com palavras e cores congruentes e incongruentes, enquanto corriam. Cada sessão de corrida seguiu um protocolo em sequência randomizada, com velocidades fixas de 7, 9 e 11 km/h, com coleta de dados cinemáticos. Nossos principais achados envolvem: (i) uma cinemática de corrida na esteira similar entre corredores e não corredores; (ii) efeitos consistentes da velocidade sobre a cinemática da corrida, com diferenças entre corredores e não corredores observadas pontualmente para o tornozelo; e (iii) efeitos da condição de dupla tarefa em variáveis e instantes pontuais do ciclo da corrida, principalmente no tornozelo, sugerindo um efeito da dupla tarefa sobre o posicionamento do pé na esteira, que parece aumentar com o aumento da velocidade. Como desfecho, entendemos que uma condição de interferência cognitivo-motora baseada na tarefa de Stroop possui poucos efeitos sobre a cinemática de corredores com diferentes níveis de experiência, sendo recomendada uma avaliação mais detalhada da cinemática do tornozelo. De forma prática, isto sugere que durante avaliações biomecânicas em laboratório, situações ambientais podem não afetar de forma significativa a técnica da corrida. |
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Carpes, Felipe Pivettahttp://lattes.cnpq.br/4752530725363240http://lattes.cnpq.br/0365676953826987Brasil, Frederico Deponti2025-05-22T18:44:43Z20252025-05-22T18:44:43Z2024BRASIL, Frederico Deponti. Interferência cognitiva-motora na corrida: efeitos sobre a cinemática de corredores e não corredores. 95 p. Dissertação (Mestrado em Ciências Fisiológicas) - Universidade Federal do Pampa, Uruguaiana, 2024.https://repositorio.unipampa.edu.br/jspui/handle/riu/10141A interferência cognitivo-motora refere-se ao impacto que tarefas cognitivas podem ter sobre a execução da atividade motora envolvida. No esporte de corrida, por exemplo, praticantes são expostos continuamente a tarefas cognitivas secundárias, onde o foco de atenção se divide, podendo alterar sensivelmente a biomecânica do movimento. Buscamos aqui investigar como uma condição de interferência cognitiva age na corrida de praticantes e não praticantes desse esporte. Nosso principal objetivo é determinar se a interferência cognitivo-motora modifica a cinemática da corrida em pessoas com diferentes níveis de experiência. Participaram do estudo 15 corredores (praticantes de corrida com experiência, idade 31,9 ± 5,3 anos, massa corporal 72,3 ± 7,9 kg, estatura 1,70 ± 0,05 m) e 15 não corredores (sem experiência prática regular de corrida, idade 23,9 ± 2,6 anos, massa corporal 77,5 ± 9,1 kg, estatura 1,74 ± 0,05 m). Os participantes realizaram uma sessão de corrida em esteira ergométrica, com e sem interferência cognitivo-motora. Na sessão com interferência, os participantes responderam uma tarefa de Stroop, com palavras e cores congruentes e incongruentes, enquanto corriam. Cada sessão de corrida seguiu um protocolo em sequência randomizada, com velocidades fixas de 7, 9 e 11 km/h, com coleta de dados cinemáticos. Nossos principais achados envolvem: (i) uma cinemática de corrida na esteira similar entre corredores e não corredores; (ii) efeitos consistentes da velocidade sobre a cinemática da corrida, com diferenças entre corredores e não corredores observadas pontualmente para o tornozelo; e (iii) efeitos da condição de dupla tarefa em variáveis e instantes pontuais do ciclo da corrida, principalmente no tornozelo, sugerindo um efeito da dupla tarefa sobre o posicionamento do pé na esteira, que parece aumentar com o aumento da velocidade. Como desfecho, entendemos que uma condição de interferência cognitivo-motora baseada na tarefa de Stroop possui poucos efeitos sobre a cinemática de corredores com diferentes níveis de experiência, sendo recomendada uma avaliação mais detalhada da cinemática do tornozelo. De forma prática, isto sugere que durante avaliações biomecânicas em laboratório, situações ambientais podem não afetar de forma significativa a técnica da corrida.Cognitive-motor interference refers to the impact cognitive tasks can have on the execution of the involved motor activity. In running sports, for example, practitioners are continuously exposed to secondary cognitive tasks, where attention is divided, potentially altering movement biomechanics significantly. Here, we aim to investigate how a condition of cognitive interference affects the running of both practitioners and non-practitioners of this sport. Our main objective is to determine whether cognitive-motor interference modifies the running kinematics in individuals with different levels of experience. The study involved 15 runners (experienced runners, aged 31.9 ± 5.3 years, body mass 72.3 ± 7.9 kg, height 1.70 ± 0.05 m) and 15 non-runners (without regular running experience, aged 23.9 ± 2.6 years, body mass 77.5 ± 9.1 kg, height 1.74 ± 0.05 m). Participants performed treadmill running sessions, with and without cognitive-motor interference. In the interference session, participants responded to a Stroop task with congruent and incongruent words and colors while running. Each running session followed a randomized sequence protocol, with fixed speeds of 7, 9, and 11 km/h, with kinematic data collection. Our main findings include: (i) similar treadmill running kinematics between runners and non-runners; (ii) consistent effects of speed on running kinematics, with differences between runners and non-runners observed sporadically for the ankle; and (iii) effects of dual-task condition on specific variables and instances of the running cycle, mainly at the ankle, suggesting an effect of dual-task on foot positioning on the treadmill, which seems to increase with speed. As a conclusion, we understand that a cognitive-motor interference condition based on the Stroop task has few effects on the kinematics of runners with different levels of experience, suggesting a more detailed evaluation of ankle kinematics. Practically, this suggests that environmental conditions may not significantly affect running technique during biomechanical assessments in the laboratory.porUniversidade Federal do PampaMestrado em Ciências FisiológicasUNIPAMPABrasilCampus UruguaianaCNPQ::CIENCIAS DA SAUDEKinematicsBiomechanicsCognitive taskPerformanceBiomecânicaRunningDesempenhoCinemáticaCorridaTarefa cognitivaInterferência cognitiva-motora na corrida: efeitos sobre a cinemática de corredores e não corredoresCognitive-motor interference in running: effects on the kinematics of runners and non-runnersinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Repositório Institucional da UNIPAMPAinstname:Universidade Federal do Pampa (UNIPAMPA)instacron:UNIPAMPAORIGINALFREDERICO DEPONTI BRASIL.pdfFREDERICO DEPONTI BRASIL.pdfapplication/pdf3706689https://repositorio.unipampa.edu.br/bitstreams/456233dd-65aa-4674-88b4-236fea13b5bb/downloada00d70b0298fe7dc9196a0f2dea16510MD51trueAnonymousREADLICENSElicense.txtlicense.txttext/plain; charset=utf-81854https://repositorio.unipampa.edu.br/bitstreams/6e5bb731-e05c-4077-9a61-91e4701bb0b5/downloadc9ad5aff503ef7873c4004c5b07c0b27MD52falseAnonymousREADriu/101412025-05-22 18:44:46.65open.accessoai:repositorio.unipampa.edu.br:riu/10141https://repositorio.unipampa.edu.brRepositório InstitucionalPUBhttp://dspace.unipampa.edu.br:8080/oai/requestsisbi@unipampa.edu.bropendoar:2025-05-22T18:44:46Repositório Institucional da UNIPAMPA - Universidade Federal do Pampa (UNIPAMPA)falseTElDRU7Dh0EgREUgRElTVFJJQlVJw4fDg08gTsODTy1FWENMVVNJVkEKCkNvbSBhIGFwcmVzZW50YcOnw6NvIGRlc3RhIGxpY2Vuw6dhLCB2b2PDqiAobyBhdXRvciAoZXMpIG91IG8gdGl0dWxhciBkb3MgZGlyZWl0b3MgZGUgYXV0b3IpIGNvbmNlZGUgYW8gUmVwb3NpdMOzcmlvCkluc3RpdHVjaW9uYWwgbyBkaXJlaXRvIG7Do28tZXhjbHVzaXZvIGRlIHJlcHJvZHV6aXIsICB0cmFkdXppciAoY29uZm9ybWUgZGVmaW5pZG8gYWJhaXhvKSwgZS9vdSBkaXN0cmlidWlyIGEKc3VhIHB1YmxpY2HDp8OjbyAoaW5jbHVpbmRvIG8gcmVzdW1vKSBwb3IgdG9kbyBvIG11bmRvIG5vIGZvcm1hdG8gaW1wcmVzc28gZSBlbGV0csO0bmljbyBlIGVtIHF1YWxxdWVyIG1laW8sIGluY2x1aW5kbyBvcwpmb3JtYXRvcyDDoXVkaW8gb3UgdsOtZGVvLgoKVm9jw6ogY29uY29yZGEgcXVlIGEgVU5JUEFNUEEgcG9kZSwgc2VtIGFsdGVyYXIgbyBjb250ZcO6ZG8sIHRyYW5zcG9yIGEgc3VhIHB1YmxpY2HDp8OjbyBwYXJhIHF1YWxxdWVyIG1laW8gb3UgZm9ybWF0bwpwYXJhIGZpbnMgZGUgcHJlc2VydmHDp8Ojby4KClZvY8OqIHRhbWLDqW0gY29uY29yZGEgcXVlICBhIFVOSVBBTVBBIHBvZGUgbWFudGVyIG1haXMgZGUgdW1hIGPDs3BpYSBkZSBzdWEgcHVibGljYcOnw6NvIHBhcmEgZmlucyBkZSBzZWd1cmFuw6dhLCBiYWNrLXVwCmUgcHJlc2VydmHDp8Ojby4KClZvY8OqIGRlY2xhcmEgcXVlIGEgc3VhIHB1YmxpY2HDp8OjbyDDqSBvcmlnaW5hbCBlIHF1ZSB2b2PDqiB0ZW0gbyBwb2RlciBkZSBjb25jZWRlciBvcyBkaXJlaXRvcyBjb250aWRvcyBuZXN0YSBsaWNlbsOnYS4KVm9jw6ogdGFtYsOpbSBkZWNsYXJhIHF1ZSBvIGRlcMOzc2l0byBkYSBzdWEgcHVibGljYcOnw6NvIG7Do28sIHF1ZSBzZWphIGRlIHNldSBjb25oZWNpbWVudG8sIGluZnJpbmdlIGRpcmVpdG9zIGF1dG9yYWlzCmRlIG5pbmd1w6ltLgoKQ2FzbyBhIHN1YSBwdWJsaWNhw6fDo28gY29udGVuaGEgbWF0ZXJpYWwgcXVlIHZvY8OqIG7Do28gcG9zc3VpIGEgdGl0dWxhcmlkYWRlIGRvcyBkaXJlaXRvcyBhdXRvcmFpcywgdm9jw6ogZGVjbGFyYSBxdWUKb2J0ZXZlIGEgcGVybWlzc8OjbyBpcnJlc3RyaXRhIGRvIGRldGVudG9yIGRvcyBkaXJlaXRvcyBhdXRvcmFpcyBwYXJhIGNvbmNlZGVyIMOgIFVOSVBBTVBBIG9zIGRpcmVpdG9zIGFwcmVzZW50YWRvcwpuZXN0YSBsaWNlbsOnYSwgZSBxdWUgZXNzZSBtYXRlcmlhbCBkZSBwcm9wcmllZGFkZSBkZSB0ZXJjZWlyb3MgZXN0w6EgY2xhcmFtZW50ZSBpZGVudGlmaWNhZG8gZSByZWNvbmhlY2lkbyBubyB0ZXh0bwpvdSBubyBjb250ZcO6ZG8gZGEgcHVibGljYcOnw6NvIG9yYSBkZXBvc2l0YWRhLgoKQ0FTTyBBIFBVQkxJQ0HDh8ODTyBPUkEgREVQT1NJVEFEQSBURU5IQSBTSURPIFJFU1VMVEFETyBERSBVTSBQQVRST0PDjU5JTyBPVSBBUE9JTyBERSBVTUEgQUfDik5DSUEgREUgRk9NRU5UTyBPVSBPVVRSTwpPUkdBTklTTU8sIFZPQ8OKIERFQ0xBUkEgUVVFIFJFU1BFSVRPVSBUT0RPUyBFIFFVQUlTUVVFUiBESVJFSVRPUyBERSBSRVZJU8ODTyBDT01PIFRBTULDiU0gQVMgREVNQUlTIE9CUklHQcOHw5VFUwpFWElHSURBUyBQT1IgQ09OVFJBVE8gT1UgQUNPUkRPLgoKQSBVTklQQU1QQSBzZSBjb21wcm9tZXRlIGEgaWRlbnRpZmljYXIgY2xhcmFtZW50ZSBvIHNldSBub21lIChzKSBvdSBvKHMpIG5vbWUocykgZG8ocykgZGV0ZW50b3IoZXMpIGRvcyBkaXJlaXRvcwphdXRvcmFpcyBkYSBwdWJsaWNhw6fDo28sIGUgbsOjbyBmYXLDoSBxdWFscXVlciBhbHRlcmHDp8OjbywgYWzDqW0gZGFxdWVsYXMgY29uY2VkaWRhcyBwb3IgZXN0YSBsaWNlbsOnYS4K |
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