Esclerose múltipla maligna: fatores prognósticos clínicos e demográficos

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2014
Autor(a) principal: Araújo, Fabrício da Costa Hampshire de
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/unirio/11224
Resumo: n/a
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spelling Esclerose múltipla maligna: fatores prognósticos clínicos e demográficosMalignant multiple sclerosis: clinical and demographic prognostic factorsCIÊNCIAS DA SAÚDEMEDICINANEUROLOGIAMultiple sclerosisMalignant multiple sclerosisPrognosisEsclerose múltiplaEsclerose múltipla malignaPrognósticon/aIntroduction: Multiple sclerosis (MS) is an autoimmune disease of inflammatory and degenerative nature that affects the central nervous system (CNS), difficult to diagnose. The clinical course of MS can follow a changing pattern in time, but in general is characterized by the occurrence, recurrence or worsening signs and / or symptoms (relapses) of neurological dysfunction that can move with complete or partial remission or gradual deterioration of neurologic function (progression), or a combination of the two. MS can be identified by their clinical phenotypes, depending on their developmental characteristics, clinical course, or its severity as benign or malignant. In malignant clinical course, occur where the disease progresses so rapidly that it reaches a significant level of disability (EDSS 6.0) within five years of the disease. This was defined as malignant MS (MMS). Objective: To identify and analyze the influence of demographic and clinical factors associated with severe course of malignant MS. Methodology: A retrospective longitudinal analytic study that examined in 2013, a total of 293 Disease Inflammatory Demyelinating outpatient records Idiopathic the Federal Hospital. Results: Of the progressive forms the primary (PPMS) was most prevalent (10%). Malignant course (MMS) found 25 records (8.5%), with a predominance of female patients, nonwhite, aged less than 30 years in the first clinical manifestation of the disease, shorter interval between the first two outbreaks and a larger number of outbreaks in the first two years of the disease. The MMS records were subdivided into early and not early (EMMS) and (NEMMS). There was no statistically significant difference between these groups when studied clinical and demographic factors. In outbreaks the vast majority of malignant presented only one affected functional system (76%), predominantly the pyramidal system. The treatment with immunomodulatory was early in the malignant forms although the average time interval between symptoms and the diagnosis was different between patients with NMMS and MMS. No neuropsychiatric case was identified in the first clinical episode. Conclusion: RRMS form is the most found initially in both the malignant group and the non-malignant. In the malignant course, male, age at first outbreak, motor impairment, shorter interval between the first two outbreaks and greater amount of outbreaks in the first two years of illness, can serve as variables for a prognostic score, useful for diagnosis and intervention early. The MMS despite its gravity has been little studied, requiring more attention and research that lead to early treatment of this progressive form of MS.n/aIntrodução: A Esclerose Múltipla (EM) é uma doença autoimune de caráter inflamatório e degenerativo que acomete o sistema nervoso central (SNC), de difícil diagnóstico. O curso clínico da EM pode seguir um padrão variável no tempo, porém em geral se caracteriza pela ocorrência, recorrência ou agravamento de sinais e/ou sintomas (surtos) de disfunção neurológica que podem evoluir com remissão total ou parcial, ou com deterioração gradual da função neurológica (progressão), ou ainda uma combinação dos dois. A EM pode ser identificada por seus fenótipos clínicos, dependendo de suas características evolutivas, seu curso clínico, ou sua gravidade como benigna ou maligna. No curso clínico maligno, ocorrem casos em que a doença progride tão rapidamente que atinge um nível significativo de incapacidade (EDSS 6,0) em até cinco anos de doença. Esta situação foi definida como EM maligna (EMM). Objetivo: Identificar e analisar a influência de fatores clínicos e demográficos associados ao curso grave da EM “maligna”. Metodologia: Estudo observacional analítico longitudinal retrospectivo que analisou no ano de 2013, um total de 293 prontuários do ambulatório de Doenças Desmielinizantes Inflamatórias Idiopáticas do Hospital Federal da Lagoa. Resultados: Das formas progressivas, a primária (EMPP) foi a mais prevalente (10%). De curso maligno (EMM) foram encontrados 25 prontuários (8,5%), com predominância de pacientes do sexo feminino, não brancos, com idade igual ou superior a 30 anos na primeira manifestação clínica da doença, menor intervalo entre os dois primeiros surtos e maior quantidade de surtos nos dois primeiros anos da doença. Os prontuários EMM foram subdivididos em precoce e não precoce (EMMP) e (EMNP). Não houve diferença estatisticamente significativa entre esses grupos quando se estudaram fatores clínicos e demográficos. Nos surtos a grande maioria dos malignos apresentou apenas um sistema funcional afetado (76%), predominando o sistema piramidal. O tratamento com imunomodulador foi precoce nas formas malignas embora a média do intervalo de tempo entre o primeiro sintoma e o diagnóstico tenha sido diferente entre os pacientes com EMM e EMNM. Nenhum caso neuropsiquiátrico foi identificado no primeiro episódio clínico. Conclusão: A forma EMSR é a mais encontrada, inicialmente, tanto no grupo maligno como no não maligno. No curso maligno, sexo masculino, idade no primeiro surto, acometimento motor, menor intervalo entre os dois primeiros surtos e maior quantidade de surtos nos primeiros dois anos de doença, podem servir de variáveis para um escore prognóstico, útil para um diagnóstico e uma intervenção precoce. A EMM apesar de sua gravidade tem sido pouco estudada, necessitando mais atenção e pesquisas que auxiliem no tratamento precoce desta forma evolutiva da EM.Vasconcelos, Claudia Cristina FerreiraVasconcelos, Claudia Cristina FerreiraAlvarenga, Regina Maria PapaisBergmann, AnkeAraújo, Fabrício da Costa Hampshire de2018-03-05T23:18:35Z2018-03-05T23:18:35Z2014-11-17info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisARAÚJO, Fabrício da Costa Hampshire de. Esclerose múltipla maligna: fatores prognósticos clínicos e demográficos. 2014. 59 f. 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