Cuidar é direcionar os caminhos: ensaios sobre alianças entre mulheres

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2025
Autor(a) principal: Contessotto, Rafaela Mezzomo [UNESP]
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Estadual Paulista (Unesp)
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://hdl.handle.net/11449/312156
Resumo: Esta pesquisa desafia as críticas às alianças entre mulheres diversas, confrontando as normas patriarcais que promovem relações de competitividade e desunião, impedindo a construção de lutas coletivas. No entanto, não se trata de uma romantização dessas alianças, mas de uma reflexão crítica sobre seus desafios, conflitos e os códigos de opressão que exigem cautela nos caminhos trilhados. No Brasil, marcado por uma lógica ocidental e colonial, o cuidado, em todas as suas dimensões, é visto como responsabilidade exclusiva das mulheres. Desvalorizado na economia formal e tratado como algo natural, ele subjuga muitas mulheres a papeis de exploração e opressão. Assim, esta pesquisa, por meio de encontros entre mulheres cuidadoras de diferentes culturas e territórios, busca centralizar as alianças possíveis em uma luta pelo reconhecimento do cuidado como uma potência política. O estudo desloca o olhar sobre o cuidado para as mulheres que o vivenciam no cotidiano, refletem e criam formas de subverter a lógica opressora, questionando os fundamentos do patriarcado capitalista e apontando caminhos para uma vida mais digna. A metodologia baseia-se em encontros construídos de forma colaborativa e dialógica entre as mulheres, rompendo com a lógica apriorística dos métodos tradicionais de pesquisa. Os encontros ocorreram no interior do Paraná, em diferentes territórios, reunindo mulheres da cidade, da periferia, de uma comunidade quilombola e de uma comunidade indígena guarani-mbya. Nestes espaços, dialogou-se sobre definições de cuidado, autocuidado, alianças entre mulheres e estratégias para enfrentar as dificuldades do dia a dia. Participaram da pesquisa 32 mulheres e 2 homens. Dentre elas, 25 foram convidadas a compartilhar seus saberes em rodas de conversa: 7 mulheres da comunidade indígena guarani-mbya, 12 da comunidade quilombola, 7 da cidade, 2 responsáveis pelas filmagens dos encontros e 5 que integraram um mutirão para cuidar das crianças presentes. Foram realizados 3 encontros: o primeiro na cidade, o segundo na comunidade quilombola e o terceiro na comunidade indígena. Esses encontros fortaleceram alianças e promoveram o engajamento na luta contra paradigmas culturais que privilegiam crenças e valores únicos. Aliar-se pela diferença mostrou-se uma forma eficaz de resistir à cultura dominante de exploração, homogeneidade e essencialismos, apontando para a construção de um mundo mais justo e plural.
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Assim, esta pesquisa, por meio de encontros entre mulheres cuidadoras de diferentes culturas e territórios, busca centralizar as alianças possíveis em uma luta pelo reconhecimento do cuidado como uma potência política. O estudo desloca o olhar sobre o cuidado para as mulheres que o vivenciam no cotidiano, refletem e criam formas de subverter a lógica opressora, questionando os fundamentos do patriarcado capitalista e apontando caminhos para uma vida mais digna. A metodologia baseia-se em encontros construídos de forma colaborativa e dialógica entre as mulheres, rompendo com a lógica apriorística dos métodos tradicionais de pesquisa. Os encontros ocorreram no interior do Paraná, em diferentes territórios, reunindo mulheres da cidade, da periferia, de uma comunidade quilombola e de uma comunidade indígena guarani-mbya. Nestes espaços, dialogou-se sobre definições de cuidado, autocuidado, alianças entre mulheres e estratégias para enfrentar as dificuldades do dia a dia. Participaram da pesquisa 32 mulheres e 2 homens. Dentre elas, 25 foram convidadas a compartilhar seus saberes em rodas de conversa: 7 mulheres da comunidade indígena guarani-mbya, 12 da comunidade quilombola, 7 da cidade, 2 responsáveis pelas filmagens dos encontros e 5 que integraram um mutirão para cuidar das crianças presentes. Foram realizados 3 encontros: o primeiro na cidade, o segundo na comunidade quilombola e o terceiro na comunidade indígena. Esses encontros fortaleceram alianças e promoveram o engajamento na luta contra paradigmas culturais que privilegiam crenças e valores únicos. Aliar-se pela diferença mostrou-se uma forma eficaz de resistir à cultura dominante de exploração, homogeneidade e essencialismos, apontando para a construção de um mundo mais justo e plural.Esta investigación desafia las críticas a las alianzas entre mujeres diversas, confrontando las normas patriarcales que promueven relaciones de competitividad y desunión, pidiendo la construcción de luchas colectivas. Sin embargo, no se trata de una omantización de estas alianzas, sino de una reflexión crítica sobre sus desafios, conflictos y los códigos de opresión que exigen cautela en los caminos recorridos. En Brasil, marcado por una lógica occidental y colonial, el cuidado, en todas sus dimensiones, es visto como responsabilidad exclusiva de las mujeres. Desvalorizado en la economía formal y tratado como algo natural, subyuga a muchas mujeres a roles de explotación y opresión. Así, esta investigación, a través de encuentros entre mujeres cuidadoras de diferentes culturas y territorios, busca centralizar las alianzas posibles en una lucha por el reconocimiento del cuidado como una potencia política. El estudio desplaza la mirada sobre el cuidado hacia las mujeres que lo vivencian en el cotidiano, reflexionan y crean formas de subvertir la lógica opresora, cuestionando los fundamentos del patriarcado capitalista y seiialando caminos para una vida más digna. La metodología se basa en encuentros construidos de forma colaborativa y dialógica entre las mujeres, rompiendo con la lógica apriorística de los métodos tradicionales de investigación. Los encuentros tuvieron lugar en el interior de Paraná, en diferentes territorios, reuniendo a mujeres de la ciudad, de la periferia, de una comunidad quilombola y de una comunidad indígena guaraní-mbya. En estos espacios, se dialogó sobre las definiciones del cuidado, el autocuidado, las alianzas entre mujeres y las estrategias para enfrentar las dificultades del día a día. Participaron en la investigación 32 mujeres y 2 hombres. Entre ellas, 25 fueron invitadas a compartir sus saberes en ruedas de conversación: 7 mujeres de la comunidad indígena guaraní-mbya, 12 de la comunidad quilombola, 7 de la ciudad, 2 responsables de las filmaciones de los encuentros y 5 que integraron un mutirão para cuidar a los nifios presentes. Se realizaron 3 encuentros: el primero en la ciudad, el segundo en la comunidad quilombola y el tercero en la comunidad indígena. Estos encuentros fortalecieron alianzas y promovieron el compromiso en la lucha contra paradigmas culturales que privilegian creencias y valores únicos. Aliarse desde la diferencia se mostró como una forma eficaz de resistir a la cultura dominante de explotación, homogeneidad y esencialismos, apuntando hacia la construcción de un mundo más justo y plural.Universidade Estadual Paulista (Unesp)Guimarães, Rafael Siqueira [UNESP]Universidade Estadual Paulista (Unesp)Contessotto, Rafaela Mezzomo [UNESP]2025-07-17T12:28:20Z2025-03-20info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfCONTESSOTTO, Rafaela Mezzomo. Cuidar é direcionar os caminhos: ensaios sobre alianças entre mulheres. 2025. 248 p. 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