Jovens universitários e idosos: indicadores de saúde e comportamentos de risco no trânsito

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2021
Autor(a) principal: Bahia, Marta Alice Nelli [UNESP]
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Estadual Paulista (Unesp)
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/11449/204875
Resumo: Pesquisas tem revelado alto índice de morbimortalidade no trânsito envolvendo jovens adultos e idosos brasileiros, indicando um quadro de grave problema de saúde pública e de grande preocupação dos órgãos governamentais. Ainda que sejam raros na literatura da psicologia do trânsito estudos sobre comportamentos de risco envolvendo essa população, sabe-se da relevância dos construtos que envolvem tais comportamentos. O presente trabalho tem por objetivo analisar, investigar e comparar os comportamentos de riscos no trânsito tanto da população jovem quanto da idosa. Está dividido em dois artigos, o primeiro deles denominado “Comportamento de risco no trânsito: análise da literatura de 2003 a 2018”, teve como objetivo investigar por meio da literatura científica nacional, a produção acerca da temática dos fatores de comportamentos de riscos no trânsito. Para isso foram analisados 21 artigos (encontrados por intermédio de buscas em bases de dados com as palavras-chave: trânsito e risco, comportamentos de risco no trânsito, acidentes de trânsito, motoristas, condutores e direção perigosa. Os principais resultados foram produções científicas no ano de 2014, predominância amostral de estudantes que dirigiam, motociclistas e motoristas, na fase jovem adulto. Os instrumentos mais utilizados para analisar os fatores de risco no trânsito foram questionários elaborados pelos autores, entrevistas e, dos instrumentos psicométricos, o Questionário do Comportamento do Motorista foi o mais utilizado. O segundo artigo, “Saúde mental, percepção de suporte social e comportamentos de risco no trânsito: estudo comparativo entre jovens e idosos”, teve como objetivo investigar os aspectos relacionados à saúde física e mental, percepção de suporte social e comportamentos de risco no trânsito. Participaram 49 jovens (estudantes universitários) e 45 idosos (participantes de projetos de universidades abertas à terceira idade). Os instrumentos utilizados para a coleta de dados foram um questionário sociodemográfico, a Escala de Percepção de Suporte Social, versão adulta (EPSUS–A), o Questionário de Saúde Física e Mental (QSG12) e o Questionário de Comportamento do Motorista (QCM). Os resultados sinalizaram adequados indicadores de saúde mental e suporte social para ambos os grupos, porém os idosos apresentaram menores crenças de autoeficácia e maiores indicadores de depressão. Quanto ao suporte social, o grupo de idosos percebeu melhor interação social do que o grupo de jovens. Em relação aos comportamentos de risco, os jovens pontuaram de forma superior em todos os fatores do instrumento. Ao se analisar comportamentos de riscos com base no gênero, os homens, tanto jovens quanto idosos, apresentaram pontuações acima da apresentada pelas mulheres. Almeja-se que esta pesquisa ofereça dados para novos estudos na área da Psicologia do Trânsito com ampliação de medidas de políticas de mobilidade humana no trânsito.
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Está dividido em dois artigos, o primeiro deles denominado “Comportamento de risco no trânsito: análise da literatura de 2003 a 2018”, teve como objetivo investigar por meio da literatura científica nacional, a produção acerca da temática dos fatores de comportamentos de riscos no trânsito. Para isso foram analisados 21 artigos (encontrados por intermédio de buscas em bases de dados com as palavras-chave: trânsito e risco, comportamentos de risco no trânsito, acidentes de trânsito, motoristas, condutores e direção perigosa. Os principais resultados foram produções científicas no ano de 2014, predominância amostral de estudantes que dirigiam, motociclistas e motoristas, na fase jovem adulto. Os instrumentos mais utilizados para analisar os fatores de risco no trânsito foram questionários elaborados pelos autores, entrevistas e, dos instrumentos psicométricos, o Questionário do Comportamento do Motorista foi o mais utilizado. O segundo artigo, “Saúde mental, percepção de suporte social e comportamentos de risco no trânsito: estudo comparativo entre jovens e idosos”, teve como objetivo investigar os aspectos relacionados à saúde física e mental, percepção de suporte social e comportamentos de risco no trânsito. Participaram 49 jovens (estudantes universitários) e 45 idosos (participantes de projetos de universidades abertas à terceira idade). Os instrumentos utilizados para a coleta de dados foram um questionário sociodemográfico, a Escala de Percepção de Suporte Social, versão adulta (EPSUS–A), o Questionário de Saúde Física e Mental (QSG12) e o Questionário de Comportamento do Motorista (QCM). Os resultados sinalizaram adequados indicadores de saúde mental e suporte social para ambos os grupos, porém os idosos apresentaram menores crenças de autoeficácia e maiores indicadores de depressão. Quanto ao suporte social, o grupo de idosos percebeu melhor interação social do que o grupo de jovens. Em relação aos comportamentos de risco, os jovens pontuaram de forma superior em todos os fatores do instrumento. Ao se analisar comportamentos de riscos com base no gênero, os homens, tanto jovens quanto idosos, apresentaram pontuações acima da apresentada pelas mulheres. Almeja-se que esta pesquisa ofereça dados para novos estudos na área da Psicologia do Trânsito com ampliação de medidas de políticas de mobilidade humana no trânsito.Research has revealed a high rate of traffic morbidity and mortality involving young adults and elderly Brazilians, indicating a chart of a serious public health problem and of great concern by government agencies. Although studies on risk behaviors involving this population are rare in the traffic psychology literature, the relevance of the constructs that involve such behaviors are known. The present work aims to analyze, investigate and compare the traffic risk behaviors of both the young and the elderly population. It is divided into two articles, the first of which is called “Risk behavior in traffic: analysis of the literature from 2003 to 2018”, aimed at investigating, through the national scientific literature, the production on the theme of risky behavior factors in traffic . For this, 21 articles were analyzed (found through searches in databases with the keywords: traffic and risk, risky behavior in traffic, traffic accidents, drivers, drivers and dangerous driving. The main results were scientific productions in the predominance of students who drove, motorcyclists and drivers in the young adult phase in 2014. The instruments most used to analyze risk factors in traffic were questionnaires prepared by the authors, interviews and, from the psychometric instruments, the Behavior Questionnaire of the Driver was the most used. The second article, “Mental health, perception of social support and risky behavior in traffic: a comparative study between young and elderly”, aimed to investigate aspects related to physical and mental health, perception of social support and risky behaviors in traffic. 49 Young people (university students) and 45 elderly people (participating in university projects open to the elderly). The instruments used for data collection were a sociodemographic questionnaire, the Social Support Perception Scale, adult version (EPSUS – A), the Physical and Mental Health Questionnaire (QSG12) and the Driver Behavior Questionnaire (QCM). The results showed adequate indicators of mental health and social support for both groups, but the elderly had lower beliefs of self-efficacy and higher indicators of depression. As for social support, the elderly group perceived better social interaction than the youth group. In relation to risky behaviors, young people scored higher on all factors of the instrument. When analyzing risky behaviors based on gender, men, both young and old, had scores higher than the presented by women. It is hoped that this research will provide data for new studies in the area of Traffic Psychology with the expansion of measures of human mobility policies in traffic.Universidade Estadual Paulista (Unesp)Cardoso, Hugo Ferrari [UNESP]Universidade Estadual Paulista (Unesp)Bahia, Marta Alice Nelli [UNESP]2021-06-07T20:21:08Z2021-06-07T20:21:08Z2021-04-28info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfapplication/pdfhttp://hdl.handle.net/11449/20487533004056085P0porinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Repositório Institucional da UNESPinstname:Universidade Estadual Paulista (UNESP)instacron:UNESP2025-06-24T05:15:40Zoai:repositorio.unesp.br:11449/204875Repositório InstitucionalPUBhttp://repositorio.unesp.br/oai/requestrepositoriounesp@unesp.bropendoar:29462025-06-24T05:15:40Repositório Institucional da UNESP - Universidade Estadual Paulista (UNESP)false
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