Alterações cognitivas em profissionais de enfermagem que atuam em unidades de terapia intensiva

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2014
Autor(a) principal: Machado, Daniel Aragão
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/unirio/10910
Resumo: Tese também disponível em formato impresso, com o número de chamada CCBS DEB 2014/0001.
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spelling Alterações cognitivas em profissionais de enfermagem que atuam em unidades de terapia intensivaCognitive Alterations in professional nurses who act in Intensive Care UnitsCIÊNCIAS DA SAÚDEENFERMAGEMNursesCare/AttentionPsychomotor functioningIntensive Care UnitEnfermeirosAtençãoFuncionamento PsicomotorUnidade de Terapia IntensivaTese também disponível em formato impresso, com o número de chamada CCBS DEB 2014/0001.n/aThis study’s object was the stress level among Intensive Care Units (ICUs) nurses according to the humoral and neurocognitive perspective. The general objective was to analyze the stress implications on attention levels and psychomotor functioning on ICUs nurses. The specific objectives were to measure nurses’ stress, anxiety, depression, and salivary cortisol levels; to correlate the attention levels variation and psychomotor functioning before and after the ICU work day; to discuss these correlations to the practice of care in the ICU. The hypothesis is the increased stress level has repercussions on the ICU nurses’ attention level, psychomotor functioning and salivary cortisol levels. This is an observational analytical study, which nurses were submitted to a stress, anxiety and depression inventory, attention levels and psychomotor functioning evaluation (through the Trail Making Test A and B and TAVIS 4.0) and salivary cortisol levels analysis. The study was divided into three steps: M0 – beginning of the 24-hour shift; M1 – after 12 hours; and M2 – end of the 24-hour shift. Data were analyzed through the Wilcoxon test (p<0,05). The sample was composed of 18 individuals. Stress was positively diagnosed in 61%, all on resistance phase, and the psychological symptoms were predominant (73%). Depression signs were detected in 33% and the anxiety symptoms in 99.9%. A strong correlation between stress and depression (ρ=0,564 with p<0,05 ) and anxiety was found (ρ=1 with p<0,05). On TMT A the mean time in M0 was 34,6s (4,9) and in M2 38,7s (10,4), whereas on TMT B was 64,3s (16,7) and in M2 67,8s (23,8). Mean errors on TMT A was 0,13 (0,3) in M0 and 0,75 (1,0) in M2. On the TMT B the errors were 0,9 (1,5) in M0 and 1,3 (1,6) in M2. There was no significant difference among the times observed (p=0.068). Unlike M0 (ρ=-0,249), a weak correlation between stress and the task execution time in M2 (ρ = 0,055) was observed on TMT A. On TMT B there was a negative correlation between the times in M0 (ρ=-0,314) and M2 (ρ=-0,150), which suggests stress has little influence on nurses cognitive flexibility. The times in M0 and M2 are above the mean for a normal population. On TAVIS 4.0 the mean reaction time was 0,518 ms (0,916) in M0 and 0,593ms (0,183) in M2. The study subjects showed distractibility and irritability signs in M2 phase during the TAVIS 4.0 test. The mean action errors was 0,69 (0,94) in M0, whereas in M2 0,38 (0,65). Regarding the omission errors, the mean was 0 (0) in M0 and 0,38 (0,65) in M2. The results obtained for the time to complete the task (p=0.068), omission errors (p=0.088) and action errors (p=0.409) show that possibly there was no interference on the nurses’ attentive capacity. The salivary cortisol level was not significant when the variations were compared (p=0.1815), however the results in M0 and M1 showed relevant differences (p<0.0001). In M1 75% of the subjects showed cortisol increase. There was a positive correlation between stress and salivary cortisol in M0 (ρ=0,056) and M1 (ρ=0,620). By the end of the study a thesis emerged, the ICU 24-hour nursing workload is correlated to stress and salivary cortisol levels increase, in addition to a decrease on the attention process and psychomotor decline.n/aO objeto deste estudo foi o estresse entre enfermeiros de Unidades de Terapia Intensiva (UTI) na perspectiva humoral e neurocognitiva. O objetivo geral foi analisar as implicações do estresse nos níveis de atenção e funcionamento psicomotor de enfermeiros que atuam em UTI. Os objetivos específicos foram medir os níveis de estresse, ansiedade, depressão e cortisol salivar dos enfermeiros; correlacionar a variação dos níveis de atenção e o funcionamento psicomotor dos enfermeiros antes e após uma jornada de trabalho em UTI; discutir as implicações destas correlações para a prática do cuidado de enfermagem em UTI. As hipóteses são de que o elevado nível de estresse diminui o nível de atenção com repercussões sobre o funcionamento psicomotor de enfermeiros em UTI e, além disso, de que o nível de cortisol salivar pode correlacionar-se com o nível de estresse de enfermeiros após uma jornada de trabalho de 24 horas. Trata-se de um estudo observacional analítico, de abordagem quanti-qualitativa, onde enfermeiros que atuassem por um período de 24h ininterruptas foram submetidos à um inventário de estresse, ansiedade e depressão, avaliação dos níveis de atenção e funcionamento psicomotor (através do Trail Making Test A and B e TAVIS 4.0) e análise de níveis de cortisol salivar. O estudo foi dividido em três etapas: Primeira etapa (M0) - início do turno de 24h; segunda etapa (M1) - com 12h de turno; e terceira etapa (M2) - ao final do turno de 24h. Os resultados dos testes para atenção e funcionamento psicomotor foram obtidos pelos tempos e número de erros ocorridos entre M0 e M2. A normalidade foi verificada através dos testes Shapiro-Wilk e Kolmogorov-Smirnov e a análise através do teste de Wilcoxon (p<0,05).O resultado do cortisol salivar foi realizado em Laboratório especializado na UNIRIO. A amostra foi composta de 18 indivíduos. Houve diagnóstico positivo para estresse em 61%, sendo todos na fase de resistência e predomínio de sintomas psicológicos (73%). Sinais de depressão foram verificados em 33%, já sintomas de ansiedade foram encontrados em 99,9%. Houve forte correlação entre estresse e depressão (ρ=0,564 com p<0,05 ) e ansiedade (ρ=1 com p<0,05). No TMT A o tempo médio em M0 foi de 34,6s (4,9) e em M2 foi de 38,7s (10,4), já no TMT B em M0 foi de 64,3s (16,7) e em M2 de 67,8s (23,8). A média de erros no TMT A foi 0,13 (0,3) em M0 e 0,75 (1,0) em M2. No TMT B os erros foram de 0,9 (1,5) em M0 e 1,3 (1,6) em M2. Não houve diferença relevante entre os tempos observados (p=0.068). Houve correlação fraca entre estresse e o tempo de execução da tarefa em M2 (ρ = 0,055) para o TMT A, fato que não ocorreu em M0 (ρ=-0,249). Para o TMT B houve correlação negativa entre os tempos em M0 (ρ=-0,314) e M2 (ρ=-0,150), o que sugere que o estresse não influencie na flexibilidade cognitiva dos enfermeiros. Os tempos, tanto em M0 quanto em M2, apresentam-se acima das médias para uma população normal. No TAVIS 4.0 o tempo médio de reação foi de 0,518ms (0,916) em M0 e 0,593ms (0,183) em M2. A variabilidade dos tempos em M2 evidenciou assimetria positiva indicando tempos de reação maiores neste momento da análise. Sinais de distrabilidade, irritabilidade e desconfiança com o teste foi evidente nos sujeitos do estudo, principalmente na fase M2 durante a realização do TAVIS 4.0.O número médio de erros por ação em M0 foi de 0,69 (0,94), já em M2 de 0,38 (0,65). Quanto aos erros por omissão, a média foi 0(0) em M0 e de 0,38 (0,65) em M2. Existe um conflito entre velocidade-precisão, característico de declínio psicomotor. Os resultados obtidos para tempo de realização da tarefa (p=0.068), erros por omissão (p=0.088) e erros por ação (p=0.409) mostram que possivelmente não exista interferência na capacidade atentiva dos enfermeiros. O cortisol salivar não se mostrou significativo quando comparados os tempos dentro do grupo (p=0.1815). Entretanto, quando comparados nos tempos M0 e M1, mostram diferença relevante (p<0.0001). Em M1 houve aumento do cortisol em 75% dos sujeitos. Houve correlação entre estresse e cortisol salivar em M0 (ρ=0,056) e M1(ρ=0,620) sendo mais forte neste último. Ao final do estudo, mais que uma hipótese a ser confirmada, uma tese emergiu, a de que a carga trabalho do enfermeiro em plantões de 24h está correlacionada com a elevação dos níveis de cortisol salivar e o nível de estresse, com diminuição do processo de atenção e declínio psicomotor daqueles que atuam em UTI.Vianna, Lúcia Marques AlvesVianna, Lúcia Marques AlvesZeitoune, Regina Célia GollnerFrancisco, Marcio Tadeu RibeiroSilva, Roberto Carlos Lyra daSilva, Carlos Roberto Lyra daBatista, Deyse Conceição SantoroPassos, Joanir PereiraMachado, Daniel Aragão2018-02-19T13:21:52Z2018-02-19T13:21:52Z2014-03-25info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisMACHADO, Daniel Aragão. Alterações cognitivas em profissionais de enfermagem que atuam em unidades de terapia intensiva. 2014. 117 f. Tese (Doutorado em Enfermagem e Biociências) – Escola de Enfermagem Alfredo Pinto, Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro, 2014.http://hdl.handle.net/unirio/10910info:eu-repo/semantics/openAccessporreponame:Repositório Hórusinstname:Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO)instacron:UNIRIO2018-02-22T19:33:13Zoai:localhost:unirio/10910Repositório InstitucionalPUBhttp://www.repositorio-bc.unirio.br:8080/oai/requestbiblioteca.sid@unirio.bropendoar:2024-12-06T17:56:58.851258Repositório Hórus - Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO)false
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