Área de vida, padrões de atividade e abundância de Martins-pescadores (Aves: Alcedinidae) no Sul do Brasil

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2019
Autor(a) principal: Aguiar, Cassiana Alves de lattes
Orientador(a): Kasper, Carlos Benhur lattes
Banca de defesa: Carlos, Caio José lattes, Valls, Fernanda Caminha Leal lattes
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal do Pampa
Programa de Pós-Graduação: Mestrado Acadêmico em Ciências Biológicas
Departamento: Campus São Gabriel
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Área do conhecimento CNPq:
Link de acesso: https://repositorio.unipampa.edu.br/jspui/handle/riu/7227
Resumo: Entre abril de 2017 e dezembro de 2018 foram realizados estudos sobre abundância, área de vida e padrão de atividade de Megaceryle torquata, Chloroceryle amazona e Chloroceryle americana, três espécies de martinspescadores. As amostragens foram realizadas em um trecho do Arroio Cambaizinho, um riacho localizado no município de Santa Margarida do Sul, Rio Grande do Sul. Este riacho é afluente do Rio Vacacaí, pertencente ao sistema hidrográfico Laguna dos Patos. O riacho apresenta uma largura média de 15 metros e alterna trechos de pequenas corredeiras e locais um pouco profundos de baixa correnteza. Foram obtidos 407 registros de atividade, 74 registros de forrageio e 269 registros de altura de poleiros. O período de atividade das aves abrangeu todo período de luminosidade diurna e um maior número de registros no fotoperíodo de verão foi observado. Neste fotoperíodo, os martim-pescadores diminuíram sua atividade nas horas de maior incidência de raios solares e temperaturas mais elevadas. Embora as aves também tenham apontado uma menor atividade nestas horas, elas também demonstraram aproveitar períodos mais quentes no período da manhã no fotoperíodo de inverno. A atividade de forrageio não foi completamente sobreposta, apesar de alguns picos de atividade serem nos mesmos horários. C. americana utiliza recursos alimentares distintos das demais e não apresentou diferença no horário de atividade. Por outro lado, C. amazona e M. torquata utilizam recursos alimentares similares, e as diferenças no horário de atividade podem significar um mecanismo para evitar competição por interferência. A altura do poleiro utilizado pelos martins-pescadores aumentou de forma positiva com relação ao tamanho corpóreo. Neste estudo os martins-pescadores demonstraram um período de atividade geral semelhante mas, também, período de atividade de forrageio diferente entre as espécies. A partição de recursos alimentares utilizando outros tipos ou tamanhos de presa, e diferentes estratégias de forrageio também foram constatadas. Esses são mecanismos importantes que permitem que espécies coexistam e, como no caso não há recursos alimentares limitados, as espécies em questão apresentaram comportamentos que diminuíram a competição por interferência. As estimativas de tamanho populacional para área de estudo foram de 3,7 indivíduos de C. amazona e 4,25 indivíduos de C. americana. A densidade populacional de C. amazona foi estimada em 7,1 indivíduos/km² e 5,4 indivíduos/km² de C. americana. 9 Para C. amazona as áreas de vida estimadas variaram de 0,48 km² a 0,69 km². Para C. americana, a área de vida mínima estimada variou de 0,47 a 0,93 km². No que se refere a M. torquata, a área de vida mínima estimada foi de 0,61 km². Este é o primeiro estudo de padrões de movimento, abundâncias e tamanhos de área de vida de martins-pescadores no Brasil e fornece informações básicas importantes sobre a ecologia destas espécies. Com base em nossos resultados, aparentemente C. americana ocupa um nicho distinto enquanto que C. amazona e M. torquata apresentam uma maior sobreposição principalmente pelo tipo de presas capturadas.
id UNIP_b4e843e66a4473f884f13591fd75e2c5
oai_identifier_str oai:repositorio.unipampa.edu.br:riu/7227
network_acronym_str UNIP
network_name_str Repositório Institucional da UNIPAMPA
repository_id_str
spelling Kasper, Carlos Benhurhttp://lattes.cnpq.br/3758714218353612http://lattes.cnpq.br/1520981981184179Carlos, Caio JoséValls, Fernanda Caminha Lealhttp://lattes.cnpq.br/6515987885950516http://lattes.cnpq.br/8973680430342234http://lattes.cnpq.br/2413235665741119Aguiar, Cassiana Alves de2022-05-13T12:57:47Z2019-10-072022-05-13T12:57:47Z2019-08-08AGUIAR, Cassiana Alves de. Área de vida, padrões de atividade e abundância de Martins-pescadores (Aves: Alcedinidae) no Sul do Brasil.2019. 63 p. Dissertação (Mestrado em Ciências Biológicas) - Universidade Federal do Pampa, Campus São Gabriel, São Gabriel, 2019.https://repositorio.unipampa.edu.br/jspui/handle/riu/7227Entre abril de 2017 e dezembro de 2018 foram realizados estudos sobre abundância, área de vida e padrão de atividade de Megaceryle torquata, Chloroceryle amazona e Chloroceryle americana, três espécies de martinspescadores. As amostragens foram realizadas em um trecho do Arroio Cambaizinho, um riacho localizado no município de Santa Margarida do Sul, Rio Grande do Sul. Este riacho é afluente do Rio Vacacaí, pertencente ao sistema hidrográfico Laguna dos Patos. O riacho apresenta uma largura média de 15 metros e alterna trechos de pequenas corredeiras e locais um pouco profundos de baixa correnteza. Foram obtidos 407 registros de atividade, 74 registros de forrageio e 269 registros de altura de poleiros. O período de atividade das aves abrangeu todo período de luminosidade diurna e um maior número de registros no fotoperíodo de verão foi observado. Neste fotoperíodo, os martim-pescadores diminuíram sua atividade nas horas de maior incidência de raios solares e temperaturas mais elevadas. Embora as aves também tenham apontado uma menor atividade nestas horas, elas também demonstraram aproveitar períodos mais quentes no período da manhã no fotoperíodo de inverno. A atividade de forrageio não foi completamente sobreposta, apesar de alguns picos de atividade serem nos mesmos horários. C. americana utiliza recursos alimentares distintos das demais e não apresentou diferença no horário de atividade. Por outro lado, C. amazona e M. torquata utilizam recursos alimentares similares, e as diferenças no horário de atividade podem significar um mecanismo para evitar competição por interferência. A altura do poleiro utilizado pelos martins-pescadores aumentou de forma positiva com relação ao tamanho corpóreo. Neste estudo os martins-pescadores demonstraram um período de atividade geral semelhante mas, também, período de atividade de forrageio diferente entre as espécies. A partição de recursos alimentares utilizando outros tipos ou tamanhos de presa, e diferentes estratégias de forrageio também foram constatadas. Esses são mecanismos importantes que permitem que espécies coexistam e, como no caso não há recursos alimentares limitados, as espécies em questão apresentaram comportamentos que diminuíram a competição por interferência. As estimativas de tamanho populacional para área de estudo foram de 3,7 indivíduos de C. amazona e 4,25 indivíduos de C. americana. A densidade populacional de C. amazona foi estimada em 7,1 indivíduos/km² e 5,4 indivíduos/km² de C. americana. 9 Para C. amazona as áreas de vida estimadas variaram de 0,48 km² a 0,69 km². Para C. americana, a área de vida mínima estimada variou de 0,47 a 0,93 km². No que se refere a M. torquata, a área de vida mínima estimada foi de 0,61 km². Este é o primeiro estudo de padrões de movimento, abundâncias e tamanhos de área de vida de martins-pescadores no Brasil e fornece informações básicas importantes sobre a ecologia destas espécies. Com base em nossos resultados, aparentemente C. americana ocupa um nicho distinto enquanto que C. amazona e M. torquata apresentam uma maior sobreposição principalmente pelo tipo de presas capturadas.Between April 2017 and December 2018, studies were conducted on abundance, home range and activity pattern of Megaceryle torquata, Cloroceryle amazona and Chloroceryle americana, three species of kingfishers. Samples were taken from a stretch of Arroio Cambaizinho, a stream located in Santa Margarida do Sul municipaly, Rio Grande do Sul. This stream is a tributary of the Vacacaí River, belonging to the Laguna dos Patos hydrographic system. The stream has an average width of 15 meters and alternates stretches of small rip tides and somewhat deep low flow locations. 407 activity records, 74 forage records and 269 heights of perches records were obtained. The birds’ activity covered the whole period of daylight and a larger number of records in the summer photoperiod were observed. In this photoperiod, kingfishers decreased their activity during the hours with the highest incidence of sunlight and higher temperatures. Although birds also showed lower activity at these times, they also demonstrated to enjoy warmer periods in the morning during the winter photoperiod. Foraging activity was not completely overlapped, although some activity peaks were at the same time. C. americana uses different food resources from the others and showed no difference in activity hours. On the other hand, C. amazona and M. torquata use similar food resources, and differences in hours of activity may mean a mechanism to avoid competition for interference. The height of the perch used by kingfishers increased positively with the body size. In this study the kingfishers demonstrated a similar overall activity period but also a different foraging activity period between species. Partitioning of food resources using other prey types or sizes, and different foraging strategies were also found. These are important mechanisms that allow species to coexist and, as there are no limited food resources, the species in question exhibited behaviors that reduced competition for interference. The population size estimates for the study area were 3.7 individuals of C. amazona and 4.25 individuals of C. americana. The population density of C. amazona was estimated at 7.1 individuals / km² and 5.4 individuals / km² of C. americana. For C. amazona the estimated home range varied from 0.48 km² to 0.69 km². For C. americana, the estimated minimum home range varied from 0.47 to 0.93 km². For M. torquata, the estimated minimum home range was 0.61 km². This is the first study of kingfisher movement patterns, abundances and living area sizes in Brazil and provides important background information on 11 these species ecology. Based on our results, apparently C. americana occupies a distinct niche while C. amazona and M. torquata show a greater overlap mainly by the type of prey captured.porUniversidade Federal do PampaMestrado Acadêmico em Ciências BiológicasUNIPAMPABrasilCampus São GabrielCNPQ::CIENCIAS BIOLOGICASCoraciiformesEcologiaUso de habitatRegião NeotropicalRiachoCoraciiformesEcologyHabitat useNeotropical RegionStreamÁrea de vida, padrões de atividade e abundância de Martins-pescadores (Aves: Alcedinidae) no Sul do Brasilinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Repositório Institucional da UNIPAMPAinstname:Universidade Federal do Pampa (UNIPAMPA)instacron:UNIPAMPAORIGINALÁrea de vida, padrões de atividade e abundância de Martins-pescadores (Aves Alcedinidae) no Sul do Brasil.pdfÁrea de vida, padrões de atividade e abundância de Martins-pescadores (Aves Alcedinidae) no Sul do Brasil.pdfapplication/pdf1207875https://repositorio.unipampa.edu.br/bitstreams/e4a971cc-8530-446d-bf11-8844c94ea3c9/download397e1042856d1b5daa4e0617bfbf8fc1MD51trueAnonymousREADLICENSElicense.txtlicense.txttext/plain; charset=utf-81854https://repositorio.unipampa.edu.br/bitstreams/8219d787-3f88-407f-81b1-686074b69182/downloadc9ad5aff503ef7873c4004c5b07c0b27MD52falseAnonymousREADriu/72272022-08-01 14:13:00.273open.accessoai:repositorio.unipampa.edu.br:riu/7227https://repositorio.unipampa.edu.brRepositório InstitucionalPUBhttp://dspace.unipampa.edu.br:8080/oai/requestsisbi@unipampa.edu.bropendoar:2022-08-01T14:13Repositório Institucional da UNIPAMPA - Universidade Federal do Pampa (UNIPAMPA)falseTElDRU7Dh0EgREUgRElTVFJJQlVJw4fDg08gTsODTy1FWENMVVNJVkEKCkNvbSBhIGFwcmVzZW50YcOnw6NvIGRlc3RhIGxpY2Vuw6dhLCB2b2PDqiAobyBhdXRvciAoZXMpIG91IG8gdGl0dWxhciBkb3MgZGlyZWl0b3MgZGUgYXV0b3IpIGNvbmNlZGUgYW8gUmVwb3NpdMOzcmlvCkluc3RpdHVjaW9uYWwgbyBkaXJlaXRvIG7Do28tZXhjbHVzaXZvIGRlIHJlcHJvZHV6aXIsICB0cmFkdXppciAoY29uZm9ybWUgZGVmaW5pZG8gYWJhaXhvKSwgZS9vdSBkaXN0cmlidWlyIGEKc3VhIHB1YmxpY2HDp8OjbyAoaW5jbHVpbmRvIG8gcmVzdW1vKSBwb3IgdG9kbyBvIG11bmRvIG5vIGZvcm1hdG8gaW1wcmVzc28gZSBlbGV0csO0bmljbyBlIGVtIHF1YWxxdWVyIG1laW8sIGluY2x1aW5kbyBvcwpmb3JtYXRvcyDDoXVkaW8gb3UgdsOtZGVvLgoKVm9jw6ogY29uY29yZGEgcXVlIGEgVU5JUEFNUEEgcG9kZSwgc2VtIGFsdGVyYXIgbyBjb250ZcO6ZG8sIHRyYW5zcG9yIGEgc3VhIHB1YmxpY2HDp8OjbyBwYXJhIHF1YWxxdWVyIG1laW8gb3UgZm9ybWF0bwpwYXJhIGZpbnMgZGUgcHJlc2VydmHDp8Ojby4KClZvY8OqIHRhbWLDqW0gY29uY29yZGEgcXVlICBhIFVOSVBBTVBBIHBvZGUgbWFudGVyIG1haXMgZGUgdW1hIGPDs3BpYSBkZSBzdWEgcHVibGljYcOnw6NvIHBhcmEgZmlucyBkZSBzZWd1cmFuw6dhLCBiYWNrLXVwCmUgcHJlc2VydmHDp8Ojby4KClZvY8OqIGRlY2xhcmEgcXVlIGEgc3VhIHB1YmxpY2HDp8OjbyDDqSBvcmlnaW5hbCBlIHF1ZSB2b2PDqiB0ZW0gbyBwb2RlciBkZSBjb25jZWRlciBvcyBkaXJlaXRvcyBjb250aWRvcyBuZXN0YSBsaWNlbsOnYS4KVm9jw6ogdGFtYsOpbSBkZWNsYXJhIHF1ZSBvIGRlcMOzc2l0byBkYSBzdWEgcHVibGljYcOnw6NvIG7Do28sIHF1ZSBzZWphIGRlIHNldSBjb25oZWNpbWVudG8sIGluZnJpbmdlIGRpcmVpdG9zIGF1dG9yYWlzCmRlIG5pbmd1w6ltLgoKQ2FzbyBhIHN1YSBwdWJsaWNhw6fDo28gY29udGVuaGEgbWF0ZXJpYWwgcXVlIHZvY8OqIG7Do28gcG9zc3VpIGEgdGl0dWxhcmlkYWRlIGRvcyBkaXJlaXRvcyBhdXRvcmFpcywgdm9jw6ogZGVjbGFyYSBxdWUKb2J0ZXZlIGEgcGVybWlzc8OjbyBpcnJlc3RyaXRhIGRvIGRldGVudG9yIGRvcyBkaXJlaXRvcyBhdXRvcmFpcyBwYXJhIGNvbmNlZGVyIMOgIFVOSVBBTVBBIG9zIGRpcmVpdG9zIGFwcmVzZW50YWRvcwpuZXN0YSBsaWNlbsOnYSwgZSBxdWUgZXNzZSBtYXRlcmlhbCBkZSBwcm9wcmllZGFkZSBkZSB0ZXJjZWlyb3MgZXN0w6EgY2xhcmFtZW50ZSBpZGVudGlmaWNhZG8gZSByZWNvbmhlY2lkbyBubyB0ZXh0bwpvdSBubyBjb250ZcO6ZG8gZGEgcHVibGljYcOnw6NvIG9yYSBkZXBvc2l0YWRhLgoKQ0FTTyBBIFBVQkxJQ0HDh8ODTyBPUkEgREVQT1NJVEFEQSBURU5IQSBTSURPIFJFU1VMVEFETyBERSBVTSBQQVRST0PDjU5JTyBPVSBBUE9JTyBERSBVTUEgQUfDik5DSUEgREUgRk9NRU5UTyBPVSBPVVRSTwpPUkdBTklTTU8sIFZPQ8OKIERFQ0xBUkEgUVVFIFJFU1BFSVRPVSBUT0RPUyBFIFFVQUlTUVVFUiBESVJFSVRPUyBERSBSRVZJU8ODTyBDT01PIFRBTULDiU0gQVMgREVNQUlTIE9CUklHQcOHw5VFUwpFWElHSURBUyBQT1IgQ09OVFJBVE8gT1UgQUNPUkRPLgoKQSBVTklQQU1QQSBzZSBjb21wcm9tZXRlIGEgaWRlbnRpZmljYXIgY2xhcmFtZW50ZSBvIHNldSBub21lIChzKSBvdSBvKHMpIG5vbWUocykgZG8ocykgZGV0ZW50b3IoZXMpIGRvcyBkaXJlaXRvcwphdXRvcmFpcyBkYSBwdWJsaWNhw6fDo28sIGUgbsOjbyBmYXLDoSBxdWFscXVlciBhbHRlcmHDp8OjbywgYWzDqW0gZGFxdWVsYXMgY29uY2VkaWRhcyBwb3IgZXN0YSBsaWNlbsOnYS4K
dc.title.pt_BR.fl_str_mv Área de vida, padrões de atividade e abundância de Martins-pescadores (Aves: Alcedinidae) no Sul do Brasil
title Área de vida, padrões de atividade e abundância de Martins-pescadores (Aves: Alcedinidae) no Sul do Brasil
spellingShingle Área de vida, padrões de atividade e abundância de Martins-pescadores (Aves: Alcedinidae) no Sul do Brasil
Aguiar, Cassiana Alves de
CNPQ::CIENCIAS BIOLOGICAS
Coraciiformes
Ecologia
Uso de habitat
Região Neotropical
Riacho
Coraciiformes
Ecology
Habitat use
Neotropical Region
Stream
title_short Área de vida, padrões de atividade e abundância de Martins-pescadores (Aves: Alcedinidae) no Sul do Brasil
title_full Área de vida, padrões de atividade e abundância de Martins-pescadores (Aves: Alcedinidae) no Sul do Brasil
title_fullStr Área de vida, padrões de atividade e abundância de Martins-pescadores (Aves: Alcedinidae) no Sul do Brasil
title_full_unstemmed Área de vida, padrões de atividade e abundância de Martins-pescadores (Aves: Alcedinidae) no Sul do Brasil
title_sort Área de vida, padrões de atividade e abundância de Martins-pescadores (Aves: Alcedinidae) no Sul do Brasil
author Aguiar, Cassiana Alves de
author_facet Aguiar, Cassiana Alves de
author_role author
dc.contributor.advisor1.fl_str_mv Kasper, Carlos Benhur
dc.contributor.advisor1Lattes.fl_str_mv http://lattes.cnpq.br/3758714218353612
dc.contributor.advisor-co1Lattes.fl_str_mv http://lattes.cnpq.br/1520981981184179
dc.contributor.referee1.fl_str_mv Carlos, Caio José
dc.contributor.referee2.fl_str_mv Valls, Fernanda Caminha Leal
dc.contributor.referee2Lattes.fl_str_mv http://lattes.cnpq.br/6515987885950516
dc.contributor.referee1Lattes.fl_str_mv http://lattes.cnpq.br/8973680430342234
dc.contributor.authorLattes.fl_str_mv http://lattes.cnpq.br/2413235665741119
dc.contributor.author.fl_str_mv Aguiar, Cassiana Alves de
contributor_str_mv Kasper, Carlos Benhur
Carlos, Caio José
Valls, Fernanda Caminha Leal
dc.subject.cnpq.fl_str_mv CNPQ::CIENCIAS BIOLOGICAS
topic CNPQ::CIENCIAS BIOLOGICAS
Coraciiformes
Ecologia
Uso de habitat
Região Neotropical
Riacho
Coraciiformes
Ecology
Habitat use
Neotropical Region
Stream
dc.subject.por.fl_str_mv Coraciiformes
Ecologia
Uso de habitat
Região Neotropical
Riacho
Coraciiformes
Ecology
Habitat use
Neotropical Region
Stream
description Entre abril de 2017 e dezembro de 2018 foram realizados estudos sobre abundância, área de vida e padrão de atividade de Megaceryle torquata, Chloroceryle amazona e Chloroceryle americana, três espécies de martinspescadores. As amostragens foram realizadas em um trecho do Arroio Cambaizinho, um riacho localizado no município de Santa Margarida do Sul, Rio Grande do Sul. Este riacho é afluente do Rio Vacacaí, pertencente ao sistema hidrográfico Laguna dos Patos. O riacho apresenta uma largura média de 15 metros e alterna trechos de pequenas corredeiras e locais um pouco profundos de baixa correnteza. Foram obtidos 407 registros de atividade, 74 registros de forrageio e 269 registros de altura de poleiros. O período de atividade das aves abrangeu todo período de luminosidade diurna e um maior número de registros no fotoperíodo de verão foi observado. Neste fotoperíodo, os martim-pescadores diminuíram sua atividade nas horas de maior incidência de raios solares e temperaturas mais elevadas. Embora as aves também tenham apontado uma menor atividade nestas horas, elas também demonstraram aproveitar períodos mais quentes no período da manhã no fotoperíodo de inverno. A atividade de forrageio não foi completamente sobreposta, apesar de alguns picos de atividade serem nos mesmos horários. C. americana utiliza recursos alimentares distintos das demais e não apresentou diferença no horário de atividade. Por outro lado, C. amazona e M. torquata utilizam recursos alimentares similares, e as diferenças no horário de atividade podem significar um mecanismo para evitar competição por interferência. A altura do poleiro utilizado pelos martins-pescadores aumentou de forma positiva com relação ao tamanho corpóreo. Neste estudo os martins-pescadores demonstraram um período de atividade geral semelhante mas, também, período de atividade de forrageio diferente entre as espécies. A partição de recursos alimentares utilizando outros tipos ou tamanhos de presa, e diferentes estratégias de forrageio também foram constatadas. Esses são mecanismos importantes que permitem que espécies coexistam e, como no caso não há recursos alimentares limitados, as espécies em questão apresentaram comportamentos que diminuíram a competição por interferência. As estimativas de tamanho populacional para área de estudo foram de 3,7 indivíduos de C. amazona e 4,25 indivíduos de C. americana. A densidade populacional de C. amazona foi estimada em 7,1 indivíduos/km² e 5,4 indivíduos/km² de C. americana. 9 Para C. amazona as áreas de vida estimadas variaram de 0,48 km² a 0,69 km². Para C. americana, a área de vida mínima estimada variou de 0,47 a 0,93 km². No que se refere a M. torquata, a área de vida mínima estimada foi de 0,61 km². Este é o primeiro estudo de padrões de movimento, abundâncias e tamanhos de área de vida de martins-pescadores no Brasil e fornece informações básicas importantes sobre a ecologia destas espécies. Com base em nossos resultados, aparentemente C. americana ocupa um nicho distinto enquanto que C. amazona e M. torquata apresentam uma maior sobreposição principalmente pelo tipo de presas capturadas.
publishDate 2019
dc.date.available.fl_str_mv 2019-10-07
2022-05-13T12:57:47Z
dc.date.issued.fl_str_mv 2019-08-08
dc.date.accessioned.fl_str_mv 2022-05-13T12:57:47Z
dc.type.status.fl_str_mv info:eu-repo/semantics/publishedVersion
dc.type.driver.fl_str_mv info:eu-repo/semantics/masterThesis
format masterThesis
status_str publishedVersion
dc.identifier.citation.fl_str_mv AGUIAR, Cassiana Alves de. Área de vida, padrões de atividade e abundância de Martins-pescadores (Aves: Alcedinidae) no Sul do Brasil.2019. 63 p. Dissertação (Mestrado em Ciências Biológicas) - Universidade Federal do Pampa, Campus São Gabriel, São Gabriel, 2019.
dc.identifier.uri.fl_str_mv https://repositorio.unipampa.edu.br/jspui/handle/riu/7227
identifier_str_mv AGUIAR, Cassiana Alves de. Área de vida, padrões de atividade e abundância de Martins-pescadores (Aves: Alcedinidae) no Sul do Brasil.2019. 63 p. Dissertação (Mestrado em Ciências Biológicas) - Universidade Federal do Pampa, Campus São Gabriel, São Gabriel, 2019.
url https://repositorio.unipampa.edu.br/jspui/handle/riu/7227
dc.language.iso.fl_str_mv por
language por
dc.rights.driver.fl_str_mv info:eu-repo/semantics/openAccess
eu_rights_str_mv openAccess
dc.publisher.none.fl_str_mv Universidade Federal do Pampa
dc.publisher.program.fl_str_mv Mestrado Acadêmico em Ciências Biológicas
dc.publisher.initials.fl_str_mv UNIPAMPA
dc.publisher.country.fl_str_mv Brasil
dc.publisher.department.fl_str_mv Campus São Gabriel
publisher.none.fl_str_mv Universidade Federal do Pampa
dc.source.none.fl_str_mv reponame:Repositório Institucional da UNIPAMPA
instname:Universidade Federal do Pampa (UNIPAMPA)
instacron:UNIPAMPA
instname_str Universidade Federal do Pampa (UNIPAMPA)
instacron_str UNIPAMPA
institution UNIPAMPA
reponame_str Repositório Institucional da UNIPAMPA
collection Repositório Institucional da UNIPAMPA
bitstream.url.fl_str_mv https://repositorio.unipampa.edu.br/bitstreams/e4a971cc-8530-446d-bf11-8844c94ea3c9/download
https://repositorio.unipampa.edu.br/bitstreams/8219d787-3f88-407f-81b1-686074b69182/download
bitstream.checksum.fl_str_mv 397e1042856d1b5daa4e0617bfbf8fc1
c9ad5aff503ef7873c4004c5b07c0b27
bitstream.checksumAlgorithm.fl_str_mv MD5
MD5
repository.name.fl_str_mv Repositório Institucional da UNIPAMPA - Universidade Federal do Pampa (UNIPAMPA)
repository.mail.fl_str_mv sisbi@unipampa.edu.br
_version_ 1854750389335752704