Políticas públicas de formação de professores: a atitude social frente à educação inclusiva como princípio formativo

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2023
Autor(a) principal: Boing, Maria Salete lattes
Orientador(a): Berwig, Solange Emilene lattes
Banca de defesa: Gomes, Angela Quintanilha lattes, Martins, Tiago Costa lattes, Silva, Jocenir de Oliveira lattes
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal do Pampa
Programa de Pós-Graduação: Mestrado Profissional em Políticas Públicas
Departamento: Campus São Borja
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Área do conhecimento CNPq:
Link de acesso: https://repositorio.unipampa.edu.br/jspui/handle/riu/8519
Resumo: A pesquisa se propôs a interrogar se os processos formativos influenciam na constituição de atitudes sociais positivas dos professores frente à educação inclusiva, vinculado a problematização sobre a historicidade do ideal de crenças e valores, enquanto construto das representações sociais, o fenômeno humano de elaboração de atitudes socialmente compartilhadas em termos de atitude social em face à educação de pessoas com deficiência dentro de um sistema de educação inclusivo. Os objetivos do estudo são: (1) analisar o grau de favorabilidade das atitudes sociais dos professores da Educação Profissional Técnica, em relação à inclusão de alunos com deficiência em dois Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia; (2) verificar se a área de formação inicial do professor e os cursos de formação em educação inclusiva influenciam as atitudes sociais em relação à inclusão e, (3) analisar a concepção de deficiência e pessoas com deficiência presentes nas políticas públicas de educação inclusiva desde as arenas políticas (policy), as estruturas de regulação (polity) e os processos decisórios por essas condicionados (politics). Trata-se de pesquisa descritiva e exploratória, com abordagem qualitativa e quantitativa, documental e bibliográfica. O instrumento de coleta de dados foi o questionário com a Escala Lickert de Atitudes Sociais em relação à Inclusão (ELASI). Os dados foram tratados por meio do software estatístico GNU/PSPP, com o uso de estatísticas descritivas e testes não-paramétricos. Desenvolveu-se análises de políticas públicas e marcos regulatórios do sistema de ensino inclusivo brasileiro no período de 1970 a 2023, com foco nos termos conceituais de identificação das pessoas com deficiência a partir da análise do contexto histórico, comportamento dos atores na implementação, ideias e valores dos atores, tipologias, abordagens e o conjunto de políticas públicas que sustenta a educação inclusiva em âmbito nacional. A fundamentação das proposições teóricas são abordadas em três categorias analíticas-conceituais: (a) contexto histórico, social e cultural do psiquismo humano, dentro da concepção de Liev Seminióvitch Vigotski (1896-1934) em sua perspectiva do materialismo histórico-dialético; (b) representações sociais: com base na Teoria das Representações Sociais (MOSCOVICI, 1978) e, (c) atitudes sociais: na concepção de Rodrigues (et al, 2007) e Omote (2005, 2017, 2021). No estudo, o conceito de educação inclusiva refere-se a uma forma de educação em que todas as pessoas, independentemente de suas habilidades, diferenças de gênero, status socioeconômico e outras diferenças, participam, aprendem e se envolvem em um ambiente de aprendizagem compartilhado. Resultados indicaram que as atitudes sociais dos professores implicados na pesquisa foram favoráveis à inclusão de alunos com deficiência, da mesma forma, os resultados sugerem que a formação continuada na área da educação inclusiva influencia nas atitudes sociais positivas destes professores. Resultados descritos aferiram concordância com o propósito deste estudo, quanto a relevância da formação de professores que considere em seus processos formativos a subjetividade das relações sociais e a representações tecidas nestas interações, notadamente as atitudes sociais dos professores frente à educação inclusiva. Estudos que envolvam as atitudes sociais em relação à inclusão são necessários, pois podem fornecer indícios de como os envolvidos no ensino inclusivo estão lidando com os alunos, bem como elaborar e aplicar possíveis estratégias de enfrentamento. Processos formativos devem considerar, pelo menos quatro razões críticas para que os professores estejam cientes e incorporem discussões sobre deficiência e (in)capacidade na sala de aula: (1) a identidade da deficiência se apresentará em todas as salas de aula, pois todos os alunos têm necessidades e pontos fortes de aprendizado únicos; (2) alunos desde a primeira infância percebem diferenças e têm perguntas sobre a identidade da deficiência que são importantes para abordar; (3) mês, semana, dias ou simulações de conscientização sobre a deficiência promovem uma visão filantrópica-paternalista, inadequada e equivocada da deficiência e devem ser substituídos por discussões multirreferenciadas e significativas sobre a deficiência; (4) os professores não precisam ser 'especialistas em deficiência' para integrar-adaptar-flexibilizar currículo e que centralize as discussões sobre deficiência e (in)capacidade. Aponta-se como prioridade máxima aos processos formativos, que estes busquem libertar-se do foco da educação especial e definam agenda própria, independente e reflexiva. O domínio da educação especial no debate do campo da educação inclusiva, pode ter estagnado tanto os desenvolvimentos práticos quanto os teóricos. Cabe ainda a (re)contextualização dos cursos de formação (inicial e continuada) de professores, de forma a adequarem-se ao conhecimento prévio, atitudes e crenças dos professores sobre a inclusão. A discussão sobre o professor e a competência docente é relevante, com vistas a possibilitar que a educação inclusiva promova a presença, a participação e a aprendizagem de todos por meio da implementação de valores inclusivos nas culturas, políticas e práticas educacionais. Nesse sentido, a inclusão torna-se uma filosofia educacional, que promove um fazer pedagógico que se fundamenta na formação de professores preparados e apoiados para ensinar em salas de aula inclusivas.
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Dissertação (Mestrado Profissional de Políticas Públicas) - Universidade Federal do Pampa, Campus São Borja, São Borja, 2023.https://repositorio.unipampa.edu.br/jspui/handle/riu/8519A pesquisa se propôs a interrogar se os processos formativos influenciam na constituição de atitudes sociais positivas dos professores frente à educação inclusiva, vinculado a problematização sobre a historicidade do ideal de crenças e valores, enquanto construto das representações sociais, o fenômeno humano de elaboração de atitudes socialmente compartilhadas em termos de atitude social em face à educação de pessoas com deficiência dentro de um sistema de educação inclusivo. Os objetivos do estudo são: (1) analisar o grau de favorabilidade das atitudes sociais dos professores da Educação Profissional Técnica, em relação à inclusão de alunos com deficiência em dois Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia; (2) verificar se a área de formação inicial do professor e os cursos de formação em educação inclusiva influenciam as atitudes sociais em relação à inclusão e, (3) analisar a concepção de deficiência e pessoas com deficiência presentes nas políticas públicas de educação inclusiva desde as arenas políticas (policy), as estruturas de regulação (polity) e os processos decisórios por essas condicionados (politics). Trata-se de pesquisa descritiva e exploratória, com abordagem qualitativa e quantitativa, documental e bibliográfica. O instrumento de coleta de dados foi o questionário com a Escala Lickert de Atitudes Sociais em relação à Inclusão (ELASI). 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Resultados indicaram que as atitudes sociais dos professores implicados na pesquisa foram favoráveis à inclusão de alunos com deficiência, da mesma forma, os resultados sugerem que a formação continuada na área da educação inclusiva influencia nas atitudes sociais positivas destes professores. Resultados descritos aferiram concordância com o propósito deste estudo, quanto a relevância da formação de professores que considere em seus processos formativos a subjetividade das relações sociais e a representações tecidas nestas interações, notadamente as atitudes sociais dos professores frente à educação inclusiva. Estudos que envolvam as atitudes sociais em relação à inclusão são necessários, pois podem fornecer indícios de como os envolvidos no ensino inclusivo estão lidando com os alunos, bem como elaborar e aplicar possíveis estratégias de enfrentamento. Processos formativos devem considerar, pelo menos quatro razões críticas para que os professores estejam cientes e incorporem discussões sobre deficiência e (in)capacidade na sala de aula: (1) a identidade da deficiência se apresentará em todas as salas de aula, pois todos os alunos têm necessidades e pontos fortes de aprendizado únicos; (2) alunos desde a primeira infância percebem diferenças e têm perguntas sobre a identidade da deficiência que são importantes para abordar; (3) mês, semana, dias ou simulações de conscientização sobre a deficiência promovem uma visão filantrópica-paternalista, inadequada e equivocada da deficiência e devem ser substituídos por discussões multirreferenciadas e significativas sobre a deficiência; (4) os professores não precisam ser 'especialistas em deficiência' para integrar-adaptar-flexibilizar currículo e que centralize as discussões sobre deficiência e (in)capacidade. Aponta-se como prioridade máxima aos processos formativos, que estes busquem libertar-se do foco da educação especial e definam agenda própria, independente e reflexiva. O domínio da educação especial no debate do campo da educação inclusiva, pode ter estagnado tanto os desenvolvimentos práticos quanto os teóricos. Cabe ainda a (re)contextualização dos cursos de formação (inicial e continuada) de professores, de forma a adequarem-se ao conhecimento prévio, atitudes e crenças dos professores sobre a inclusão. A discussão sobre o professor e a competência docente é relevante, com vistas a possibilitar que a educação inclusiva promova a presença, a participação e a aprendizagem de todos por meio da implementação de valores inclusivos nas culturas, políticas e práticas educacionais. Nesse sentido, a inclusão torna-se uma filosofia educacional, que promove um fazer pedagógico que se fundamenta na formação de professores preparados e apoiados para ensinar em salas de aula inclusivas.The research aimed to question whether the formative processes influence the constitution of positive social attitudes of teachers towards inclusive education, linked to problematization about the historicity of the ideal of beliefs and values, as a construct of social representations, the human phenomenon of elaboration of socially shared attitudes in terms of social attitude towards the education of people with disabilities within an inclusive education system. The main objective of the study was to analyze the degree of favorability of the social attitudes of teachers of Technical Professional Education, in relation to the inclusion of students with disabilities in two Federal Institutes of Education, Science and Technology. In the secondary objectives, we sought to verify whether the area of initial teacher training and training courses in inclusive education influence social attitudes towards inclusion and to analyze the conception of disability and people with disabilities present in public policies of inclusive education from the political arenas (policy), the structures of regulation (polity) and the decision-making processes by these conditioned (politics). This is a descriptive and exploratory research, with a qualitative and quantitative, documentary and bibliographic approach. The data collection instrument was the questionnaire with the Lickert Scale of Social Attitudes towards Inclusion (ELASI). The data were treated using the statistical software GNU/PSPP, using descriptive statistics and non-parametric tests. Analyses of public policies and regulatory frameworks of the Brazilian inclusive education system in the period from 1970 to 2023 were developed, focusing on the conceptual terms of identification of people with disabilities from the analysis of the historical context, behavior of the actors in the implementation, ideas and values of the actors, typologies, approaches and the set of public policies that sustain inclusive education at the national level. The foundation of the theoretical propositions are approached in three analytical-conceptual categories: (a) historical, social and cultural context of the human psyche, within the conception of Liev Seminiovitch Vygotsky (1896-1934) in his perspective of historical-dialectical materialism; (b) social representations: based on the Theory of Social Representations (MOSCOVICI, 1978) and, (c) social attitudes: in the conception of Rodrigues (et al, 2007) and Omote (2005, 2017, 2021). In the study, the concept of inclusive education refers to a form of education in which all people, regardless of their abilities, gender differences, socioeconomic status, and other differences, participate, learn, and engage in a shared learning environment. Results indicated that the social attitudes of the teachers involved in the research were favorable to the inclusion of students with disabilities, likewise, the results suggest that continuing education in the area of inclusive education influences the positive social attitudes of these teachers. The results described showed agreement with the purpose of this study, regarding the relevance of teacher education that considers in its formative processes the subjectivity of social relations and the representations woven in these interactions, notably the social attitudes of teachers towards inclusive education. Studies involving social attitudes towards inclusion are needed, as they can provide clues to how those involved in inclusive teaching are dealing with students, as well as developing and applying possible coping strategies. Formative processes should consider at least four critical reasons for teachers to be aware of and incorporate discussions about disability and (in)ability in the classroom: (1) the identity of disability will present itself in all classrooms, as all students have unique learning needs and strengths; (2) students from early childhood perceive differences and have questions about disability identity that are important to address; (3) month, week, days or simulations of disability awareness promote a philanthropic-paternalistic, inadequate and misguided view of disability and should be replaced by multi-referenced and meaningful discussions about disability; (4) teachers do not need to be 'disability experts' to integrate-adapt-flexibilize curriculum and to centralize discussions about disability and (in)ability. It is pointed out as a top priority to the formative processes, that they seek to free themselves from the focus of special education and define their own, independent and reflective agenda. The dominance of special education in the debate of the field of inclusive education, may have stagnated both practical and theoretical developments. It is also necessary to (re)contextualize the training courses (initial and continued) of teachers, in order to adapt to the previous knowledge, attitudes and beliefs of teachers about inclusion. The discussion about the teacher and teaching competence is relevant, with a view to enabling inclusive education to promote the presence, participation and learning of all through the implementation of inclusive values in educational cultures, policies and practices. In this sense, inclusion becomes an educational philosophy, which promotes a pedagogical practice that is based on the training of teachers prepared and supported to teacher in inclusive classrooms.porUniversidade Federal do PampaMestrado Profissional em Políticas PúblicasUNIPAMPABrasilCampus São BorjaCNPQ::CIENCIAS HUMANASPessoas com deficiênciaEducação inclusivaProfessores – FormaçãoComportamento humanoPeople with disabilitiesInclusive educationPolíticas públicas de formação de professores: a atitude social frente à educação inclusiva como princípio formativoinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Repositório Institucional da UNIPAMPAinstname:Universidade Federal do Pampa (UNIPAMPA)instacron:UNIPAMPAORIGINALMaria Salete Boing 2023.pdfMaria Salete Boing 2023.pdfapplication/pdf1972422https://repositorio.unipampa.edu.br/bitstreams/d5e3e403-101b-4984-9f92-1ff331576356/downloadd6f79c36d21210e6147162b5544bc42aMD51trueAnonymousREADLICENSElicense.txtlicense.txttext/plain; charset=utf-81854https://repositorio.unipampa.edu.br/bitstreams/3e822ba0-56b7-4a79-81cf-c00696954b16/downloadc9ad5aff503ef7873c4004c5b07c0b27MD52falseAnonymousREADriu/85192023-07-26 18:04:45.095open.accessoai:repositorio.unipampa.edu.br:riu/8519https://repositorio.unipampa.edu.brRepositório InstitucionalPUBhttp://dspace.unipampa.edu.br:8080/oai/requestsisbi@unipampa.edu.bropendoar:2023-07-26T18:04:45Repositório Institucional da UNIPAMPA - Universidade Federal do Pampa (UNIPAMPA)falseTElDRU7Dh0EgREUgRElTVFJJQlVJw4fDg08gTsODTy1FWENMVVNJVkEKCkNvbSBhIGFwcmVzZW50YcOnw6NvIGRlc3RhIGxpY2Vuw6dhLCB2b2PDqiAobyBhdXRvciAoZXMpIG91IG8gdGl0dWxhciBkb3MgZGlyZWl0b3MgZGUgYXV0b3IpIGNvbmNlZGUgYW8gUmVwb3NpdMOzcmlvCkluc3RpdHVjaW9uYWwgbyBkaXJlaXRvIG7Do28tZXhjbHVzaXZvIGRlIHJlcHJvZHV6aXIsICB0cmFkdXppciAoY29uZm9ybWUgZGVmaW5pZG8gYWJhaXhvKSwgZS9vdSBkaXN0cmlidWlyIGEKc3VhIHB1YmxpY2HDp8OjbyAoaW5jbHVpbmRvIG8gcmVzdW1vKSBwb3IgdG9kbyBvIG11bmRvIG5vIGZvcm1hdG8gaW1wcmVzc28gZSBlbGV0csO0bmljbyBlIGVtIHF1YWxxdWVyIG1laW8sIGluY2x1aW5kbyBvcwpmb3JtYXRvcyDDoXVkaW8gb3UgdsOtZGVvLgoKVm9jw6ogY29uY29yZGEgcXVlIGEgVU5JUEFNUEEgcG9kZSwgc2VtIGFsdGVyYXIgbyBjb250ZcO6ZG8sIHRyYW5zcG9yIGEgc3VhIHB1YmxpY2HDp8OjbyBwYXJhIHF1YWxxdWVyIG1laW8gb3UgZm9ybWF0bwpwYXJhIGZpbnMgZGUgcHJlc2VydmHDp8Ojby4KClZvY8OqIHRhbWLDqW0gY29uY29yZGEgcXVlICBhIFVOSVBBTVBBIHBvZGUgbWFudGVyIG1haXMgZGUgdW1hIGPDs3BpYSBkZSBzdWEgcHVibGljYcOnw6NvIHBhcmEgZmlucyBkZSBzZWd1cmFuw6dhLCBiYWNrLXVwCmUgcHJlc2VydmHDp8Ojby4KClZvY8OqIGRlY2xhcmEgcXVlIGEgc3VhIHB1YmxpY2HDp8OjbyDDqSBvcmlnaW5hbCBlIHF1ZSB2b2PDqiB0ZW0gbyBwb2RlciBkZSBjb25jZWRlciBvcyBkaXJlaXRvcyBjb250aWRvcyBuZXN0YSBsaWNlbsOnYS4KVm9jw6ogdGFtYsOpbSBkZWNsYXJhIHF1ZSBvIGRlcMOzc2l0byBkYSBzdWEgcHVibGljYcOnw6NvIG7Do28sIHF1ZSBzZWphIGRlIHNldSBjb25oZWNpbWVudG8sIGluZnJpbmdlIGRpcmVpdG9zIGF1dG9yYWlzCmRlIG5pbmd1w6ltLgoKQ2FzbyBhIHN1YSBwdWJsaWNhw6fDo28gY29udGVuaGEgbWF0ZXJpYWwgcXVlIHZvY8OqIG7Do28gcG9zc3VpIGEgdGl0dWxhcmlkYWRlIGRvcyBkaXJlaXRvcyBhdXRvcmFpcywgdm9jw6ogZGVjbGFyYSBxdWUKb2J0ZXZlIGEgcGVybWlzc8OjbyBpcnJlc3RyaXRhIGRvIGRldGVudG9yIGRvcyBkaXJlaXRvcyBhdXRvcmFpcyBwYXJhIGNvbmNlZGVyIMOgIFVOSVBBTVBBIG9zIGRpcmVpdG9zIGFwcmVzZW50YWRvcwpuZXN0YSBsaWNlbsOnYSwgZSBxdWUgZXNzZSBtYXRlcmlhbCBkZSBwcm9wcmllZGFkZSBkZSB0ZXJjZWlyb3MgZXN0w6EgY2xhcmFtZW50ZSBpZGVudGlmaWNhZG8gZSByZWNvbmhlY2lkbyBubyB0ZXh0bwpvdSBubyBjb250ZcO6ZG8gZGEgcHVibGljYcOnw6NvIG9yYSBkZXBvc2l0YWRhLgoKQ0FTTyBBIFBVQkxJQ0HDh8ODTyBPUkEgREVQT1NJVEFEQSBURU5IQSBTSURPIFJFU1VMVEFETyBERSBVTSBQQVRST0PDjU5JTyBPVSBBUE9JTyBERSBVTUEgQUfDik5DSUEgREUgRk9NRU5UTyBPVSBPVVRSTwpPUkdBTklTTU8sIFZPQ8OKIERFQ0xBUkEgUVVFIFJFU1BFSVRPVSBUT0RPUyBFIFFVQUlTUVVFUiBESVJFSVRPUyBERSBSRVZJU8ODTyBDT01PIFRBTULDiU0gQVMgREVNQUlTIE9CUklHQcOHw5VFUwpFWElHSURBUyBQT1IgQ09OVFJBVE8gT1UgQUNPUkRPLgoKQSBVTklQQU1QQSBzZSBjb21wcm9tZXRlIGEgaWRlbnRpZmljYXIgY2xhcmFtZW50ZSBvIHNldSBub21lIChzKSBvdSBvKHMpIG5vbWUocykgZG8ocykgZGV0ZW50b3IoZXMpIGRvcyBkaXJlaXRvcwphdXRvcmFpcyBkYSBwdWJsaWNhw6fDo28sIGUgbsOjbyBmYXLDoSBxdWFscXVlciBhbHRlcmHDp8OjbywgYWzDqW0gZGFxdWVsYXMgY29uY2VkaWRhcyBwb3IgZXN0YSBsaWNlbsOnYS4K
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Processos formativos devem considerar, pelo menos quatro razões críticas para que os professores estejam cientes e incorporem discussões sobre deficiência e (in)capacidade na sala de aula: (1) a identidade da deficiência se apresentará em todas as salas de aula, pois todos os alunos têm necessidades e pontos fortes de aprendizado únicos; (2) alunos desde a primeira infância percebem diferenças e têm perguntas sobre a identidade da deficiência que são importantes para abordar; (3) mês, semana, dias ou simulações de conscientização sobre a deficiência promovem uma visão filantrópica-paternalista, inadequada e equivocada da deficiência e devem ser substituídos por discussões multirreferenciadas e significativas sobre a deficiência; (4) os professores não precisam ser 'especialistas em deficiência' para integrar-adaptar-flexibilizar currículo e que centralize as discussões sobre deficiência e (in)capacidade. Aponta-se como prioridade máxima aos processos formativos, que estes busquem libertar-se do foco da educação especial e definam agenda própria, independente e reflexiva. O domínio da educação especial no debate do campo da educação inclusiva, pode ter estagnado tanto os desenvolvimentos práticos quanto os teóricos. Cabe ainda a (re)contextualização dos cursos de formação (inicial e continuada) de professores, de forma a adequarem-se ao conhecimento prévio, atitudes e crenças dos professores sobre a inclusão. A discussão sobre o professor e a competência docente é relevante, com vistas a possibilitar que a educação inclusiva promova a presença, a participação e a aprendizagem de todos por meio da implementação de valores inclusivos nas culturas, políticas e práticas educacionais. Nesse sentido, a inclusão torna-se uma filosofia educacional, que promove um fazer pedagógico que se fundamenta na formação de professores preparados e apoiados para ensinar em salas de aula inclusivas.
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