Sobre o nascimento da ciência moderna: a perspectiva continuísta de Edward Grant
| Ano de defesa: | 2020 |
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| Autor(a) principal: | |
| Orientador(a): | |
| Banca de defesa: | |
| Tipo de documento: | Tese |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Universidade Estadual Paulista (Unesp)
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
Não Informado pela instituição
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| País: |
Não Informado pela instituição
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | http://hdl.handle.net/11449/193423 |
Resumo: | Uma controvérsia historiográfica relevante na História da Ciência se relaciona ao debate a respeito da denominada Revolução Científica dos séculos XVI e XVII. Esta querela é protagonizada pelos continuístas – defendem que os pensadores medievais contribuíram para o desenvolvimento da ciência moderna – e pelos descontinuístas – sustentam que a Revolução Científica foi um rompimento com a Escolástica medieval. Edward Grant, prestigiado historiador da ciência estadunidense pouco conhecido no Brasil, dedicou-se à temática em grande parte de sua carreira, procurando lançar luz sobre a riqueza da produção científica tanto medieval como de outros períodos. No presente trabalho, analisamos o percurso acadêmico desse historiador frente ao debate continuísmo/decontinuísmo desde o início dos anos 1970, quando se alinhava com o segundo grupo, até a segunda metade da década de 2000, período em que apresentou uma robusta proposta continuísta. Para tanto, examinamos os seguintes pontos: a historicidade das correntes continuísta e descontinuísta em História da Ciência, o contexto historiográfico em que Grant estava inserido durante o período de sua formação, a alteração do posicionamento do autor a partir da seleção de algumas de suas obras e os alcances e limites teóricos de sua proposta continuísta. Nossa conclusão é a de que o método de Grant, além de avançar em relação à boa parte das críticas de anacronismo dirigidas às tradições continuístas, pode fornecer prolíficos horizontes teórico-metodológicos àqueles interessados em investigar a História da Ciência a partir da continuidade. Para a realização do presente estudo, buscamos alinhamento com as diretrizes da História da Historiografia da Ciência. Assim, mobilizamos técnicas relacionadas à análise meta-historiográfica, tais como o método crítico, a História das Controvérsias e o método comparativo associado ao cotejo historiográfico. |
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Sobre o nascimento da ciência moderna: a perspectiva continuísta de Edward GrantOn the birth of modern science: Edward Grant's Continuist PerspectiveEdward GrantContinuidadeHistória da Historiografia da CiênciaFilosofia NaturalHistória da Ciência MedievalContinuityHistory of the Historiography of ScienceNatural PhilosophyHistory of Medieval ScienceUma controvérsia historiográfica relevante na História da Ciência se relaciona ao debate a respeito da denominada Revolução Científica dos séculos XVI e XVII. Esta querela é protagonizada pelos continuístas – defendem que os pensadores medievais contribuíram para o desenvolvimento da ciência moderna – e pelos descontinuístas – sustentam que a Revolução Científica foi um rompimento com a Escolástica medieval. Edward Grant, prestigiado historiador da ciência estadunidense pouco conhecido no Brasil, dedicou-se à temática em grande parte de sua carreira, procurando lançar luz sobre a riqueza da produção científica tanto medieval como de outros períodos. No presente trabalho, analisamos o percurso acadêmico desse historiador frente ao debate continuísmo/decontinuísmo desde o início dos anos 1970, quando se alinhava com o segundo grupo, até a segunda metade da década de 2000, período em que apresentou uma robusta proposta continuísta. Para tanto, examinamos os seguintes pontos: a historicidade das correntes continuísta e descontinuísta em História da Ciência, o contexto historiográfico em que Grant estava inserido durante o período de sua formação, a alteração do posicionamento do autor a partir da seleção de algumas de suas obras e os alcances e limites teóricos de sua proposta continuísta. Nossa conclusão é a de que o método de Grant, além de avançar em relação à boa parte das críticas de anacronismo dirigidas às tradições continuístas, pode fornecer prolíficos horizontes teórico-metodológicos àqueles interessados em investigar a História da Ciência a partir da continuidade. Para a realização do presente estudo, buscamos alinhamento com as diretrizes da História da Historiografia da Ciência. Assim, mobilizamos técnicas relacionadas à análise meta-historiográfica, tais como o método crítico, a História das Controvérsias e o método comparativo associado ao cotejo historiográfico.A notorious historiographical controversy in the History of Science is related to the debate about the Scientific Revolution in the 16th and 17th centuries. This contention is leads by the continuists, whose intention is to defend that medieval thinkers contributed to the development of modern science, and by the discontinuists, whose support is destined to defend that Scientific Revolution was a rupture with the medieval Scholastics. Edward Grant, a renowned American historian of science (unexplored in Brazil until now), focused on this theme during a significant part of his career, seeking to reveal the richness of scientific production of both medieval civilization and other cultures. In the present work, we analyze Grant’s academics route and his perspectives regarding continuity and discontinuity debate since early 1970s, when he was associated with the discontinuists, until the second half of the 2000s, a period in which he produced a robust continuous proposal. Therefore, we examine the following points: the historicity of continuists and discontinuists theory in History of Science; the historiographic context in which Grant was inserted during his professional path; the changes spotted on his position based on a selection of some of his works; and the scope and theoretical limits of its continuous proposal. Our conclusion is that Grant’s method goes forward as far as the criticisms of anachronism are concerned related to continuists traditions, providing a prolific theoretical-methodological horizon to those interested in investigating History of Science from a continuist point of view. In order of carrying out this study, we sought association with History of the Historiography of Science area guidelines. Thereby, we mobilize techniques related to meta-historiographical analysis, such as critical method, History of Controversies and comparative method associated with historiographic inquiry.Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq)Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)162675/2018-6Universidade Estadual Paulista (Unesp)Bortolotti, Ricardo Gião [UNESP]Universidade Estadual Paulista (Unesp)Silva, Luiz Cambraia Karat Gouvêa da [UNESP]2020-09-09T14:02:05Z2020-09-09T14:02:05Z2020-08-17info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfapplication/pdfhttp://hdl.handle.net/11449/19342333004048018P549225761044134860000-0001-9759-3719porinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Repositório Institucional da UNESPinstname:Universidade Estadual Paulista (UNESP)instacron:UNESP2025-05-28T08:57:10Zoai:repositorio.unesp.br:11449/193423Repositório InstitucionalPUBhttp://repositorio.unesp.br/oai/requestrepositoriounesp@unesp.bropendoar:29462025-05-28T08:57:10Repositório Institucional da UNESP - Universidade Estadual Paulista (UNESP)false |
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Uma controvérsia historiográfica relevante na História da Ciência se relaciona ao debate a respeito da denominada Revolução Científica dos séculos XVI e XVII. Esta querela é protagonizada pelos continuístas – defendem que os pensadores medievais contribuíram para o desenvolvimento da ciência moderna – e pelos descontinuístas – sustentam que a Revolução Científica foi um rompimento com a Escolástica medieval. Edward Grant, prestigiado historiador da ciência estadunidense pouco conhecido no Brasil, dedicou-se à temática em grande parte de sua carreira, procurando lançar luz sobre a riqueza da produção científica tanto medieval como de outros períodos. No presente trabalho, analisamos o percurso acadêmico desse historiador frente ao debate continuísmo/decontinuísmo desde o início dos anos 1970, quando se alinhava com o segundo grupo, até a segunda metade da década de 2000, período em que apresentou uma robusta proposta continuísta. Para tanto, examinamos os seguintes pontos: a historicidade das correntes continuísta e descontinuísta em História da Ciência, o contexto historiográfico em que Grant estava inserido durante o período de sua formação, a alteração do posicionamento do autor a partir da seleção de algumas de suas obras e os alcances e limites teóricos de sua proposta continuísta. Nossa conclusão é a de que o método de Grant, além de avançar em relação à boa parte das críticas de anacronismo dirigidas às tradições continuístas, pode fornecer prolíficos horizontes teórico-metodológicos àqueles interessados em investigar a História da Ciência a partir da continuidade. Para a realização do presente estudo, buscamos alinhamento com as diretrizes da História da Historiografia da Ciência. Assim, mobilizamos técnicas relacionadas à análise meta-historiográfica, tais como o método crítico, a História das Controvérsias e o método comparativo associado ao cotejo historiográfico. |
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