Associação entre tempo de clampeamento do cordão umbilical e icterícia neonatal precoce em recém-nascidos a termo

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2018
Autor(a) principal: Sarli, Yone de Oliveira Di
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
dARK ID: ark:/30103/0013000001cf4
Idioma: por
Instituição de defesa: UNISA
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://dspace.unisa.br/handle/123456789/1194
Resumo: Introdução: a demora no tempo de clampeamento do cordão umbilical pode levar à icterícia neonatal com maior frequência, aumentando a morbimortalidade. No entanto, há controvérsias entre o melhor momento para se clampear o cordão, pois por um lado o clampeamento tardio determina redução na anemia aos 3 meses de idade e por outro aumenta o risco de icterícia neonatal. Neste contexto, identificar o melhor tempo para clampear o cordão e, se de fato, há relação com a icterícia neonatal, pode subsidiar estratégia de saúde na sala de parto para melhorar a assistência ao nascimento. Objetivo: investigar a associação entre o tempo de clampeamento do cordão umbilical e o grau de icterícia em recém-nascidos a termo. Método: estudo observacional transversal de recém-nascidos (RN) a termo, nascidos no Hospital Geral do Grajaú e encaminhados ao alojamento conjunto, durante o período de 4 meses, num total de 592 RN. Para isto foi documentado o tempo de clampeamento do cordão de todos os RN a termo, nascidos no Hospital Geral do Grajaú e encaminhados ao alojamento conjunto durante o período de 1 de dezembro de 2016 a 17 de março de 2017. Foram utilizadas informações de prontuários dos RN até a alta ou até os primeiros sete dias de vida, para aqueles que permaneceram hospitalizados. Além disso, foi realizada entrevista com as mães para completar as informações de interesse. As informações coletadas foram digitadas em bancos de dados eletrônicos e os resultados foram apresentados como média, com desvio padrão e prevalências com intervalo de confiança. O pacote estatístico utilizado foi o STATA 14, sendo consideradas associações estatísticas significantes aquelas com valores de p< 0,05 (erro . Resultados: Foram analisados 601 prontuários e realizadas 601 entrevistas, porém nove não possuíam a anotação de tempo de clampeamento do cordão umbilical, restando 592 RN. Destes, 48,3% foram do sexo masculino, 24,5% nasceram de parto cesariana, 77,4% tiveram clampeamento precoce do cordão umbilical e 108 apresentaram icterícia neonatal nos primeiros dias de vida e receberam fototerapia (18,2% - IC95% 15,3-21,5). A média do tempo de clampeamento do grupo sem icterícia foi 50.4 segundos e do grupo com icterícia foi 56.5 segundos. Embora a média do tempo de clampeamento do cordão umbilical do grupo com icterícia tenha sido maior, não foi estatisticamente significante, já que P=0,0257. Analisando a associação entre o tempo de clampeamento do cordão umbilical e o tempo de fototerapia em horas dos RN que tiveram icterícia, independente do peso ao nascimento, com N= 94 RN ictéricos, o coeficiente de regressão linear foi de 0,15 (IC95%: 0,004-0,306). Assim, cada segundo a mais de tempo de clampeamento do cordão umbilical levou a aumento de 0,15 horas no tempo de fototerapia. O valor do p foi de 0,044 caracterizando uma correlação positiva estatisticamente significante entre tempo de clampeamento do cordão e o período de fototerapia em horas. Desta forma, aumentar o tempo de clampeamento em 1 segundo, significa o acréscimo de 9 minutos no tempo de fototerapia e, no mesmo sentido, aumentar em 10 segundos o tempo de clampeamento, significa o acréscimo de 1 hora e meia no tempo de fototerapia. A regressão logística entre o tempo de clampeamento precoce do cordão umbilical (≤60 segundos) e presença ou não de icterícia (n=592). Evidenciou que RN que tiveram tempo de clampeamento precoce do cordão umbilical apresentaram menor risco de estarem ictéricos do que aqueles que tiveram o tempo de clampeamento do cordão tardio (OR=0,71 - IC95% 0,44-1,14). Desta forma, o clampeamento ocorrido antes de 1 minuto mostrou-se como fator de proteção de icterícia. No entanto, a associação não foi estatisticamente significante (p=0,153). Conclusão: Os resultados aqui evidenciados sugerem que a definição do momento ideal para clampear o cordão umbilical parece estar mais associada à tomada de decisão para cada caso em questão do que para a elaboração de um protocolo de conduta definitivo. Apesar dos estudos existentes, ainda há lacuna no conhecimento científico relacionado ao custo-benefício de retardar ou não o clampeamento do cordão umbilical de forma universal, sendo necessários mais estudos, para elaboração de protocolos assistenciais.
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Método: estudo observacional transversal de recém-nascidos (RN) a termo, nascidos no Hospital Geral do Grajaú e encaminhados ao alojamento conjunto, durante o período de 4 meses, num total de 592 RN. Para isto foi documentado o tempo de clampeamento do cordão de todos os RN a termo, nascidos no Hospital Geral do Grajaú e encaminhados ao alojamento conjunto durante o período de 1 de dezembro de 2016 a 17 de março de 2017. Foram utilizadas informações de prontuários dos RN até a alta ou até os primeiros sete dias de vida, para aqueles que permaneceram hospitalizados. Além disso, foi realizada entrevista com as mães para completar as informações de interesse. As informações coletadas foram digitadas em bancos de dados eletrônicos e os resultados foram apresentados como média, com desvio padrão e prevalências com intervalo de confiança. O pacote estatístico utilizado foi o STATA 14, sendo consideradas associações estatísticas significantes aquelas com valores de p< 0,05 (erro . 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Assim, cada segundo a mais de tempo de clampeamento do cordão umbilical levou a aumento de 0,15 horas no tempo de fototerapia. O valor do p foi de 0,044 caracterizando uma correlação positiva estatisticamente significante entre tempo de clampeamento do cordão e o período de fototerapia em horas. Desta forma, aumentar o tempo de clampeamento em 1 segundo, significa o acréscimo de 9 minutos no tempo de fototerapia e, no mesmo sentido, aumentar em 10 segundos o tempo de clampeamento, significa o acréscimo de 1 hora e meia no tempo de fototerapia. A regressão logística entre o tempo de clampeamento precoce do cordão umbilical (≤60 segundos) e presença ou não de icterícia (n=592). Evidenciou que RN que tiveram tempo de clampeamento precoce do cordão umbilical apresentaram menor risco de estarem ictéricos do que aqueles que tiveram o tempo de clampeamento do cordão tardio (OR=0,71 - IC95% 0,44-1,14). 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