A morte e o morrer numa unidade de terapia intensiva pediátrica: os desafios para cuidar em enfermagem na finitude da vida

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2012
Autor(a) principal: Ferreira, Bruna Santos
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/unirio/12112
Resumo: Dissertação também disponível em formato impresso, com o número de chamada CCBS ME 2012/0013
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spelling A morte e o morrer numa unidade de terapia intensiva pediátrica: os desafios para cuidar em enfermagem na finitude da vidaDeath and finiteness in the Pediatric Intensive care unit: challenges for nursing care within the finitude of lifeCIÊNCIAS DA SAÚDEENFERMAGEMAttitude to deathNursing carePediatric ICUAtitude frente à morteCuidado de enfermagemUTI PediátricaDissertação também disponível em formato impresso, com o número de chamada CCBS ME 2012/0013n/aAlthough death may acquire names that vary according to beliefs, it remains a subject considered by many as abhorred and rejected. Nursing professionals, however, have realized that the resistance to death is even greater in pediatric context, which is mainly caused by their reluctance to accept on early death with their whole future ahead of them. Now, the Intensive Care Units are at a constant battle against the death of pediatric patients. This study aims to describe how nurses deal with deaths in the ICU’s and to identify the difficulties pointed out by nursing staff, who cares for pediatric patients in the process of death and dying in the PICU (Pediatric Intensive Care Unit) and analyze the possible relations between the technological environment markedly from the PICU, and the way they think and relate to the reality of death and dying in these units. This is a descriptive study with qualitative method, which gave voice to the subjects and allowed to capture in their speeches, some of what they think, how they feel and how to position themselves ahead of the process of death and dying of their customers in the PICU . The scenario chosen to study the development of the study was the PICU of a Public Health the statements came through the procedure of thematic analysis pertaining to the Federal Network, a reference in women's health, child and adolescents, located in the city of Rio de Janeiro. The study subjects are nursing professionals who work at the PICU of the hospital, excluding those who did not pay direct care to children. The production technique of data chosen was semi-structured interview. Data were analyzed using thematic analysis and also the lexical analysis, which allowed the identification and description of the lexicons of the subjects present in the speech. After the refinement of the data revealed three categories: death and dying in a pediatric intensive care unit, suffering, pain, loss, acceptance and relief in the difficult passage, emotional security and religion: the professional preparing to deal with death and dying in pediatric intensive care, benefit and suffering: the paradox of technological progress in prolonging life and delaying death in pediatric intensive care. Among the results, it was found that nurses and nursing technicians refer to pain and suffering, on the downside, as the main sensations experienced when children are faced with the finiteness of life. About two thirds of the nursing staff said they do not feel prepared to deal with children in the process of dying and partly attributed to the fact of gaps in training. Most of the nursing staff of PICU senses the presence of technology as a facilitator in health care for children in critical condition.n/aMuito embora a morte possa receber denominações que variam de acordo com crenças, influência religiosa e cultural parece que é consenso acreditar tratar-se de um tema ainda abominado e repelido. Entre os profissionais de enfermagem percebe-se que a resistência à morte é ainda maior no contexto pediátrico, pois eles possuem dificuldade em aceitar o fato de um ser tão pequenino e indefeso, ainda com um futuro todo pela frente, ter sua vida abreviada tão precocemente. Definiu-se como objeto os enfrentamentos da equipe de enfermagem e no cotidiano de cuidar de clientes pediátricos em processo de morte e morrer na UTIP. A proposta deste estudo teve como objetivos descrever o que pensam os profissionais da equipe de enfermagem acerca do processo de morte e morrer em UTIP, identificar as dificuldades apontadas pela equipe de enfermagem para cuidar de clientes pediátricos em processo de morte e morrer em UTIP e analisar as possíveis relações entre o ambiente marcadamente tecnológico da UTIP e o modo como pensam e se relacionam com a realidade da morte e do morrer nessas unidades. Trata-se de uma pesquisa descritiva, com método qualitativo, que deu voz aos sujeitos e permitiu captar em suas falas, parte do que pensam, do que sentem e de como se posicionam diante do processo de morte e morrer de seus clientes em UTI pediátrica. O cenário de estudo eleito para o desenvolvimento do estudo foi a Unidade de Pacientes Graves (UPG) de uma Instituição Pública de Saúde. A análise dos depoimentos ocorreu mediante o procedimento de análise temática pertencente à Rede Federal, referência na saúde da mulher, da criança e do adolescente, situada na cidade do Rio de Janeiro. Os sujeitos do estudo são os profissionais de enfermagem que atuam na UPG do referido hospital, excluindo-se aqueles que não prestavam cuidados diretos às crianças. A técnica de produção de dados escolhida foi a entrevista semi-estruturada. Os dados foram analisados por meio da análise temática e também da análise léxica, que permitiu a identificação e descrição dos léxicos presentes na fala dos sujeitos. Após o refinamento dos dados, emergiram três categorias: morte e morrer em uma unidade de terapia intensiva pediátrica: sofrimento, dor, perda, aceitação e alívio na difícil passagem, segurança emocional e religião: preparando o profissional pra lidar com a morte e o morrer na terapia intensiva pediátrica, benefício e sofrimento: o paradoxo da evolução tecnológica no prolongamento da vida e a postergação da morte em terapia intensiva pediátrica. Dentre os resultados, viu-se que enfermeiros e técnicos de enfermagem referem a dor e o sofrimento, sob aspecto negativo, como as principais sensações experimentadas quando se encontram diante de crianças na finitude da vida. Cerca de 2/3 da equipe de enfermagem afirma não se sentir preparada para lidar com crianças em processo de morrer e em parte atribui o fato às lacunas existentes na formação profissional. A maioria da equipe de enfermagem da UPG percebe a presença da tecnologia como facilitadora na atenção a saúde de crianças em condições críticas.Silva, Roberto Carlos Lyra daSilva, Roberto Carlos Lyra daTeixeira, Enéas RangelSantiago, Luis CarlosFerreira, Bruna Santos2018-08-06T17:42:09Z2018-08-06T17:42:09Z2012-03info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisFERREIRA, Bruna Santos. A morte e o morrer numa unidade de terapia intensiva pediátrica: os desafios para cuidar em enfermagem na finitude da vida. 2012. 86 f. Dissertação (Mestrado em Enfermagem) - Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2012.http://hdl.handle.net/unirio/12112info:eu-repo/semantics/openAccessporreponame:Repositório Hórusinstname:Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO)instacron:UNIRIO2018-08-06T17:42:09Zoai:localhost:unirio/12112Repositório InstitucionalPUBhttp://www.repositorio-bc.unirio.br:8080/oai/requestbiblioteca.sid@unirio.bropendoar:2024-12-06T17:58:17.042047Repositório Hórus - Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO)false
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