O olhar inverso - as relações de poder no complexo de prisões da Rua Frei Caneca (1930 – 1960)

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2012
Autor(a) principal: Figueira, Sandra de Almeida
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/unirio/12257
Resumo: Dissertação também disponível em formato impresso, com o número de chamada MMS 2012/09
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The modern lock has to be based on the confinement of persons who commit offenses against the social order in a place where all their rights were restricted, starting at its second fundamental right that is freedom, and following rights civil, political and social. There was an effort on the part of state power, many theorists and jurists in the countries of Europe and the U.S. in order to become useful workers offenders, framing them in social norms, that ceased to commit petty thefts, robberies and other property crimes of those who had property. And then, in the eighteenth and nineteenth centuries, the architectural model and the ideal of Jeremy Bentham indicated a format that would allow construction to monitor offenders in prisons and through a continuous look to see if they were being disciplined and corrected to return to society as good citizens and workers. This model was called Panopticon, which is the full view of some particular group of vigilantes. And that model has found fertile ground in Western countries as ideal for keeping people under constant surveillance until they get freedom, because the crimes were petty crimes, mostly, and most did not deserve the death penalty. What about the study performed in the eye opposite the Rua Frei Mug complex in Rio de Janeiro back in a different conception of the modern prison concerns the fact that the guard did not have any power over the offending panopticon prison. Instead, the offender was arrested who had favored this look on the guard. We focus on understanding how this reversal occurred, and despite her like a lot of people were being held for years, even their vigilant watching closely. We studied opinions, orders, plans, reports, photographs and practices in the maintenance of power relations that date back to the nineteenth century, and we follow the evolution of the complex to the limits of our working years between the decades from 1930 to 1960. Also accompany the changes in the city, the capital of the Empire of Brazil and the Republic, and other social control mechanisms created in the city since the nineteenth century, because the meshes of power are always intertwined with forms of social control, and the arrest is part this network. The consequences of looking backward to penal institutions, the quality of life of the employee and for the treatment of prisoners were also analyzed, as well as point out how technology can contribute to the improvement in the prison service for both employees and for prisoners, investing more in their treatments.n/aA prisão, como instituição em que as pessoas que transgredissem as normas sociais deveriam cumprir sua pena, é uma invenção de controle social relativamente recente da humanidade. Data de aproximadamente trezentos anos, já que ao contrário do que antes ocorria o transgressor aguardaria ali seu julgamento, para não fugir ao castigo após a sentença. As transformações econômicas e sociais na sociedade moderna e burguesa, em que as cidades mais desenvolvidas passaram a aglutinar grande número de pessoas foram as causas das prisões modernas e de outras formas de controle social sobre a população desconhecida daquelas cidades. O aprisionamento moderno passou a ter por base o confinamento das pessoas que cometessem delitos contra a ordem social em um local em que todos os seus direitos eram restringidos, iniciando-se pelo seu segundo direito fundamental que é a liberdade, e seguindo-se aos direitos civis, políticos e sociais. Ocorreu um empenho por parte do poder do Estado, dos juristas e muitos teóricos nos países da Europa e nos EUA, no sentido de tornar os transgressores úteis trabalhadores, enquadrando-os nas normas sociais, para que deixassem de cometer pequenos furtos, roubos e outros crimes contra a propriedade dos que possuíam bens. E naquele momento, no século XVIII e XIX, as ideais e o modelo arquitetônico de Jeremy Bentham indicaram um formato de construção que permitiria vigiar os transgressores nas prisões e através de um olhar contínuo observar se eles estariam sendo disciplinados e corrigidos para retornarem à sociedade como bons cidadãos e trabalhadores. Esse modelo recebeu o nome de panóptico, que é a visão total de alguns vigilantes sobre determinado grupo. E aquele modelo encontrou terreno fértil nos países do Ocidente, como ideal para manter as pessoas sobre constante vigilância até receberem a liberdade, já que os crimes eram pequenos delitos, em sua maioria, e não mereciam mais a pena capital. O que o estudo sobre o olhar inverso realizado no complexo da Rua Frei Caneca no Rio de Janeiro traz de diferente na concepção da prisão moderna concerne ao fato de que o vigilante não detinha o poder panóptico sobre o transgressor nas prisões. Ao contrário, era o transgressor preso que detinha esse olhar privilegiado sobre o vigilante. Focamos compreender como ocorreu essa inversão e, apesar dela como um grande número de pessoas foram mantidas presas durante anos, mesmo observando detidamente seus vigilantes. Para tanto, estudamos pareceres, decretos, plantas, relatórios, fotografias e práticas nas relações de manutenção do poder que remontam ao século XIX, e acompanhamos a evolução do complexo até os anos limites de nosso trabalho entre as décadas de 1930 a 1960. Acompanhamos também as transformações na cidade, capital do Império do Brasil e da República, e os outros mecanismos de controle sociais criados na cidade desde o século XIX, porque as malhas do poder estão sempre interligadas com as formas de controle social, e a prisão faz parte desta rede. As consequências do olhar inverso para a instituição prisional, para a qualidade de vida do funcionário e para o tratamento dos presos foram também analisadas, assim como apontamos de que forma a tecnologia poderá contribuir com a melhora nos serviços prisionais, tanto para os funcionários, quanto para os presos, investindo mais em seus tratamentosFarias, Francisco Ramos deFarias, Francisco Ramos deAbreu, Regina Maria do Rego Monteiro deUziel, Anna PaulaFigueira, Sandra de Almeida2018-08-17T19:54:31Z2018-08-17T19:54:31Z2012-04-09info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisFIGUEIRA, Sandra de Almeida. O olhar inverso: as relações de poder no complexo de prisões da Rua Frei Caneca (1930-1960). 2012http://hdl.handle.net/unirio/12257info:eu-repo/semantics/openAccessporreponame:Repositório Hórusinstname:Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO)instacron:UNIRIO2018-08-17T19:54:31Zoai:localhost:unirio/12257Repositório InstitucionalPUBhttp://www.repositorio-bc.unirio.br:8080/oai/requestbiblioteca.sid@unirio.bropendoar:2024-12-06T17:58:28.056163Repositório Hórus - Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO)false
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